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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

O problema da definição – como a política de cotas PODERIA colapsar

Por André,

Em janeiro de 2014 escrevi um texto chamado “O problema da definição. Como a política de cotas poderia colapsar”, cuja profecia estava correta em sua essência, mas falhou devido a minha pouca fé na loucura humana com motivações ideológicas.

Segue o texto, com comentários novos e frescos logo na sequência:

“Também circulou por esses dias na internet um vídeo de um sujeitinho muito tosco (custei a acreditar que a história do vídeo era real) chamado Craig Cobb e tido como “supremacista branco”, onde o próprio está num programa de TV em que, após ser submetido a um teste de DNA, descobre que tem uma porcentagem razoável de ascendência africana, jogando sua “branquitude” pura por água abaixo:

Segue em Burke Instituto Conservador:

domingo, 30 de setembro de 2018

Tribunais raciais avançam no Brasil e confirmam previsão minha

Por André,

Depois da famigerada tabela do Instituto Federal do Pará para definir quem é negro e quem não é:


Vem aí, promovido pela Universidade Federal do ABC, um curso preparatório para inquisidor de tribunal racial:




Em 2013 eu escrevi um texto prevendo o colapso da política de cotas (link no final) porque ela se baseava em autodeclaração, cada um se autodeclararia o que quiser e, por conseguinte, gente que não faz parte do grupo em questão se beneficiaria da ação ao se autodeclarar pertencente ao grupo beneficiado, inchando o número de beneficiários e anulando qualquer efeito razoável da medida.

Na minha impressão estava implícito que os responsáveis não teriam coragem de estabelecer tribunais raciais para avaliar quem é negro e quem não é, à moda lombrosiana, medindo tamanho de nariz, crânio, lábios e avaliando cor da pele, do cabelo, tipo de cabelo etc. E aí estava meu equívoco.

Depois da federal do Maranhão oferecer uma tabela pra preencher baseado em características fenotípicas, vem a UFABC oferecer uma oficina para treinar os futuros inquisidores na avaliação da raça de pleiteantes a vagas na universidade pela via das cotas.

A universidade também está em processo de estabelecer os critérios para conceder cotas a pessoas trans, que seguirão o mesmo caminho e enfrentarão o mesmo problema (se não há dado objetivo que determine o gênero de alguém, como saber objetivamente o gênero de um indivíduo com base no "olhometro"?).

Bem-vindos ao hospício.

Texto de 2013 onde eu previa o problema para a política de cotas: http://www.andreassibarreto.org/2013/11/o-problema-da-definicao-como-politica.html.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

O ar irrespirável do politicamente correto

Por Estadão,


Professor de biologia evolutiva da faculdade Evergreen foi alvo dos 'guerreiros da justiça social' e quejandos

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

O ar na faculdade Evergreen, no Estado americano de Washington, ficou pesado para o professor de biologia evolutiva Bret Weinstein. Típico acadêmico esquerdista, desses que apoiam Bernie Sanders e Occupy Wall Street, Weinstein tornou-se o último alvo dos “politicamente corretos”, “guerreiros da justiça social” e quejandos.

Suas aulas foram interrompidas no início de junho por manifestantes que o xingavam de racista e queriam expulsá-lo do câmpus. O motivo era um e-mail em que ele se dizia contrário à mudança que a direção fizera numa tradição que data dos anos 70: o Dia de Ausência. Inspirados na peça homônima do dramaturgo Douglas Turner Ward, em que negros paralisam uma cidade ao ficar um dia em casa, os alunos e professores negros deixavam de ir ao câmpus durante um dia, em gesto simbólico contra o racismo. Neste ano, a direção resolveu que os alunos e professores brancos é que deveriam ficar em casa naquele dia.

“Há enorme diferença entre um grupo decidir voluntariamente se ausentar de um espaço compartilhado, para sublinhar seu papel vital subestimado, e encorajar outro grupo a ir embora”, escreveu Weinstein na mensagem. “O primeiro é um chamado à consciência que fere a lógica da opressão. O segundo é uma demonstração de força, um ato de opressão em si.” Seu argumento irrefutável despertou ira e violência. Manifestantes tomaram o câmpus armados com tacos de beisebol, spray de pimenta e canivetes. A revolta cresceu depois que ele deu entrevista à Fox News, e o câmpus foi invadido também por seus defensores. A direção foi incapaz de manter sua segurança.

Weinstein duvida que tenha condição de voltar às aulas no próximo semestre. “Não tenho interesse em interagir com uma comunidade tão confusa a respeito da realidade quanto Evergreen”, diz. O que mais o chocou é haver, numa faculdade, tanta gente “imune ao aprendizado”. Não é só em Evergreen.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Avançam os tribunais raciais no Brasil

Por André,



Em 2014 eu escrevi um texto (https://goo.gl/wFsAVs) afirmando que cedo ou tarde a política de cotas colapsaria e encontraria seu fim. Meu argumento era simples e se mostrou parcialmente correto: as pessoas AUTODECLARAM seu pertencimento a determinada raça e então se beneficiam de cotas raciais. Como autodeclaração é, por definição, subjetiva, pessoas não-negras poderiam se declarar negras e se beneficiar; assim que muita gente percebesse isso, todos se autodeclarariam negros (algo não completamente errôneo considerando o grau de miscigenação do brasileiro comum) e fariam a ideia de cotas perder sentido.

Estava implícito no meu argumento que a política de cotas colapsaria porque o Estado não ousaria instituir um tribunal racial para conferir se os autodeclarados negros eram de fato negros ou não. Nesse aspecto, minha previsão se mostrou falha (será que os burocratas já montaram uma tabelinha lombrosiana para avaliar tamanho do crânio, nariz, lábios, dentes, tipo de cabelo etc. etc para enquadrar alguém como negro ou não?).

Eis que hoje a maior universidade do Brasil declarou sua adesão à política de cotas:


Agora só resta aguardar pelo tribunal racial uspiano.

sábado, 8 de outubro de 2016

Fernando Holiday sofre o que Celso Pitta sofreu em 1996

Por André,

O então candidato à prefeitura de São Paulo em 1996 Celso Pitta foi chamado de "negro com cabeça de branco" pela petista Luiza Erundina:

domingo, 5 de abril de 2015

Alguns pingos nos is sobre o debate acerca da maioridade penal

Por André,



Há pouco tempo atrás escrevi alguns textos (aqui, aqui e alhures) mostrando porque, conforme vejo, o debate público sobre temas como terrorismo islâmico, islamofobia, Charlie Hebdo etc é histérico e esquizofrênico. O tema quente do momento é a maioridade penal e ele segue o mesmo curso. Quero esclarecer alguns desses pontos.

Quero primeiro cobrir dois pontos acerca de objeções contra a redução da maioridade penal (caso o debate não estivesse no grau que está, talvez fosse possível uma discussão mais sofisticada que tratasse de alguma maneira da abolição da maioridade penal enquanto conceito): 1) ela [supostamente] não diminui a violência e 2) punições não educam.

Existem muitas coisas implícitas nessas objeções que muitas vezes o cidadão comum, que percebe apenas intuitivamente que é inadmissível que criminosos de 17 anos, 364 dias e 23 horas acabem livres, não está ciente. Por exemplo, por trás da ideia de que "punições não resolvem" - portanto aumentá-las não pode ser uma medida salutar - está implícita a ideia que nenhuma punição deveria existir, afinal, por que punir o adolescente não mudaria nada e punir o sujeito de 19 anos fará dele o novo Mahatma Gandhi? É a corrente do direito que chamamos de abolicionismo penal, a saber, a ideia de que todo o código penal deve ser abolido (se punir supostamente não "resolve", até que faz sentido, não?). Sabem aquela charge desonestíssima que circula nas redes, dizendo que em 2025 bebês estarão atrás das grades (como se bebês matassem, roubassem e estuprassem)? Pois é, a versão inversa, dos contrários à maioridade penal, deveria ilustrar em 2025 bandidos de todas as idades soltos pelas ruas, pois, afinal, punir não "resolve".



Quero, portanto, disputar essa ideia da incapacidade da punição de "resolver" o problema da violência. Penso que exigir que o código penal resolva o problema da violência seja o mesmo que exigir que peixes escalem árvores. O código penal existe para normatizar punições e é só, simples assim. Punições diversas e encarceramento visam tirar do convívio social gente que pode roubar seu bem que demorou 20 anos para comprar ou bens irreparáveis, como a vida de um ente querido. Esperar que punição e encarceramento tornem estupradores e assassinos potenciais e atuais em filósofos dignos da academia de Platão é, como eu disse, esperar que um peixe escale uma árvore. Há aqui dois pontos a se destacar:

1 - obviamente que há nuances. O clamor da sociedade pela redução da maioridade penal é em muito oriundo de casos absurdos em que marmanjos que roubam e estupram simplesmente saem impunes. Quem mata e estupra já é PhD na escola do crime, não irá aprender nada de tão "novo" na cadeia. É claro que isso é diferente do adolescente que furtou uma bolsa ou uma carteira ou que traficou 3 cigarros de maconha. Se o debate fosse são, era esse tipo de coisa que deveríamos estar discutindo.

2 - cabe aqui lançar a pergunta, se devemos abolir punições porque elas não resolvem, o que exatamente deve ser feito HOJE e pelos próximos 20 anos? O que fazer com o sujeito de 17 anos que já matou, estuprou e sequestrou? Mandá-lo para um curso de artes liberais em Oxford financiado pelo Estado e esperando que ele de lá retorne como o novo William Faulkner?

Posto que punições punem mas eventualmente não educam (isto é, posto que peixes nadam e não escalam), será verdade que punições não reduzem a violência?

Essa afirmação sem dúvida alguma deve ser posta em disputa. Bandido preso e bem preso mata e rouba? Ele eventualmente até comanda bandidos soltos que matam e roubam, principalmente no Brasil, mas eles próprios, enquanto presos, não roubam e/ou matam outros civis, isso é uma questão de definição. Além de ser questionável para os locais que nos últimos tempos reduziram a violência (Estado de São Paulo, cidade de Nova York etc). Não quero entrar em números porque o propósito desse post é mostrar algumas falhas filosóficas na "argumentação" contrária à redução da maioridade penal.

Ademais, como eu disse, cabe aqui algumas considerações sobre o que está implícito nessa argumentação. Primeiramente, seu utilitarismo. A ideia que a punição deve trazer algum aumento coletivo de felicidade ou bem-estar é tão equivocada quanto esperar que punições eduquem. Estou plenamente satisfeito com punições que tirem criminosos do convívio social e os punam com a reclusão. Não espero nenhum outro tipo de consequência prática decorrente da punição. Por trás das objeções abolicionistas consta esse forte utilitarismo, sem, é claro, dizer qual tipo de ação social puniria criminosos e desfaria suas mentes criminosas transformando os mesmos em bondosas engrenagens da sociedade ou em poetas, filósofos e artistas plásticos. Estou disponível para ouvir as propostas e em quanto tempo elas pretendem produzis novos Goethes e Aristóteles em escala. Enquanto sua viabilidade não é provada econômica e socialmente por a + b, o que fazemos?

Resta portanto, ao sujeito contrário à redução da maioridade penal, um sólido embasamento filosófico do seu utilitarismo.

Além do utilitarismo, os adeptos das teorias sociológicas e criminais "progressistas" aderem a um profundo determinismo. Aumentar a punição de adolescentes ou as punições em geral é exclusivamente encarcerar mais pobres e negros.



Como todo favelado, negro e pobre está imerso no crime ou à beira de estar, punições ou mais punições significarão apenas mais negros e pobres presos. Esse pessoal negro e pobre não resiste, sabe? Vão acabar presos e punidos porque seu meio social invariavelmente os leva à criminalidade, parece até que têm alma de criminoso, não é? E depois, os racistas são, é claro... os outros.

É o meio que determina a consciência e não o contrário, lembram? Did the bells ring? Quem nasce na favela vai virar criminoso e vai acabar preso aos 16 se a maioridade penal for reduzida. Melhor mesmo a gente até legalizar o aborto, assim essa gentalha vai ter bem menos filho e teremos bem menos criminosos. A agenda é essa. A crença filosófica proposta de maneira profunda é o determinismo. Contudo, gostaria de ver uma sólida defesa desse determinismo, ele é apenas uma crença acoplada a agenda para facilitar sua venda ou conta com alguma justificação social, filosófica, econômica e eu diria até, científica? Se existe, aguardo para vê-la e debatê-la. 

Filho de bandido, bandidinho é.
Há ainda uma última falha lógica que gostaria de cobrir. A ideia que não se trataria de determinismo mas de "seletividade penal". Ora, se o caso é que pobres são punidos com mais frequência e rigor do que ricos, então estamos a tratar de um problema completamente diferente. Devemos ter punições severas para crimes e devemos brigar para que elas atinjam todo o estrato social. A questão não pode ser relaxar para os pobres porque os ricos não são punidos, mas sim apertar o cinto para que todos sejam. Se essa proposta for irreal, ela não é mais irreal que a noção de abolição do código penal. A proposta abolicionista é a da retirada total e completa do órgão cancerígeno, em vez de apenas o tumor. É destruir o todo pelo problema da parte. 

Vale sempre perguntar se a proposta é realmente séria e se todos estão realmente buscando a melhora contínua e gradativa da sociedade ou se o caso na verdade é de propor medidas que criarão a desordem social e, além disso, uma desordem social específica para a qual apenas os intelectuais progressistas saberão a resposta e apenas políticos progressistas saberão implantá-la.

Fica a recomendação para um texto curto com o mesmo propósito que este aqui, mas que trilha um outro caminho: 10 argumentos desonestos contra a redução da maioridade penal.


quinta-feira, 26 de março de 2015

Contrariando a ideologia racialista, feminazista e classista: "Em São Paulo, maioria dos mortos é homem, jovem e branco"

Por Estadão,

SÃO PAULO - Os bairros da capital onde casos de homicídios foram mais frequentes em fevereiro estão localizados nas zonas sul e leste. Regiões como o Capão Redondo, Parque Santo Antônio e Parelheiros, na zona sul, e Vila Jacuí, na zona leste, aparecem no topo da lista com mais casos de assassinatos no mês passado.

O alvo dos homicidas, de acordo com perfil levantado pela Secretaria da Segurança Pública e divulgado nesta quarta-feira, 26, tem como características principais o fato de ser homem, jovem e branco. Quase 90% dos assassinatos foram praticados contra homens, e em 18% deles havia indícios de execução. 

A descrição de Marcos Nunes Pereira Pinto, assassinado nesta terça-feira, 24, no Jaçanã, zona norte da capital, e as circunstâncias da sua morte se encaixam exatamente em alguns dos itens mais frequentes do perfil. O jovem de 17 anos estava próximo de um bar, em via pública, quando criminosos abriram fogo contra um grupo de pessoas. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. Quatro pessoas foram hospitalizadas.

Roubos. Nem mesmo o intenso movimento da região da Praça da Sé, no centro da cidade, impediu que um ladrão abordasse o professor Felicce Fatarelli, de 32 anos, quando ele estava parado em um semáforo na frente do Fórum João Mendes, há algumas semanas. “Era por volta das 18h30, as ruas estavam lotadas, tinha muito trânsito e só vi um cara batendo no vidro do carro com força, com um revólver. Ele disse que, ou eu entregava tudo o que tinha ou ele me matava”, contou Fatarelli, que voltava de um curso na zona sul e seguia para sua casa, na Vila Matilde, zona leste.

No volante, ao lado da mulher, o professor entregou o celular e cerca de R$ 100 que trazia no bolso para comprar um bolo para a mãe, que fazia aniversário naquele dia. “Eu nunca ando com dinheiro, mas justo naquele dia tinha esse valor. Na hora fiquei com raiva por trabalhar tanto e perder essa grana, mas depois deu um alívio. Se eu não tivesse nada, talvez o ladrão tivesse até me agredido ou feito coisa pior.”

O assalto a Fatarelli se encaixa entre um dos mais frequentes praticados no Estado. O perfil das vítimas de roubo aponta que celular (13,87%) e dinheiro (10,65%) são geralmente os itens levados nas abordagens. Na metade das vezes, as ações acontecem contra quem está andando na rua. Já casos contra quem estava em veículos representam 22,86% dos registros.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Instala-se no Brasil o afronazismo: aula de microeconomia do curso de administração é interrompida para discurso racialista, aluno filma e rebate

Por André,


O Brasil acabou. Minha vontade é dar um grande chute nos fundilhos de tudo isso aí e ir catar latinha na rua. A vida intelectual, acadêmica e universitária não existe mais, só o que restou foi o ideologismo barato e a militância racialista. É a vida na sarjeta que fala Theodore Dalrymple.

O último a sair que apague a luz. Que esse último não seja eu.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

O brilhante Larry Elder sobre algumas questões importantes

Por André,

Larry Elder é americano, advogado e atualmente é radialista (o rádio segue sendo fortíssimo nos EUA, especialmente como fonte de notícias - diversos radialistas são incrivelmente mais importantes que jornais como o New York Times ou emissoras como a CNN). Por ser negro e defender veementemente posturas politicamente "incorretas" Elder é constantemente rotulado de "Uncle Tom" (a versão americana para "negro da Casa Grande").

Nos dois casos mais recentes de negros mortos pela polícia, fatalidades que foram transformadas em narrativas homéricas sobre o quão racista os EUA supostamente é, Elder desmontou a cantilena com brilhantismo.

Sobre o caso Travyon Martin, no programa de Piers Morgan (que após deixar a CNN já está criticando seu velho queridinho Barack Obama):


E no caso mais recente, sobre Michael Brown da cidade de Ferguson:

Aqui:


E aqui:


Embora casos como o de Travyon Martin e Michael Brown sejam extremamente raros, são vistos com olhos diferentes porque ajudam e muito a esquerda radical a reforçar sua narrativa antiamericana, tentando provar que os EUA ainda é um país racista. Elder desmonta esses blefes ideológicos com números interessantes:

- Mais de 75% dos negros mortos nos EUA são mortos por outros negros (muitos desses casos permanecem sem solução).

- Apenas 2% dos negros mortos são mortos quando desarmados por policiais brancos.

- Estudos sociológicos mostram que a ausência de um pai em famílias negras é muito mais influente como causa da violência do que o racismo, por exemplo.

- Quando perguntados se o racismo é uma questão relevante, a maioria da população negra responde que sim, embora os declarantes não afirmem ter vivenciado situações racistas.

Isso é mais que suficiente para refutar a cantilena de que os EUA é uma nação racista, quando na verdade, se a população negra americana formasse uma nação independente seria algo como a 15ª nação mais próspera do mundo, segundo Larry Elder.

Para quem ainda não conhece Larry Elder, também recomendo este vídeo comentado com trechos de uma entrevista que ele fez com o ex-terrorista Bill Ayers, onde este afirma que não se arrepende de ter tentado explodir o Pentágono, o Capitólio e estações de polícia em forma de "protesto" contra a Guerra no Vietnã:

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Jean Wyllys prova do próprio veneno e é atacado por feministas e racialistas radicais

Por André,



As perguntas são um show de horrores, parece uma competição pra saber quem é mais coitado e quem deve/merece receber mais verba do contribuinte pra deixar de ser coitado. 

O ponto é: Wyllys provou com gosto do próprio veneno, sair por aí medindo o mundo com sua própria régua e acusando quem não se enquadra na própria régua de "preconceituoso", "racista", "homofóbico", "do mal" pode ser um esporte interessante quando você é o praticante.

Para nossa surpresa e susto, tem gente que acredita que o Jean não é racista e preconceituoso o suficiente, é o pessoal do (sic) coletivo negro. Por não se enquadrar nos critérios malucos do coletivo, que vê preconceito até debaixo da cama, Jean já não é mais um cara tão legal e progressista assim.

Vocês sabem como é lidar com religiosos fervorosos que fazem parte de alguma seita: um milímetro de desvio e você já é a encarnação de algum ser maligno.

Bem-vindo, Jean, bem-vindo ao tipo de ação e ao clube que você também costuma colocar todos que discordam de você.

domingo, 23 de novembro de 2014

Dois exemplos práticos do que convencionou-se chamar "marxismo cultural"

Por André,


Muito se discute sobre o que seria o tal "marxismo cultural". Seria pura e simplesmente marxismo? Delírio neoconservador? Conceito imaginário? Teoria da conspiração (a Wikipedia definia assim em seu artigo sobre o tema)?

Pois bem, já me posicionei sobre o assunto e disse que, do meu ponto de vista, o fenômeno que chamamos de marxismo cultural é mais importante que o nome que recai sobre ele. O próprio Olavo de Carvalho já disse que a expressão conceitual é uma nomenclatura conveniente que representa certo conjunto de ideias, mas talvez o termo não seja exatamente o melhor que se pode conceber (amigos já me falaram em "contracultura" ou até mesmo manter a própria expressão "teoria crítica").

Os "adeptos" do marxismo cultural certamente são herdeiros de Marx, admitam isso ou não, muito embora seja fato que há pouco eco do conceito da obra do próprio Marx. Marx via na cultura um elemento de prova das suas teorias (que predomine certa cultura sobre aquela é sinal que a ideologia predominante é a ideologia da classe exploradora etc) e não um campo de ação revolucionária.

A ideia que a cultura não apenas é campo de ação revolucionária, mas é o PRINCIPAL campo de ação remonta a Antonio Gramsci (1891-1937), para quem as ideias do partido só serão alçadas à condição de imperativo categórico depois de sitiadas com intelectuais comunistas escolas, igrejas, universidades, instituições, jornais, editoras etc. Após esse primeiro quadro teórico, temos posteriormente a Escola de Frankfurt, que percebeu a pobreza do reducionismo econômico do marxismo tradicional. A discussão marxista abandonou a retórica sindicalista inflamada e o debate sobre exploração do trabalho, mais-valia etc (discussão econômica) para adentrar o terreno da cultura, juntando as ferramentas oferecidas tanto por Marx como por Freud. Podemos, ainda, ver essas ideias culminando no que hoje chamamos de "french theory" e outros referenciais ideológicos admitidos por feministas radicais, militância racialista (com esses grupos se torna ainda mais evidente que o debate abandonou o terreno da economia e se estendeu para o elástido e indefinível terreno da cultura - o ódio de grupos racialistas e feministas não se volta contra o "patrão explorador", mas contra a cultura "patriarcal" ou "racista" que aí está, isto é, a cultura ocidental) etc.

Isso posto, vejamos dois exemplos práticos, cotidianos e nitidamente pautados naquilo que podemos chamar de "marxismo cultural". Primeiro, vejamos o depoimento do médico psiquiatra dr. Valentim Gentil Filho, relatando sua experiência com a ideia de que pessoas com problemas psiquiátricos são "vítimas da sociedade" e que seu encarceramento só pode ser justificado em algum tipo de preconceito calcado na divisão entre "gente sã" e "gente louca", "gente racional e gente irracional", uma clara reprodução - fora do contexto econômico - da dicotomia "explorador versus explorado":



A ideia que problemas psiquiátricos não representam qualquer problema concreto que justifique o encarceramento, a bandeira pela abolição de manicômios etc remonta às reformas citadas pelo dr. Valentim, em muito pautadas nas ideias de Michel Foucault. A discussão é pura e simplesmente uma extensão da noção de "conflito de classe" para o terreno da psiquiatria. A sociedade burguesa ocidental não consegue/quer lidar com problemas psiquiátricos, então encarcera seus malucos em manicômios para evitar o problema (que só pode ser resolvido com uma vasta revolução na cultura ocidental tal como conhecemos).

O que é isso se não a transposição do marxismo para um terreno distinto da economia? Se chamamos ou não isso de marxismo cultural é mero detalhe, o que importa é documentar o fenômeno e mostrar suas bases intelectuais.

O "louco" digno de internação no manicômio é apenas um "oprimido" e as bases que justificam sua opressão é a cultura vigente. A solução para o fim dessa opressão é prima e necessariamente uma revolução que subverta as bases dessa cultura. A discussão foge e muito do terreno psiquiátrico e passa a ser exclusivamente ideológica.

Como exemplifica Roger Scruton, em seu "Thinkers of the New Left" de 1993:

Em História da Loucura (1961), Foucault dá o primeiro vislumbre desta tese. Ele toma o confinamento de loucos em sua origem no século XVII, associando esse confinamento com a ética do trabalho e com a ascensão das classes médias. O idealismo de Foucault - sua impaciência com explicações que são meramente causais - leva-o constantemente a engrossar sua trama. Assim, ele diz, não que a reorganização econômica da sociedade urbana trouxe o confinamento, mas que "foi em uma certa experiência de trabalho que a demanda indissolúvel por confinamento moral e econômica foi formulada". Mas isto poderia ser visto amplamente como um embelezamento das categorias da explicação histórica que derivam, em última instância, de Marx" (SCRUTON, 2014, p. 61). 

O segundo exemplo é fornecido por Theodore Dalrymple em seu excelente A Vida na Sarjeta (É Realizações, 2014). Trata-se do ataque dirigido ao inglês culto e exaltação do inglês periférico e recheado de gírias:

"A BBC, que até poucos anos insistia, com muito poucas exceções, na "received pronunciation" de seus locutores, agora está correndo para assegurar que a fala enviada pelas ondas de rádio seja demograficamente representativa. A ideologia política por trás da decisão dessa mudança é clara e simples, um remanescente do marxismo: as classes altas e médias são más; o que era tradicionalmente considerado alta cultura não é nada mais senão algo usado para esconder o jugo das classes média e alta sobre a classe trabalhadora; a classe trabalhadora é a única cuja dicção, cultura, modos e gostos são verdadeiros e autênticos, pois são valorados por si mesmos e não como um meio de manter a hierarquia social. A utopia comunista pode estar morta na Rússia, mas é modelo na BBC - exclusivamente entre as pessoas de classe alta e de classe média, é claro" (DALRYMPLE, 2014, p. 104).

A classe opressora não é mais a detentora dos meios de produção, é aquela que se serve da received pronunciation. Quem fala corretamente é opressor e oprime quem fala errado. A regra deve ser a dos oprimidos e não a dos opressores. O ataque é à alta cultura, não à burguesia endinheirada.

Dessa maneira, o marxismo - cultural  ou como quer chamemos o fenômeno - é um pensamento que forma um tipo de ácido universal que pretende corroer todas as bases da civilização ocidental. Seus tentáculos são claros e visíveis, exorto para que não percamos tempo discutindo como chamamos o fenômeno, mas sim que analisemos e combatamos o mesmo.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Prof. Carlos Moore, exilado cubano, é vítima da esquerda em seminário na UERJ

Por André,

Professor Carlos Moore

refutei exaustivamente aqui o mito da esquerda como defensora dos negros, pobres, gays ou mulheres (mesmo quando, em raros casos, há boas intenções, os métodos da esquerda nunca se convertem em benefício para as ditas minorias). Já tivemos inúmeros exemplos: Joaquim Barbosa, Clodovil Hernandes, mas talvez nenhum seja tão emblemático quanto o do professor Carlos Moore.

Prof. Dr. Carlos Moore Wedderburn é cubano, cientista político e doutor em etnologia. Vive no Brasil há mais de 15 anos, exilado do regime comunista de Fidel Castro.

Escreveu o livro "Marxismo e a Questão Racial", no qual desmascara o regime da ilha castrista e seu racismo atroz.

Carlos Moore é uma referência internacional no debate sobre o racismo na história. Exilado no Brasil há mais de 15 anos, o intelectual possui um papel de destaque na divulgação das ideias panafricanistas e da emancipação negra. Porém, no último dia 14 de outubro de 2014, o pesquisador foi verbalmente agredido ao participar de um evento na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) quando discutia o racismo presente na obra de Marx e Engles, que é objetivo de um livro de sua autoria, O Marxismo e a Questão Racial. Na oportunidade, defensores do marxismo, incluindo um candidato a presidente pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) teriam desqualificado o autor, que conviveu com grandes líderes negros, a exemplo de Malcolm X, Cheik Anta Diop e Aimé Césaire e é um dos mais destacados pesquisadores da relações raciais no mundo. Em uma entrevista exclusiva ao CORREIO NAGÔ, Carlos Moore fala sobre a agressão que teria sofrido no evento e sobre suas ideias e pesquisas em relação ao tema.

O uso instrumental de minorias para fins políticos fica mais uma vez evidenciado e provado. Qualquer um que o negue será desonesto ou incrivelmente ignorante.

Moore comenta a agressão que sofreu na entrevista abaixo. A pressão psicológica e por mentiras contra Moore não é nova: está numa lista elaborada pelo regime cubano como "agente da CIA". Porf. Carlos não tem papas na língua ao afirmar que os regimes comunistas/marxistas são capazes de realizar apenas três coisas sistematicamente: caluniar, mentir e executar.

Confira a entrevista abaixo:




quinta-feira, 19 de junho de 2014

As vaias a Dilma, considerações finais

Por André,

"Quem vaiou a Dilma era a elite branca, burguesa e direitista". São duas as conquistas do PT: tirar os pobres da miséria e retirá-los dos estádios.

[Conclusões óbvias e inescapáveis que qualquer mentecapto pode obter sob o manto da lógica ginasial elementar básica]

Isso indica que na mentalidade petista:

1- Pobre tem mesmo é que bajular, nada disso de ter opinião; lugar de pobre é fora do estádio e aplaudindo tudo o que o PT mandar; pobre não pensa, pobre só serve para vomitar o discurso que o governo espera que você carregue; pobre é massa de manobra mesmo; se for necessário acusar os ricos de tudo, como os antigos comunistas faziam (mesmo o PT sendo a elite da elite da elite brasileira), o farão sem escrúpulos; rico não merece nada além de cuspes pelo simples fato de seres ricos.

2- Quem não gosta da Dilma é branco, quem não gosta da Dilma é de direita, quem não gosta da Dilma é rico (metade do eleitorado brasileiro, portanto, que a apóia e que votou nela, é rico, mas não se discute essa contradição.) Aliás, metade dos eleitores do PT devem se encaixar na categoria "branco, 'não gosta da Dilma' e rico". Ninguém do PT é branco e os fatos não contradizem o discurso; "cor de pele" é subjetivo e depende de muitos institutos de pesquisa e de uma elite intelectual iluminada para nos dizer qual cor estamos vendo.

3- Quando um petista é xingado, ele xinga de volta gritando: "seu branco", "você é da elite" ou "seu burguês". Ser branco é xingamento, e é equivalente a "vai tomar no cu". Cor de pele pode ser usada como forma de detração e rebaixamento, como se fosse algum problema genético, doença mental, sinal de demérito ou falta de ética, algo do qual você deveria se envergonhar. Dircurso racial, hoje, é sinal de inteligência. Pelo menos para petistas.

4- Negros não têm capacidade de enriquecer, são os eternos pobres: os homens das cavernas, por exemplo, eram todos negros, e se tornaram brancos à medida em que enriqueciam. Ganhar dinheiro é coisa de branco, não ganhar é coisa de negro. Negros são tão burros e idiotas que só poderão enriquecer se o PT (ou "medidas sociais de redistribuição de riqueza") der dinheiro a eles: quem gera dinheiro, quem produz riqueza são os brancos; negros só merecem nossa piedade e nossa esmola, não são capazes de produzir nada sozinhos. Ah, mas petistas não são racistas, racista são os outros que acusam o discurso racista de ser... racista.

5- Ter dinheiro = xingar muito (no twitter, no estádio etc.). Pesquisas indicam uma relação direta entre ser culto e saber onde fica o próprio ânus. Quem tem dinheiro xinga, quem não tem não xinga. Dinheiro não está associado a poder de compra, e sim a poder de xingo. Riqueza está associada a uso de palavras altamente complexas como "Dilma", "vai", "tomar", "no", "cu", palavras que não saberíamos o significado sem um dicionário de R$30,000 e um doutorado na Europa, algo que só um rico pode comprar.

6- Como todo e qualquer brasileiro sabe o que "cu" significa, podemos deduzir que o PT é o melhor partido do mundo, pois erradicou o analfabetismo no Brasil.

7- Pobre não vai a estádio, e o PT não construiu estádios para os pobres. Em estádio só tem "coxinha branco elitista do PSDB", de onde se conclui que os estádios foram feitos para o partido da oposição, mas principalmente para branquelos. O PT prefere servir aos brancos, mas quer voto de todas as cores. Por que o PT faz isso é um mistério ao próprio PT.

8- Cor de pele determina salário, mesmo em uma multidão colorida. Um grupo heterogêneoserá tomado pelo resultado da união das cores de seus elementos. Se um branquelo e um negão xingaram a Dilma, o negão não é gente, então criticaremos apenas os brancos. Quando um negro e um branco xingam a Dilma, diremos que "foi um mulato" e que "esse mulato era rico, pois era um mulato claro". Cor de pele determina pensamento político ("fascista"), renda ("elite"), preferência política ("PSDB"), nacionalidade ("Croata") e caráter (""). Aliás, cor de pele determina tudo, MENOS A PORRA da cor da pele. Não interessa o que você vê, interessa o que o PT diz que você deve ver.

8.1- Veja abaixo a tabela de quanto você ganha mediante a cor da sua pele:

a) branco, muito branco: ganha muito
b) não tão branco: apenas ganha
c) mulato claro: ganha má o meno
d) mulato escuro: talvez nem ganha
e) negro: não ganha, mas também não xinga

Daqui concluímos que se o Brasil está se tornamdo mais mestiço, está se tornando menos desigual. Uma boa medida política é branquear a população a fim de se acabar com a miséria;

8.2- Veja também a tabela de ideologia política por uso de palavrões e a sua classificação de acordo com o padrão PT de qualidade:

a) "Dilma, vai tomar no cu": nazista, estuprador, fascista, elite branca, leitora de Veja (do melhor para o pior), é contra o Brasil e anti-povo
b) "Dilma escrota": fascista, lixo humano, assiste a Globo e curte novela
c) "Dilma burra": proto-fascista, elite burguesa, Folha mente mídia golpista, não leio Veja
d) "Dilma, quem é Dilma?": gente boa, feliz, brasileiro é um povo bão, honesto, trabalhador
e) "Dilma é mara, é grande, é minha ídala, é linda, é mulher e tem ótimo português": cumpanheiro, gente boa, vota na gente, assim o Brasil vai pra frente, progressista

9- Nossos jornalistas "críticos, não manipulados e independentes" preferem te julgar pela cor da sua pele, mas quem discordar é racista. Quem discordar é fascista. Quem discordar é do PSDB. Quem discordar é da elite financeira mundial. Logo, se você discordar, você é rico. Assim, para acabar com a miséria, basta uma leve discórdia. Nossos jornalistas não são "críticos" (que merda significa, hoje, essa palavra, senão idéias prontas e ser, portanto, burro?), pois repetem discurso doente mental, ideológico, típico de analfabetos. Não lidam com a realidade, mas com sua necessidade de bajulação e lambeção anal de políticos que eles apóiam. Não são indepentendes, pois dependem de três coisas: do discurso oficial do Partido, da burrice de seus leitores e de muita verba estatal (seu dinheiro, otário, mediante impostos).

10- Foda-se qualquer problema ligado à Copa, os protestos na rua, os crimes em escala alucinante e o nível endêmico de violência no Brasil, foda-se, principalmente, que pessoas morrem e que o governo não faz nada para impedir isso (pelo contrário, fomenta o crime), o que importa é que "minha nossa, tem uma parte do estádio com pessoas brancas, de onde elas vieram, veja daqui a pouco no Fantástico, pessoas brancas: elas existem? Estão entre nós? O que elas pensam? O que elas comem? O que elas xingam? Elas gostam da Dilma?".

11- Nosso jornalismo "crítico, muito crítico mesmo, tão crítico que a minha mãmae disse, nossa, filho, como você é crítico" não passou do nível CARAS de crítica social e merece mesmo o prêmio 'bunda mole lambe cu de político'. Esse jornalismo merece tomar no cu.

12- Dilma e Lula, pessoas BRANCAS, com muito PODER e absolutamente RICAS, se sentem marginalizados quando são mandados tomar no cu. São pessoas frágeis, de egos grandes (cus não sei) e psicologicamente problemáticos, que precisam ser idolatradas e bajuladas diariamente e se comportam como crianças mimadas: esse é o nível ético e a condição psicológica de quem é eleito e se acha capacitado para nos dar lição de moral. Se preocupam antes com um xingamento do que as pendências do país, ou seja, antes com aparências do que com questões concretas. No entanto, foram xingados justamente por isso: as aparências não colaram e os problemas concretos se avolumaram (mas a culpa é do FHC, pois ele é branco).

13- Futebol é espetáculo mesmo, e para o PT é só mais um canal de propaganda política. Qualquer demonstração de humanidade (como xingar quem você não gosta) é absurda, mesmo que isso seja comum em todas as casas brasileiras, nas ruas e na internet. Quando um negro xinga a Dilma ou o Lula, esse negro é rebaixado à categoria de branco. Ser branco é ruim (mas isso não é racismo). Ele não tem o direito de ser negro enquanto não ficar de quatro para o PT. O PT e seus apoiadores retiraram o seu direito de ser negro. E nem branco você pode ser: isso é pior que ser ladrão.

14- Em todos os jogos do Corinthians em que o juiz foi xingado, quem xingou era rico, pois pobre não tem "cu" no vocabulário. Sim, petistas pensam que "cu" é uma palavra nobre, culta e erudita, de difícil acesso aos mais pobres (e negros, e desqualificados), que são burros o suficiente para não possuir tal vocábulo. Quem fala "cu" é claramente alfabetizado. Se falar "cu" e "vagina" é porque tem mestrado. "Cu", "vagina" e "porra": doutorado e nobel da paz. "Cu", "vagina", "porra" e "caralho": gigante da literatura brasileira. Como todas crianças e jovens saem das escolas apenas sabendo isso, percebe-se que a educação petista é um sucesso.

15- Pobre não tem direito de xingar. Aliás, quem xinga muda de classe social na hora (tipo promoção da Casas Bahia: xingue agora e ganhe um televisor grátis), e passa a receber mais no exato instante. Assim, está aí um ótimo motivo para xingar a Dilma.

CONCLUSÕES:


Petistas em geral vivem em um mundo à parte, onde a realidade não importa, não vale e não significa. O que importa é o véu ideológico que, se afirmando infinitamente, molde a realidade (pelo menos em suas cabeças ocas), o que importa é a vontade do partido (foda-se o país, a imagem da Dilma vai mal). Quando você diz que dirigentes do PT ameaçaram de morte pessoas pobres, o petista responde: "Ele tirou X% de pessoas da miséria, lálálá!". Ele não responde com a realidade, e sim com um fato que visa encobrir o fato que você apresentou. É um jogo de crianças, de pessoas politicamente imaturas, 'crentes políticos'. Se você menciona o aumento da dívida interna do Brasil, o petista responde que "A classe média tem poder de compra, quem reclama é rico!". Ele não responde ao que foi dito, pois acredita que a todo ponto negativo deva ser acrescido um positivo a fim de ganhar um jogo (o jogo eleitoral). Existe um tabuleiro na cabeça dele e toda vez que a Veja critica o governo ele precisa: 1) ignorar a crítica; 2) elogiar o governo; 3) repetir "a Veja mente"; 4) cantar vitória. Ele quer fazer política e discussão "crítica, muito crítica" na base da pontuação, do "passa ou repassa", do "agora é a sua vez, Roberto, de chutar uma letra", do empate técnico e do juíz apitando o fim do jogo (sendo ele o juíz eterno, é claro). Se você diz que o PT esteve envolvido em um caso de corrupção, ele não averigua se é verdade, mas responde: "É da Veja, a Veja mente, então é mentira, e você lê Veja, então é mentiroso". Suas conclusões são todas baseadas em certezas típicas de fanáticos religiosos, não em análise criteriosa dos acontecimentos, números, metodologias, lógica etc.. Por isso é uma ideologia. Senão seria ciência. No fundo, não existe grande diferença entre um petista e quem o PT odeia. A diferença fundamental entre um pastor homofóbico e um petista é que o petista não é pastor. Bom, pelo menos não na mesma religião. Mas se for necessário ser homofóbico para ganhar votos, defender racismo, elitismo, preconceitos mil e demais teses psicopatas que já deveriam estar enterradas (como o socialismo escancarrado em sua 14ª resolução e demais), ele irá defender e receber aplausos. Um pastor maluco é maluco dentro de sua igreja, um petista é maluco dentro e fora dela. Um pastor maluco não admite que pessoas diferentes entrem em sua paróquia. Um petista não admite que pessoas pensem diferente. O caso é grave. E o fato de haver tantos petistas no país atesta o fato mais óbvio cotidiano: a inteligência nacional morreu.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Branco é amarrado a poste e Sininho já foi presa por racismo. E agora, esquerda iluminada?

Por André,

Quando, a contragosto, analisei os rolezinhos, disse que muito me parecia que a esquerda estava desesperada. Saiu defendendo algo que ninguém sabia direito qual era o propósito, foi destilando marxismo rastaquera e depois, muitos até se retrataram, pois ficou nítido que era apenas bagunça juvenil em larga escala, sem qualquer fundo revolucionário (quando não, até o oposto).

Bastou um ladrãozinho e agressor ser preso a um poste, num claro sinal de insatisfação e reação das pessoas diante das políticas de violência para que a esquerda viesse com sua narrativa mitológica, enfatizando que o o bandido era negro. Será mesmo que alguém que acha compreensível (e não louvável ou recomendável) que ele tenha sido amarrado ao poste, pensaria diferente se fosse um branco com as exatas mesmas atitudes criminosas? Apenas na esquerdolândia.

Pois bem, exatamente o mesmo ocorreu, agora em Santa Catarina, com um jovem branco. Por que nenhuma manchete enfatizou a cor da pele do rapaz? Ninguém percebe que, quando do caso anterior, o fato do menino ser negro foi majoritariamente mostrado, isso claramente era um típico estratagema ideológico, daqueles que a esquerda adora ver em todo canto (tipo propaganda tucana em cada comercial da Globo)? É autoevidente que os mesmos que apenas viram como algo compreensível o primeiro fato, assim viram o segundo, independente da etnia dos ladrõezinhos.

A complacência da esquerda com o racismo seletivo (militantes de esquerda podem ser racistas a vontade, âncoras de não-esquerda não podem opinar livremente, gente branca agredida é crime comum, gente negra agredida é retorno à senzala et cetera) não para. Sininho, a nova heroína manifesteira e Black Bloc juramentada, já foi presa por chamar um policial militar de macaco. Cadê o mesmo linchamento moral perpetrado contra Rachel Sheherazade? Que a esquerda acha toda violência revolucionária justificável já sabemos, são as mortes do bem, mas até racismo tá valendo na hora de criar o mundo melhor? 

Tão ruim quanto as senzalas onde os negros viviam em sombrios períodos da história são as senzalas ideológicas promovidas pela esquerda com negros e as demais minorias.


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O problema da definição. Como a política de cotas pode colapsar

Por André,

O dia da "consciência" (aposto uma bagatela que o pessoal que arrota essa palavra a torto e a direito por esses dias não sabe uma linha sequer sobre o que é a consciência, conhecendo apenas seu significado mais pobre e ideológico) negra. Também circulou por esses dias na internet um vídeo de um sujeitinho muito tosco (custei a acreditar que a história do vídeo era real) chamado Craig Cobb e tido como "supremacista branco", onde o mesmo está num programa de TV e após ser submetido a um teste de DNA, o sujeito descobre que tem uma porcentagem razoável de ascendência africana:


A despeito da imensa estupidez do indivíduo, pensemos na seguinte conclusão, perfeitamente legítima e razoável: na medida em que este tem em torno de 20% de ascendência africana, pode ser considerado um "afrodescendente", certo? O depoimento genético é ainda mais firme que uma mera impressão visual ou uma declaração subjetiva.

Richard Dawkins em seu The Ancestor's Tale afirma uma obviedade: para um visitante alienígena não há diferença étnica visível entre Colin Powell ("afrodescendente") e George Bush ("caucasiano").
Enquanto asseguradamente afrodescendente, Craig Cobb poderia se beneficiar das políticas sociais e de ações afirmativas para negros?

Se não, qual seria a justificativa OBJETIVA para tanto? É afrodescendente e isso é um fato objetivamente atestado.

Se sim, por que simplesmente TODOS não podem se declarar afrodescendentes e se beneficiar das ações afirmativas? O percentual da população com 0,0% de ascendência africana deve ser mínimo; no Brasil talvez nulo (a composição étnica oferecida pela wikipédia indica 50,7% de negros e pardos, ou seja, afrodescendentes. Considerando as origens brasileiras e o caso Cobb, certamente a metade dos 47% de brancos "restantes" poderiam se declarar afrodescendentes de forma legítima).

E na verdade a coisa é ainda pior: se tudo é uma questão de se DECLARAR afrodescendente, sob quais bases (objetivas) seria rejeitada uma declaração em massa de afrodescendência? Qual a definição objetiva de "afrodescendência"? Colin Powell se encaixa nela? Obama? Os mulatos?

Como acredito que todas essas políticas são criadas com o exato propósito de falhar, pois seus proponentes são especialistas numa velha estratégia política: criar um caos e uma desordem tal que só o aumento de poder na mão deles próprios será capaz de sanar o problema, após anos de suas políticas, os problemas se mantém, só que muito mais graves que antes - as soluções são: mais Estado e o poder nas mãos dos "gênios" recém saídos dos departamentos de Humanas. Como afirma Thomas Sowell, exceto para exceções que confirmam a regra, um sujeito que recebe uma péssima educação a vida inteira, invariavelmente fracassará numa universidade de elite.

Um dos tentáculos dessa estratégia malévola é justamente esse: relativizar o direito o máximo possível. Ao fazer isso, o corredor para a corrupção se abre. Favores, indicações e coisas do tipo. Se o texto das leis for dúbio, a decisão passa exclusivamente para a mão dos juízes, que podem ser cooptados. É o caos instaurado.

Ver o implante de uma política evidentemente fadada ao fracasso separado de um quadro estratégico maior vai além da própria burrice: tanto de proponentes quanto de militantes.

Para quem quiser sair do senso comum universitário brasileiro sobre o tema, nunca é demais recomendar:

Thomas Sowell, que fez um estudo ÉPICO sobre o tema "ação afirmativa" ao redor do mundo:


E também Walter Williams, outro perito americano na matéria:





ADENDO DE 16/06/15:

Estourou na mídia americana o curioso caso de Rachel Dolezal, uma professora e militante do movimento negro que até então era considerada ela própria uma negra, mas que os pais resolveram revelar o verdadeiro genótipo da mulher. Segue a foto do antes e depois de Dolezal:



De certa forma meu texto inicial dessa postagem alertava que esse tipo de histeria se instalaria muito em breve. Na medida em que SENTIMENTOS passaram a ser o critério absoluto para questões como gênero e raça, o que impede qualquer um de se declarar membro da raça/gênero que bem desejar? Uma gorda parcela de cientistas sociais fez crescer essa bobajada pseudocientífica, o que se somou a uma longa marcha militante, particularmente da beatiful people - e também saída dos escritórios de "cientistas" sociais, para convencer a sociedade que no fundo no fundo todos nós somos racistas e preconceituosos e que devemos respeitar todo e qualquer sentimento das ditas minorias, inclusive sentimentos que firam a lógica, a razão, a física e a biologia.

No Brasil a discussão sobre cotas em universidades já está ultrapassada, as discussões hoje circulam muito mais em torno da hipótese da existência de cotas para praticamente todo e qualquer cargo público, o que implica a criação de um possível caos jurídico sem precedente. Se a exigência é por auto-declaração de pertencimento à raça X ou Y, quem vai contraprovar a auto-declaração (o que já destrói a própria noção de auto-declaração, se o critério for esse, cada um é livre para se autodeclarar o que bem entender) e como?

Conforme venho dizendo, pra mim isso é só a ponta do iceberg. Caso as coisas eventualmente melhorem (algo que não apostaria muitas fichas), ainda vão piorar bastante. Os casos dos chamados "justiçamentos sociais" estão apenas começando a emergir do mundo universitário para a realidade cotidiana. Como disse G.K. Chesterton, chegará um dia em que precisaremos provar às pessoas que a grama é verde. Esse dia chegou.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Diario do Centro do Mundo e Paulo Nogueira. Gentili, por supostas piadas racistas, deveria ser preso, a esquerda ganha patrocínio do Banco do Brasil

Por André,

Já tratei cansativa e exaustivamente do fenômeno do racismo perpetrado pela esquerda. O que abordei no caso Paulo Henrique Amorim é suficiente. Quero aqui fazer apenas alguns registros.

Acho que aqui vale citar a obra de arte de Nogueira (meus alunos de ensino médio escrevem textos mais claros e coesos que esse de Nogueira) por completo (vai que ele decide tirá-la do ar...):

Não é um assunto fácil de tratar.

Mas, ao mesmo tempo, não posso deixar de enfrentá-lo.
Começo, então, com uma digressão.

Uma das coisas notáveis que o ativista negro Malcom X fez pelo seu povo foi, em suas pregações, elevar-lhe a auto-estima.

Malcom X, com seu poder retórico extraordinário, dizia aos que o ouviam que deviam se orgulhar de sua aparência.

Os lábios grossos de vocês são lindos, bem como o cabelo crespo, bem como as narinas dilatadas – bem como, sobretudo, a cor de sua pele.

Os negros americanos tinham sido habituados a se envergonhar de sua aparência, e a buscar tudo que fosse possível para aproximá-la da dos brancos.

O próprio Malcom X, na juventude, alisou os cabelos.

Não foi por vaidade que um dos seguidores de Malcom X, Muhammad Ali, dizia que era o homem mais bonito do mundo. Ali estava na verdade dizendo aos negros que eles eram bonitos.

Ali casou algumas vezes, sempre com negras. Era mais uma maneira de sublinhar a beleza dos negros. Se Ali, no apogeu, tivesse casado com uma loira a mensagem não poderia ser pior.

Pelé, no Brasil, teve uma atitude bem diferente – e não apenas ele. Era como se na ascensão dos negros no Brasil estivesse incluída a mulher branca.

Falta de consciência? Alienação? Deslumbramento? Compensação? Alpinismo social? A resposta a esse fenômeno é, provavelmente, uma mistura de todos estes fatores.

Pelé casou com uma branca, Rose, há meio século. Depois, passou para uma Xuxa adolescente. É uma bênção para as negras brasileiras que seu orgulho nunca tenha estado na dependência de estímulos de celebridades como Pelé.

Quanto mudou o cenário nestes cinquenta anos fica claro quando se olha a fotografia da namorada de Joaquim Barbosa.

Não mudou nada.

Quando, algum tempo atrás, falaram que JB fora fotografado em Trancoso numa pizzaria com uma namorada, imediatamente pensei:  branca e com idade para ser sua filha.

Ao ver a foto, ali estava ela, exatamente como eu antecipara para mim mesmo.
Não sou tão inteligente assim. Mas observo as coisas.

Seria esperar demais que JB, por tudo que já mostrou, agisse diferentemente. Que estivesse mais para Ali do que para Pelé.

Os traços de personalidade já estavam claros. Numa entrevista à Veja, ele se gabou dos ternos de marca estrangeira que estão em seu guarda-roupa. Não é uma coisa pequena senão por ser grande na definição de caráter.

A partir desse tipo de coisa, você pode montar os dados básicos do perfil  da pessoa. Ou alguém imagina, para ficar num personagem dos nossos dias, um Pepe Mujica falando de grifes a repórteres?
De Pelé a JB, o Brasil sob certos aspectos marchou para o mesmo, mesmíssimo lugar.

Racismo não faltou, neste tempo todo. Faltou foi gente do calibre de Malcom X e de Muhammad Ali.

Pois é, pessoal, a esquerda é assim. Segundo eles próprios, sem a existência deles, negros ainda seria escravos por aí. Eles esquecem que foram os quarks, brancos e cristãos ocidentais, que colaboraram calorosamente para a abolição da escravidão. Que foi Lincoln, branco e conservador americano, que lutou com unhas e dentes pela libertação dos negros na América. Que foi um liberal-conservador brasileiro, Joaquim Nabuco, a dar força intelectual para o abolicionismo em terras nacionais. A contagem de fatos é interminável.

Esse pessoal fez tudo isso para que esquerdistas como Paulo Nogueira escrevam textos assim. Uma paupérrima análise socio-psicológica do negro brasileiro. Esses tais negros casando-se com loiras? Oras, tal comportamento só pode ser explicado por "Falta de consciência? Alienação? Deslumbramento? Compensação? Alpinismo social?". A mera hipótese de um negro ser livre (sim, a psicologia social de Nogueira é determinista, se for preto tem que "pensar que nem preto") e optar casar-se com uma branca por mera atração sexual ou amor sincero não existe no mundo habitado por Paulo. Lá, negros só se casam com negras.

Cansei de dizer que toda essa defesa dos negros perpetrada pela esquerda é defesa apenas até que as minorias instrumentalizadas (negros, gays etc) submetam-se à cartilha esquerdista. Um passo fora pode ser fatal (Joaquim Barbosa que o diga), o negro vira "negro de alma branca" (já me disseram que Pelé era um negro-branco). Onde já se viu um NEGRO como Joaquim Barbosa ter ternos importados em seu guarda-roupa? Isso é um absurdo! Negro só de sandália havaiana, bermuda e camiseta regata. Nada mais. Bom gosto e roupas caras apenas para brancos de classe média casados com brancas como o senhor Paulo Nogueira.

Essas são as pessoas que vociferam pela prisão de Danilo Gentili. Que desejam ver Bolsonaro fora do congresso. Que tem chiliques múltiplos quando o dia da consciência negra é criticado.

Tudo isso, meus caros, com a grana do Banco do Brasil:


I rest my case.

domingo, 17 de novembro de 2013

Racismo petista contra Joaquim Barbosa chega em seu episódio IV

Por André,

Já virou saga, já virou novela. A espuma raivosa da esquerda com negros que não coadunam da sua agenda (ainda Joca esteja longe de ser um conservador ou sequer "de direita") não para de sair da boca dos petistas. Após episódios I, II e III, tivemos o IV (sem falar no ataque racista de Paulo Henrique Amorim contra Heraldo Pereira).

Eu mesmo disse que exposições públicas do racismo petista ocorreriam novamente, devido a condenação de 12 mensaleiros. Dito e feito:








O naipe das pessoas que acusam a direita de "racista" e "fascista".