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quarta-feira, 10 de abril de 2019

Podcast: Luciano Oliveira e eu comentamos a viagem de Bolsonaro aos EUA e seu encontro com Trump

Por André,







sábado, 14 de abril de 2018

Rússia, Síria e EUA

Por André,

Do ataque dos EUA à Síria, só consigo pensar que:

- ontem, por não retaliar, a narrativa era de Trump "bundão", "afinou para a Rússia".
- hoje, ao atacar, a narrativa será de cão raivoso belicista.

Do mesmo jeito que ontem havia um acordão entre Putin e Trump para elegê-lo, hoje já vejo jornal falando de retorno à Guerra Fria devido à expulsão de diplomatas russos de solo americano.

A narrativa midiática como um todo é tão precisa em vender narrativas antiamericanas CONTRADITÓRIAS que isso parece até um elaborado e exitoso plano de desinformação.

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A IMPRENSA NÃO VAI PEDIR DESCULPAS?

Ficou-se meses a falar do conluio russo para eleger Trump, mas até agora, além das especulações da extrema-imprensa, o que temos de fatos concretos é:

- a América desafiando as vontades russas na Síria;

- expulsão de diplomatas russos;

- novas sanções à Rússia;

- expansão das capacidades dos mísseis de defesa na Crimeia;

- apoio e fortalecimento da OTAN contra a Rússia.

"Hoje estamos em guerra contra a Oceania e somos parceiros da Eurásia, amanhã estaremos em guerra com a Eurásia e seremos parceiros da Oceania", para rememorar a nunca desatualizada referência a Orwell.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Estamos na Gazeta do Povo: "Por que a América segue, sim, uma força mundial pelo bem e pela paz"

Por Gazeta do Povo,



Quero aqui fazer duas coisas: defender uma tese radical sobre a América e replicar o artigo “Os EUA já não são uma força global pelo bem”, em tradução do The New York Times divulgada pela Gazeta do Povo.

Primeiro, a tese radical: a América o império mais pacífico que a História humana já viu e a famigerada “pax americana” é uma dádiva geopolítica provavelmente incomparável também em proporção histórica.

Defendo-me: um império se faz à base de dominação política, militar, cultural-científica e econômica. A América domina todos esses campos com folga. No aspecto militar, poderia subjugar qualquer país do planeta sem maiores dificuldades, continentes inteiros poderiam ser colônias americanas nesse momento. Mesmo assim, esse não é o caso até mesmo nos países cuja presença militar americana é constante; o Iraque pós-2003 não virou uma colônia americana e por frustrada que tenha sido, o que se tentou ali foi estabelecer uma democracia[1].

Não afirmo que a América faça isso por bondade, mas porque seus interesses imperialistas convergem, peri passu, com a manutenção (ainda que, às vezes, relativa) das soberanias nacionais dos demais países do globo. Isso, por si só, já alça o imperialismo americano a uma condição única (e desejável) na História. As vontades imperialistas vorazes de China e Rússia são exemplos vivos do que digo, uma eventual substituição da pax americana por uma pax russa ou chinesa (ou, pudera, islâmica!) nos faria rememorar o terror dos antigos impérios (julgo que parte dos que criticam a posição de supremacia americana façam isso com ciência do que digo aqui, outros, o fazem por puro desconhecimento de História humana, crendo que eventual derrocada do império americano implicaria em algum tipo de “paz perpétua” kantiana), onde, simplesmente, não haveria a paz que temos hoje e tampouco o conceito de soberania nacional.

Dessa forma, a América é o império mais pacífico já visto até hoje. Desnecessário ressaltar que ser o mais pacífico não significa absolutamente pacífico, portanto, réplicas como “e o Iraque?”, “e a Síria” (intervenção perpetrada por um dos presidentes mais antiamericanos de todos os tempos) não refutam minha tese. Algum belicismo sempre haverá, a questão é quanto e como. E minha tese não se compromete com uma aceitação tanto a priori como a posteriori das ações externas dos EUA – a priori estou ao lado da América em suas medidas de política externa, a posteriori uma análise caso a caso sempre se faz necessária: retroativamente falando, a operação no Iraque foi um erro, o mesmo para a Líbia e a Síria e não diria isso sobre o Afeganistão, por exemplo.

Segundo, o artigo. Não sem antes chamar a atenção para o fato de que os que agora lamentam a suave “saída de cena” americana de certos cenários internacionais (“clima”, “direitos humanos” – eufemismos para controle global) com o início da era Trump são os mesmos que há pouco entoavam os mais fervorosos hinos antiamericanos. Logicamente, só poderíamos deduzir que louvariam o fato da tendência mais isolacionista do governo Trump (que ainda não atingiu os níveis desejados por Ann Coulter, por exemplo), mas parecem que na cabeça dessa gente a América joga apenas um jogo de perde-perde: caso intervenha, erra, caso se isole, também erra.

Fato é que o governo Trump está desconstruindo a política de Obama de enfraquecimento de aliados (Israel) e potencialização de inimigos (Irã) e isso nem é contradição com a política do “America First” e tampouco com o propalado isolacionismo, visto que tornar a fortalecer aliados da América é claramente um movimento de interesse nacional americano e tampouco é prova de que os EUA não são mais uma “força para o bem”. As elites se acostumaram demais aos ares rarefeitos de seu pedestal moral distante da realidade, sendo que nesse reino hiperbóreo a América só pode ser uma força para o bem no mundo se seguir as diretrizes globalistas da ONU, abaixar a cabeça para a União Europeia, render suas armas e financiar o “fim” (na verdade uma diminuição estimada de 0,2ºC em 100 anos se os 200 países do mundo colaborarem) do aquecimento global em poluidores contumazes como China e Rússia, conforme rezava o Acordo de Paris.

O que o artigo de Susan Rice faz, em resumo, é sintetizar toda a balbuciante argumentação anti-Trump, que pouco mudou após um ano de presidência, a despeito do índice de desemprego mais baixo nos últimos vinte anos (inclusive entre latinos e negros), recordes da Dow Jones, altas previsões de crescimento e retorno de capital estrangeiro para o país. Após 365 dias governo, os maus perdedores ainda querem emplacar a cantilena (já provada falsa) de “colusão” com a Rússia, colar a pecha de nazista no homem que tem netos judeus e se mostrou o mais firme aliado de Israel dos últimos anos e usar o fato de suas promessas de campanha estarem a ser cumpridas contra ele próprio!

Fato é que quando a América é forte, os inimigos dos valores ocidentais pensam duas vezes antes de agir, pois sabem que sentado na cadeira mais importante do mundo está alguém disposto a defender os valores que, em maior ou menor grau, todos defendemos e que qualquer ato impensado não será respondido com um muxoxo ou com uma coletiva de imprensa, mas com ação de mesma (ou maior) força, criando uma espécie de nova “paz armada”. Não apenas Kim Jong-un, rei do blefe, mas os demais líderes mundiais sabem que, se agirem temerariamente contra os interesses da América terão de arcar com a retaliação da maior potência que o homem já viu. Não consigo ver garantia de paz mais sólida.




[1] Vale ressaltar que simpatizo mais com paleoconservadores que com neoconservadores nesse tópico específico. Embora creia que os EUA seja um bom exemplo – genericamente falando – para o Ocidente, não compactuo da ideia que seu modelo deva sem replicado, a fortiori ou não, mundo afora. A ideia de “exportar democracia” para o Oriente Médio me parece tolice.

domingo, 24 de setembro de 2017

Estados Unidos da América é a maior dádiva humana do mundo

Por André,



Os EUA é o império mais pacífico que a humanidade já conheceu; a pax americana é a maior benesse criada por homens que a humanidade já desfrutou; estou, a priori, a favor dos EUA em qualquer ação de política externa (o que não impede que análises críticas retroativas sejam feitas, p. ex., guerra do Iraque).

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Ser o mais pacífico não significa absolutamente pacífico. Considero ainda que, a América moderna é o país mais poderoso militarmente da História do Universo, fosse outro império, subjugaria o mundo todo em questão de tempo.

A pax americana me parece, evidentemente, a melhor alternativa frente a concorrência: "pax chinesa", "pax russa" etc. Mas não é perfeita, a perfeição não existe na vida terrena.

Estou do lado dos EUA a priori pelos valores que ele representa, nas não a posteriori. Essa deve ser a afirmação mais controversa, apenas uma análise caso a caso pode oferecer uma visão mais completa.

sábado, 16 de setembro de 2017

segunda-feira, 10 de julho de 2017

O ar irrespirável do politicamente correto

Por Estadão,


Professor de biologia evolutiva da faculdade Evergreen foi alvo dos 'guerreiros da justiça social' e quejandos

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

O ar na faculdade Evergreen, no Estado americano de Washington, ficou pesado para o professor de biologia evolutiva Bret Weinstein. Típico acadêmico esquerdista, desses que apoiam Bernie Sanders e Occupy Wall Street, Weinstein tornou-se o último alvo dos “politicamente corretos”, “guerreiros da justiça social” e quejandos.

Suas aulas foram interrompidas no início de junho por manifestantes que o xingavam de racista e queriam expulsá-lo do câmpus. O motivo era um e-mail em que ele se dizia contrário à mudança que a direção fizera numa tradição que data dos anos 70: o Dia de Ausência. Inspirados na peça homônima do dramaturgo Douglas Turner Ward, em que negros paralisam uma cidade ao ficar um dia em casa, os alunos e professores negros deixavam de ir ao câmpus durante um dia, em gesto simbólico contra o racismo. Neste ano, a direção resolveu que os alunos e professores brancos é que deveriam ficar em casa naquele dia.

“Há enorme diferença entre um grupo decidir voluntariamente se ausentar de um espaço compartilhado, para sublinhar seu papel vital subestimado, e encorajar outro grupo a ir embora”, escreveu Weinstein na mensagem. “O primeiro é um chamado à consciência que fere a lógica da opressão. O segundo é uma demonstração de força, um ato de opressão em si.” Seu argumento irrefutável despertou ira e violência. Manifestantes tomaram o câmpus armados com tacos de beisebol, spray de pimenta e canivetes. A revolta cresceu depois que ele deu entrevista à Fox News, e o câmpus foi invadido também por seus defensores. A direção foi incapaz de manter sua segurança.

Weinstein duvida que tenha condição de voltar às aulas no próximo semestre. “Não tenho interesse em interagir com uma comunidade tão confusa a respeito da realidade quanto Evergreen”, diz. O que mais o chocou é haver, numa faculdade, tanta gente “imune ao aprendizado”. Não é só em Evergreen.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Conluio Trump-Rússia é fábula midiática; haverá desculpas ou a narrativa pós-verdadeira permanecerá como válida?

Por Exame,

Washington – Três jornalistas do canal de notícias “CNN“, entre eles o chefe da unidade de investigação, pediram demissão após se retratarem por conta de uma história que apontava vínculos financeiros de membros da campanha do presidente Donald Trump com a Rússia.

O autor do artigo, Thomas Frank; o editor-chefe da unidade, Eric Lichtblau, e o responsável máximo da unidade de investigação da CNN, Lex Haris, apresentaram a demissão, que foi aceita pela rede de televisão.

“Após a retratação da história publicada no CNN.com, a CNN aceitou a demissão dos funcionários envolvidos na publicação da mesma”, informou um porta-voz do canal.

Segundo a “CNN”, a história, publicada na quinta-feira, não cumpria com os padrões de qualidade e rigorosidade que foram estabelecidos dentro da redação, especialmente porque a história se baseava em somente uma fonte anônima.

Não obstante, membros da unidade de investigação da CNN indicaram que a retratação não significa que a história não seja verídica, senão que não foram seguidos os procedimentos para ter um artigo sólido e respaldado por várias fontes fidedignas.

A história assegurava que o Congresso estava investigando os laços de fundos de investimento russo com membros da equipe de Trump, entre eles Anthony Scaramucci, assessor do presidente americano.

Este tipo de trabalho de investigação é revisado por vários níveis de edição e verificação e passam pelo filtro de outros jornalistas e chefes de redação, bem como por advogados da empresa.

A história só foi publicada no site, não no canal televisivo de notícias, e todas as ligações a ela foram desativadas.

sábado, 3 de junho de 2017

Um embuste chamado Acordo de Paris: redução PREVISTA de 0,2 graus em 100 anos

Por André,

É questionável, mas vamos aceitar, for the sake of the argument, que haja aquecimento global antropogênico e que combatê-lo seja possível e desejável. De acordo com um estudo do MIT, o máximo que pode alcançar o acordo de Paris, do qual Trump acaba de retirar os EUA, é reduzir a temperatura global em 0,2 grau até 2100 — presumindo que todos os países signatários o cumpram, pois é tudo voluntário e sem mecanismos coercitivos. Qual é o custo da brincadeira? Segundo um estudo, três trilhões de dólares e 6,5 milhões de empregos. Por uma redução de temperatura de 0, 2 grau ao longo de quase um século.

É evidente que o acordo simplesmente não vale a pena, não faz sentido, é no mínimo discutível. Mas por que entrar nesses detalhes, investigar do que se trata e discutir a substância real da coisa, se é muito mais fácil pintar Trump como um Hitler 2.0, que em vez de fritar judeus quer fritar o planeta inteiro?

Só não admite quem for realmente desonesto que o acordão é apenas uma ferramenta para implementar regulação, controle e taxação em nível global (textbook globalism) quem é retardado ou que é da elite hollywoodiana (que não são retardados, mas respondem a quem paga o contracheque).

domingo, 21 de maio de 2017

Diversas crianças dormirão após viver um dia cheio de qualidade de vida. Nenhuma delas é cubana, boa parte delas é americana

Do Facebook do Gustavo Franco,


Unidades habitacionais habitadas nos Estados Unidos

63% são casas, sendo 83% destas casas são próprias;

88% têm mais de 4 quartos;

20% têm 8 quartos ou mais;

11% têm 9 quartos ou mais;

A média de quartos é de 5,5 por unidade habitacional;

20% têm 3 veículos ou mais disponíveis;

1/3 moram 2 pessoas;

97% dos quartos tem 1 pessoa ou menos habitando;

28% têm pessoas morando sozinhas;

têm a renda anual média de 54.000 Dólares;

70% valem até 300 mil dólares

têm custo mensal médio de 1.000 dólares com a habitação;

têm preço médio de aluguel de 928 dólares.

56% dos aluguéis custam menos de 2.000 dólares

57% dos aluguéis custam menos do que 35% dos rendimentos dos inquilinos

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Educação
O rendimento anual para quem tem nível fundamental é de 20 mil dólares anuais, e para quem é formado é acima de 51 mil dólares;

86% da população entre 25 e 64 anos têm nível superior.

78% dos universitários estão em faculdades públicas

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12% dos empregados americanos trabalham em áreas de saúde e assistência social, conseguindo uma renda média anual de 44 mil dólares.

Outros 10% trabalham em comércio de varejo, com média salarial anual de 25 mil dólares.

A área de construção paga em média 48 mil dólares anuais, enquanto a área de negócios 85 mil dólares

A média de receita da empresa por empregador é 288 mil dólares anuais.

O valor de venda anual é de 43 trilhões de dólares

Há 54 milhões na latinos e 16 milhões de asiáticos.

O menor nível de desemprego é entre os asiáticos

Há 2 milhões de cubanos.

Há apenas 1 município (condado) americano com pib per capita equiparado ao Brasil.

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Em 2003, 67% dos pobres (menos de 21 mil dólares anuais) americanos diziam que tinham comida suficiente para o que quisessem comer.

Outros 26% diziam que tinham comida suficiente, mas nem sempre podiam escolher.

Apenas 1,5% não tinha comida suficiente.

Em 2005, 100% das casas consideradas pobres com crianças tinham geladeira, 99% tinham fogão, 98% tinham televisão, 82% tinham microondas,80% tinham mais de uma TV, 77% tinham ar condicionado e 62% tinham tv a cabo

Em 2008, a administração pública gastou 714 bilhões em programas de bem-estar.

70% das famílias pobres alegaram que cumpriram todas as despesas essencias, incluindo hipoteca, aluguel, contas de serviços público e despesas médicas.

Em 2010, havia 168 mil famílias sem-teto com crianças para um universo de 310 milhões de habitantes.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Palestra: por que os "especialistas" erraram tanto sobre Donald Trump e sobre o Brexit?

Por André,

Terei o prazer de, na próxima sexta-feira dia 12, ministra uma palestra na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo sobre os fenômenos Trump e Brexit e o estourar da bolha dos "experts". Compareçam:


Link do evento no Facebook, para ser lembrado no dia:

https://www.facebook.com/events/1434961049912045



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Os senadores Ted Cruz (republicano) e o socialista Bernie Sanders (democrata) debatem o Obamacare

Por André,

Os mais íntimos dos principais debates americanos sabem que uma das atuais grandes questões americanas é o Obamacare, um programa de natureza socializante. Para nós, brasileiros, seria justo dizer que se trata da tentativa de implementar um SUS americano. Uma das promessas de campanha do presidente Donald Trump foi, justamente, rechaçar o Obamacare e livrar de barreiras as companhias de seguro para que haja mais variação de preço e concorrência.

A coisa toda é cercada por mentiras e pelas marcas do monopólio estatal sobre qualquer serviço: apenas o site do Obamacare custou 1 bilhão de dólares e... não funcionou! Obama prometeu às pessoas de outros programas de saúde e companhias que poderiam manter seus médicos, o que se provou uma mentira. O Obamacare obrigou companhias a aumentar preços e fez com que muitas famílias não pudessem mais frequentar os mesmos médicos.

Em debate recente, o excelente Ted Cruz e o "socialista democrático" Bernie Sanders debateram o assunto:


Um resumo das argumentações pode ser o que segue:

Bernie Sanders:

Quando replicando os diversos problemas no sistema apontados por Ted, disse: "sim, há muitos problemas, todos têm problemas, mas é preciso melhorar".

"A saúde tem de ser grátis porque tem". Não sabemos de onde o dinheiro vai brotar, mas tem.

Ted Cruz:

Cruz, mestre da arte dos debates, argumentou tanto por princípios (o governo é mau administrador, o controle deve estar nas mãos das pessoas e não do Estado, o ACESSO a saúde é direito, não a saúde em si mesma) quando com dados (a ineficácia das medicinas socializadas saudadas por Sanders, a disfuncionalidade do Obamacare etc).

Além disso, Ted mostrou a total inviabilidade econômica das ideias de Sanders:



Esse debate, inclusive, me remeteu a uma notícia tratando do medo de alguns idosos de serem "eutanasiados" na Holanda. Socialismo não significa racionamento de comida apenas, mas racionamento de saúde também:

https://www.facebook.com/aassibarreto/posts/1911630299069890

sábado, 1 de outubro de 2016

O crepúsculo da classe política

Por André para o jornal Dextra,




Mais um fenômeno passa despercebido bem diante dos olhos das supostas mentes treinadas e pagas para a análise política, de jornalistas a cientistas políticos: a classe política está em crise. Para fins didáticos, separemos tanto os sinais desse fenômeno quanto os fatores que levaram a isso.

Os intelectuais de boteco não entendem a ascensão de um Donald Trump, o carisma de um Nigel Farage, a popularidade crescente do deputado Jair Bolsonaro ou a chegada ao poder de Viktor Orban na Hungria e de Beata Szydło na Polônia. Foram igualmente incapazes de prever o “Brexit”, a saída do Reino Unido da União Europeia, e duplamente incapazes de explicar por que isso ocorreu (o establishment “especialista” – Gugas Chacras e Caios Blinders – ainda nem se conformaram pessoalmente com o ocorrido, imaginemos se chegaram perto de uma explicação). Guardadas as devidas proporções, até mesmo a candidatura do empresário João Dória à prefeitura de São Paulo mostra sinal do que aqui diagnosticamos.

Por meses alguns jornalistas americanos fizeram troça da possibilidade do magnata Donald Trump ser o republicano a concorrer pela Casa Branca (1% eram as chances dadas pela CNN ao candidato - http://goo.gl/fvITBB) e eis que o próprio acaba de se consolidar como candidato. Os analistas não entendem por que Trump chegou lá e tampouco exatamente qual é seu apelo.

A explicação escapa aos especialistas que são, eles próprios, entusiastas da classe política, porque tanto são incapazes de compreender o fenômeno quanto não é de seu interesse fazê-lo. Contudo, para os que ainda têm os pés no solo firme da realidade, a explicação é relativamente simples: as pessoas estão cansadas de políticos engomadinhos, que sigam o script politicamente correto, com discursos insossos e completamente desconectados da realidade concreta que as pessoas comuns vivenciam. Quando qualquer discurso minimamente atinado aos anseios mais urgentes e elementares das pessoas aparece, elas enxergam um fio de esperança na desacreditada (classe) política que, na verdade, é antipolítica (o próprio establishment e grupos de interesse republicanos ainda não se conformaram com a candidatura de Trump).

Os analistas, produtos ou ainda membros de uma academia ainda mais desligada realidade, não conseguem entender como um empresário pode gozar da preferência de parcelas tão gordas do eleitorado (Trump está tecnicamente empatado nas pesquisas nacionais com Hillary, política de longa carreira; o UKIP, partido do também ex-empresário Nigel Farage foi o terceiro mais votado nas últimas eleições gerais britânicas, assustando o tradicional Partido Trabalhista e deixando para trás os Liberal-Democratas). Um outro exemplo notório vale ser mencionado: pelos idos das mesmas eleições gerais do Reino Unido, vencidas por David Cameron em 2015, o candidato trabalhista Ed Milliband tropeçou durante uma participação numa entrevista e isso, por si só, foi razão para um punhado de manchetes na imprensa, com ares da inquietação “como é possível um membro da classe política TROPEÇAR?”. Os políticos se distanciaram tanto da realidade comum que não se submetem mais nem mesmo às leis da física. Isso tudo ao passo que um de seus concorrentes, o já citado Nigel Farage, é o arquétipo do homem comum: fumante, com diversas fotos públicas bebendo cervejas nos tradicionais pubs ingleses, já sobreviveu à queda de um helicóptero e a um câncer nos testículos: mais humano que isso impossível. Enquanto isso, Milliband perdeu a habilidade de comer um sanduíche em público (http://goo.gl/UiJdv9).

Malgrado qualquer quê populista nas falas de Donald Trump, pesquisas e mais pesquisas mostram que as pessoas comuns têm as mesmas preocupações que são motivo de discursos e propostas do dono da Trump Tower. Inclusive as parcelas da população que supostamente são alvo de seu ataque: nada causa mais incômodo num imigrante legal que um imigrante ilegal gozando dos mesmos direitos que ele e ninguém em sã consciência – o que não é caso da classe política e tampouco dos intelectuais – pode culpá-los.

Some-se a isso o já criticado pelo conservador Edmund Burke “intelectual de cátedra” que deseja reformar o mundo a partir de seu castelo elaborando um tratado de filosofia política de oitocentas páginas e se encontra perdido em proporção semelhante ao grau de declínio em que se encontra a classe política. A junção do político de carreira com o intelectual isolado em sua catacumba mental criou a atmosfera de total e completa histeria em que nos encontramos (estamos na era do nacional-socialismo que não é socialismo e do estado islâmico que não é islâmico): todos eles creem no que dizem e não no que enxergam, como bem diagnosticou o dr. Andrew Lobaczewski em seu Ponerologia – psicopatas no poder, e quando são esmagados pelo peso da realidade que enxergam se comportam como formiguinhas atrapalhadas por um obstáculo rumo ao formigueiro.

¹É mestre em Filosofia pela USP, professor, tradutor e assessor editorial. Publica regularmente em www.andreassibarreto.org.

domingo, 11 de setembro de 2016

Jornalismo de esquerda e a mentira como método

Por André,

Já tive a oportunidade de expor a peça de mentiras que é o jornalista Glenn Greenwald em outras oportunidades. Embora o próprio tenha angariado fama após o caso Edward Snowden, prefiro caracterizá-lo por suas outras características peculiares: um judeu homossexual que acha que o Hamas não é tão mau assim e que a islamofobia é um dos maiores problemas que vivenciamos. Tudo isso, evidentemente, dito desde a América. O termo em uso crescente nas redes sociais e na imprensa anglófona "regressive left" tem muitos débitos com Greenwald também, exatamente pelos seus posicionamentos radicais e obtusos.

Greenwald é casado com um político brasileiro filiado ao PSOL e desde então tem coberto a política brasileira e, como era de se esperar, acusado o "golpe" em curso no Brasil (golpe este perpetrado por absolutamente TODAS as nossas instituições, certamente os americanos que comprarem essa cantilena terão sua crença que somos uma república de bananas reafirmada).

Vejam o seguinte tweet e comentário de Greenwald, onde o sujeito posta uma notícia de JUNHO, que cataloga desde MARÇO o número de moradores de rua mortos em SP (administrada pelo PT com Haddad "recolhendo" os cobertores dos moradores doentes) e conecta o ocorrido às "medidas de austeridade do novo governo":

https://twitter.com/ggreenwald/status/743463657829470208

Questionado pela absurdidade do que escreveu, Greenwald não apenas não negou, mas disse que o Twitter existe para esses fins mesmo: se aproveitar de "ambiguidades" (mentiras) para atacar os adversários:


Eis o jornalismo de esquerda em sua quintessência. 

A guerra de narrativas está aberta como nunca. Quem se interessar pelo assunto, há a palestra de Alexandre Borges sobre o tema e eu mesmo já escrevi sobre o assunto (aqui e aqui). O episódio recente do "aumento" da jornada de trabalho para 12 horas diárias também é deveras ilustrativo no problema do reforço de narrativas.


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Indianos formam o grupo imigrante mais rico da América

Por Felippe Hermes,

Pense rápido e responda. Quais os grupos étnicos mais ricos dos Estados Unidos?

Se você chutou britânicos, errou feio, alemães? Mais longe ainda. Que tal... Suecos? Errou por 43 posições. Brancos? Sequer chega ao top 10.

Nenhum grupo étnico nos Estados Unidos possui uma renda per capita tão alta quanto os Indianos... Opa, um ponto fora da curva?

Talvez... em segundo vem os Sul Africanos, em terceiro Filipinos, em quarto Taiwaneses, em quinto eslavos, e em sexto, os colonizadores originais, os britânicos, opa, daí em diante só da europeus, os imigrantes qualificados não é? sqn, os outros europeus dentre os 20 são os Escandinavos, em 11º

Os americanos brancos possuem uma renda US$ 51 mil por ano, a mesma dos Kenyanos (Acho que o salário de US$ 400 mil por ano do Obama distorce a conta, mas tudo bem).

Por curiosidade, os brasileiros são os 102º, com US$ 49 mil anuais de renda per capita, enquanto Israelenses estão em 16º com US$ 66,7 mil.

Mas porque este povo não cria riqueza em seu próprio país? Tente descobrir o que são instituições e você verá. Quando falamos de desenvolvimento e criar riquezas, não existe este papo de que um povo é mais propício que o outro, cultura, geografia etc.

O que importa aqui é como um povo valoriza e protege o comércio, a propriedade privada e remunera a inventividade e todos aqueles que se esforçam em agradar os consumidores.

Não se trata de dizer que americanos são menos aptos e que o DNA estrangeiro é o propulsor da riqueza, pelo contrário, trata-se de reconhecer a importância da solidez das regras americanas.

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Não surpreende quem não tem as vistas tampadas por baboseiras. A Índia é uma sociedade altamente estanque. Quando essas pessoas têm contato com a dinamicidade da vida nos EUA elas devem explodir em possibilidades.

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