Mostrando postagens com marcador impostos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador impostos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Lima Barreto sobre a "Bruzundanga"

Por André,

Lima Barreto

"O país vivia de expedientes, isto é, de cinquenta em cinquenta anos, descobria-se nele um produto que ficava sendo a sua riqueza. Os governos taxavam-no a mais não poder, de modo que os países rivais, mais parcimoniosos na decretação de impostos sobre produtos semelhantes, acabavam, na concorrência, por derrotar a Bruzundanga; e, assim, ela fazia morrer a sua riqueza, mas não sem os estertores de uma valorização duvidosa. Daí vinha que a grande nação vivia aos solavancos, sem estabilidade financeira e econômica; e, por isso mesmo, dando campo a que surgissem, a toda hora, financeiros de todos os seus cantos e, sobretudo, do seu parlamento"

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Playstation 4 no Chile: 1,62 mil, total da viagem caso vá lá buscar: 2,7 mil.

Por G1,

Passagem para o Chile, hospedagem e PS4

No Chile, o PlayStation 4 será vendido pelo equivalente a R$ 1,4 mil - o valor mais barato entre os países da América Latina. Considerando a compra de uma passagem ida e volta para Santiago, hospedagem em um albergue e o PlayStation 4 no preço local, a empreitada sai mais em conta do que comprar o videogame nas lojas brasileiras. Entretanto, o PS4 chileno custa, em dólares, US$ 668, o que ultrapassa a cota de US$ 500 para produtos comprados em viagens ao exterior. Mesmo declarando o excedente, o valor do console pode aumentar para US$ 752 (R$ 1624,30).

Passagem ida e volta para Santiago com saída 28/11: R$ 1 mil;
Albergue por 3 dias: R$ 100
PlayStation 4: R$ 1,62 mil
Total: R$ 2,7 mil

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Transporte público-gratuito-universal-de-qualidade para todos: "Reajuste do IPTU em SP poderá chegar a até 45% no ano que vem"


O reajuste do IPTU na cidade de São Paulo poderá chegar no ano que vem a até 30% para os imóveis residenciais e 45% para outros tipos, como comércio ou indústria.
Essas serão as "travas" do reajuste do imposto --percentual máximo de aumento para cada contribuinte. 

 
As informações foram divulgadas ontem pela gestão Fernando Haddad (PT), que detalhou os cálculos de sua estimativa de aumentar em 24% a arrecadação do imposto em 2014, conforme previsto na proposta de Orçamento enviada por ele à Câmara. 

O aumento médio para os imóveis residenciais será de 18%, mas a maioria dos contribuintes terá aumento de 20% a 30% nos valores. 

O reajuste ficará bem acima da inflação dos últimos 12 meses --de 6%, pelo IPCA. 

Outros 2% de imóveis que são isentos do imposto passarão a ter que pagá-lo, e 8% dos contribuintes terão redução no valor cobrado. 
                            



Todas as mudanças devem ocorrer devido à revisão da Planta Genérica de Valores, que define a valorização do m² na cidade. Esse preço é usado para calcular os valores venais dos imóveis, que são a base do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). 

Segundo a prefeitura, os valores oficiais estão "bastantes defasados" porque a última atualização ocorreu em 2009, e, desde então, houve valorização imobiliária sem a devida revisão. 

Segundo a gestão, os valores oficiais representam, hoje, cerca de 30% dos valores praticados pelo mercado. Em alguns bairros, os preços mais que dobraram nos últimos quatro anos. 

MECANISMOS
 
Para evitar que toda a valorização seja repassada ao imposto, Haddad diz planejar três mecanismos.
O primeiro é a trava. O segundo é a redução da alíquota de cálculo do imposto. Por exemplo, a faixa de imóveis que hoje tem IPTU calculado em 0,8% do valor venal passará a ter alíquota de 0,7%.

O terceiro é atualizar os mecanismos de descontos. 

Atualmente, são isentos os imóveis com valor venal de até R$ 97,6 mil e existe um desconto fixo de R$ 39 mil (no cálculo do imposto) para aqueles com valor venal entre R$ 97,6 mil e 195,2 mil.
A ideia é que a faixa de isenção passe para R$ 160 mil e que sejam aplicados descontos variáveis para imóveis com valor até R$ 320 mil. 

Os descontos serão menores à medida que aumentar os valores dos imóveis. O objetivo, segundo a prefeitura, "é evitar distorções entre imóveis de valores semelhantes". 

Todos os dados são projeções da equipe de finanças de Haddad, já que as mudanças precisam ser encaminhadas e aprovadas pela Câmara. 

O projeto será protocolado nos próximos dias. O petista espera aprovação até o fim do ano. Apesar de ter maioria, ele pode enfrentar dificuldades. Os vereadores reclamam de ter poucos meses para aprovar grandes projetos do Executivo, como o Plano Diretor, o Orçamento e o Plano Plurianual.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Rodrigo Constantino: Pondé em Miami

Rodrigo Constantino: Pondé em Miami: Rodrigo Constantino Em sua coluna de hoje, o filósofo Luiz Felipe Pondé fala da angústia do "eu", sempre em busca de satisfaz...

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Peregrino da JMJ afirma: "Comida aqui é mais cara que na Austrália"

Por UOL,

Entre outros problemas com a Jornada Mundial da Juventude, turistas roubados, lama (Cabral culpou a chuva e o excesso de reclamações ao "complexo de vira-lata"), uma fala dos peregrinos me chamou a atenção, embora não seja nenhuma novidade para mim:

"A comida é cara, mais cara que na Austrália" 

Não pagamos mais caro apenas pelos iPhones e BigMacs, mas por alimentos em geral, roupas, carros, combustível etc. etc.

Me lembro de pesquisa feita que mostrava que jantares equivalentes, em bons restaurantes, são mais caros em São Paulo e Rio de Janeiro do que em Londres e Paris. Sem mencionar EUA, o que seria uma covardia.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Não é Protecionismo, É Exclusão Comercial

Por Ordem Livre,

A burguesia brasileira se define pela detenção dos meios de locomoção para Miami. Quem mais sofre com as restrições à importação não é o casal do Leblon que faz enxoval na Macy’s. É a família pobre que tem que parcelar suas compras em 24 vezes nas Casas Bahia. Se não houvesse tarifa de importação, preços baixos diminuiriam o status social do boné da Gap e da pólo Ralph Lauren.

A exclusividade dos artigos importados continua garantida. Dentre os 179 países listados pelo Banco Mundial, o Brasil é o país com menor importação do mundo:
No grupo dos Brics, por exemplo, a China tem importações de produtos e serviços de 27% do PIB, a Índia de 30% e a Rússia de 21%. Entre as principais economias da América Latina, o México tem importações correspondentes a 32% do PIB, a Argentina a 20% e a Colômbia a 17%.
No Brasil, as importações somam 13% do PIB.

O custo médio de importação no Brasil é de U$2.275 por container. A média da América Latina é de U$1.612. Parte desse custo são tarifas de importação. Mas, de acordo com o Índice de Liberdade Econômica, uma causa de preocupação são as barreiras não tarifárias e outras medidas protecionistas. São barreiras que o governo poderia retirar sozinho, sem depender de negociação internacional, de rodadas da OMC nem precisar pedir licença para o Mercosul.

Os ricos do nosso Brasil gostam de falar de programas de inclusão social. Agora, quando foi que você já ouviu algum político de Brasília ou atriz da Globo falando de projeto de inclusão comercial? Inclusão social dá a gente rica a oportunidade de visitar a favela. Inclusão comercial dá a gente pobre a oportunidade de visitar o shopping. E o brasileiro rico é nativista: não gosta de ver índio nem pobre fora de seu habitat natural.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Rodrigo Constantino: Fim da linha em Paris

Rodrigo Constantino: Fim da linha em Paris: Rodrigo Constantino, revista VOTO A França é um país com enorme riqueza cultural, mas que sempre alimentou idéias políticas e econôm...

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Joao Pereira Coutinho: "A decadência da França"




Gérard Depardieu já é cidadão russo. Foi recebido pelo próprio Vladimir Putin, depois de polêmica feia com o governo de François Hollande.

Eis a questão: Depardieu está cansado de pagar impostos. Durante a sua longa carreira, já pagou mais de € 145 milhões (cerca de R$ 384 milhões). Chega. Sobretudo quando o governo de Hollande promete taxar com redobrada dureza os mais ricos do país.

Comento essa história com alguns amigos progressistas que não se conformam: se o Estado francês deseja aumentar para 75% o Imposto de Renda de quem ganha mais de € 1 milhão (R$ 2,6 milhões), como é possível que Depardieu se recuse a contribuir?

Claro que o verbo, na minha opinião, não é "contribuir". É "permitir". No caso, "permitir" ser roubado pelo Estado. Mas o problema, no fundo, é outro: quando Depardieu diz adeus à França e aceita um passaporte de Putin, talvez seja a França, e não Depardieu, que esteja com problemas sérios.

Aliás, bastaria perguntar aos meus amigos progressistas quando estiveram eles em Paris pela última vez. O silêncio seria geral. Paris é uma cidade que já não existe no radar deles.
Sem falar do óbvio: qual foi o último romancista francês que eles leram em 2012? Qual foi o filme a que assistiram? Que exposição os motivou ou encantou?

E, filosoficamente falando, quem é o grande pensador francês da atualidade? Melhor ainda: seriam eles capazes de ler esse pensador na língua original?

"É a economia, estúpido!", dizia um conhecido marqueteiro americano nas eleições presidenciais de 1992 entre Clinton e Bush (pai). No caso da França, a economia é apenas o começo do problema.

E esse começo é o mesmo dos países do sul da Europa: o euro, uma quase imposição gaulesa para que a União Europeia engolisse a temível reunificação da Alemanha, permitiu à França uma década de endividamento e gastos públicos como se não existisse amanhã.

Os resultados, que a revista "The Economist" resumiu recentemente, arrepiam qualquer cristão: o Estado consome 57% do PIB (a maior fatia de toda a zona do euro). A dívida pública saltou dos 22% do PIB (em 1981) para os 90% (em 2012). O desemprego atinge 25% da população jovem.

Perante tudo isso, a solução de François Hollande é taxar tudo que se mexe: trabalho, capitais, patrimônio. E depois? Quando não existir mais nada nem ninguém para "contribuir"?

Depois, a França chegará a duas conclusões dolorosas.

A primeira é que, ao adiar as reformas necessárias para que a sua economia seja minimamente competitiva, Paris capitulou perante a Alemanha: Angela Merkel é hoje a líder informal da Europa, não François Hollande.

E, segunda, que há um cheiro de declínio no território preferencial dos franceses: o da cultura.

Anos atrás, a revista "Time" provocou polêmica ao cartografar esse declínio com números. Na França, publica-se muito -mas os livros não sobrevivem fora das fronteiras francesas. Na França, filma-se muito -mas os filmes também não sobrevivem fora do país.

O mais celebrado artista plástico francês -Robert Combas- é personagem secundário nos circuitos artísticos internacionais (que estão em Londres, Nova York e até Berlim). A cultura pop francesa é uma piada (ou, no limite, uma imitação grotesca dos rappers americanos).

Se não fossem moda e gastronomia, que só com muita benevolência podem ser consideradas "alta cultura", o que seria da França, hoje?

Formulo essa questão e o leitor, conhecendo a minha costela anglófila, imagina um riso perverso.

Imagina mal. Em 2012, o melhor livro que li foi francês ("O Mapa e o Território", de Michel Houellebecq). Em 2012, o melhor filme a que assisti foi uma produção parcialmente francesa ("Amour", de Michael Haneke). E, para ficar na filosofia, o melhor tratado de política que li no ano findo também foi francês (uma história do liberalismo de Pierre Manent).

Só que tudo isso são exceções que só confirmam o meu desgosto: eu gostaria de ter mais França, e não menos, nas estantes de minha casa. Isso só não é possível porque o declínio é real.

Sem enfrentar esse declínio, os meus amigos progressistas podem encontrar em Gérard Depardieu o bode expiatório. Infelizmente, não será o bode a ressuscitar o rebanho.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Brasil lidera nível de tributação sobre iPad, energia elétrica e refeição em restaurante

Por Folha de São Paulo,

O Brasil é campeão no nível de tributação sobre o preço final de itens de consumo como iPad e serviços como energia elétrica e refeições em restaurantes. 

A conclusão é de uma pesquisa com 22 países concluída em dezembro pela UHY, rede internacional de firmas de auditoria e contabilidade, com sede no Reino Unido. 

O estudo analisou o peso dos tributos indiretos sobre uma cesta de 16 produtos. Os tributos indiretos são aqueles que incidem sobre o preço de bens e serviços --como ICMS, PIS, Cofins e IPI--, e não sobre a renda do contribuinte. 

No Brasil, os tributos dessa natureza representam 42,2% do preço final do iPad, o tablet da Apple, 27,3% do valor da conta de energia elétrica e 27,2% do preço de uma refeição fora do lar --maiores índices entre os 22 países analisados. 

O país também tem a maior tributação em roupas infantis (27,2%) e a segunda maior em vinhos (44,3%). 

ACIMA DA MÉDIA
 
O Brasil apresentou a segunda maior taxa de tributação entre os países avaliados, considerando sua participação no valor total da cesta de 16 produtos. 

Os tributos no país representam 28,7% do preço da cesta, ante uma média mundial de 13,8%. O país só perde para a Índia, com 38%. 

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), a carga tributária paga pelos brasileiros nos produtos analisados pelo UHY é ainda maior. 

Isso porque a pesquisa não contabiliza os encargos incidentes sobre folha de pagamento e sobre os lucros das companhias, que também estão embutidos no preço final dos produtos. 

Para especialistas, a constatação do estudo reflete a distorção da matriz tributária brasileira, que prioriza a cobrança de impostos e contribuições sobre o consumo. 

Em países da Europa, bem como nos Estados Unidos e no Japão, predomina a tributação sobre lucro ou patrimônio, diz João Eloi Olenike, presidente do IBPT. 

"O sistema nacional encarece os produtos e desestimula o consumo", afirma.
Segundo ele, uma medida que poderia amenizar esse efeito seria a definição de alíquotas menores para bens essenciais. "Mas na prática isso não ocorre." 

DESIGUAL
 
Para Roque Pellizzaro Júnior, presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a tributação indireta é também injusta. 

"Ela incide independentemente da classe social. Pobres e ricos pagam o mesmo." 

Segundo Pellizzaro, essa característica do sistema tributário brasileiro prejudica o crescimento da economia. 

"Ao elevar o preço final do produto, o tributo elimina a possibilidade de muitos brasileiros consumirem, inibindo o círculo positivo de consumo e produção", diz.

BRIC
 
Segundo o estudo da UHY, nos países que compõem o Bric, a tributação média é de 22,9% do preço total da cesta de produtos analisada. 

Na Europa, esse percentual é de 15,5% e de 5,8% nos Estados Unidos. 

"Isso nos leva a questionar se as altas taxas de tributação sobre o consumo têm impedido um crescimento ainda maior dessas economias", diz Ladislav Hornan, da UHY 


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Exílio de Depardieu é novo revés de Hollande

Por Globo,
O ator Gerard Depardieu em outubro deste ano



AFP/JOHANNES EISELE
PARIS — Dois dos maiores símbolos da Resistência francesa, a dupla de gauleses Asterix & Obelix, personagens da célebre história em quadrinhos criada por René Goscinny e Albert Uderzo, deixaram o país. O ator Christian Clavier, intérprete do pequenino e valente Asterix no cinema, já havia fixado residência em Londres em outubro. Seu inseparável companheiro Obelix, encarnado pelo patrimônio nacional Gérard Depardieu, seguiu seus passos, e mudou seu endereço para Néchin, na Bélgica. O motivo da partida, que provocou polêmica na França, é o aumento de impostos sobre as grandes fortunas, medida adotada pelo governo socialista do presidente François Hollande - uma taxa de 75% sobre rendimentos superiores a € 1 milhão vigorará por dois anos.
A atitude de Depardieu reacendeu o debate sobre a tributação francesa e a evasão de ricos para países dotados de uma legislação mais branda para os cidadãos mais afortunados, além de provocar uma viva reação por parte do governo. O primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault qualificou a decisão do ator de “deplorável”.

O célebre ator respondeu por meio de uma carta aberta: “Eu, infelizmente, não tenho mais nada a fazer aqui. Parto porque vocês consideram que o sucesso, a criação, o talento, na verdade, a diferença, devem ser punidos”, disparou Depardieu, eleitor declarado do ex-presidente Nicolas Sarkozy, derrotado por Hollande nas urnas. Ao exigir ser respeitado, acrescentou: “Devolvo meu passaporte e meu Seguro Social, do qual nunca me servi. Não temos mais a mesma pátria, sou um verdadeiro europeu, um cidadão do mundo, como meu pai me inculcou.”

Nesta segunda-feira, a ministra da Cultura, Aurélie Filippetti, se disse “escandalizada” com a decisão do ator de renunciar ao seu passaporte francês.

- A nacionalidade francesa é uma honra, são direitos e deveres também, entre os quais o fato de poder pagar impostos - defendeu.

Críticas da esquerda

Atacado pelos ricos, o presidente François Hollande tem sido igualmente contestado por não governar tão à esquerda como gostariam partidários de seu próprio campo. Segundo a última pesquisas do instituto Ifop, os índices de popularidade do presidente e de seu primeiro-ministro caíram para 37% e 35%, respectivamente, colocando-os como a dupla de líderes mais impopular da Quinta República (iniciada em 1958) nesse estágio de governo, um dado considerado “inquietante” por parlamentares socialistas.

Acusado de “prudência excessiva” e de “indecisão crônica” por analistas políticos, Hollande, que se elegeu defendendo um estilo de “Presidência normal”, também sofre com a cacofonia entre ministros, divergências com o grupo ecologista - integrante da coalizão de governo -, e contundentes ataques da esquerda radical.

Seus assessores mais próximos aconselham uma “nova estratégia de comunicação” e a adoção de um “espírito de campanha” para enfrentar a atual crise econômica.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Para ‘Financial Times', sistema tributário brasileiro é ‘cômico’


O sistema tributário brasileiro “cada vez mais se parece com as populares telenovelas do País”, por ser “enrolado”, “cômico” e “incrivelmente difícil de seguir”, opina a jornalista Samantha Pearson, do Financial Times.

“Depois de meses de frequentes reduções e aumentos de impostos, o ato final do protecionismo brasileiro pareceu vir na terça à noite, quando do anúncio de maiores tarifas de importações em não menos do que cem produtos”, disse a jornalista no blog BeyondBrics, sobre países emergentes.

Ela afirma que a medida “certamente caiu bem” para as siderúrgicas do País, uma vez que as ações da Usiminas subiram 18% e as da CSN, 8%.

sexta-feira, 30 de março de 2012

BRASIL: O PAÍS EM QUE MAIS SE TRABALHOU PARA PAGAR IMPOSTOS!



(Banco Mundial - Doing Business 2011) 1. Os 10 países onde MAIS se trabalhou em um ano para pagar impostos em 2011: 1. Brasil: 2.600 horas \ 2. Bolívia: 1.080 horas \ 3. Vietnã: 941 horas \4. Nigéria: 938 horas \ 5. Venezuela: 864 horas \ 6. Bielorrússia: 798 horas \ 7. Chade: 732 horas \ 8. Mauritânia: 696 horas \ 9. Senegal: 666 horas \ 10. Ucrânia: 657 horas

2. Os 10 países onde MENOS se trabalhou em um ano para pagar impostos em 2011: 1. Maldivas: 0 horas \ 2. Emirados Árabes Unidos: 12 horas \ 3. Bahrein: 36 horas \ 4. Qatar: 36 horas \ 5. Bahamas: 58 horas \ 6. Luxemburgo: 59 horas \ 7. Omã: 62 horas \ 8. Suíça: 63 horas \ 9. Irlanda: 76 horas \ 10. Seicheles: 76 horas

Quero ver quem vai ser o primeiro tonto a falar que a questão dos impostos é mimimi de liberal. Lembrando que proporcionalmente falando, os pobres pagam mais imposto. que os ricos.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Arrecadação federal foi a maior da história em 2011

Por Veja,

Tributos pagos por brasileiros somaram 969,907 bilhões de reais


Os brasileiros pagaram uma quantia recorde de impostos e contribuições no ano passado. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira pela Receita Federal, a arrecadação federal somou 969,907 bilhões de reais no ano passado.

O volume representou um crescimento de 143,388 bilhões de reais em relação ao verificado em 2010, que já havia sido o maior da história até então, quando totalizou 897,988 bilhões de reais.

A arrecadação do ano passado registrou uma alta real de 10,10% em relação ao ano anterior. O crescimento ficou abaixo da projeção feita pelo Fisco para 2011, que era um intervalo de alta entre 11,00% e 11,50%.
A expansão foi impulsionada pelo aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) para pessoas físicas para 3% em abril. A medida elevou a arrecadação em 3,19 bilhões de reais. O aumento dos impostos sobre as bebidas, em março do ano passado, também colaborou com mais 948 milhões de reais.

O começo do ano passado concentrou a maior parte do crescimento da arrecadação, em função de pagamentos de impostos de 2010, quando a atividade estava muito acelerada.

Especificamente em relação a dezembro do ano passado, a arrecadação somou 96,632 bilhões de reais, o que significa uma queda real de 2,69% na comparação com o mesmo mês de 2010, mas uma alta de 21,76% na comparação com novembro.
 
Setores – Entre os dez setores com maior arrecadação, o líder é o de bancos, com um total de 116,7 bilhões de reais pagos aos cofres públicos. Comércio atacadista vem em seguida, com 46,7 bilhões de reais. Fabricantes de veículos ficaram em terceiro, com 37 bilhões de reais.
 
(Com Agência Estado)

 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Olha o Brasil lado a lado com países de primeiro mundo (Finlândia, Bélgica etc): pior retorno possível de impostos

Por Veja,


Brasil oferece o pior retorno dos impostos à população

Levantamento do IBPT avaliou 30 países com as maiores cargas tributárias do mundo e concluiu que o Brasil tem a pior relação custo/benefício

Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra que, dentre 30 países pesquisados, o Brasil é que oferece o pior retorno em benefícios à população dos valores arrecadados por meio dos impostos.

O levantamento avaliou os países com as maiores cargas tributários do mundo, relacionando estes dados ao Produto Interno Bruto (PIB) e ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de cada nação. O resultado é expresso no Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade (IRBES).

No Brasil, a carga tributária equivale a 35,13% do PIB. Em 2011, o IRBES do país foi de 135,83 pontos, o pior resultado no grupo de 30 economias pesquisadas. Itália, Bélgica e Hungria vêm em seguida no ranking (veja quadro com as dez primeiras posições).

Nações como Grécia, Uruguai e Argentina estão bem à frente do Brasil no que se refere ao retorno à população dos impostos arrecadados. O melhor resultado é o da Austrália, que tem uma carga tributária de 25,90% do PIB, com um índice de retorno de 164,18 pontos.

Países como Dinamarca, Noruega e Finlândia, conhecidos por oferecer serviços de alta qualidade a suas populações, entram na lista dos piores retornos por causa da elevada carga tributária. “O que puxa o índice é a carga de impostos. Dinamarca e Suécia arrecadam muito e, mesmo assim, não estão entre os primeiros quando se trata do IDH”, explica.

A Austrália, por exemplo, tem uma carga tributária de 25,90% do PIB, quase metade da dinamarquesa (44,06% do PIB). O IDH australiano, entretanto, é de 0,929, enquanto o da Dinamarca é de 0,895. “Países que oferecem melhores retornos à população, como no caso da Austrália, conseguem manter um IDH elevado com menos recursos do que, por exemplo, a Dinamarca e a Noruega”, diz Olenike.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Impostos de começo de ano (IPVA, IPTU etc.) vs consumo de calmantes


Mais uma bomba prestes a estourar no Brasil. Não, não me refiro aos impostos escandinavos não, mas ao consumo cada dia maior de calmantes e anti-depressivos (doravante não aderirei à reforma ortográfica).

O povo mais feliz, alegre e hospitaleiro do mundo está a se entupir de remédios há tempos. Bem, motivos não faltam, não podemos culpá-los por isso.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Carga tributária de material escolar chega a 47%, calcula instituto

Por Estadão,

 

Caneta, régua, agenda e borracha são alguns dos produtos desta cesta que têm a maior incidência de tributos

 

SÃO PAULO - Entre os produtos comuns na cesta de material escolar pedida pelas escolas neste início de ano, a caneta é o item com a maior incidência de tributos. A caneta chega a ter 47,49% do preço abocanhado pelo governo em suas três esferas - federal, estadual e municipal -, informa levantamento realizado Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), divulgado nesta segunda-feira. 

Outros produtos com carga tributária acima dos 40% são régua (44,65%), agenda escolar (43,19%), borracha (43,19%), cola Tenaz (42,71%), estojo (40,33%) e pasta plástica (40,09%). Os itens com menor incidência de tributos são os livros escolares, com 15,52% do preço sendo taxado pelo governo.

O presidente do IBPT, João Eloi Olenike, diz, em nota divulgada à imprensa, que "a alta carga tributária sobre itens como a caneta, lápis e caderno, indispensáveis na volta às aulas, é um dos fatores que pode dificultar o acesso do brasileiro à educação".