Mostrando postagens com marcador Cuba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cuba. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de novembro de 2014

5 mitos sobre a realidade de Cuba


1. Os governantes vivem nas mesmas condições que o povo
Os dirigentes políticos e seus familiares vivem em uma bolha comparados com o resto do povo cubano. A maioria dos altos cargos do país são militares, pertencentes às Forças Armadas Revolucionárias (FAR). Há membros das FAR na liderança de ministérios e grupos empresariais do país. Estas pessoas não caminham pelas ruas nem viajam de ônibus, já que possuem carros do Estado; não vivem em decrépitos apartamentos no Centro de Havana, pois possuem casas e apartamentos em complexos residenciais onde civis não podem entrar. Além disso, eles tem facilidades e acesso gratuito a determinados serviços que não tem o resto da população: acesso à internet no trabalho e em casa, hotéis em Varadero, uso de telefones celulares cujo pagamento é em pesos cubanos (24 vezes mais barato que o peso conversível** com o qual paga o resto dos mortais), televisão à cabo. Não vão a hospitais mal conservados como o povo, vão a um hospital reservado para eles, o CIMEQ (onde atenderam Chávez) caracterizado por sua limpeza, bons médicos e tecnologia decente. Os grandes dirigentes de Cuba estão completamente isolados dos problemas cotidianos do cidadão pedestre.
2. O Estado fornece os alimentos necessários à população
O Estado vende a cada cubano uma vez ao mês, de forma racionada e a preços “acessíveis”, uma quota de alimentos. Estes produtos são racionados pela libreta de abastecimento. Em um mês, um cubano pode comprar somente: 5 ovos, 5 libras (2,2kg) de arroz e 1 libra (450g) de frango. Os preços dos alimentos racionados estão em pesos cubanos e de acordo com os salários em Cuba, e isso significa um alívio para os trabalhadores estatais cujo salário médio é de U$18 (R$40,5*) por mês e sobretudo para os idosos aposentados que não tem outra forma de sustentar-se. No entanto, a comida comprada com a libreta só alcança para 10 dias. O que acontece com outros 20 dias do mês?
Em paralelo à rede de armazéns estatais, onde se compra com a libreta, em Cuba existe um mercado estatal de alimentos com preços em pesos conversíveis**. Alguns produtos, como a carne de gado, os sucos, vegetais ou peixe enlatado só podem ser adquiridos neste tipo de lojas. A rede mais importante deste tipo de estabelecimentos se chama TRD (Tienda para la Recaudación de Divisa – Loja para Arrecadação de Divisa) e nelas todos os produtos tem 240% de imposto sobre o preço de compra no exterior. Deste modo, um litro de leite pode custar 3 pesos conversíveis (equivalente a U$3 ou R$6,76), e 250g de queijo manchego*** pode custar 30 pesos conversíveis (U$30, ou R$67,60***). Em um país onde o salário médio estatal gira em torno dos U$18, nas TRD somente podem comprar aqueles cubanos com familiares no exterior ou acesso (lícito ou ilícito) a dólares. O resto “investe” no mercado negro.
3. A educação é gratuita
Certamente. A educação em Cuba é gratuita desde a pré-escolar (4 anos) até a educação secundária (18 anos). E, ainda que seja uma conquista muito importante, é necessário lembrar que isto ocorre em muitos outros países do mundo. No entanto, diferente de outros países, em Cuba não existe a educação privada, a única opção é o ensino público.
Nos tempos em que meus pais estudaram, se considerava que a educação primária era de excelente qualidade. No entanto, hoje em dia a situação deixa muito a desejar. Devido aos baixos salários em Cuba, existe um déficit enorme de professores e por isso a qualidade da educação se vê muitas vezes afetada. É comum escutar que professores cobram para dar boas notas, e já é prática habitual que algumas aulas sejam mera reprodução de vídeos previamente gravados.
Diz-se que o ensino universitário em Cuba é gratuito, mas isto é incorreto. Seria mais apropriado dizer que é de acesso universal. Qualquer cubano (dependendo da média e dos resultados nos exames de ingresso) pode entrar na Universidade; e, ainda que o estudante não tenha que pagar um único peso, a educação superior tem um preço. Uma vez graduado, o estudante deve trabalhar para o Estado, 3 anos se for mulher e 2 anos se for homem (já que o homem presta 1 ano de serviço militar). Este período é conhecido como “Serviço Social”. O Serviço Social é obrigatório, se trabalha por um salário mínimo (225 pesos mensais, uns U$9 ou R$20,31) em um posto determinado pelo governo. Se um recém graduado não cumpre o Serviço Social, o Ministério da Educação Superior invalida o seu título universitário.
4. A grande maioria dos cubanos apoia o governo
O apoio a um governo se demonstra mediante eleições, e em Cuba não ocorrem eleições presidenciais desde 1948****. Assim, deve-se buscar outros indicadores para avaliar este “apoio”. Em Cuba existe um único partido que é legalizado, o Partido Comunista, e Constituição de Cuba o define como: “…a força dirigente superior da sociedade e do Estado…”. No entanto, existem muitos outros partidos clandestinos. Os cidadãos não veem legitimado o seu direito de associação e as únicas formas de sociedade civil são parte do Estado. Isto não impede que cidadãos opositores tenham constituído grupos de forma clandestina e tratem de manifestar-se de forma pacífica. Lamentavelmente, manifestações de coletivos não reconhecidos são continuamente reprimidas por grupos organizados pela polícia política e operacionalizados através do Partido Comunista. Exemplo disto são os atos de repúdio contra opositores que em casos frequentes chegam ao extremo da violência verbal e física. As conhecidas Damas de Branco, senhoras que caminham pelas ruas com uma flor na mão, são reprimidas e presas semanalmente; só para mencionar um exemplo.
Um governo que controla a imprensa, o rádio e a televisão, também controla a opinião pública, ou ainda, a opinião que querem transmitir ao mundo e a cada um de nós. Jamais foi transmitida por televisão alguma opinião legítima de um cubano contra o governo.
Opor-se ao governo abertamente é perigosamente escorregadio. A polícia secreta pode forjar um caso delitivo e colocar você na prisão. Este terror psicológico está presente na sociedade cubana há mais de meio século. Em consequência disso, as pessoas optaram por “não pensar, não dizer e não opinar” para poder viver tranquilas. Entretanto, existe uma dupla moral. Há gente que aplaude o regime em público e logo o critica privadamente.
A solução de muitos é migrar em busca de oportunidades. Em números oficiais, 12% dos cubanos que saem do país legalmente não retornam. Um número aterrador que mostra o enorme descontentamento com o sistema vigente. A estes imigrantes legais se há de somar os que saem ilegalmente. Os mais conhecidos são os que agarram uma balsa e escapam arriscando sua vida no mar.
5. O bloqueio norte-americano impede que Cuba se desenvolva.
É certo que existe um embargo econômico, financeiro e comercial dos Estados Unidos dirigido a Cuba, que tem aplicação extraterritorial e foi condenado em múltiplas ocasiões pela ONU. O embargo é um conjunto de medidas e leis que proíbem empresas e cidadãos norte-americanos de estabelecer acordos comerciais com os cubanos residentes na ilha e o governo (existem “exceções” como diversas produtoras estadunidenses de alimentos que tem permissão de negociar com o governo cubano).
O embargo está presente desde os inícios da “revolução” e um dos seus principais motivos ao implantar-se foi a expropriação geral da propriedade privada de cubanos e muitos norte-americanos na ilha, que jamais foi remunerada por parte do Estado cubano. Desde então este embargo, rebatizado pelo governo cubano como “bloqueio”, tem sido o argumento para justificar todos os fracassos e erros de sua política econômica, social e administrativa.
Cuba não pode comercializar com os Estados Unidos (ainda que os Estados Unidos seja o principal comprador de medicamentos em Cuba), mas, 40% do comércio exterior de Cuba é mantido somente com a Venezuela. Países como China e Brasil tem fortes laços comerciais e financeiros com a ilha. O resto dos países tem toda a disponibilidade para firmar acordos econômicos com Cuba, mas exigem o pagamento em efetivo devido à reiterada inadimplência do governo cubano.
Entretanto, existe outro bloqueio que é o que verdadeiramente afeta ao cidadão cubano: é o bloqueio do governo para evitar que algum cubano progrida economicamente. Por exemplo, a nova Lei de Investimento Estrangeiro aprovada mês passado, permite a qualquer pessoa deste planeta a possibilidade de investir na ilha. No entanto, não existe uma só Lei de Investimento que permita aos cubanos residentes em Cuba investir no desenvolvimento econômico de seu país.
O governo permite a atividade de um magro setor privado (lá denominados “cuentapropistas”), mas somente se pode desenvolver 178 atividades desta forma. Entre estas atividades se contam: cabeleireiro, gastrônomo, jardineiro, cocheiro de veículo de tração animal, forrar botões e até revender CDs piratas. Os cuentapropistas veem “bloqueado” seu desenvolvimento econômico pelo próprio governo cubano. Não podem ter acesso a créditos financeiros, não podem comprar em mercados atacadistas, ao contrário das empresas estatais, não tem acesso a matérias primas para desenvolver seu trabalho (por exemplo farinha para fazer pão, somente à venda em empresas estatais), tem taxas de impostos sobre renda a níveis similares ao da Suécia e da Áustria (50% se ganha mais de U$160 ou R$360,89 por mês).
Proibições em Cuba, que limitam o progresso, estão à ordem do dia: preço dos carros, preço dos imóveis, salários miseráveis, internet proibida nas casas, acesso limitado a informação, ausência de liberdades políticas, impossibilidade de exportar e importar mercadorias…
Para finalizar, deixo uma pergunta: Por que Cuba, sendo uma ilha, não conta com uma indústria pesqueira? O “bloqueio” norte-americano sem dúvida impacta nos preços de determinados bens, mas é o bloqueio interno o que impede o desenvolvimento do país.


Notas:
*Conversão de dólares americanos para reais feita pelo site XE em 27/08/2014.
**Em Cuba existem duas moedas oficiais em circulação: o peso cubano e o peso cubano conversível. O peso cubano conversível é artificialmente pareado com o dólar, e serve como substituo para este dentro da ilha pois somente lá pode ser obtido e usado (os cubanos são proibidos de aceitar dólares americanos em suas transações). Quem tem acesso a dólares, e consequentemente a pesos cubanos, tem um poder de compra 24 vezes maior que o cidadão normal.
***O queijo manchego é originário da região de La Mancha, Espanha. No Brasil, 1kg deste queijo pode ser comprado por R$119,00. Menos da metade do preço em Cuba: R$270,40.
****Cuba foi governada por um governo ditatorial de 1948 a 1961 – derrubado pela Revolução Cubana, e por outro de 1961 até o presente momento – instalado pela Revolução Cubana.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Porto de Mariel em Cuba, com financiamento brasileiro: "Navio norte-coreano retido no Panamá levava mísseis cubanos"


Cuba admitiu estar por trás de um carregamento militar que foi descoberto dentro de um barco com a bandeira da Coreia do Norte retido pelo governo do Panamá.
O navio Chong Chon Gang, procedente de Cuba, foi detido na semana passada quando se aproximava do Canal do Panamá com armas não declaradas escondidas sob um carregamento de açúcar.
O governo do Panamá disse que a embarcação contrabandeava "um equipamento sofisticado de mísseis" através do canal.
Na noite dessa terça-feira, o ministro de Relações Exteriores de Cuba disse em comunicado que o navio levava armas obsoletas cubanas para serem consertadas na Coreia do Norte.
Sanções da ONU impedem que a Coreia do Norte exporte e importe armas. No caso das importações, apenas armamentos leves são permitidos.
Entenda o que se sabe até agora sobre o incidente:

O que aconteceu?

O ministro da Segurança do Panamá, José Raúl Mulino, disso à BBC que "o barco foi detido na quarta-feira passada, por causa de uma informação relacionada com drogas".
No entanto, ele afirmou que os armamentos foram descobertos na segunda-feira.
"O fiscal antidrogas foi quem deu a ordem. No entanto, como houve resistência e violência da tripulação ─ o capitão tentou suicidar-se duas vezes ─ tivemos esse problema até o sábado à noite, quando o barco já estava no porto e a tripulação fora do barco. Pudemos então começar a trabalhar sem parar, como se está trabalhando", disse o ministro.
Na terça-feira à noite, um comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores cubano admitiu que o navio levava armas obsoletas de Cuba para serem consertadas na Coreia do Norte.
No entanto, a nota diz que Cuba reafirma seu compromisso com "a paz, o desarmamento, incluindo o desarmamento nuclear, e o respeito pelas leis internacionais".

[Continua no link].

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Mais um cubano pede alforria a América

Por Época,

O Programa Mais Médicos registra um novo caso de deserção. O médico cubano Ortelio Jaime Guerra abandonou há pelo menos uma semana a cidade paulista de Pariquera-Açu, onde prestava atendimento. Em mensagem postada em rede social nesta segunda-feira (10/02), o médico informa que estaria agora nos Estados Unidos. No texto, afirma não ter comunicado os amigos a partida por "questões de segurança".

O secretário de Saúde de Pariquera-Açu, Willian Rodrigo Virgínio de Souza, confirmou a saída de Ortelio, mas não quis entrar em detalhes sobre a data do ocorrido. Questionado, o Ministério da Saúde também informou que Ortelio era intercambista, mas não detalhou as condições em que ele saiu do programa nem revelou seu paradeiro. Na semana passada, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, havia dito que já foram registradas desistências de cubanos do Mais Médicos. Mas todos teriam retornado para aquele país. Ortelio ingressou no programa em dezembro de 2013. Na sua mensagem de despedida, postada na rede social, ele agradece pessoas próximas com quem trabalhou e pede desculpas pelo português. "Nao tivei muito tempo pra perfeccionarlo", diz.

Este é o segundo caso de saída de intercambistas cubanos do Mais Médicos em menos de uma semana. Na terça-feira passada, 4, a cubana Ramona Matos Rodrigues pediu abrigo na liderança do DEM depois de fugir da cidade de Pacajá, no Pará, onde prestava assistência à população. Ramona afirmou que a decisão foi tomada depois de obter conhecimento de que o Ministério da Saúde repassa mensalmente para os médicos que atuam no programa o equivalente a R$ 10 mil. Recrutada por meio de um convênio firmado entre Organização Pan-Americana (Opas) e Cuba, Ramona disse receber o equivalente a US$ 400.

Leia a maensagem deixada por Ortélio no facebook:

"Meus amigos de Pariquera Acu, eu preciso que voces conhecan que tivei que ir embora de la sim falar isso pra ninguen por cuestiones da minha seguranca, issa foto foi de uma das minhas ultimas noites no Sao Paulo, mas agora ja fico nos Estados Unidos, estou muito agradecido por toda sua bondade, e seu amor, prometo que vou a voltar um dia pra ver a voces, e sempre ficaram no meu coracao, a Erika, o Andres, Cesar, sua esposa, a Nereide e o resto da familia, os donos y trabalhadores do hotel, meu colectivo de trabalho de Peri Peri, o Claudio, Wanderley, e todas as pessoas que moran nese lugar, muito obrigado, o melhor do mundo pra voces, que Deus os bendiga. Disculpen meu portugués, nao tivei muito tempo pra perfeccionarlo, um beijo e um abraco muito grande pra todos".

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Médica cubana sai do mais médicos e pedirá asilo. Silêncio da esquerda sobre valor irrisório do salário que chega nas mãos dos médicos

Por G1,

A médica cubana Ramona Matos Rodriguez buscou abrigo nesta terça-feira (4) no gabinete da liderança do DEM na Câmara dos Deputados depois de abandonar o programa Mais Médicos, do governo federal. Ramona afirmou que pedirá asilo ao governo brasileiro.

Ela contou que "fugiu" no último sábado (1) de Pacajá, no Pará, onde atuava em um posto de saúde, depois de descobrir que outros médicos estrangeiros contratados para trabalhar no Brasil ganhavam R$ 10 mil por mês, enquanto os cubanos recebem, segundo ela, recebem US$ 400 (cerca de R$ 965).
Segundo ela, outros US$ 600 são depositados em uma conta em Cuba e liberados aos profissionais depois do término do contrato no Brasil. Ramona disse que chegou a Brasília no próprio sábado, mas não quis informar o local.

Ela contou que pediu ajuda ao deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) para que pudesse ter a segurança assegurada, mas não explicou como conhece o parlamentar, um dos mais duros críticos do programa federal.

"Eu penso que fui enganada por Cuba. Não disseram que era o Brasil estaria pagando R$ 10 mil reais pelo serviço dos médicos estrangeiros. Me informaram que seriam 400 dólares aqui e 600 pagos lá depois que terminasse o contrato. Eu até achei o salário bom, mas não sabia que o custo de vida aqui no Brasil seria tão alto", afirmou a cubana.

De acordo com Ramona, o governo cubano também havia informado que os médicos poderiam trazer familiares para o Brasil, o que, segundo ela, não ocorreu. “Tem gente tentando trazer os parentes e não conseguem.”

A médica relatou ainda que tinha permissão do governo cubano para visitar outras cidades do Brasil, mas destacou que precisava avisar do deslocamento a um “supervisor cubano”, que ficava em Belém.
Ramona afirmou que chegou ao Brasil em dezembro e mostrou a jornalistas um contrato firmado com a Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos, empresa que teria intermediado a vinda da médica ao país.

No lançamento do programa no ano passado, o governo divulgou que o acordo com Cuba foi intermediado pela Organização Panamericana de Saúde (Opas), que receberia R$ 510 milhões por um semestre de serviços, repassando parte do dinheiro a Havana.

Abrigo na Câmara

A cubana foi apresentada no plenário da Câmara por Caiado, que relatou a fuga e disse que ela ficaria no gabinete da liderança do partido até obter o asilo. Segundo o deputado, o advogado do partido ingressará nesta quarta (5) com pedido no Ministério da Justiça para que Ramona possa permanecer em definitivo no Brasil.

"O DEM se coloca à disposição com estrutura física e jurídica. Pedimos ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, segurança e vamos adaptar o gabinete para que ela possa ficar aqui, colocar colchão, providenciar local para banho", disse.

O deputado ainda garantiu que o gabinete estará aberto para todos os médicos cubanos que quiserem se "refugiar".

A cubana afirmou que não deixará a Câmara porque teme ser presa. Ela afirmou ainda estar preocupada com a filha, que mora em Cuba. "Tenho uma filha que é médica e mora lá. Esse é o grande problema", disse.

Ramona tem 51 anos e atua como médica há 27 anos. Ela afirmou que sua especialidade é clínica médica. O deputado Ronaldo Caiado disse que se a médica não obtiver asilo do governo brasileiro, será presa em Cuba por "desertar" o país.

domingo, 22 de setembro de 2013

Cuba: o paraíso no inferno

Por André,

O portal conservador publica excelente texto revelando a opinião de um marxista acerca de Cuba (sim, eles são poucos, mas existem):

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Atriz cubana ligada à dissidência é espancada por vizinhos em Havana

Por Globo,

Segundo site, Ana Luisa Rubio era uma atriz popular de televisão até a década passada, quando se envolveu com atividades da dissidência

HAVANA - Ana Luisa Rubio, atriz cubana associada à dissidência, foi espancada perto de sua casa, em Havana. Segundo o ativista Antonio Rodilles, o caso mostra que “a violência em Cuba chegou a níveis críticos”. Segundo Rubio, foi a 12ª vez que ela foi agredida e em nenhuma das vezes a polícia repreendeu os agressores.

Segundo O Diario de Cuba, o espancamento ocorreu na última sexta-feira após Rubio reclamar com vizinhos sobre o excesso de barulho feito por crianças perto de sua casa, no bairro de Vedado.
- Estou muito dolorida, mas principalmente estou muito assustada. Eles não vão parar - disse ela ao Diario de Cuba.

Com 62 anos, ela passou uma noite no Hospital Manuel Fajardo após o espancamento. Segundo Rodiles, diretor de projeto independente Estado de Sats, ela foi até a polícia para fazer sua 12ª denúncia. As outras foram por agressão, ameaça, difamação, violação ao domicílio, dano a propriedade e coação.

Segundo a atriz, a ausência de ação da polícia faz com que seus agressores se sintam “impunes diante a lei”.

Ela afirma ter reconhecido apenas três particpantes do espancamento, duas vizinhas e o coordenador da Comissão de Defesa da Revolução de sua área. Os demais seriam desconhecidos.
- Nenhuma das cerca de dez pessoas, a maioria de mulheres, foram detidas pela polícia - diz Rubio. Nem mesmo as que ela identificou.

Segundo o Diario de Cuba, Rubio era uma atriz popular de televisão até a década passada, quando se envolveu com atividades da dissidência. Nos últimos anos, diz o site, ela foi detida várias vezes. A última, em 24 de agosto, por gritar na Praça da Revolução por “justiça, liberdade, direitos humanos”.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Em Cuba, aborto é política de estado

Por André,

Em Revista Brasileira de Epidemiologia:
"O Perfil Estatístico da Mulher Cubana, publicado em 2000 pela Oficina Nacional de Estatísticas (ONE), mostrou que, entre 1968 e 1996, foram registrados 5,6 milhões de nascidos vivos em Cuba, enquanto foram realizados cerca de 3,2 milhões de abortos. Só no ano de 2002, foram interrompidas 21,5 gestações para cada mil mulheres, com idades entre 12 e 49 anos, e 49,8 para cada 100 partos, afora as regulações menstruais efetuadas através de aspiração endouterina."

Dados mostram: "embargo" não é responsável pelo atraso cubano

Por André,

Importações de bens para Cuba na última década (clique para aumentar):

Aqui a tabela com os produtos que entraram em Cuba e que são de origem americana (clique para aumentar):


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Quando o Chile for o ícone de desenvolvimento da Am. Latina e Cuba se render ao livre mercado, como a esquerda falsificará a realidade?

Por G1,

Cuba vai se desfazer de restaurantes estatais

Cooperativas de funcionários vão tocar estabelecimentos. Medida é parte das reformas propostas pelo presidente Raúl Castro.

Mais de 20 restaurantes estatais cubanos serão entregues a cooperativas, como parte das reformas econômicas liberalizantes promovidas pelo governo do presidente Raúl Castro.

A transição deve acontecer em outubro, e, se der certo, centenas de outros restaurantes estatais deverão ter o mesmo destino.

Todos os aspectos do negócio, da compra dos alimentos à divisão dos lucros, ficarão a cargo dos empregados. Um processo semelhante já está ocorrendo em setores como construção, transportes, mercados alimentícios e indústria leve.

Todos os restaurantes foram estatizados pelo governo comunista em 1968, mas nos últimos anos também surgiram pequenos estabelecimentos privados, chamados paladares - há hoje cerca de 2.000 deles na ilha.

Vários dos restaurantes a serem transformados em cooperativas ficam em lugares pouco visitados por turistas, e atendem principalmente à clientela cubana, cobrando em pesos cubanos.

Outros - como o La Casona de 17 e o La Divina Pastora, ambos em Havana - têm seu cardápio expresso em pesos conversíveis, que têm cotação atrelada ao dólar, e servem principalmente turistas.

 

Mais para a série de padrões duplos e contradições da esquerda: o salário miserável legado aos médicos cubanos

Por André,

A esquerda tem em sua conta pública uma série de contradições e padrões duplos: alegam defender os pobres, mas seus ícones vivem vidas inseparáveis dos luxos capitalistas, alegam ser a favor da diversidade, mas têm crises histéricas diante de qualquer posicionamento diferente do deles próprios, se dizem defensores de gays e a favor da (sic) "liberdade sexual", mas seus ícones se vendem às piores ditaduras muçulmanas atuais. A série é infinita.

A mais nova é a dos médicos cubanos. Auto-proclamados seres iluminados defensores do proletariado, a esquerda credita a si própria os benefícios atuais creditados aos trabalhadores, "ignorando", por exemplo, que a nossa CLT, inspirada na Carta del Lavoro do governo fascista de Mussolini, foi instituída por Getúlio Vargas.

Essa mesma esquerda agora, comemora a vinda de 4.000 sold... médicos cubanos ao Brasil. Comemora mesmo:


Mesmo após as cartas de visitas dos camaradas, criticando a estrutura do país (essa já era a tese dos nossos médicos, não?), um já ter sumido e a rapazeada do bem reclamar da nossa comida.

Os fatos são on seguintes, primeiro, como apontou Flavio Morgenstern hoje de manhã no Facebook:
Escolha a melhor forma de se comentar a vinda de médicos cubanos ao Brasil: 
1) Faltam médicos no Brasil. Cuba tem uma população do tamanho da cidade de São Paulo e manda 4 mil médicos pra fora. Não vai faltar médico em Cuba? 
2) Os médicos dizem que farão medicina "por amor" e não ligam para o salário, portanto podem dar 3/4 de seus rendimentos ao GOVERNO cubano (ou seja, a uma das mais longevas ditaduras DO PLANETA). Pra quem ganha 20 dólares por mês, Este 1/4 restante ainda dá mais de 25x o que ganham lá. 
3) Como se chama quando um país tem como principal fonte de renda exportar trabalhadores e ficar com os rendimentos de seu trabalho? Escravidão? Aliás, o governo (brasileiro) declarou que não vai rolar asilo, se não quiserem trabalhar, serão "devolvidos". Assim, como se fossem um ovo podre a ser trocado. 
4) Não tinha uma parada aí de embargo que tava matando Cuba de fome, ou exportar mão-de-obra ainda tá liberado? Por que a "educação primorosa" de Cuba não criou uma "medicina primorosa" cubana que pudesse ser exportada em massa pro mundo todo? 
5) Falando em exportar, se ficar faltando médico em Cuba, que tal exportar a tal "vacina contra o câncer"? Mesmo com embargo americano, podem traficar. Duvido que não existam uns 100 bilionários cancerosos na América. Cada um pagando 100 milhões por uma vacina fariam Cuba se tornar a principal potência mundial em uns 6 meses. Teria californiano fugindo pra Cuba usando o Porsche como bote. 
6) Quantas faculdades de medicina existem em Cuba, país de população tão mixuruca? Aparentemente a quantidade de médicos é tão grande que eles podem exportar mão-de-obra numa boa assim sem desfalque. CLARO que pensar que são na verdade agentes do governo é RIDÍCULO, só extremistas ultra-conservadores neofascistas saudosistas da ditadura podem pensar uma coisa dessas. 
7) No último ranking da OMS, Cuba ficou em 39.º lugar, atrás de Colômbia, Chile e Costa Rica. Cadê a importação de Cs mais importantes? Qual foi o último Nobel de Medicina de Cuba? 
9) Médico cubano sabe falar português pra atender lá no interior do Pará? Aliás, médico brasileiro é TÃO ruim assim? Que tal chamar, afinal, um PROFESSOR de medicina cubana? Não era mais fácil? 
10) Médicos cubanos desceram todos no aeroporto vestindo jalecos, com o pessoal da CUT do lado. Usar jaleco do lado de um sindicalista falando em perdigotos após descer de um avião transcontinental pode em Cuba? Não tem NADA a ver com agentes esquerdistas, é tudo humanitário?
PORÉM, a despeito de tudo isso, o post quer focar no fato de que aproximadamente seis mil reais da bolsa de dez mil reais que esses médicos receberão cairá na conta do Fidel. Cadê a esquerda defensora dos trabalhadores para se pronunciar contra isso? E não adianta vir com o mimimi de que "é assim que funciona" pois quem defende o (risos) "status quo" são os conservadores neofascistas, hein?

Como explica esse duplo padrão da esquerda, legitimando claramente um sistema ESCRAVO (confiram o link do Implicante citado acima) de trabalho?

Que os esquerdistas sentem e calmamente ponham mais essa contradição em seu cachimbo e fumem até o final.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

sábado, 13 de julho de 2013

Fidel Castro contratou nazista para treinar cubanos, em 1962

Por Portal R7,

Documentos do serviço secreto da Alemanha, BND, revelam que o ex-presidente cubano Fidel Castro, contratou antigos membros da SS, polícia nazista, para treinar militares cubanos.

Segundo o jornal El pais, a informação foi publicada pela edição digital do jornal alemão Die Welt. O artigo inclui a tentativa do ex-ditador cubano de comprar armas de fabricação belga, por meio de intermediários, ex-membros da extrema direita alemã.

De acordo com a publicação, o episódio aconteceu em plena Crise dos Mísseis, durante a Guerra Fria, em outubro de 1962, e os ex nazistas recebiam altas quantias, o equivalente a quatro vezes o salário de um trabalhador cubano comum.

O serviço secreto alemão reuniu provas da suposta presença, de pelo menos dois, antigos membros da SS, em Cuba. Mas pelo menos quatro haviam respondido o convite de Castro, para visitar a ilha carinhenha.

“Evidentemente o Exército Revolucionário cubano não temia ter a sua imagem vinculada ao nazismo”, disse Bodo Hechelhammer, diretor do departamento de investigações históricas do serviço secreto alemão.

Informações do BND revelam também, que Fidel Castro usou os traficantes de armas da extrema direita alemã, Otto Ernst Remer e Ernst Wilhelm Springer, foram intermediários na tentativa do ditador de comprar quatro mil pistolas belgas.

O El País afirma que a conclusão a qual chegou o serviço secreto alemão chegou era que Castro queria se desvencilhar da dependência da compra exclusiva de armamento soviético.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Para quem perdeu: Yoani Sanchez do Roda Viva

Por André,



Além dos tapas já sabidos que a cubana desfere contra o regime ditatorial que governa seu país, é curioso prestar atenção em alguns aspectos interessantes da fala de Yoani (antes disso: o sistema de saúde dentária de Cuba é PÉSSIMO):

- Muita gente que já mora no exterior financia a saída de parentes de Cuba, ou seja, o todo-poderoso e malvado embargo imposto a Cuba (falta de livre mercado) só funciona de dentro pra fora: capital estrangeiro entra em Cuba. Se entra dinheiro para financiar a saída, entra dinheiro para sustentar cubanos dentro de Cuba. Cadê a autossuficiência de uma economia planificada?

- Yoani, ao responder porque não há um levante popular em Cuba diz que os cubanos costumam ser mais valentes para enfrentar os tubarões que habitam o canal entre Cuba e Miami do que para enfrentar o regime totalitário de Cuba. Ou seja, aquele comentário batido de que os cubanos amam tanto Cuba que querem fugir dela a nado, confere bastante com a realidade cubana.

- o estereótipo da saúde e da educação cubana de qualidade são MITOS. Como em toda tentativa de economia planificada, uma subeconomia marginal surge e dá conta daquilo que o sistema não dá. O salário do cubano rende duas semanas de alimentação básica, o fruto do sustento das outras duas é oriundo da informalidade, do desvio, da prostituição de parentes, da remessa de dinheiro vinda de fora.

- Yoani duas informações interessantes: para entrar numa universidade, o indivíduo tem o histórico familiar verificado ("em Cuba, todos podem chegar lá..." aham): provavelmente, se tiver dissidentes na família ou indício de divergência política ou ideológica, você não vai para lá. Quem faz o servicinho? Comissários da "revolução". Revolução? Quer dizer que a revolução não "acabou"? Não, elas nunca acabam por inteiro. Se acabarem podem ser objeto da análise das pessoas, sempre há algo a se fazer, a 'melhorar'.

Quais brasileiros chegam a Cuba para cursar medicina?


Mais detalhes sobre a saúde cubana podem ser vistos aqui.

John Stossel desmantela mentiras sobre medicina cubana

Por André,


O mais curioso é que à óbvia conclusão de que se é o próprio governo cubano que oferece aos órgãos internacionais as estatísticas sobre a saúde, a coisa chega até a OMS totalmente maquiada.

A mortalidade infantil é baixa? Claro, fetos com mero sinal de síndrome de down são exterminados.

Onde menos haveríamos de esperar, há a medicina de uns e a medicina de outros.

Outras informações sobre a maravilhosa medicina cubana podem ser lidas aqui.