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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Jordan Peterson dá BAILE em feminista militante disfarçada de jornalista no canal britânico "4 News"

Por André,


Leiam a análise de Douglas Murray sobre a entrevista:


E sobre o próprio Peterson:

https://www.spectator.co.uk/2018/01/the-curious-star-appeal-of-jordan-peterson/

Versão legendada no VIMEO, enquanto sobreviver:


Jordan B Peterson - Entrevista completa Pt from Markian on Vimeo.


PS.: mantenho link original e do VIMEO porque suponho que o vídeo possa ser derrubado em sua versão legendada.

Scott Adams, criador do desenho Dilbert e um dos primeiros a prever a eleição de Trump analisa a jornalista que entrevistou Peterson:




ATENÇÃO, NOVO LINK PARA ENTREVISTA LEGENDADA AQUI.

sábado, 27 de maio de 2017

Debate na Universidade de Stanford: o islam é compatível com os valores liberais do Ocidente?

Por André,


Esses debates, muito comuns nas universidades inglesas como Oxford e Stanford, costumam tanto me agradar como irritar. A plateia progressista me irrita. As perguntas da plateia me irritam.

Os debatedores, de ambos os lados, costumam me agradar (porque sinto falta de coisa parecida aqui debaixo do Equador).

Assistam esse debate e, talvez, cheguem à conclusão que cheguei: estamos em maus lençóis.

REPAREM: é preciso ser extremamente cuidadoso com os "apologetas moderados" do islam. Primeiro, porque muitos são fantoches de organizações radicais para reforçar a narrativa do "islam pacífico". Segundo, mesmo que não respondam a nenhuma organização em específico, podem se servir da taqiyya (a "mentira sagrada") como forma de realização pessoal da jihad (guerra santa). Terceiro, visto que por mais moderados que sejam, são incapazes até mesmo de aplaudir o eloquente discurso de seus oponentes, escondendo posições radicais como a não condenação do apedrejamento de mulheres adúlteras:


Para um pequeno respiro de ar puro, ou se estiverem sem paciência, vejam apenas a participação do sempre brilhante Douglas Murray:


E aos mais tradicionalistas, não se deixem levar pelo "frame" do debate: não se trata de ser um liberal no sentido imaginado. Se trata de: a) demarcar o que pensam os islamistas - em países islâmicos e no Ocidente e b) reconhecer que viver em meios aos tais "valores liberais" é e sempre será infinitamente melhor que viver sob a sharia.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Marco Rubio e Donald Trump em contenda sobre o sistema de saúde americano ou: por que a política brasileira é fake e amadora

Por André,


Vocês se recordam de um embate desse nível entre Dilma e Aécio? Se recordam de qualquer coisa remotamente parecida?

A política brasileira é amadora e simplesmente falsa.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Pequena interação com Guga Chacra, ou: a longa marcha do processinho

Por André,

Ontem tive o prazer de algumas interações com o comentarista de política internacional da inefável Globo News, Guga Chacra. No canal ele ocupa a cadeira que antes pertencia ao ilustre Emir Sader, intelectual orgânico do PT:

Emir, catedrático da flor do Lácio, torcedor da canarinho, provável membro da esquerda multicultural.

Emirzão, combatente firme contra a direita (islamofóbica?), de esquerda (coisa que o Guguinha não é).

Quero aqui apenas registrar o ocorrido, de forma que exponho um dos expedientes mais comuns da esquerda hipster (progressista, PSOL, Vila Madalena, barzinho, mestrado em antropologia indígena, Jean Wyllys etc) quando é obrigada a lidar com a discordância intelectual. Não há exatamente nada de novo para ser dito: o mínimo que você precisa saber sobre Guga Chacra foi publicado no blog do Felipe Moura Brasil, na Veja, por ocasião da carteirada "chupa-cabra"-tenho-mestrado-na-Columbia-você-não-tem. Guguinha é auto-proclamado membro da "direita multicultural": aquela que, segundo ele, não é "jeca", "islamofóbica", "racista" e outros gatilhos psicológicos utilizados - PASMEM! - pela esquerda (a qual Guga garante não pertencer!) para encerrar qualquer debate racional que envolva política externa, racismo e muçulmanos. Guga se orgulha de ser "multicultural" e, provavelmente (provavelmente, viu Guga? Não estou pondo nada na sua boca, não sou desses!) de ser "politicamente correto", deve (DEVE) ser daqueles que canta "Imagine" do John Lennon pra combater o jihadismo e, portanto, não percebe o engodo intelectual que é o tal "multiculturalismo" - ou talvez ele compre a balela que diz que ser multicultural é ver filmes indianos, comer num restaurante italiano e sair pra conversar com a amiga chinesa. O multiculturalismo é, na verdade, a perniciosa ideia que TODAS AS CULTURAS SÃO COGNITIVA E MORALMENTE EQUIVALENTES, um filho legítimo e pródigo do relativismo que infesta as mentes e as universidades desde os primórdios do século XX. 



De forma que Chacra se converteu numa espécie de garoto propaganda de tais ideias: alarmismo com aquecimento global antropogênico, multiculturalismo, politicamente correto e toda sorte de causas "progressistas". Não apenas isso, mas o garantidamente não-esquerdista analista isento e imparcial Guga Chacra adere a todos os gatilhos "encerra-debate" da extrema-esquerda jeca: tudo é racismo, tudo é islamofobia, tudo é impróprio, tudo é "trigger warning", tudo é "safe space" etc. etc. e todas aquelas bobagens socialmente justiceiras que qualquer frequentador de qualquer universidade (seja a sede da esquerda americana, décima melhor do mundo, chacriana, Columbia ou até uma uniesquina da vida) conhece bem (até mesmo o artifício do "vou lhe processar").




Sobre essa condição que afeta nosso colega vale citar três parágrafos do texto extraído do blog do Felipe, em link já citado:

Os expedientes de esquerda  
Ignoro se Guga Chacra já chegou “esquerdizado” ao seu mestrado, mas que saiu de lá repetindo alguns dos expedientes mais canalhas consagrados pela esquerda, não resta a menor dúvida, a começar pela própria carteirada chupa-cabra. Como escreveu Evan Sayet, denunciando também a ideologia em Columbia: “Esquerdistas gostam de se gabar de seu intelecto superior, muitas vezes apontando para o número de anos que passaram a vagar nos campus bucólicos de grandes universidades. Mas ficar mais tempo no sistema de ensino só faz uma pessoa ficar mais inteligente se o que está sendo ensinado é verdadeiro. Se o que está sendo ensinado são mentiras, então quanto mais tempo nos cursos, mais estúpida ela se torna, o que é, de fato, exatamente o que nós vemos. É por isso que Dennis Prager (parafraseando George Orwell, creio eu) termina uma conversa com um interlocutor particularmente estúpido, dizendo: ‘Senhor, isto é de uma burrice tão grande que você só pode ter frequentado uma faculdade.'”  
O grande frequentador Guga Chacra pode até se julgar representante da tal “direita multicultural-liberal”, mas chamar também de homofóbico quem discorda dele sobre homossexualidade ou casamento gay, como faz com o republicano Rick Santorum e toda a ala conservadora do Tea Party, é coisa de esquerdista radical do naipe de Jean Wyllys. Sem citar e analisar uma só frase de Santorum, Chacra chega ao cúmulo de escrever no título de um texto que ele “é tão homofóbico quanto Ahmadinejad”(!), igualando-o ao ditador do país onde os gays são enforcados em praça pública. Para piorar, ainda o chama de islamofóbico, dando como prova disso, só no Facebook, a opinião do então pré-candidato a favor do perfilamento étnico de muçulmanos como uma das possíveis medidas de segurança nos aeroportos contra ataque terroristas, porque eles seriam os mais propensos a cometer esse tipo de crime, como o 11 de setembro fez acreditar. 
Santorum pode estar errado o quanto seja, estatística, estratégica ou religiosamente, e caberia a Chacra argumentar (o que inclui destrinchar analiticamente o seu comentário), mas xingá-lo como um sujeito que não distingue muçulmanos bonzinhos e malvados e odeia todos de antemão, e como se o perfilamento fosse o próprio paredón, é repetir e estimular o expediente teatral da patrulha histérica que impossibilita qualquer debate. 
Nessa mesma linha de histeria, Chacra divide a direita entre a “multicultural-liberal” dele (uma dissimulada “left-lib” politicamente correta) e uma outra “jeca, provinciana, islamofóbica (anti-muçulmana), antissemita, ultrapassada, homofóbica”. Para chamar alguém só de impostor, eu – que não tenho uma direita chacriana para chamar de minha – costumo demonstrar, com aspas, fontes e análises, as imposturas do sujeito, como sabem os leitores deste blog (quiçá deste texto). Mas se você é contra a legalização das drogas e de imigrantes sem documentos, cuidado: o “rapaz” Chacra pode xingar você de todos aqueles nomes.

A questão até aqui é essa, certo? Isso é um artifício DE ESQUERDA, utilizado por Guga Chacra e não há critério de separação entre "direita multicultural" e "direita jeca", só mesmo que quem tiver topado o curso de nova ciência política isenta e imparcial da Universidade de Moscou, ministrado em 1918.

Pois bem, nosso amigo atacou ontem novamente e não pude evitar duas interações EM SEU PERFIL no Twitter:

Não posso dizer melhor do que lá já disse

Percebam que aqui o curto-circuito já havia se iniciado. Quem falou em Brasil? Que importa onde eu moro? O que essa vírgula quer dizer - ele quer saber onde eu moro ou o que vem depois da vírgula faz parte da interrogação? O ministério da cognição adverte: muita Columbia e muito New York Times causam confusão mental constante.

Logo após isso escrevi um tweet irônico com os constantes posicionamentos de Guga, que vê islamofobia debaixo da cama dia sim e dia também. Não mencionei o Guga no tweet porque não pretendia o desprazer de interagir com ele, mas com as minhas duas réplicas acima, ele próprio se dirigiu ao meu perfil, coisa que ele próprio já havia feito (ele já havia dado uma pré-carteirada™ judicial, ao visitar meu perfil e ler uma piada ~islamfóbica~ para os seus padrões e insinuar que, por estar no Brasil, eu poderia ser acionado judicialmente e isso, por sua vez, dito em seu perfil ou página pessoal) e que, portanto, deve fazer parte do seu repertório de ações.





Percebam: se trata de uma ironia. Eu usei "DEVE". E esse meu "deve" é uma dedução completamente razoável, legítima e verossímil dos constantes posicionamentos de Guga. O rapaz ainda me chama de covarde, pois, segundo ele, não disse nada "na sua frente". Pois bem, Guga está nos EUA, eu estou em São Matheus, como a tecnologia de teletransporte ainda está em desenvolvimento, se trata de uma impossibilidade física de 12 horas que eu diga qualquer coisa "na frente" dele. Caso isso tenha sido um convite, estou aberto a dizer na sua frente, sem aspas. Embora não tenha sido na "sua frente", eu disse no meu perfil público, o que mais ele queria? Um pedido formal? Um telegrama avisando? Pombo correio? Correio elegante? Mais público e mais "na frente" que isso, dadas as circunstâncias, impossível. 


Aqui nosso nobre combatente ministra algumas palavras sobre meia covardia e sobre "colocar palavras na boca dele". Deve ser. DEVE SER.

Logo depois chegamos à parte interessante. A ameaça de processo (pra quem está a reclamar da covardia alheia, atitude das mais corajosas):



Depois de toda a epopeia (o desenrolar e o apoio dos amigos pode ser visto aqui) Guga ainda não havia me bloqueado, apenas após trocar afagos com um assecla puxa-saco que estava lhe entregando prints da minha postagem no Facebook, então ele me bloqueou (very tough guy, very tough guy, para parafrasear Donald Trump sobre Jeb Bush):


Após isso tudo só me resta: menos jornalismo hipster, menos pose, menos carteirada acadêmica (♫ eu também tenho mestrado, eu também tenho mestrado, lalalalalá, ♫ - e o meu está no site da USP a disposição do público, diferentemente da escrita pelo rapaz) e  last but not least, menos carteirada judicial.

E claro, mais um último ponto, ESSENCIALÍSSIMO:

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

As discussões no Brasil sempre descambam para a psicologia de boteco, Olavo de Carvalho mostrava em 1996

Por André,


"É característico da nossa baixeza intelectual que, quanto menos alguém compreende o simples enunciado de uma ideia, mais se julga capacitado a diagnosticar os motivos psicológicos profundos e até mesmo inconscientes que teriam levado o autor a produzi-la. Isso tem a indiscutível vantagem de desviar a discussão dos terrenos áridos da filosofia, da ciência, etc., para as férteis planícies da psicanálise-de-botequim, onde todo brasileiro se sente um expert tanto quanto em técnica de futebol, economia política e mecânica de automóveis. Os motivos diagnosticados são invariavelmente mórbidos ou sinistros - ódio à humanidade, complexo de Édipo, homossexualismo enrustido, machismo porco-chauvinista, egolatria demencial, inveja recalcada, ressentimento neurótico, desejo furioso de autopromoção etc. etc., de modo a encobrir a pessoa do autor com uma máscara suficientemente antipática para dissuadir qualquer leitor de fazer um esforço de compreendê-lo" (CARVALHO, 1996, p. 46 e 47).

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Minha participação no Talk Show Evandro Sinotti

Por André,


A convite do querido Evandro Sinotti, participei duma mesa de discussão sobre alguns artigos de Olavo de Carvalho contidos no livro O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota pinçados pelo próprio Evandro.

Acabei de assistir o resultado final, ainda não havia acompanhado o vídeo, mas acho que consegui representar as ideias do prof. Olavo com relativa qualidade e prudência, a despeito de uma fala curta, às vezes insegura e das minhas constantes olhadas nas minhas notas em minhas fichas (ali eu escrevi tudo que não podia deixar de falar).

De qualquer maneira foi um prazer participar da brilhante iniciativa do programa e fazer parte de um debate em alto nível, coisa raríssima por essas bandas.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Talk Show com Evandro Sinotti promove debate entre liberais e socialistas

Por André,


Com Paulo Portella e o excelente Joel Pinheiro da Fonseca do lado liberal, a brilhante iniciativa do amigo Evandro Sinotti com seu Talk Show na TV Mix, uma TV aberta do interior de São Paulo.

Faço apenas um adendo, o doutor em administração (suposto, pois segundo um comentário no vídeo o Thiago é turismólogo e nem pode ter um cargo público específico graças a isso) Thiago Carandina pergunta onde há mais Estado, se no Brasil, ou em países como Dinamarca, França, Suécia e quais deles são "mais capitalistas".

Um dado objetivo e recente, dentre outros possíveis, respondem a pergunta dele, o "Paying Taxes 2014: the global picture": no nosso Brasil varonil trabalha-se 2.600 horas para cobrir as cobranças de impostos, enquanto que na Dinamarca trabalha-se 130, na França 132 e na Suécia 122.

Um outro excelente indicador é o de tempo de abertura de empresas, no Brasil leva-se cerca de 120 dias, no Chile 11 minutos. O mesmo dr. Thiago comenta o posicionamento louvável da USP no ranking mundial de universidades e pergunta onde estão as privadas. Ora, as privadas estão em primeiro lugar, com as americanas, e a USP perdeu o posto de melhor universidade da América Latina para a PUC Chile, uma universidade privada.

O mito da Suécia "socialista" já fora refutado diversas vezes, a Suécia, bem como os demais países escandinavos gozam de riqueza adquirida, homogeneidade cultural e 1/10 de suas economias é mais aberto que a economia brasileira inteira.

Outras pérolas envolveram a discussão: que não há mercado negro em Cuba e a saúde supimpa da Ilha Castro. Ou de Igor Fuser a Marcela Moreira, a maior referência acadêmica dos socialistas segue sendo um filme de um polemista como Michael Moore. Passa-se tempo, lugar, mas as mentiras são sempre as mesmas.

Na próxima quinta-feira (05/06), sou um dos convidados da mesa e debato artigos de Olavo de Carvalho em seu mais recente livro (O Mínimo):



domingo, 25 de maio de 2014

Olavo de Carvalho: "Falsificação integral"



Já nos primeiros dez minutos do seu debate com Flávio Morgenstern no Grêmio Politécnico, sobre a ditadura militar (https://www.youtube.com/watch?v=5h3jnaGz59 Q&feature=youtu.be), o prof. Igor Fuser exemplificou com rara concisão a regra de que ninguém pode mentir com eficiência se não falsifica primeiro a própria situação de discurso.

Ele começou se queixando de que não há espaço para debates sobre o tema na grande mídia, onde reina a versão oficial única e indiscutível. Quem o ouvisse acreditaria, portanto, estar diante de um porta-voz da minoria amordaçada. Uma vez transmitida essa impressão, o prof. Fuser estava livre para impingir à platéia, sem temor de represálias, a mesma versão oficial à qual parecia se opor. E assim fez.

Essa versão é a seguinte: em 1964 um governo democrático estava empreendendo, por vias legais democráticas, algumas reformas patrióticas que alarmaram o capital estrangeiro, o qual então se mobilizou para derrubar o presidente e instaurar uma ditadura.

É o que toda a mídia alardeia há mais de vinte anos, o que se repassa às crianças em todas as escolas do País, o que se imprime e reimprime em livros e mais livros de História. E foi o que o prof. Fuser repetiu com a cara mais bisonha do mundo, bem protegido sob a sua aparência enganosa de contestador da uniformidade.

É versão cem por cento falsa. Em primeiro lugar, João Goulart não promoveu reforma nenhuma. Falou muito em reformas, mas até o último dia o Parlamento lhe implorou que enviasse ao menos um projeto delas, coisa que ele adiou, adiou e acabou não fazendo nunca. A lei mesma da remessa de lucros, que segundo Fuser teria sido a "causa imediata" do golpe, só o que Goulart fez com ela foi sentar-se em cima do projeto, que acabou aprovado por iniciativa do Congresso, sem nenhuma participação do presidente.

Se a fúria do capital estrangeiro contra essa lei fosse a causa do golpe, este teria se voltado não contra Goulart e sim contra o Congresso – Congresso que, vejam só, aprovou o golpe e tomou, sem pressão militar, a iniciativa de substituir Goulart por um presidente interino.

Em segundo lugar, é falso que Goulart governasse por meios democráticos. Num governo democrático, o Executivo não reina como um monarca absoluto, mas obedece as leis e cede às decisões do Congresso democraticamente eleito. Goulart fez tudo o que podia para fechar o Congresso, mandou invadir com tropas militares o Estado da Guanabara, fortaleza da oposição, e prender o governador Carlos Lacerda, matando-o se resistisse (a operação falhou por um triz). Não hesitou mesmo em usar contra esse Estado o recurso stalinista da "arma da fome", vetando, através do seu cunhado Leonel Brizola, o fornecimento do arroz gaúcho que era uma das bases da alimentação do povo carioca.

Como se isso não bastasse, protegeu a intervenção armada de Cuba no território brasileiro, ocultando as provas e enviando-as, por baixo do pano, a Fidel Castro. É eufemismo dizer que Goulart tramava um golpe de Estado: seu mandato todo foi uma sucessão de golpes de Estado abortados.

Terceiro: não houve nenhuma, literalmente nenhuma participação americana na preparação do golpe. A famosa "Operação Brother Sam", demonizada pela esquerda, nunca foi nem poderia ter sido nada disso, e só adquiriu essa aparência graças a uma vasta campanha de desinformação lançada pela KGB logo após o golpe, como confessou o próprio chefe da agência soviética então lotado no Brasil, Ladislav Bittman.

Nesse ponto a mendacidade esquerdista chega a ser deslumbrante. Todos os jornais do País – a maldita grande mídia a que o prof. Fuser finge se opor – até hoje usam como prova da cumplicidade americana a gravação de uma conversa telefônica na qual o embaixador Lincoln Gordon pedia ao presidente Lyndon Johnson que tomasse alguma providência ante o risco iminente de uma guerra civil no Brasil. Johnson, em resposta, determinou que uma frota americana se deslocasse para o litoral brasileiro.

Fica aí provado, na cabeça ou pelo menos na boca dos fúseres, que os americanos foram, se não os autores, ao menos cúmplices do golpe.

Para que essa prova funcione, é necessário escamotear quatro detalhes: (1) A conversa aconteceu no próprio dia 31 de março, quando os tanques do general Mourão Filho já estavam na rua e João Goulart já ia fazendo as malas. Não foi nenhuma participação em planos conspiratórios, mas a reação de emergência ante um fato consumado. (2) A frota americana estava destinada a chegar aos portos brasileiros só em 11 de abril. Ante a notícia de que não haveria guerra civil nenhuma, retornou aos EUA sem nunca ter chegado perto das nossas costas. (3) É obrigação constitucional do presidente dos EUA enviar tropas imediatamente para qualquer lugar do mundo onde uma ameaça de conflito armado ponha em risco os americanos ali residentes. Se Johnson não cumprisse essa obrigação, estaria sujeito a um impeachment. (4) As tropas enviadas não bastavam nem para ocupar a cidade do Rio de Janeiro, quanto mais para espalhar-se pelos quatro cantos do país onde houvesse resistência pró-Jango e dar a vitória aos golpistas.

Para completar: se não houve intervenção americana, houve sim intervenção soviética, e profunda. Se até hoje a esquerda vociferante não conseguiu dar o nome de nenhum agente da CIA então lotado no Brasil – e, sem eles, como participar de uma conspiração? --, documentos recém-revelados provam – com nomes -- que havia agentes da KGB infiltrados em todos os escalões do governo Goulart.

Em dez minutos, o prof. Fuser conseguiu falsificar nada menos que tudo.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Flávio Morgenstern debate com Igor Fuser

Por André,



Pérolas do professor Fuser:

- O sujeito que havia admitido participação em torturas na época da ditadura militar foi assassinado. O professor acredita em queima de arquivo. Disse que agora a justiça ocorreu, só que "por caminhos tortos". Imagina se fosse a Sheherazade!

- O cara insiste que a Venezuela é uma democracia porque tem eleições, o mesmo equívoco pueril que cometeu em sua entrevista à Globonews e que eu já havia apontado. Ao desconsiderar a distinção lembrada por Morgenstern no início do debate, entre autoritarismo e totalitarismo, Fuser se embanana e ignora que diversos regimes se aproveitaram o quanto puderam de pleitos democráticos - incluso Hitler e Mussolini. A Venezuela, segundo o ilustre professor Confuser, também é um exemplo a ser seguido pelo Brasil.

- Para Fuser, distinguir entre autoritarismo e totalitarismo é bobagem, pois quem sente o choque sente igual independente da distinção. É estranho que Fuser afirme isso para depois choramingar que está descontente pelo debate "não ser acadêmico". Um debate entre dois intelectuais não deve envolver, justamente, mais precisão conceitual e menos apelos sentimentais?

Embora tal distinção seja bobagem para Fuser, ele não hesita em relativizar os crimes da ditadura cubana. "Ah, é uma ditadura, mas tem boa saúde e baixo índice de mortalidade infantil". Nada importa para quem "sente o choque", professor.

Também não titubeou em dizer que os crimes da guerrilha da esquerda não se comparam aos dos militares. Do ponto de vista da dor das vítimas (algo 'estritamente acadêmico', convenhamos), tal distinção é irrisória, prof. Fuser.

Que ninguém se deixe enganar pelo professor, ele é o esquerdista de baixo calão típico: distingue entre socialismo real e socialismo ideal, o primeiro foi deturpado e não é culpa de ninguém que tenha dado errado, o segundo só existe e existiu na cabeça de gente como ele. E se morrer mais alguém na tentativa de implante do último, já sabem, está sendo deturpado.

Relativizou os crimes dos Castro. A boa saúde e boa educação cubanas, que já existiam antes da Revolução (o que mudou de fato APÓS a revolução foi a economia, de 4ª despencou para as mais insignificantes do continente) justificam a ditadura. Os fins justificam os meios.

Elogiou um ditador de inspirações fascistas como Getúlio Vargas.

Disse que a universidade é conservadora porque supostamente 2/3 na USP votaram em Serra. Só um asno considera Serra conservador. Ainda assim, não me recordo de ninguém afirmando que a USP inteira é esquerdista, mas apenas as faculdades de humanas. A pesquisa do Datafolha a que Fuser se refere comprova: Dilma vence onde o imperativo marxista domina (confiram a página 16 do estudo).

- No melhor estilo "não sou petista, mas...", Igor Fuser tergiversou sobre as calamidades petistas da Petrobrás; do caso Pasadena à queda no valor da empresa, qualquer um que negue que o governo petista conseguiu a proeza de afundar uma petrolífera tem caráter no mínimo dúbio. O site "PTbrás" traz todas as evidências que você precisa.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Esquerda versus direita: o debate entre Dinesh D'Souza e Bill Ayers

Por André,


Na última quinta-feira (30/01), o autor conservador Dinesh D'Souza debateu com o esquerdista Bill Ayers.

Falemos um pouco sobre Bill. Bill foi um terrorista quando jovem, mais especificamente à época da guerra dos EUA contra o Vietnã. Embora hoje seja professor universitário e uma das cabeças da educação norte-americana, em seu passado terrorista ele tentou explodir o Pentágono, o Capitólio, estações de polícia e diversos prédios. E Bill confessou em entrevista a Larry Elders que não se arrepende de nada disso, nem tem intenções de pedir desculpas.

O sujeito também teve um papel importante na campanha de Obama, dizem, inclusive, que ela começou em sua casa. Sendo que Bill também é uma influência intelectual para Obama. Ao longo da campanha em 2008, John McCain recusou-se a tratar do fato.

Apesar de seu passado tenebroso, Bill praticamente comanda a educação americana, sendo, inclusive, financiado por grandes empresas como o Google. Alexandre Borges brilhantemente o chamou de "o desconhecido mais influente do mundo". Bill é o típico exemplar de resultado de muitos anos de ativismo esquerdista e leitura dos gurus da New Left. Apresente Ayers aos mesmos tipos em terras nacionais e tenha certeza que de imediato simpatizarão com o sujeito.

O tema inicial do debate era "O que há de tão grandioso sobre a América?":


Dinesh fez diversos pontos muito bons, com a vantagem dele próprio ser um imigrante radicado na América. Falou do grande legado da América para o mundo: a CRIAÇÃO de riqueza. Ao criar riqueza via comércio (trade), a América fez uma inovação histórica: tornou a conquista pela guerra, pela derrota do adversário obsoleta. O outro se torna parceiro e não inimigo. Desde a II Guerra Mundial os EUA esteve presente em diversas nações, mas quantas foram anexadas ao seu território, como eram até então ao longo da História? A guerra do Iraque é outro bom exemplo, um custo vultuoso tanto financeiro quanto humano, e nenhum retorno financeiro comprovado para a América.

Dinesh também mencionou a história de um amigo que tentava obter o visto para os EUA, o motivo? O amigo queria ir para um país onde os pobres são gordos.

Já quanto ao desempenho de Ayers, não há nada de novo em sua argumentação: apelou para os clichês esquerdistas tradicionais. Falou sobre a importância de "dividir a torta" (e Dinesh lembrou muito bem: dividir é fácil, o problema é quem vai fazer a torta), citou a morte da população indígena e Dinesh explicou qual deve ser a postura de gente de bom senso diante do fato.

Ayers falou em homofobia e outros tópicos recorrentes da agenda, foi razoavelmente incisivo, mas não jogou sujo. Quando perguntado por Dinesh sobre seu passado terrorista, Ayers disse que não faria de novo, mas que ainda se considera um "revolucionário".

Achei que o único pecado de Dinesh foi não esclarecer em algum momento propício do debate o jogo linguístico da esquerda com suas palavras-gatilho: homofobia, racismo etc. No mais, Dinesh se saiu melhor no debate, como tipicamente acontece em debates do tipo.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Três vídeos que resumem a inglória tarefa de debater com esquerdistas

Por André,

O início, ou o suprassumo da argumentação:


O meio, ou às beiras de pedir penico:


O fim, ou sair correndo com o rabo no meio das pernas:


That's all, folks.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

sábado, 31 de agosto de 2013

Debate com comunista sobre a Coreia do Norte

Por André,

Seguindo minha série de registros de debates relevantes sobre assuntos importantes, quero fazer um pequeno registro, seguido de comentários, sobre um debate de tiro curto com um comunista hardcore:


C. L.: Antes de publicar tais informações, devemos levar em consideração que quem veiculou a noticia foi um jornal sul coreano, isso já é motivo bem coerente para duvidar da veracidade da informação, outra coisa, fuzilamento em público, isso não existiu, pois tal ato pode desencadear uma revolta geral e os EUA não exitariam em financiar tal revolta, assim como financiam os rebeldes da Síria, último ponto, nunca foi comprovado de que na Coréia do Norte existe campos de concentração, os argumentos utilizados em tal matéria me parece carente de veracidades.
Eu: Fuga do Campo 14, toda evidência necessária para a existência de campos de concentração na Coreia do Norte.
[Excelente livro que registra a realidade da Coreia do Norte contada por um desertor]
C.L.: Claro, assim como no Iraque tinha armas químicas.
Eu: Então, especialistas estão cogitando a possibilidade das armas químicas usadas na Síria terem sido aquelas vistas no Iraque. Mas o que é o depoimento da realidade para um fanático político, não?

Contudo, vamos entender: devemos duvidar do jornal sul-c
oreano, meramente por ser sul-coreano, em 2013 (como se existisse alguma necessidade de refutação ou propaganda negativa do comunismo hoje), mas devemos acreditar em você, paladino da imparcialidade, a quilômetros de distância e a despeito da opinião de especialistas, de desertores etc. etc?

É por isso que comunistas não são e não devem ser pares para debates intelectuais sérios. São ovelhinhas mais fieis que os crentes mais fundamentalistas. Fé por fé, prefiro a dos crentes; um paraíso pós-morte faz mais sentido que um localizado num determinado ponto da História, parafraseando o apologeta cristão: não tenho fé suficiente para ser comunista.
C.L.: Que especialistas?? Quem é vc pra definir o que são "debates intelectuais sérios"? Assim como a mídia trabalha para os interesses do imperialismo aqui, trabalha na Coréia do Sul. Quer falar dos comunistas, acho melhor parar com essas fraseologias de um liberal adolescente e fazer críticas mais profundas.
C.L.: http://solidariedadecoreiapopular.blogspot.com.br/
Eu.: Você fez três afirmações peremptórias no primeiro post e vem perguntar pra mim que especialistas? O especialista aqui é você, pelo visto. Além de monopólio da virtude, monopólio da verdade é com vocês também. Ou especialista é só quem você aprovar?

Cr
íticas profundas só com pessoas honestas que estejam buscando a verdade, objeto este que todo fundamentalista está vitaliciamente vacinado. Os demais, são objetos de desmascaramento, não de refutação intelectual, ou como dizia Nietzsche: não refutamos uma doença.

No mais: AMÉM!
C.L.: Nossa, buscar a VERDADE honestamente, nunca vi nada mais falso, espero que vc seja um burguês de fato, pra defender tal postura, caso seja trabalhador, é uma contradição ter essa postura liberal. Mas continua na sua busca pela "verdade", quem sabe alguém ouça os seus delírios e leve a sério. "Eis como raciocina o oportunista, penetrado de espírito filisteu e que, longe de crer na revolução e no seu gênio criador, tem dela um medo mortal". Nós comunistas não buscamos o que vcs, intelectuais oportunistas, entendem como verdade, nós travamos uma luta contra o imperialismo e pela revolução socialista, pelo interesse da classe explorada. Agora o que vcs julgam por essa luta, se é dogmatismo ou não, não faz diferença.

Primeiro, anotem para um fato que já venho comentando há algum tempo: existe possibilidade real de debate sério com alguém que nega as mazelas do comunismo norte-coreano? Que se põe a propor uma "mensagem de solidariedade" com tal ditadura?

Observem também como a noção de verdade é repudiada pelo nobre comunista. Será isto obra do acaso? Será à toa que teorias que negam a verdade como o relativismo cultural-antropológico, desconstrucionismo, teorias críticas, estudos de gênero etc. etc. tenham encontrado seu porto seguro e seus militantes na esquerda política é mera obra do acaso?

Não, meus caros, esta gente repudia a verdade (e percebam: preferir a verdade não tem nada a ver com ser um "intelectual burguês", quem demanda as categorias de verdade e falsidade é a a própria realidade e não minha intelectualidade "burguesa" ou "pobre" ou de "classe média") não porque esta não exista (porque isso não é possível), mas porque sabem que, em 2013, no atual estado de coisas, o depoimento da realidade para comunistas é um só: o comunismo falhou, ruiu, é um embuste intelectual refutado em todos os sentidos possíveis. Stephen Hicks documentou o fato em seu livro Explicando o Pós-Modernismo.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Debate com esquerdista sobre perigo e militância islâmica

Por André,

Amigos, a ideia de agora em diante é fazer aqui mesmo, uma documentação e um registro "oficial" dos meus debates pela internet, sobre os mais variados assuntos, especialmente os relativos à política. A menos que a pedido dos próprios, a identidade dos adversários será preservada (debates nas mais diversas plataformas serão registrados aqui).

Este primeiro (a ser registrado, não primeiro de todos) foi contra um ateu de esquerda, que estava a reclamar contra a (sic) "islamofobia", o "ódio" injustificado dirigido a muçulmanos ("apesar da realidade", adendo sempre necessário ao se debater com alguém da esquerda).

Como se tratou de um debate contra um esquerdista ATEU, pude ao longo de dobate, adotar uma postura cética diante da religião (desconsiderei o legado judeu-cristão para o ocidente), para cobrar coerência do próprio (por que odiar o cristianismo e o judaísmo e não o islamismo?), ainda que sempre saiba da incrível capacidade de adotar padrões duplos, sustentar contradições e falsificar a realidade da esquerda.

O debate se deu nos termos a seguir:

Eu - Olha a "islamofobia" aqui:

http://www.thereligionofpeace.com/pages/opinion-polls.htm

É engraçado, enquanto fica-se de mimimis eternos pra discutir se há ou não islamofobia, o islamismo é a religião que mais cresce no planeta, chega a novos continentes cada dia mais e os muçulmanos tem sonhos molhados com um mundo feito por eles e exclusivamente para eles. 

-

O Eli acabou de tuítar um mimimi contra o Dawkins porque ele bate forte no Islã.

O ponto é que a defesa dos muçulmanos coitadinhos oprimidinhos é bandeira da esquerda européia, daí a guinada do Eli em prol dos muçulmanos. A agenda política fala mais alto...  

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O motivo para ser islamofóbico é o mesmo para ser cristianofóbico, só que com a ressalva que o islamismo cresce e o cristianismo diminui e está cada vez mais amenizado pela própria cultura iluminista que surgiu no ocidente cristão e não no oriente muçulmano.

O motivo é que muçulmanos estão estabelecendo QGs culturais na Europa. Tem cristão, ateu, agnóstico, deísta, imigrando para nações essencialmente muçulmanas e se afirmando por lá?

Ah, claro, isso não é possível... 

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Dawkins mandou a real sobre os muçulmanos:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/08/1324550-tuite-de-ativista-ateu-causa-revolta-entre-muculmanos.shtml

O Eli deve ter esperneado, afinal, muçulmanos, a despeito de matarem e perseguirem gays, cristãos, judeus, ateus e apóstatas, são uma "minoria" em potencial para concretização de agenda político-ideológica. 

B. do P. -
Os islamofascistas aprenderiam bem mais se lessem o New York Times, a Newsweek, a Time, a The Economist, a CNN, a BBC e o Haaretz. Perceberiam que os principais meios de comunicação do Ocidente e de Israel são moderados e entendem bem os conflitos internacionais. Basta também ouvir as declarações de David Petraeus, Barack Obama e mesmo de George W. Bush. Todos sempre deixaram claro que não estão em guerra com o Islã
Os islamofóbicos aprenderiam mais se assistissem à Al Jazeera Internacional, lessem o An Nahar, o L’Orient le Jour, o The National (Dubai) e uma série de outros jornais do mundo árabe. Vale também ler os próprios jornais e revistas dos EUA, da Europa e de Israel citados acima. Basta também ouvir praticamente todos os líderes dos países de regiões de maioria islâmica, tirando o Irã – apesar de, na época, Khamanei, assim como todos os dirigentes do mundo muçulmano, menos o Afeganistão, terem condenado o 11 de Setembro. Observem as declarações de lideranças islâmicas importantes nos EUA (eu coloco as posições destes líderes no Estadão sempre que há um episódio violento, e outras pessoas insistem em dizer que muçulmanos moderados não falam nada). Entenderiam bem melhor as nuances do mundo islâmico e entenderiam que apenas uma minoria segue uma versão radical violenta do islamismo

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Em relação aos falsos positivos de Dawkins & Cia (ou CIA?, hehe), limito-me a dizer que nunca vi o autor de Deus, Um Delírio tão CRISTÃO quanto agora. Pois decerto que o islamofascismo é justificado no Islã tanto quanto o secularismo ocidental no Cristianismo, pelo jeito...

Eu -
Blablabla e mimimi refutado dessa maneira?

Se alegar que o grande problema é uma minoria islâmica e que não há problema, o islã e os muçulmanos são do bem, o exato mesmo se aplica ao cristianismo: cristão lunático que mata médico que faz pesquisa com células tronco ou opera abortos é "exceção", não tem nada a ver com o cristianismo. Inquisição? Fichinha, é "exceção".

Terrorismo não é o islamismo de verdade? Inquisição é cristianismo de verdade?

A grande verdade é que muçulmanos são uma minoria na Europa, e advogar por essas minorias é bandeira da esquerda, mesmo que caso essa minoria passe a ser maioria, iriam cortar "viadagem" rapidinho.

Pra mim os dois são. Os terroristas tem a sanção da sua religião. Ela pode até não ser a CAUSA, mas eles têm a sanção; do mesmo jeito que o cristão fundamentalista lunático mata médico que faz aborto, é apenas um "servo de Deus", uma minoria, que "não tem nada a ver" com o cristianismo, mas que sem o cristianismo, certamente não agiria dessa maneira.

Aham, conta outra. Os ÚNICOS lugares do mundo onde há sanção do ESTADO para, eventualmente, matar gays, apóstatas, ateus e adúlteras SÃO MUÇULMANOS.

Isso não tem nada a ver com o assunto em si, mas esse é um dos milhares motivos pelo qual não dá para levar a esquerda a sério: seus INÚMEROS "double standards". Cristianismo e islamismo dão vazão a fundamentalistas. A esquerda bate nos cristãos, mas não nos muçulmanos. Sendo que é óbvio que se trata de minorias, em todas as religiões. Só que, quem é minoria na Europa? Cristãos ou muçulmanos? Ah tá... agenda política sempre falando mais alto que a verdade.

-

Falando em double standards, tem a novilíngua também, "islamofobia" e "islamofascismo". Só rindo. Uma minoria mata e persegue gays, apóstatas, ateus, adúlteras, mulheres estupradas, remoção de hímen etc. etc. (pra não tocarmos no assunto terrorismo). A maioria é conivente, quando não subscreve silenciosamente (como mostrei no link, 68% dos muçulmanos na Inglaterra simpatizam com as ações terroristas - afinal, estou no Ocidente europeu, mas "odeio muito tudo isso") e os fascistas são...? Os outros.

Normalmente as bobagens da esquerda são refutadas, mas seguem em voga pela hegemonia do discurso, aversão pela realidade etc. etc. Considerando a crescente no número de muçulmanos (por motivos óbvios) e o decréscimo não só de cristãos, mas de ateus (uma população em geral, com menos ou nenhum filho), mas no caso específico dessa defesa dos muçulmanos, a "jiripoca vai piar" quando, por razões óbvias, estes começarem a ter poder político: gays e ateus serão os primeiros a terem problemas; pelo menos nesse aspecto, será "engraçado" ver a esquerda ter suas ideias perniciosas serem refutadas "na prática".

Ninguém precisa ser muçulmano ou cristão para ser bom, logo, pouco importa se a maioria silenciosa muçulmana é boa ou não é. Eu não sou muçulmano e também sou. É bem a esteira daquela frase do Weinberg "O caminho mais curto para alguém bom fazer algo ruim é a religião". TODAS elas, da minoria ou da maioria.

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"Os islamofóbicos aprenderiam mais se assistissem à Al Jazeera Internacional, lessem o An Nahar, o L’Orient le Jour, o The National (Dubai) e uma série de outros jornais do mundo árabe."

Claro, assistamos a BBC, a CNN, a Globo, e cheguemos à conclusão que atribuir as mazelas do cristianismo a, pasmem, o próprio cristianismo, é "cristianofobia".

Ou então vamos comprar aquele argumento que como a ICAR mantém uma cátedra científica e que, por isso, ela prestou, presta e sempre prestará serviços à ciência e, logo, nunca é, foi ou será anticientífica. Ou citemos os programas sociais na África como contrapeso à aberração da proibição de métodos contraceptivos.

Claro que o caso do cartoon dinamarquês, que reverberou praticamente no mundo árabe INTEIRO, é apenas uma "exceção". O fascista é o cartunista, não os defensores de Muhammed.

Que tal iniciarmos um diálogo civilizado com eles por meio de uma conversa crítica, uma piada ou um desenho? Vai rolar legal.

Afinal, é só uma "minoria".

Exercício: em vez de observarem declarações islâmicas sobre o Ocidente PARA o Ocidente, busquem declarações islâmicas sobre o Ocidente PARA MUÇULMANOS. Eles se referem a TODOS, cristãos, ateus, gays e tudo mais, como "não-muçulmanos". Os demais seres humanos da terra são "não-muçulmanos".

UM exemplo, do muçulmano europeu light, Mehdi Hassan:


-

Aposto uma grana alta que a mesma gente iluminada que bate o pezinho contra a "islamofobia" ou (risos) o islamofascismo sequer considera a notícia abaixo "cristianofobia" ou ergue a voz para assim classificar os atos:

http://www.middle-east-online.com/english/?id=60112

B. do P. -
Esses valores imanentes são uns ganho-no-grito de nada, cara. Nada do que vc disse resolve a contradição entre assumir o Islã como causa intrínseca do ~totalitarismo~ e não inverter o sinal para o secularismo no mundo ocidental como resultado do Cristianismo. Donde vejo Dawkins mais cristão do que nunca... Se quiser diminuir o número de posts e responder a isso, estamos aí.

Desse cartapácio reaça, circular e generalista só me interessa reter uma única frase:

Ninguém precisa ser muçulmano ou cristão para ser bom, logo, pouco importa se a maioria silenciosa muçulmana é boa ou não é.
Concordo: niilistas russos foram dos primeiros homens-bomba a existir, e seria precipitação supor que o proceder se devesse ao ateísmo deles, mesmo... Também não acho que um homossexual fosse perseguido na Cuba de Fidel - ou agora intolerado na Rússia de Isinbayeva - por corolário de ateísmo - ou religião. Claro que as cirurgias de redesignação sexual ocorrem na sociedade e cultura iranianas não por causa unívoca do Islã... e nem apesar dele, pelo visto. A ortodoxia judaica, bastante assemelhada a muçulmana em seus princípios e bastante distinta em seus usos, talvez não tenha conferido méritos ao judaísmo, tampouco...
Enfim, como eu disse, estamos aí.
 Eu -
Bom, camarada, se você quer responder o que quer, ou o que lhe convém, problema é seu. Você realmente quer chamar algo de "cartapácio reaça" e ficar de mimimi contra "generalizações"? Usando das duas generalizações-mór e favoritas da esquerda ("reaça" e "fascista")? ["cartapácio", aliás, subscrito pelo mais esquerdista dos 4 cavaleiros - Sam Harris]

Eu já disse, meu caro, sua questão é irrelevante e insignificante. Que diabos de problemas políticos existem nesses países, e em termos práticos, SÓ nesses países, para serem uma universidade de terroristas e fundamentalistas perigosos que no século XXI querem apedrejar adúlteras? E mesmo que a maior parte da causa seja política, geopolítica e outras deflexões, eles contam com a ESSENCIAL sanção de sua religião. Igualzinho os fundamentalistas religiosos.

É uma minoria de cristãos de deseja matar médicos que fazem aborto em suas clínicas. Considerando o número de cristãos que existem, é óbvio que isso também é um ato da "minoria", em assim sendo, é óbvio que o cristianismo dessa gente não é a única causa de seu ~totalitarismo~ (ou só é legal ironizar em cima do totalitarismo dos camaradas? Ah...). E eu pergunto: E DAÍ? Sem a sanção religiosa, sem o pano de fundo religioso, será que agiriam da mesma forma? Qual a relevância de alegar que é só uma "minoria"? Será que a maioria que não age da mesma maneira assim o faz por causa também do próprio cristianismo ou por que já absorveu outros valores que simplesmente não o permite fazer tais coisas?

-

Como eu disse, nessa comunidade sempre há quem se aproveite das discussões silenciosamente, quem quiser investigar o problema com honestidade, faça o exercício que eu sugeri. Vá observar os discursos inflamados dos muçulmanos para seus irmãos muçulmanos sobre o Ocidente, ocidentais, não-muçulmanos etc. etc.

O restante é apenas um tópico da agenda da esquerda "iluminada" europeia de tentar angariar uma minoria para sua causa política. Conversando com um amigo que está na Europa há exatos um mês sobre esse assunto, ele me comunicou que, hoje, o lobby muçulmano é mais forte que o lobby gay.

Talvez pela primeira vez as falsificações da realidade de uma esquerda "pragmática" (no pior sentido do conceito) se comportarão como uma cobra que morde o próprio rabo, pois a falsificação da defesa da minoria homossexual se contradirá com a da minoria muçulmana. Ou talvez não, olhando à frente e vendo o óbvio: por uma questão de números, os muçulmanos predominarão, e a minoria gay poderá ser livremente descartada, como a esquerda já fez com minorias que deixam de servir como exército ideológico.

Do mesmo jeito que os cubanos que fogem à nado para a Flórida sempre foi uma verdade desagradável (qual não é?) para a esquerda, os mesmo muçulmanos, "do bem", "super tolerantes", "limpinhos e cheirosos", correram todos com o rabinho enfiado no meio das pernas para a Europa, talvez porque sua religião permita muita liberdade, de vida, de pensamento, de usar o próprio corpo.

B. do P. -
Só faltou chamar de petralha esquerdopata, rs. Então, vc continua sem responder: - quer dizer que foi graças ao Cristianismo que o ocidente pôde secularizar-se? Que o Judaísmo, escrituralmente próximo do Islã, tem uma vivência dogmática menos deuteronômica que talmúdica por méritos próprios da religião? Que transexuais iranianos têm de serem gratos ao Islã (de Khomeini)? Pois o reducionismo olavético, resumidamente, é esse...

Eu
Bem, ignorando todos os outros fatores mencionados, você insiste com a sua pergunta, que espero tenha uma continuação ou explicação, porque é insignificantemente óbvia. É claro que o secularismo predomina no Ocidente APESAR do cristianismo; como "filosofias" que partem de premissas essencialmente contraditórias, só sendo muito retardado para achar que um dá vazão ao outro. Mas o ponto é: ambos se toleram, a despeito de objeções morais - exceto alguns (talvez uma minoria que venha a ser do seu interesse defender um dia) membros mais exaltados - uns não matam aos outros.

Um outro bom exercício: observem o número de paradas gays pelo mundo. Quantas acontecem no mundo islâmico? [Vi uma reportagem com a parada gay de Israel outro dia] A despeito, apesar do cristianismo, ela acontece no Brasil, por exemplo, maior país católico do mundo. E aí? Isso é mérito do cristianismo? Claro que não. É mérito de valores iluministas ocidentais ABSORVIDOS, por bem ou por mal, por essa maioria cristã que aceita gays, apóstatas, ateus etc.

O Islã não, e agora? É só fazer a "matemática" e ver qual é o problema.

Observem o número de ateus/gays MILITANTES nos EUA, país não apenas cristão em números, como o Brasil, mas de certa forma, "ideologicamente". E aí?

Só mesmo os mestres em falsificações da realidade para conseguir livrar a cara do Islã por suas próprias mazelas ou pelas que sanciona.

E pra quem acha que a relação entre Islã e esquerda é "cartapácio reaça" ou "reducionismo olavético" (quem ergueu o dedinho pra falar de generalizações? Ah...), confiram o vídeo:


B. do P. -
Então, se puder destacar o trecho em que vc acha que respondeu alguma coisa, faça-me o favor...

Eu -
Mastigadinho pra você:

"quer dizer que foi graças ao Cristianismo que o ocidente pôde secularizar-se? Que o Judaísmo, escrituralmente próximo do Islã, tem uma vivência dogmática menos deuteronômica que talmúdica por méritos próprios da religião? Que transexuais iranianos têm de serem gratos ao Islã (de Khomeini)?"

Não, não e não. O que isso explica, justifica ou sanciona as mazelas ATUAIS dos muçulmanos, sua migração para a Europa e a conivência e simpatia dos que lá já estão para com terroristas?

Assim você fica livre de ter de lidar com todo o resto.

B. do P. -

Que pessoa confusa. É difícil de entender que vc simplesmente não consegue justificar para muito além do caps lock os eflúvios antiesquerdopáticos dos teus posts prolixos? É só embasar porque o progresso ocidental é apesar e a estagnação "islâmica" é por causa. Simples.Então, se puder destacar o trecho em que vc acha que respondeu alguma coisa, faça-me o favor... [2]

 Eu -
Meu Allah, é só fazer a "subtração"!

O que há nos atuais Estados pelo mundo que perseguem gays, apóstatas, adúlteras, ateus, subjugam mulheres, creem majoritariamente em criacionismo etc. que não há nos outros?

Se tudo isso não for fomentado, embasado e justificado pelo islamismo, pelo que é? 

B. do P. -
Olha, ou vc responde objetivamente ou deixa quieto, que eu já tô legal de true outspeak. Catolicismo e protestantismo oprimiram o ocidente e cá está vc enaltecendo esta sociedade ocidental (ou o teu recorte enviesado dela) (tópico importante no assunto, mas prudentemente ignorado por mim, a evitar 300 posts difusos sobre). Ou o progresso deveu-se à religião ou ela é apenas uma das faces desse poliedro a que chamamos realidade, interpondo-se "apesar de" no contexto. As assimetrias da arbitrariedade no "por causa de" quando o assunto é o Islã é que vc não justificou. E espero que nem tente, se for martelar pela enésima vez os teus preconceitos.

Eu -
Tá bom, cara.

Quem leu lá no começo o lance da falsificação da realidade e esquerda tá entendendo o que eu disse.

"Catolicismo e protestantismo oprimiram o ocidente"

Que bom que você colocou no passado. Será que quando estas vertentes religiosas oprimiram, tinha algum "do Prado", desonestamente tergiversando e falsificando a realidade pra falar que não, que eram outras coisas que explicavam a opressão, que não era "por causa do" catolicismo ou protestantismo, mas de algum outro motivo mágico, casualmente correlacionado ao islamismo ou catolicismo.

Pera, essa gente já existe! São aqueles que dizem que a Inquisição não tem nada a ver com o cristianismo/catolicismo.

A única explicação plausível para um ateu racional (nunca levei ateu marxista a sério, mas tudo bem) distorcer a lógica e aplicar o duplipensar (cristianismo oprimiu, a despeito de quaisquer motivos políticos da época, islamismo "não", são outros "fatores") foi o que eu disse no início: estratégia esquerdista de montar exército de "minoria" (fim dos tempos, hein? Cadê o bom e velho proletariado?) e advogar por ela, contradizendo, se preciso for, a realidade e as próprias crenças internas. 
 -
"cá está vc enaltecendo esta sociedade ocidental (ou o teu recorte enviesado dela)"

Esta sociedade é uma merda mesmo! Olha só ao que ela dá margem: qualquer um falar o que quer numa rede social. Tristeza máxima. 

B. do P. -
Olavinho, acho que vc já está quase (se) entendendo. Senão vejamos: catolicismo e protestantismo não puderam conter a primavera da modernidade. Ótimo. Só falta transpor essa sua mesma lógica para a realidade da fé islâmica, compreendendo que ela pode ser tão dialética quanto a prima abraâmica ocidental. Ou a prima israelense, que também não apedreja nem enforca gays em nome do judaísmo... 

Eu (réplica final)
"ela pode ser tão dialética quanto a prima abraâmica ocidental."

Pode ser, pode não ser, o fato é que hoje, em 2013, ela NÃO está sendo e isso é um problema. Fim de história.

Mas não importa, como claramente demonstrado, sua fé política, que como secular se faz pior que cristianismo, judaísmo e islamismo, te torna ingênuo ou desonesto. Você e tua turma veem potencial revolucionário nas minorias muçulmanas, portanto, dão a bundinha para eles, a despeito deles próprios rejeitarem gays, ateus e apóstatas (pra ficar no básico, como eu disse).

Acredito que estaremos muito vivos para vermos os resultados práticos disso, se for permitido rir, rirei e cobrarei da esquerda (e detalhe, da esquerda ATÉIA!!) vendida a cumplicidade com os muçulmanos "do bem". Vocês serão os primeiros a sentir o tamanho do nabo muçulmano entrando em seus rabinhos seculares vendidos a troco de apoio político.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Nós não deveríamos ser relutantes em afirmar a superioridade dos valores ocidentais

Por André,

O grupo "Intelligence Squared" (inteligência ao quadrado) promotor de debates nos EUA e na Europa, promoveu um debate sobre os valores ocidentais, acompanhem:


Sabem quandos as PUCs ou USPs da vida, em seus departamentos de humanas, autoritariamente regidos pelo relativismo cultural promoveriam tal debate?

NUNCA.