Por Folha de SP,
O reajuste do IPTU na cidade de São Paulo poderá chegar no ano que vem a
até 30% para os imóveis residenciais e 45% para outros tipos, como
comércio ou indústria.
Essas serão as "travas" do reajuste do imposto --percentual máximo de aumento para cada contribuinte.
Análise: Risco político de Haddad é alto com reajuste de imposto
Prefeitura de SP projeta aumento de 24% com receita do IPTU
Prefeitura de SP projeta aumento de 24% com receita do IPTU
As informações foram divulgadas ontem pela gestão Fernando Haddad (PT),
que detalhou os cálculos de sua estimativa de aumentar em 24% a
arrecadação do imposto em 2014, conforme previsto na proposta de
Orçamento enviada por ele à Câmara.
O aumento médio para os imóveis residenciais será de 18%, mas a maioria dos contribuintes terá aumento de 20% a 30% nos valores.
O reajuste ficará bem acima da inflação dos últimos 12 meses --de 6%, pelo IPCA.
Outros 2% de imóveis que são isentos do imposto passarão a ter que
pagá-lo, e 8% dos contribuintes terão redução no valor cobrado.
Todas as mudanças devem ocorrer devido à revisão da Planta Genérica de
Valores, que define a valorização do m² na cidade. Esse preço é usado
para calcular os valores venais dos imóveis, que são a base do IPTU
(Imposto Predial e Territorial Urbano).
Segundo a prefeitura, os valores oficiais estão "bastantes defasados"
porque a última atualização ocorreu em 2009, e, desde então, houve
valorização imobiliária sem a devida revisão.
Segundo a gestão, os valores oficiais representam, hoje, cerca de 30%
dos valores praticados pelo mercado. Em alguns bairros, os preços mais
que dobraram nos últimos quatro anos.
MECANISMOS
Para evitar que toda a valorização seja repassada ao imposto, Haddad diz planejar três mecanismos.
O primeiro é a trava. O segundo é a redução da alíquota de cálculo do
imposto. Por exemplo, a faixa de imóveis que hoje tem IPTU calculado em
0,8% do valor venal passará a ter alíquota de 0,7%.
O terceiro é atualizar os mecanismos de descontos.
O terceiro é atualizar os mecanismos de descontos.
Atualmente, são isentos os imóveis com valor venal de até R$ 97,6 mil e
existe um desconto fixo de R$ 39 mil (no cálculo do imposto) para
aqueles com valor venal entre R$ 97,6 mil e 195,2 mil.
A ideia é que a faixa de isenção passe para R$ 160 mil e que sejam
aplicados descontos variáveis para imóveis com valor até R$ 320 mil.
Os descontos serão menores à medida que aumentar os valores dos imóveis.
O objetivo, segundo a prefeitura, "é evitar distorções entre imóveis de
valores semelhantes".
Todos os dados são projeções da equipe de finanças de Haddad, já que as
mudanças precisam ser encaminhadas e aprovadas pela Câmara.
O projeto será protocolado nos próximos dias. O petista espera aprovação
até o fim do ano. Apesar de ter maioria, ele pode enfrentar
dificuldades. Os vereadores reclamam de ter poucos meses para aprovar
grandes projetos do Executivo, como o Plano Diretor, o Orçamento e o
Plano Plurianual.
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