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quinta-feira, 23 de março de 2017

Novas regras para identificar terroristas

Por André,



Ontem em falei que o "atacante" (termo do Globo pra se referir a terrorista) de Londres era muçulmano antes da informação sair em qualquer canto da mídia ou até mesmo antes das fotos começarem a pipocar.

Qual meu critério? Muito simples.

Eu cheguei em casa pro almoço e fiquei sabendo do ocorrido com um plantão da rádio Jovem Pan. Na hora pensei: faz 3 horas que o atentado aconteceu. Essa informação me bastou para poder afirmar que se tratava de um terrorista muçulmano.

Apliquei esse critério em outros casos e o método tem uma margem de acerto de 100%: quando mais retardam a divulgação da identidade do sujeito, pode ter certeza que é muçulmano.

Se fosse um "radical de extrema-direita" a informação seria divulgada em muito menos tempo. Até mesmo porque isso reforça a narrativa que interessa aos poderes vigentes da "ascensão da extrema-direita xenófoba", do perigo da "onda conservadora" etc, ao passo que esses mesmos poderes ficam cheios de dedos para declarar a identidade dos terroristas, quando não, muitas vezes, sequer desejam divulgá-la (o governo alemão tentou essa com os ataques de Colônia).

Não falha.


domingo, 1 de março de 2015

Um terço dos estudantes muçulmanos do Reino Unido crê que matar em nome da religião é normal. Alguém ainda não acredita em choque de civilizações?

Por André,

Para um terço dos estudantes muçulmanos (pesquisa de 2008, mas talvez justamente por isso seja interessante) apoia a violência em nome da religião.

Outros 27% demonstraram simpatia pelos ataques à Charlie Hebdo. 24% apoia o uso de violência contra quem faz imagens de Maomé. 45% deles (quase metade) afirma que clérigos que pregam ódio contra o Ocidente não estão exagerando ou fora de si. E 11% se dizem simpáticos aos jihadistas que perpetram ataques contra o Ocidente.

Alguém realmente duvida que não estamos passando por conflitos de civilização?

Civilização é também valores. Os valores de muitos muçulmanos, valores estes profundamente atrelados ao Islã, não entram em contradição com os valores do Ocidente?

Críticas sejam feitas à Charlie Hebdo, mas ao menos ela tirava sarro de todas as religiões. Mas algumas vertentes do islã proíbem expressamente a representação imagética de Maomé. Isso não é um claro exemplo de conflito de valores? Enquanto mesmo cristãos suportam os desenhos satíricos, por conciliarem ou ao menos respeitarem a liberdade de expressão, alguns muçulmanos simplesmente não toleram a imagem, pretendendo instalar leis prevendo punição para a blasfêmia em território europeu. Isso não seria um exemplo de manual de choque de valores?

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Dinesh D'Souza responde à hipótese libertária sobre política externa

Por André,


Em tempos de ISIS e das ideias libertárias ganhando terreno, esse vídeo se faz essencial. A hipótese libertária para a política externa pode ser resumida assim: retirada imediata das tropas americanas de todo lugar do globo e mais nenhuma intervenção. Lembra o sonho de consumo dos esquerdistas mais radicais, não?

Que resultado teríamos visto nas duas guerras mundiais caso essa hipótese tivesse sido posta em prática? Como combater o ISIS não-combatendo o próprio?

Nesse último caso, vale lembrar, Ron Paul chegou às raias da loucura e atribuiu os ataques à Charlie Hebdo à política externa francesa (por que um mercado judeu foi atacado e porque o antissemitismo cresce em Paris deve ser fato inconcebível para a mente libertária radical e para companheiros de viagem desonestos como Reza Aslan). Nesse aspecto, penso eu, a última linha que separa um libertário de um esquerdista radical foi suprimida: a realidade é item secundário quando é possível reforçar a narrativa libertária de que toda política externa intervencionista é, por definição, nefasta. A verdade é sacrificada no altar da ideologia.

O ISIS NÃO é resultado das políticas externas norte-americanas, britânicas ou francesas, mas sim é fruto do islamISMO, ideologia política de forte cunho ideológico. Qualquer um que se proponha a negar isso está manipulando a realidade.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Islamofobia é um mito

Por National Review,

The British press has never seemed as out of touch as it is today. All our broadsheet papers are packed with pleas to the people of France, and other European populations, not to turn into Muslim-killing nutjobs in response to the Charlie Hebdo massacre. The Guardian frets over “Islamophobes seizing this atrocity to advance their hatred.” The Financial Times is in a spin about “Islamophobic extremists” using the massacre to “[challenge] the tolerance on which Europe has built its peace.” One British hack says we should all “fear the coming Islamophobic backlash.” And what actually happened in France as these dead-tree pieces about a possible Islamophobic backlash made their appearance? Jews were assaulted. And killed. “Don’t attack Muslims,” lectures the press as Jews are attacked.

Across Europe, among the right-thinking sections of society, among the political classes, the response to the massacre of the cartoonists and satirists has been the same: to panic about how Them, the native masses, especially the more right-wing sections of the French population, might respond to it. The blood on the floor of theCharlie Hebdo offices was still wet when brow-furrowed observers started saying: “Oh no, the Muslims! Will they be attacked?” It’s the same after every terrorist attack: from 9/11 to 7/7 in London to last year’s Sydney siege to Paris today: Liberals’ instant, almost Pavlovian response to Islamist terror attacks in the West is to worry about a violent uprising of the ill-educated against Muslims. The uprising never comes, but that doesn’t halt their fantasy fears. What’s it all about?

The unreal, unhinged nature of this elite preemption of mass Muslim-bashing has been thrown into sharp relief by the foul events in Paris over the past few days. The massacre of journalists by Islamists was followed today by a violent hostage-taking in a kosher shop in Port de Vincennes by a gunman reported to be part of the same small cell of Islamic extremists from which the Kouachi brothers, who shot up Charlie Hebdo, sprung. Why invade a kosher shop? Well, it’s very likely there will be Jews in there, and if there’s one thing Islamists love more than executing those who insult their prophet, it’s attacking Jews. The kosher-shop siege and hostage situation is now over, and while the information coming out of France is sketchy, Reuters says four of the hostages — who may well have been Jews — are dead. So the gulf between the fears of he multicultural elite and the reality on the ground in France is colossal. “Leave Muslims alone,” they plead as the news wires report that four kosher shoppers have been killed. Many European observers seem far more exercised about the possibility of Islamophobic violence than they are by the reality of anti-Semitic violence.

It’s not surprising that there is such a gaping chasm between liberals’ hand-wringing over a potential violent and sweeping Islamophobic backlash and what is actually happening in France and elsewhere. Because the idea of Islamophobia has always been informed more by the swirling fantasies and panics of the political and media elites than by any real, measurable levels of hate or violence against Muslims. Yes, some dud grenades were thrown into the courtyard of a mosque in the French city of Le Mans after the Charlie Hebdo massacre, though mercifully they didn’t explode and no one was around to be injured. That is a foul act and the person or people who did it should be found and punished. But fears about widespread anti-Muslim violence, about the spread of toxic Islamophobic hate through the streets and in workplaces, are unfounded, because their driving force is the anti-natives, anti-pleb prejudices of the elites rather than any hard evidence of extreme hostility to Muslims.

Liberals’ angst about violent anti-Muslim uprisings always proves to be empty. So after the 7/7 Tube and bus attacks in London, there were wide and wild warnings of a violent backlash against the Muslims of Britain. Journalists predicted bloodshed. National Health Service workers were encouraged to keep their eyes peeled — ie. spy — for any signs of anti-Muslim agitation among their patients. But there was no spike in anti-Muslim crimes. According to Crown Prosecution Service crime figures for 2005–06, covering the months after 7/7, only 43 religiously aggravated crimes were prosecuted in that period, and only 18 of those crimes were against Muslims. “The fears of a [post-7/7] rise in offences appears to be unfounded,” the Director of Public Prosecutions later admitted.

After the Boston Marathon bombings there were loads of media panic about the“ignorance and prejudice [that arise] in the aftermath of a terrorist attack” and concern that Muslims in America would get it in the neck. But Muslims have not been assaulted en masse by stupid Americans in recent years, including in the wake of 9/11. According to federal crime stats, in 2009 there were 107 anti-Muslim hate crimes; in 2010, there were 160. In a country of 330 million people, this is exceptionally low. After the Lindt café siege in Sydney at the end of last year, there was once again heated fear on the pages of the broadsheets about dumb Aussies going crazy and attacking brown people. Nothing happened. No mob emerged. Muslims were not attacked.

Islamophobia is a myth. Sure, some folks in Europe and elsewhere no doubt dislike Muslims, just as other losers hate the Irish or blacks or women. But the idea that there is a climate of Islamophobia, a culture of hot-headed, violent-minded hatred for Muslims that could be awoken and unleashed by the next terror attack, is an invention. Islamophobia is a code word for mainstream European elites’ fear of their own populations, of their native hordes, whom they imagine to be unenlightened, prejudiced, easily led by the tabloid media, and given to outbursts of spite and violence. The thing that keeps the Islamophobia panic alive is not actual violence against Muslims but the right-on politicos’ ill-founded yet deeply held view of ordinary Europeans, especially those of a working-class variety, as racist and stupid. This is the terrible irony of the Islamophobia panic: The fearers of anti-Muslim violence claim to be challenging prejudice but actually they reveal their own prejudices, their distrust of and disdain for those who come from the other side of the tracks, read different newspapers, hold different beliefs, live different lives. They accuse stupid white communities of viewing Muslims as an indistinguishable mob who threaten the fabric of European society, which is exactly what they think of stupid white communities.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Professora Maha Abdelaziz do Centro Islâmico de Brasília afirma: "Vocês podem esperar coisa pior"

Por blog do Noblat,

Como a comunidade muçulmana avalia os ataques radicais, como o ocorrido na França?

Claro que eu não sou favorável ao terrorismo, à matança, ao derramamento de sangue, mas morrem nove pessoas e o mundo vira de ponta a cabeça. Morreu um milhão de pessoas no Egito, na Síria, na Palestina, em Borno (Nigéria), mas ninguém fala nada. Um dia antes do acontecimento na França, morreram milhares de muçulmanos em Borno. Os muçulmanos estão sendo perseguidos.

Qual a orientação a respeito das críticas feitas à religião?

Não pode haver agressão, não aceitamos que se agrida moralmente ninguém. Isso é uma agressão. Eles (jornalistas do Charlie Hebdo) tiveram um ato violento moralmente. Foi uma crítica moral ao nosso profeta.

Ataques radicais não comprometem a credibilidade muçulmana?

Claro. A religião muçulmana é uma religião da paz. Quando respondi a primeira pergunta, demonstrei indignação com a opinião do mundo. Quando morre meia dúzia de não muçulmanos, o mundo vira de ponta a cabeça, sendo que estão morrendo milhares de muçulmanos e o mundo fica olhando de camarote.

Como separar os muçulmanos fieis, aqueles pacíficos, dos radicais?

Tais termos são plantados para denegrir a imagem dos muçulmanos. Não existe terrorista, radical. Todo mundo tem o sangue quente. Como massacram os muçulmanos no mundo inteiro e não querem uma reação? Cada ação tem uma ação do mesmo tamanho e no sentido contrário. Seria tolo e idiota tanta violência, tanto massacre e ficarmos olhando. Esses ataques que vocês chamam de terrorista é uma resposta a tanta barbaridade que acontece contra os muçulmanos. Nossa religião não incentiva violência, jamais incentiva derramamento de sangue, só que infelizmente essa é a resposta à crueldade. Vocês podem esperar coisa pior.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Sobre radicalismo muçulmano e o debate corrente

Por André,

A discussão que está se desenrolando após os atentados à sede da revista ultraesquerdista Charles Hebdo está tomando, como quase todas as discussões do debate público, um rumo um tanto quanto esquizofrênico. Me sinto certamente discutindo o maior caso de red herring do século XXI.

O primeiro argumento que surge para tentar livrar a barra da geral é que apenas uma minoria de muçulmanos é radical e disposta a cometer atos terroristas. Bem, isso certamente é motivo para alegria considerando o número de muçulmanos que existem no planeta. Só que como em todos os casos de problemas com gente radical, eles sempre são a minoria! E constatar isso não suaviza o problema. A minoria de torcedores de futebol é hooligan, a minoria dos alemães apoiou o nazismo etc. A despeito, é claro, de ser extremamente controverso se realmente é uma minoria de muçulmanos que apoia ações terroristas em democracias ocidentais. Médias realistas apontam que pelo 20% da população muçulmana apoia atos terroristas (como mostram Ben Shapiro e uma pesquisadora do Heritage). Também é da opinião de especialistas que uma população islâmica superior a 1% é suficiente para que problemas comecem a surgir.

Ou seja, ficar se digladiando sobre esse tema é completamente inócuo tanto para o diagnóstico como para a solução do problema. A suposta maioria pacífica não merece o Nobel da paz por ser contrária a degolações ou atos terroristas, é o que se espera de gente racional e de bom senso que respira no ano de 2015.

Num dos debates que me engajei sobre o assunto ontem e hoje fui cobrado por "soluções" para o problema. Confesso que tenho muito poucas e que não é tarefa do intelectual ficar propondo soluções para um mundo melhor desde sua escrivaninha, muito embora tenha pensado em ao menos duas: retirar o direito a passaporte europeu para aqueles que o portam e vão para Síria ou Iraque receber treinamento jihadista e endurecer as leis de imigração. Jamais cessar a imigração, apenas criar mecanismos que façam com que os que imigram se integrem em sociedades que cultivam valores ocidentais e que contribuam positivamente para essas sociedades.

Penso que mais do que nunca é necessário lembrar o alerta de Dante de que os lugares mais distantes do inverno estão reservados para gente que posa de moralmente neutro em situações difíceis. O que temos necessidade para o momento é: admitir que o problema existe, que é real - sem malabarismos retóricos. Chamar o problema pelo seu nome. Todos os livros sagrados possuem passagens ambíguas que incitam ou podem ser compreendidas como incitação à violência. O Corão não apenas não é exceção como provavelmente é o melhor exemplo disso. Largar o bom mocismo politicamente correto e multicultural é essencial. O islamismo é uma religião da espada. Maomé foi inclusive em vida um guerreiro e não apenas um guia espiritual como Jesus ou Buda. A maioria dos muçulmanos ignora isso e vive em paz? Ótimo! Como eu disse, podem ser descartados da equação Outros não ignoram isso? Pois bem, não podemos dizer que não tem relação com a religião islâmica.

Acho que admitir todas essas coisas arejaria bastante o debate.

Circula pelas redes sociais o seguinte vídeo:


Confesso que relutei em abrir o vídeo por circular tanto e tudo mais. Vendo o vídeo, lembrei que é um vídeo já conhecido e que, inclusive, já publiquei neste blog.

A versão estendida do vídeo se encontra aqui:


Esse vídeo traz à baila uma importante questão e mais um dos conceitos desconhecidos dos debatedores públicos tupiniquins, que é o da taqiya, um conceito que autoriza muçulmanos a mentir em defesa de sua fé. O que explicaria tanta moderação pública e tantos casos de terrorismo atrelado ao islamismo.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

ISIS é mais perigoso do que imaginamos e está a preparar uma limpeza religiosa, diz correspondente da CNN.

Por CNN,

O Itamaraty sugere diálogo. É "feio" apontar as reais causas (o nome do negócio é estado islâmico, mas querem nos vender a ideia que não é islâmico).

"Lutamos em nome de Allah" (um dos 300 soldados do EI após ser perguntado sobre eles terem derrotado um exército de 20.000 com táticas suicidas e deserção).

Criança de 13 anos pega em armas e diz que não é a primeira vez.

Um cara sai de New Jersey (!!) pra servir ao EI no Iraque.

Um alemão diz que a Europa será conquistada. Que ela será conquistada não é uma questão, diz ele, apenas QUANDO será é.

O ISIS está preparando a maior limpeza religiosa que já existiu.

Não importa se são 100, 200 ou 500 milhões, eles vão matar.

Foley morreu porque o governo americano não ajudou.

Decepar cabeças e escravizar é legítimo.

O nome disso é CHOQUE DE CIVILIZAÇÃO.

A reportagem segue:

(CNN) -- Juergen Todenhoefer's journey was a tough one: dangerous, but also eye-opening. The author traveled deep into ISIS territory -- the area they now call their "caliphate" -- visiting Raqqa and Deir Ezzor in Syria, as well as Mosul in Iraq.

Mosul, Iraq's second largest city, was taken by ISIS in a Blitzkrieg-like sweep in June.

Todenhoefer managed to visit the mosque there where the leader of ISIS, Abu Bakr al-Bagdadi, gave his only public address.

And he saw the realities of daily life under ISIS, with all shops having to close for prayers in the middle of the day.

"There is an awful sense of normalcy in Mosul," Todenhoefer said in an exclusive interview with CNN.

"130,000 Christians have been evicted from the city, the Shia have fled, many people have been murdered and yet the city is functioning and people actually like the stability that the Islamic State has brought them."

Nonetheless, he says, there is an air of fear among residents: "Of course many of the them are quite scared, because the punishment for breaking the Islamic State's strict rules is very severe."

According to ISIS's leadership, the group's fighters managed to take Mosul with only about 300 men, even though more than 20,000 Iraqi army soldiers were stationed there when the attack was launched.

Todenhoefer spoke with several ISIS fighters who took part in the operation.

"It took us about four days to take Mosul," a young fighter told him.

"So you were only about 300 men and you defeated 20,000 troops in four days?" Todenhoefer asked.

"Well, we didn't attack them all at once, we hit their front lines hard, also using suicide attacks. Then the others fled very quickly," the fighter explained. "We fight for Allah, they fight for money and other things that they do not really believe in."

Glow in their eyes

Todenhoefer told CNN the enthusiasm the ISIS militants showed was one thing that stood out.

"When we stayed at their recruitment house, there were 50 new fighters who came every day," Todenhoefer said. "And I just could not believe the glow in their eyes. They felt like they were coming to a promised land, like they were fighting for the right thing.

"These are not stupid people. One of the people we met had just finished his law degree, he had great job offers, but he turned them down to go and fight ... We met fighters from Europe and the United States. One of them was from New Jersey. Can you imagine a man from New Jersey traveling to fight for the Islamic State?"

He went on to say that one of ISIS's main points of strength is their fighters' willingness -- even their will -- to die on the battlefield.

Todenhoefer met one somewhat overweight recruit in a "safe house" who said he wears a suicide belt to every battle because he is too chubby to run away if he is cornered and would choose to blow himself up, rather than be captured.

ISIS also has a track record of abusing, torturing and executing prisoners of war. Todenhoefer was briefly able to speak to a Kurdish captive while in Mosul. The captive claimed he had not been tortured, but Todenhoefer said he found that hard to believe.

"This was a broken man," Todenhoefer said. "It was very sad to see a person in this state. He was just very weak and very afraid of his captors."

Todenhoefer conducted the interview with the prisoner while several ISIS fighters stood guard. He asked the man whether he knew what would happen to him.

"I do not know," the captive told him. "My family does not even know I am still alive. I hope that maybe there will be some sort of prisoner exchange."

Child ISIS fighters

Todenhoefer was also taken to see child soldiers outfitted with Islamic State gear and brandishing AK-47s. One of the boys seemed very young but claimed he had already gone to battle for ISIS.

"How old are you?" Todenhoefer asked.

"I am 13 years old," the boy replied -- though he looked even younger than that.

One of the most remarkable episodes of Todenhoefer's trip to the ISIS-controlled region came when he was able to conduct an interview with a German fighter who spoke on behalf of ISIS's leadership.

The man -- clearly unapologetic about the group's transgressions -- vowed there was more to come; he also issued a warning to Europe and the United States.

"So you also want to come to Europe?" Todenhoefer asked him.

"No, we will conquer Europe one day," the man said. "It is not a question of if we will conquer Europe, just a matter of when that will happen. But it is certain ... For us, there is no such thing as borders. There are only front lines.

"Our expansion will be perpetual ... And the Europeans need to know that when we come, it will not be in a nice way. It will be with our weapons. And those who do not convert to Islam or pay the Islamic tax will be killed."

Todenhoefer asked the fighter about their treatment of other religions, especially Shia Muslims.

"What about the 150 million Shia, what if they refuse to convert?" Todenhoefer asked.

"150 million, 200 million or 500 million, it does not matter to us," the fighter answered. "We will kill them all."

Beheadings

The interview became testy when they reached the topic of beheadings and enslavement, especially of female captives.

"So do you seriously think that beheadings and enslavement actually signal progress for humanity?" Todenhoefer asked.

"Slavery absolutely signals progress," the man said. "Only ignorant people believe that there is no slavery among the Christians and the Jews. Of course there are woman who are forced into prostitution under the worst circumstances.

"I would say that slavery is a great help to us and we will continue to have slavery and beheadings, it is part of our religion ... many slaves have converted to Islam and have then been freed."

The ISIS spokesman blamed the beheading of captured Western journalists and aid workers on the policies of the United States.

"People should really think about the case of James Foley," he said. "He did not get killed because we started the battle. He got killed because of the ignorance of his government that did not give him any help."

Even with recent gains by Kurdish forces against ISIS in northern Iraq, Todenhoefer sees the extremist group as entrenched, building state institutions, and that it shows no sign of losing its grip in the main areas it controls in Iraq and Syria.

"I think the Islamic State is a lot more dangerous than Western leaders realize," he said. "They believe in what they are fighting for and are preparing the largest religious cleansing campaign the world has ever seen."

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O terrorista Anjem Choudary e a prova definitiva que o multiculturalismo falhou

Por André,

Já falei sobre o terrorista Anjem Choudary aqui neste blog e desde sua última aparição o mesmo já se encontra devidamente preso por fazer justamente incitação ao terrorismo. Contudo, antes de ser preso, Choudary desfrutou amplamente da liberdade de expressão britânica, defendendo publicamente medidas como decapitações, morte por apostasia e apedrejamentos, como pode ser visto em alguns dos vídeos a seguir:


Aqui o faz em conversa com o sempre brilhante Douglas Murray, onde tenta equiparar as ações das forças armadas israelenses com os atos do ISIS. Observem: a despeito do discurso obtuso e criminoso, Choudary é um legítimo convidado do programa, gozando de tanta liberdade quanto Murray ou qualquer outro.

Choudary crê que a implementação da sharia ao redor do mundo e a consequente criação de um califado universal é inevitável e que as "bombas" americanas não serão capazes de evitar isso. Tal discurso fora enfatizado por Choudary em sua entrevista a Sean Hannity:


O terrorista é tão despudorado que, ao requisitarem que testasse o microfone usando o clássico "1, 2, 3 testando", usou datas de atentados terroristas como "11/09, 07/07 etc".

Com qual chave de compreensão entender que tal pessoa goze de liberdade de expressão numa sólida democracia ocidental? Creio que sejam frutos do multiculturalismo que poucos estão dispostos a apontar o dedo.

O multiculturalismo é a perniciosa ideia (se não é originalmente, é nisso que se tornou quando fundido ao relativismo radical de nossa época) que todas as culturas são igualmente boas ou más e, portanto, qualquer distinção entre culturas superiores e inferiores é preconceituosa e ultrapassada. As posições de Choudary, oriundas de seu radicalismo islâmico, não são tão melhores que o multiculturalismo que permitiu que ele falasse livremente por tanto tempo, são apenas coisas diferentes (aqui fica evidente o caráter autofágico do multiculturalismo - o mundo desejável de Choudary não prevê a existência de valores contraditórios convivendo pacificamente, uma vez que Choudary e seus pares eventualmente assumam o poder, o multiculturalismo será, com sorte, mero objeto histórico).

Tenta-se retratar o multiculturalismo como cosmopolitismo: estar na presença de pessoas de todos os lugares do mundo numa grande capital, ver um filme indiano com uma colega coreana da universidade e depois comer num restaurante italiano. Tudo isso seria "multiculturalismo"? Seria o mesmo que dizer que nada disso existia antes do mesmo, como se muito antes da ideologia multiculturalista, povos não tivessem convivido pacificamente e praticado comércio, por exemplo.

O muçulmano "moderado" Mehdi Hasan compartilha da visão que o multiculturalismo é o que descrevi, um mero cosmopolitismo:


O fato é que a ideologia multiculturalista, que tem por intenção mostrar que a cultural ocidental não apenas é igual as demais, mas é pior (sim, debata com um adepto do multiculturalismo que verá como critérios objetivos aparecem rapidamente para condenar a "opressão", o "machismo" e o "racismo" da cultura ocidental) é responsável pelo livre desfile de Choudary nas maiores redes de TV da Grã-Bretanha por muito tempo antes de sua prisão, afinal, é apenas mais um sujeito expressando seus "valores" na multicultural Europa e Grã-Bretanha.

sábado, 2 de agosto de 2014

Quando a tampa da esquerda não fecha

Por André,

Alguém que servia ao pacote de interesses da esquerda prestes a não servir mais.

Fiz um post afirmando que a esquerda adere a causas boas e de teor moral elevado, só que por motivos errados (em grande parte das vezes detectado apenas pelo olhar técnico) e exortei a qualquer um que também se compadeça de negros, gays ou, no atual momento, palestinos, NÃO adira a nenhuma linha militante de esquerda. Ambos alegam se preocupar com minorias oprimidas, só que uns pelos motivos certos (ou no mínimo boas intenções), outros pelas razões erradas.

Há uma escala de tópicos na agenda da esquerda militante. Às vezes, um único sujeito adere a todas, às vezes não e aí o caldo entorna e a tampa não fecha. Muitos exemplos poderiam ser citados e, aliás, já foram: o trato da esquerda com Joaquim Barbosa, com Clodovil Hernandes e outros, que seriam peixe garantido para a "causa" racialista e gayzista, mas cujas posturas públicas contrariavam essas ideologias e, portanto, foram execrados publicamente e, surpreendentemente ou não, vítimas de ataques racistas e homofóbicos da mesma militância que alega ser do bem por defender minorias. Estou certo que todos podem, individualmente, lembrar de algum outro exemplo, público ou particular.

Pois bem, essas ocasiões, além de servirem para expor o verdadeiro caráter dos ativistas, servem para sabermos qual bandeira ocupa qual lugar na escala de tópicos da agenda. Os exemplos mais recentes são Richard Dawkins e Sam Harris. Ambos se notabilizaram nos últimos anos por sua militância ateísta, o que lhes rendeu a pecha de "neoateus". Em princípio, muitos esquerdistas se serviram dos livros e falas de ambos, pois o ateísmo e sua propagação é um dos tópicos dessa esquerda militante. Mas o romance entre a esquerda militante e o biólogo e filósofo já não perdura, ambos fizeram fora do penico.

Ambos estão sendo alvos de ataque dessa mesma esquerda. Dawkins por suas constantes tirambadas no feminismo e no islamismo. E o que isso indica? Que embora a o ateísmo seja um tópico importante, um ateu renomado não pode criticar o feminismo e o islamismo, isso faz com que a tampa do pacote da esquerda militante não feche e Dawkins não sirva para fazer parte do baluarte da turma preocupada com os oprimidos. Apesar de ateu, agora ele é um misógino e ~islamofóbico~ (sim, sim, a esquerda preocupada com a opressão sai em defesa do Islã e nada diz sobre a situação das minorias nas teocracias islâmicas).

O mesmo recai agora sobre Sam Harris, já tido por Eli Vieira como "o mais esquerdista dos quatro cavaleiros do ateísmo". Sam Harris fez um podcast explicando sua opção por não criticar Israel, eu ia traduzir a fala em forma de texto, mas alguém já legendou o áudio e disponibilizou no Youtube:


Harris também é constantemente acusado de islamofóbico. Islamofóbicas são aquelas pessoas que observaram o mundo por cinco minutos e perceberam que há uma constante ameaça de terrorismo islâmico -- além da conivência e aprovação dos demais muçulmanos -- e jamais enfrentamos problemas de terrorismo hindu, budista ou cristão. Ou ainda, em frase atribuída a Christopher Hitchens "islamofobia é uma palavra criada por fascistas e usada por covardes para enganar idiotas".

O fato é que a tampa do pacote politicamente apropriado da esquerda não está mais fechando para Dawkins e Harris. Ambos já não são mais tão brilhantes assim e estão fora do clube das pessoas legais e engajadas. O que nos indica que a aliança com o Islã e a destruição do único país ocidental do Oriente Médio são causas mais importantes e urgentes que a divulgação do ateísmo (ou destruição das religiões organizadas).

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

11 de setembro, 12 anos se passaram

Por André,


No 11 de setembro de 2001 eu não fui à escola (eu tinha 10 anos). Vi tudo praticamente em tempo real, de casa. Vi a segunda torre ser abatida. Embora à época nem de longe tivesse a dimensão real do ocorrido, hoje eu celebro nunca ter feito parte de qualquer horda de retardados que pra variar celebraram a morte de pessoas em nome de seus dogmas políticos. Lamentei o fato de imediato e qualquer atitude diferente é de uma baixeza moral sem precedentes
E posso me orgulhar de ter tido essa sensibilidade aos 10 anos de idade, sem saber o que era conservadorismo ou esquerdismo. A questão é puramente moral.

Doze anos do atentado de 11 de setembro de 2001. Quais são as lições?

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On the Anniversary of 9/11, Relativism and Religion Still Paralyze American Self-Defense

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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Presidente eleito do Irã diz que Israel é 'chaga que deve ser removida'


O presidente eleito do Irã, Hasan Rowhani, disse nesta sexta-feira que Israel é uma "chaga que deve ser removida", em discurso dois dias antes de sua posse. A mensagem é um sinal de que a política iraniana em relação ao Estado judaico não deverá mudar com o novo mandatário, que é considerado moderado. 

Rowhani tomará posse no próximo domingo (4). Ele substitui Mahmoud Ahmadinejad que, em seus oito anos de mandato, aprofundou a retórica da República Islâmica contra Israel, com declarações como a negativa do Holocausto, o genocídio de 6 milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). 

"O regime sionista é uma chaga que se estabeleceu no corpo do mundo muçulmano por anos e deve ser removida", disse Rouhani, segundo a agência de notícias de estudantes no evento anual chamado Dia de Al Quds, em apoio aos direitos dos palestinos. 

Ele também mostrou pessimismo em relação às negociações de paz entre os israelenses e os palestinos, reabertas nesta semana em Washington por iniciativa dos Estados Unidos. "Israel continua com sua natureza agressiva e as negociações são uma boa oportunidade para projetar uma aparência pacífica". 

Mais tarde, porém, o canal estatal Press TV disse que as agências de notícias iranianas distorceram a frase de Rowhani. Para o canal, a declaração foi: 

"Existe uma ferida há muitos anos no corpo do mundo islâmico sob ocupação da terra sagrada da Palestina e de nossa amada Al Quds [Jerusalém para os islâmicos]". 

No mesmo evento, Ahmadinejad, que deixa o cargo em dois dias, afirmou que existe "uma tempestade no Oriente Médio" para eliminar Israel que, para ele, não tem lugar na região. "Informo a vocês tendo Deus como testemunha que uma tempestade devastadora está a caminho para eliminar as bases do sionismo". 
 
APOIO AOS PALESTINOS
 
Os dois discursos foram feitos no dia de Al Quds, data celebrada no Irã desde 1979, ano da Revolução Islâmica, como uma manifestação de apoio aos palestinos e de repúdio a Israel e aos Estados Unidos. 

Nesta sexta, a televisão estatal iraniana mostrou centenas de milhares de pessoas desfilando em cidades de todo o país cantando "Morte a Israel" e "Morte à América". A data coincide com a última sexta-feira do Ramadã, mês sagrado para os islâmicos. 

Minutos após a divulgação dos discursos, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, disse que as palavras de Rowhani sobre Israel mostram sua verdadeira cara. "Ainda que os iranianos neguem depois estes comentários, isto é o que ele pensa e reflete os planos do regime". 

"O presidente mudou, mas os objetivos do regime continuam os mesmos: conseguir armas nucleares para ameaçar Israel, o Oriente Médio e a paz mundial. Não devemos permitir que um Estado que ameaça Israel tenha armas de destruição em massa".