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sábado, 17 de fevereiro de 2018

Enredo da escola que "denunciou o golpe" usou livro do intelectual orgânico Jessé Souza na sua bibliografia

Por André,

Página 178 do link: http://liesa.globo.com/material/carnaval18/abrealas/Abre-Alas%20-%20Domingo%20-%20Carnaval%202018%20-%20Atual.pdf

No início deste ano escrevi artigo alertando para a guinada da intelectualidade orgânica do PT para um discurso mais old school e revisionista (e menos superficial e histérico).

Alguns até duvidaram e insinuaram que eu estava superestimando a importância do livro "A Elite do Atraso" do sociólogo Jessé Souza, que quando escrevi o artigo já havia sido eleito pelos leitores da Amazon como melhor livro de não-ficção de 2017.

Pois bem, eis que, conforme imagem acima e link na legenda, a escola de samba "do lacre" contra o "vampiro neoliberalista", o golpe dos "coxinhas", os "paneleiros" e os "patos da FIESP" usou como uma de suas bases o livro do citado sociólogo. E quem leu o livro bem sabe que não se trata de uma menção para encher linguiça, a narrativa do livro foi expressa integralmente pela escola de samba.

A coisa toda não poderia ser mais petista: uma instituição movida a dinheiro do tráfico e da contravenção, que não emprega ninguém de forma registrada, bradando contra a corrupção e em defesa dos "direitos trabalhistas".

E o alerta segue: quando a direita deixará de ser meramente reativa e terá proposições sólidas para preencher o vácuo deixado quando refutamos as sandices ideológicas da esquerda?

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Para os ingênuos que ainda precisavam se convencer da máxima "Brasil, um país de TOLOS".

Por André, 
Um 8.9 vale mais que 1,3 trilhões de reais e 50.000 vidas.
'Engraçado'. Por causa do possível roubo nas notas da apuração houve ataque, revolta, manifestação. O governo rouba 45% da nossa renda todos os anos. O país mata 50.000 por ano e consegue ser o mais violento do Universo sem ter conflitos raciais, religiosos, geográficos e/ou geopolíticos e ninguém faz nada. Brasil, um país de TOLOS.
Os leitores so blog devem conhecer minha seção chamada Charles de Gaulle, em homenagem ao general francês que, reza a lenda, uma vez disse que o Brasil não é um país sério.

Eu abrangi a estendi da sentença e digo que o Brasil não era na época do saudoso de Gaulle, não é e nunca será um país sério.
Para o possível roubo da apuração do carnaval, há espírito coletivo, há luta, há revolta. Para as mazelas diárias que assolam o país, não... se somarmos todas, dá para dividir o Brasil e 100 milhões de duplas e cada uma resolver um problema, mas quanto a isso, ninguém quebra, ninguém cobra, ninguém se revolta. Não há união tampouco coletividade, só há Lei de Gérson. Enquanto isso não mudar, o Brasil nunca será um país sério.
 

Luiz Felipe Pondé - 'Paraíso' [Sobre o carnaval]

'Paraíso'


Espero que São Paulo jamais ceda, como a Bahia, ao ruído ensurdecedor dos 'gritos de Carnaval' 


CRESCI NA Bahia. Tenho saudades da Bahia, mas nem de tudo. A Bahia é a terra do Carnaval. Odiei cada Carnaval quando lá morava. Na época, minha família fugia pra Itapoã, nos anos 70, ainda uma terra virgem. Pra respirar, era necessário fugir da "civilização da alegria".

A cidade fechava-se num ruído contínuo. Sem ar.

A devastação da vida pela alegria totalitária do Carnaval, desde pequeno, me ensinou a desconfiar das pessoas que amam festas e formas de felicidade coletiva. Meu gosto musical foi negativamente formado pela invasão dos "gritos de Carnaval".

E o fedor desta felicidade coletiva e destes "gritos" invadia mesmo a vida daqueles que, como eu, preferia Dostoiévski ao trio elétrico. Entre o calor do verão baiano, suado e festivo, e o frio da Moscou literária, eu preferia a timidez recatada da prostituta Sônia de "Crime e Castigo".

Não sou mais obrigado a suportar a alegria totalitária do Carnaval. Vivo em São Paulo. Um paraíso em meio à alegria devastadora do Carnaval.

Espero que São Paulo jamais ceda ao ruído ensurdecedor dos "gritos de Carnaval".

Que a cidade fique entregue à preguiça dos cinemas menos cheios e dos restaurantes menos lotados, enfim, da sensação de um doce abandono sem pressa alguma de ser feliz.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Minha opinião sobre o carnaval

Por André,



Não gosto do carnaval, talvez exceto pelo fato de serem dias de descanso. E ao que parece, muitos concordam comigo, especialmente tendo em vista que, ano passado, a audiência das Olimpíadas de INVERNO, transmitidas pela Record, puseram em risco a audiência da transmissão dos desfiles pela Globo.

Contudo, como eu disse em sala da aula ontem, as pessoas têm TODO O DIREITO de serem IDIOTAS. Junto com alguns outros pares de direitos inalienáveis que repousam na sua condição de indivíduos. Elas têm o direito de se tornarem egoístas e pararem de doar sangue para quem precisa, de beijarem 700 bocas diferentes e não identificadas e correrem o risco de contraírem alguma bactéria, visto que a boca é o orifício mais poluído do ser humano, tem todo o direito de contraírem DSTs a gosto do freguês.

Enfim, a lista é infinita. Também não tenho nada contra quem simplesmente "comemora" (comemorar o quê?) o carnaval de forma mais light.

Embora tenha se tornado perigoso dizer isso, eu não gosto do carnaval, especialmente nos moldes que acontece hoje em dia: gastança, tempo e energia desperdiçados, putaria etc. Acho que ainda me é guardado o direito de simplesmente não gostar de alguma coisa sem ser acusado de fascista, racista, nazista e outros "istas" que quem acusa sequer sonha com 1% do significado.

É interessante observar como a festividade pára o país, mesmo que em alguns lugares mais e em outros menos. É interessante ver como há espírito coletivo, tempo, dinheiro e outras coisas para essas finalidades e não para tantas outras, um tanto quanto mais nobres.

Se este reles blogueiro está a pensar isso, porque não os políticos? "Eu vou fazer algo por esta gente? Que trabalha o ano inteiro para garantir a farra do próximo? Ah, não, vou fazer igualzinho a eles, tratar de garantir minha farra particular". Não sei a resposta, apenas levanto a questão...

Enfim, não gosto do carnaval, espero que me seja permitido continuar não gostando dele.

Na próxima semana, que o ano se inicie!