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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Michel Houllebecq evidencia mais uma vez frase de Hugo von Hofmannsthal: "nada está na realidade política de um país se não estiver primeiro na sua literatura"

Por André,


Michel Houllebecq talvez seja o maior literato vivo. O que é um artista no sentido verdadeiro do termo senão alguém com a intuição e sensibilidade mais aguçada que o público geral? O que o literato antecipa em suas obras não é exatamente uma previsão, mas uma antevisão, ou ainda, uma visão propriamente.

Houllebecq publicou uma obra antevendo um grande atentado terrorista orquestrado por muçulmanos pouco antes do 11 de setembro. O autor foi capa da última Charlie Hebdo antes da revista ser brutalmente atacada por radicais islâmicos. Seu último romance se passa em 2022 quando a França se encontra em uma guerra civil e as próximas eleições serão decididas entre um partido islâmico e um partido de "extrema-direita".

Mais detalhes sobre esse último livro - chamado Submissão (a palavra muçulmano pode ser entendida como submisso) - podem ser lidos na boa reportagem sobre o autor na edição de hoje do Estadão.

Vale também (re)ler o texto do Flavio Morgenstern sobre o autor e a como o terrorismo está diretamente atrelado à natureza do islã:

"Assim que foi divulgada a notícia do atentado terrorista islâmico ao jornal Charlie Hebdo em Paris, as análises já começavam a declarar: o ataque nada tem a ver com o islamismo – e mais, devemos nos preocupar agora com a “xenofobia”, “islamofobia” e o “fanatismo religioso”… do Ocidente, que seria “intolerante” com os muçulmanos.

Quase nenhuma palavra sobre o islamismo não ser propriamente uma religião, mas também uma espécie de “sistema social”: religiões como budismo, cristianismo e judaísmo possuem princípios e, sobretudo, modelos arquetípicos (mitos) de atuação pública.

O islã é um jin, um modo de vida, todo um construto pessoal, social e cósmico, que não pode ser traduzido apenas como “religião” – por isto é defendido por estudiosos como uma doutrina que deixa menos margem para interpretação do que o cristianismo ou o judaísmo. “Muçulmano” (muslim) é particípio ativo de aslama, significando “aquele que se submete”. A lei islâmica, a shari’ah, é clara em seus aspectos civis – se o judaísmo, tribal e nômade em busca de um reino, passava princípios de conduta, não passava leis escritas civis e uma concepção total de sociedade, como o islamismo faz.

O filósofo Roger Scruton resume o problema que não está sendo discutido pela mídia ocidental: “O conflito fundamental é entre, de um lado, uma religião que deseja ser também um sistema completo de governo fundada em um Direito sagrado e, do outro, sociedades que, enquanto fundadas em uma revelação religiosa, fazem suas Leis e seu governo para si mesmas. O Islã não pode aceitar a jurisdição secular e não pode tolerar formas de governo que marginalizem a obediência religiosa. Por isso não pode, no fim, aceitar o mundo moderno.”

Há então aqueles que possuem visões seculares ou religiosas que permitem uma jurisdição secular, e aqueles que querem impor ashari’ah, tornando-nos a todos “muçulmanos”, ou seja, “submetidos”.

Submissão é o nome do novo livro de Michel Houellebecq, o ultra-polêmico escritor mais lido da França. Houellebecq estava na capa da última edição do Charlie Hebdo antes do atentado terrorista. Estes são os pontos que os jornalistas e palpitaristas não ligaram.

Faltam ainda alguns pontos, na verdade, caso nossa classe falante cheia de opiniões conhecesse seus livros.

Houellebecq escreveu, em Partículas Elementares, de 1998, que o islamismo “é a mais estúpida das religiões”. Foi processado por duas associações islâmicas na França. Ganhou ambos. No livro Plataforma, de 2001, resolveu repetir a mesma frase. Com um spoiler que estraga a surpresa do fim da trama, o livro termina com um atentado terrorista islâmico. Para mostrar que não concordavam com o autor, os seus próprios editores resolveram ir a uma mesquita numa manhã para serem fotografados em paz com os muçulmanos. Na volta, sentiram um clima estranho. Era a manhã do dia 11 de setembro daquele ano.

Alguns nascem para serem mais profetas do que o profeta que atacam. A trama de Plataforma passava por vários países famosos pelo turismo sexual, como Cuba. O atentado do fim do enredo ocorria na Tailândia. Em outubro do ano seguinte, um atentado extremamente similar ao descrito no livro ocorreu de verdade na Indonésia.

Mais de treze anos depois, sendo capa do Charlie Hebdo e na mesmíssima manhã em que os olhos do mundo se voltaram para o atentado na sede do jornal, a Folha de S. Paulo trazia em seu caderno Ilustrada a chamada: “Novo Houellebecq estimula guerra ideológica na França”. O artigo trata de Submissão, que narra a ascensão de um Partido Islâmico num futuro próximo na França, ganhando apoio por ser contra a Frente Nacional de Marine Le Pen, chamada de “extrema-direita”.

Pouquíssimas horas depois, a sede do jornal sofria com o atentado terrorista que matou 12 pessoas. Logo a seguir, começavam as críticas não contra o extremismo islâmico, mas contra a suposta “extrema-direita” – que passa a considerar “extrema-direita” qualquer um que… rejeite o extremismo islâmico.

A discussão se focava na “provocação” que o jornal rotineiramente fazia contra o islamismo. Todas as religiões eram satiradas pelo jornal, mas apenas os muçulmanos se ofendiam – e já haviam deixado bombas na redação do Charlie Hebdo em 2012.

Tal lugar-comum esconde suas premissas: como destacou o jornal Gazeta do Povo em editorial após o primeiro ataque ao Charlie Hebdo em 2012, “quando o critério é o potencial de perturbação da paz pública, indiretamente se passa a mensagem de que ofensas às religiões cujos seguidores são mais pacíficos seriam mais aceitáveis que ataques a crenças cujos fiéis historicamente reagem com violência.”

Ou seja: o problema está muito menos na ofensa do que nos ofendidos.

Estranhamente, tais críticas, que vêem os muçulmanos como “vítimas” sociais dos europeus, costumam partir de pessoas que nunca se incomodam em satirizar sardonicamente a religião cristã – mesmo os evangélicos, dissidência que costuma crescer nas periferias mais pobres do Brasil. Contra os evangélicos, seu “fanatismo” vira motivo de piada. Contra os muçulmanos, “ofendê-los” vira crime de ódio… porque eles costumam matar quem os ofende.

Se é para coibir “ofensas” a grupos “sensíveis”, precisaremos definir o que é sensível, e para quais grupos. É um principal liberal, de sociedades abertas e livres, de que ninguém tem o direito de não ser ofendido. Nas palavras de John Stossel, “quando se ofender dá poder, as pessoas se ofendem mais facilmente”.

Ser ofendido virou arma de guerra – até assassinar inimigos se torna algo justificável por milhares de pessoas. Uma sociedade aberta não pode ser um jin que use a shari’ah islâmica para lançar uma fatwā (opinião legal) contra alguém, como sofreu Salman Rushdie após o lançamento de Versos Satânicos, livro acusado de apostasia (Rushdie confessa que renegou o islamismo). Rushdie foi condenado à pena de morte em diversos países muçulmanos, e grupos mais literais prometem assassiná-lo em qualquer lugar caso o encontrem.

É o poder de “se ofender” – coisa com a qual a imprensa brasileira mais está preocupada, afirmando que Charlie Hebdo “não deveria” ofender o islamismo (bacon, feminismo, biquíni, Monty Python, eleições livres, Richard Dawkins e pornografia sueca também o ofendem), sem nunca afirmar que “não se deve” ofender outras religiões que não revidem violentamente.

Salman Rushdie, hoje, seria considerado um “ofensor”, um “xenófobo”, um “islamofóbico”. Talvez até alguém de “extrema-direita”.

Se é para proibir o que ofende, devemos começar pelas livrarias. Perguntar não ofende. Michel Houellebecq ofende. Seus livros são ácido puro, e não sobra ser “não ofendível”.

Partículas Elementares, seu livro mais conhecido (talvez antes de Submissão, já famoso antes de ser lido), narra a história de dois irmãos em reencontro, Michel, físico que vive de abstrações científicas, e Bruno, professor de literatura em desespero, que recai numa espiral de orgias para escapar de si próprio.

Os alvos da obra são Deus e o mundo: ofensas ao Deus cristão aparecem desde a primeira página, em que Michel se pergunta se uma moça que demora no carro “se masturba ouvindo Brahms”. Descrições de sexo grupal com desconhecidos em inferninhos, palavrões os mais cabeludos em qualquer discussão, relatos de bebedeiras em velórios, todas as formas de blasfêmia possíveis.

Mesmo Michel, personagem incapaz de sentimentos (que o narrador sutilmente descreve como “seu p… servia apenas para mijar”), é um materialista de vida e visão nada cristã – um diálogo seu com um padre, em que faz um paralelo entre a união eterna de um casamento e osspins invertidos de átomos deixaria qualquer cristão de cabelos em pé. Bruno ultrapassa todas as raias do ofensivo, ironicamente, num acampamento hippie, aquela coisa do “é proibido proibir” e “live and let die” que a esquerda gostava tanto. As ofensas vão a todos, sejam cristãos, rosa-cruzes ou danças africanas, mas com um apreço especial por falar mal do Brasil – o que fez com que Houellebecq fosse muito criticado no Brasil, confundindo realidade e ficção e a voz de um personagem com a opinião do autor. As poesias explícitas que escreve no antro de libertinagem são impublicáveis.

Isto é o que se lê em Houellebecq – e é este autor que está sendo acusado pela esquerda francesa de ter escrito um livro “de presente” para Marine Le Pen (bobagem: a candidata loira não deve gostar muito do que Houellebecq fala sobre seu pai em Plataforma). A esquerda, surgida na França de Marquês de Sade e Robespierre, hoje aceitaria proibir Os 120 dias de Sodoma ou A Filosofia na Alcova para evitar ofender quem quer impor uma tirania muito mais moralista do que qualquer Ancien Régime.

Já no Plataforma de Houellebecq, vemos um funcionário público que de repente fica rico – e torra sua nova fortuna com turismo sexual pelo mundo. Se em Partículas Elementares (e no seu romance de estréia, Extensão do Domínio da Luta) o islamismo só aparece de passagem, pela presença de imigrantes em bairros afastados, aqui vemos o mundo do século XXI em todas as suas cores, com o hedonismo ocidental de um lado sob um fundo de culturas bárbaras mendigando suas moedas – para então criticar sua “exploração” e “imperialismo”.

Como nas obras anteriores, também há o feminismo de ricas sem outras preocupações considerando-se defensoras dos oprimidos por terem discursos moralistas. Há a confusão política, que não se encaixa no binarismo “esquerda e direita” de pensadores críticos que juram que a “transcenderam”, justamente por quererem reviver o idealismo soviético. Estão lá pessoas com formação que tateiam um complexo vocabulário científico sem saber do que falam e intelectuais que só são respeitados por qualquer um que não saiba reconhecer um intelectual, e a posição de escanteio para a qual foi relegada a religião em um mundo fragmentado.

É, em suma, o “nosso” mundo. Ainda que suas tramas dêem muito valor a sexo e situações vexaminosas – de ereções incompletas a posições que não dão certo – Houellebecq é muito mais capaz de contar a cisão entre prazer e dever, poder e liberdade do homem contemporâneo em um mundo amoral, sem objetivo, multicultural e de problemas desconhecidos de poucas décadas atrás.

A literatura brasileira já há muito não reflete o mundo em que vivemos, com raras exceções que vêm saindo do desconhecimento nos últimos anos. Há raríssimos livros sobre os conflitos interiores de quem sofreu o desencanto com o discurso da salvação pelo Estado, dos petistas ricos (a “esquerda caviar” de nosso Rodrigo Constantino), da nossa corrupção, do progressismo, da descrença profana que causa a desconsolação atual. Nossa literatura ainda só fala de ditadura militar.

Houellebecq vai na contramão desta alienação. O terrorismo freqüentou pouco a literatura do século XX (um ápice provável foi O Agente Secreto, de Joseph Conrad) – e as conclusões a que ele nos obriga a chegar não são tão agradáveis para os lugares-comuns de nossas discussões públicas e políticas. Não existe “o bom selvagem”, e nem o “imperialismo” e “colonialismo” são capazes de explicar qualquer conflito real dos homens vivos – e as situações de personagens humanos nem sempre têm o certo e o errado claramente definidos.

Como o próprio autor afirma sobre as conseqüências de Submissão, “uso o recurso de assustar”. Seus livros assustam por mostrar o que será a França sob a shari’ah e como é ver o terrorismo de perto. Já os terroristas assustam por ameaçar nossos pescoços, tornando o islamismo mais obtuso uma proposta que não podemos recusar – a ascensão brutal do islamismo pelo mundo pós-11 de setembro fala por si, sobretudo suas vertentes mais assustadoras de ISIS, H’zbollah, Boko Haram, al-Qaeda, Hamas e afins – que parecem tão palatáveis à esquerda.

Mesmo em obras de ficção científica, como A Possibilidade de uma Ilha (2005), cantada até pela ex-primeira dama Carla Bruni, Houellebecq ainda é profeta (o personagem humorista causa indignação com piadas como “Qual o nome da camada de gordura ao redor da vagina? Resposta: mulher”), e narra um futuro da humanidade para reconhecermos os riscos de sermos humanos como somos.

Houellebecq é ofensivo, por isso está na mira de cabeças desejadas pela al-Qaeda. É assim porque é livre – porque sua arte é ficção e porque a ficção serve também para nos fazer sentir mal com nossa condição e nossas possibilidades. E porque simplesmente tudo pode ofender alguém – experimente dizer a verdade para um corrupto, ler Henry Miller do lado da sua avó ou defender a vida diante de um assassino.

É assim que somos – ofensivos, com orgulho. E a ofensa tem se tornado a arma política mais poderosa do mundo. Cada um que se declare “ofendido” parece ter salvo conduto para tudo contra seus ofensores – e ninguém se lembra de perguntar se um tiro de fuzil ofende mais do que uma piadinha com religião (os judeus são campeões de piadas com judeus; não, não contra os “opressores”, e sim tornando até o Holocausto algo superado em suas memórias). Não há muitos relatos sobre islâmicos que “ofendam” em seu jin – fora os que cortam cabeças, claro.

Além de criar um índice de opiniões, roupas, crenças, livros, filmes, roupas e até ironias permitidas, não parece ser afeito a uma sociedade livre se preocupar em quem vai se ofender com o que dizemos ou vemos.

Ou ultrapassaremos o ponto em que mortes ocorrem e se discute se os assassinos eram “ofensivos”."

domingo, 11 de janeiro de 2015

'Há décadas, faz-se vista grossa com o extremismo islâmico na França', diz sociólogo

Por Globo,

RIO - Para o sociólogo francês Jean-Pierre Le Goff, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) e autor de diversos livros, desde a década de 80 correntes da esquerda francesa têm sido condescendentes com o avanço do islamismo extremista pelo medo de ser acusada de racista. Movimento que ganhou força com o medo incutido pela extrema direita. Para Le Goff, após uma trégua de união nacional que deve ser curta, a extrema-direita receberá impulso e deverá chegar até ao segundo turno das eleições presidenciais.

Quais são os efeitos imediatos do atentado?

A unidade do país é incontornável. Não vejo quem possa ser contra, num primeiro momento, ao ataque, que foi feito pelo terrorismo islâmico. Não foi a maioria dos muçulmanos que vivem no país e que condenaram o atentado. Uma minoria, mas há um medo de se atacar o problema dos extremistas para não ser tachado como islamofóbico. Perdemos um certo bom senso. O espírito francês foi atingido no seu âmago que é o humor, a liberdade de expressão, a democracia. Seja de direita ou de esquerda, sabe-se que houve um ataque contra o pensamento. É altamente simbólico porque atacaram a caricatura, que é uma paixão nacional.

Não era esperado um atentado de maior porte depois de uma série de ataques recentes?

É verdade que há uma série de ataques desde 2012, quando em Toulouse (sudoeste da França), um atirador matou três crianças franco-israelenses e um rabino numa escola judaica. Como conseguir combater isso é um desafio porque a França recebe muitos muçulmanos. Ao se negar esse problema, é o extremismo que vence.

Onde será preciso atuar?

Nesse primeiro momento, é preciso atuar com a polícia, contraespionagem na França. Precisa-se de uma repressão porque a democracia foi atacada. Ainda há um medo de falar em islamofobia, de se estigmatizar. [Michel] Houellebecq teve dificuldades ao lançar um romance [“Soumission”, que mostra a França dirigida por um muçulmano em 2022 depois do fim do segundo mandato de Hollande e numa coalizão republicana que bate Marine le Pen] em que mostra um presidente muçulmano que não é um terrorista, mas um moderado. Ele foi criticado como se não pudesse falar nisso. Desde que o livro saiu, foi visto como islamofóbico por muitos.

O presidente François Hollande experimenta níveis baixíssimos de popularidade. Quais os efeitos políticos desse atentado?

Em um primeiro momento, haverá a união de todos, e isso favorece Hollande. Mesmo Sarkozy e Marine le Pen disseram que foi o atentado foi obra do movimento jihadista e não muçulmano, mas isso não vai durar muito. Se os problemas não forem atacados, mesquitas vão ser incendiadas. Nas próximas eleições, o Front Nacional [extrema direita] vai ter um ótimo desempenho, com certeza vai chegar ao segundo turno das eleições presidenciais. Depois, se não houver uma resposta clara sobre a situação do islamismo e a laicidade, a extrema direita será mais favorecida.

O extremismo muçulmano é um problema francês ou europeu?

Da Europa como um todo e da França, em particular. Aqui na França, vimos uma clara escalada da influência extremista muçulmana em alguns subúrbios de Paris. Muitas pessoas dizem que não querem se integrar. Houve recentes manifestações contra judeus. Há uma inquietude na sociedade francesa e na Europa. Existem hoje cerca de mil franceses que foram arregimentados e partiram para a Síria para serem treinados como jihadistas. Relaxamos em vários aspectos. Nos anos 80, correntes dentro do Partido Socialista hesitaram sobre se deviam permitir que as meninas usassem véus em escolas [polêmica conhecida como caso de Creil]. Na década de 90, vimos pregadores de um Islã fundamentalista virem para a França e instalarem mesquitas sem que nada fosse feito. Há cerca de dez anos, quando Martine Aubry era prefeita de Lille-Sud, houve uma grande polêmica porque grupos extremistas passaram a controlar a hora de homens e de mulheres entrarem em uma piscina pública e houve demora das autoridades de pôr fim ao caso.O Front Nacional (extrema direita) explorou esse medo que já existia, mas não o criou. Ou o Islã se integra à França, à Europa, com uma islamização republicana europeizante, ou islamiza-se a Europa.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Theodore Dalrymple: "Imagine no Religion"


It is not only in the United States that some people want to kill policemen: such people exist in France, and no doubt elsewhere too. In a suburb of the city of Tours called Joué-lès-Tours, a 20 year-old man, Bertrand Nzohabonayo, born in Burundi and a recent convert to Islam (who thenceforth called himself Bilal), entered a police station Saturday and attacked three policemen with a knife. He nearly killed one of them by slashing him in the neck; he cut the tendons of the hand of another and the face of a third, after which a fourth shot him dead. According to the police, he was shouting “Allah akbar!” during the attack.

Nzohabonayo was reported by his associates to have been a calm and friendly man, who went quietly to the mosque for several years. After his conversion, he grew an Islamic-style beard with a shaved upper lip. He was also a fan of rap music and video games, and was an amateur wrestler. He was involved in petty crime and drug-trafficking. Trained as a central-heating boiler engineer, he did not much care for this work and it is likely that he was maintained at the expense of the French taxpayer to whom, however, he was probably not very grateful.

Monday, the left-leaning newspaper, Libération, carried the following headline: JOUÉ-LÈS-TOURS: “THIS AFFAIR HAS NOTHING RELIGIOUS ABOUT IT.” The story went on to say that those close to Nzohabonayo do not believe his motive was terrorism. According to the newspaper’s special correspondent, there is a rumour in the suburb that Nzoahabonayo did not go to the police station of his own accord with a plan of attack, but was taken there under arrest by the police, where he defended himself with his knife. And two people interviewed by the correspondent, called Samir and Nourdine, wondered why the fourth policeman had killed him rather than merely shoot him in the legs. For them, that was the most burning question about the affair.

Nzoahabonayo was not known previously to French secret police, but his brother, an Islamist thought to be dangerous, was. The brother had returned to Burundi, possibly as a staging-post to join the jihad in Syria. No man is his brother’s keeper, of course, but it is not easy to believe that the Islamism of one brother, and the attack on the police of the other, were entirely coincidental.

Furthermore, according to the other newspapers, Nzoahabonayo had posted a picture of himself on his Facebook page with a flag of the Islamic State, an organisation that has expressly encouraged Muslims in France to use knives against agents of the state. Why did Libération omit to mention this fact (assuming that it is a fact and the other newspapers are not lying or mistaken)? Its report mentioned the Facebook pages of several of those who knew the dead man and who doubted the official version of his death, so entries on Facebook are neither unknown to the newspaper nor accorded no significance by it. There is only one reason that I can think of: the newspaper wanted to give credence to those who claimed that this affair had “nothing religious about it.”

domingo, 21 de dezembro de 2014

A esquerda está derrotada na França. Próxima disputa deve ser entre Sarkozy e Le Pen

Por André,

O presidente socialista François Hollande cumpre as marcas de pior presidente francês da era moderna. Como resultado disso, observamos, conforme destaca o El País, um quadro eleitoral a ser disputado apenas por candidatos direitistas:

"A França entra em um período turbulento, no qual o poder não será mais disputado entre esquerda e a direita, e sim, acima de tudo, entre a direita e a ultradireita, com consequências imprevisíveis para a segunda maior economia da zona do euro e para toda a União Europeia. Enquanto as medidas para conter a crise econômica continuam sem dar resultados, os socialistas se aproximam de uma série de derrotas eleitorais e do seu desaparecimento de muitos centros de decisão que eles hoje controlam. À crise econômica somou-se uma crise política, e todos os dados indicam uma deterioração também nessa frente. Eis a situação com a qual o presidente François Hollande se depara na metade de seu mandato de cinco anos."