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quarta-feira, 9 de setembro de 2020
quinta-feira, 20 de agosto de 2020
Série "História da verdade: o problema do relativismo"
Por André,
Episódio 1, contextualizando o problema:
Episódio 1, contextualizando o problema:
Episódio 2, Sócrates e Platão contra o relativismo:
Episódio 3, Platão contra o relativismo:
Episódio 4, Santo Agostinho contra o relativismo - parte 1:
Episódio 5, Santo Agostinho contra o relativismo - parte 2:
quarta-feira, 15 de julho de 2020
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
Duas observações sobre "cultura"
Por André,
A primeira, por Carlos Kramer, em seu perfil no Facebook:
A primeira, por Carlos Kramer, em seu perfil no Facebook:
"Funk é cultura". Sim, funk é cultura no mesmo sentido em que jihadistas decapitando infiéis é cultura. No sentido amplo, cultura é qualquer merda resultante das relações humanas. Esquartejar criancinhas vivas e assar no forno pode perfeitamente ser uma cultura. Supremacismos raciais são culturas também. Um antropólogo pode - e em certo sentido até deve - se interessar por qualquer manifestação cultural, tanto quanto um historiador pode se voltar para qualquer época com olhar de historiador. Ambos, historiador e antropólogo, evitam o juízo de valor sobre seus temas de estudo por razões metodológicas (vide o excelente texto do Flavio Gordon publicado nos comentários). Mas isso não quer dizer que um juízo de valor não possa ou não deva ser feito.
É aí que mora a pegadinha. Normalmente, quem diz que funk é cultura está partindo do sentido lato que a antropologia cultural dá ao termo "cultura" para levar o interlocutor a acreditar que funk é cultura stricto sensu, no sentido daquilo que as sociedades cultivam com propósitos construtivos ou elevados. Mas, nesse sentido, o funk é justamente o oposto de uma cultura. O resultado do funk é pura e simples desestruturação social. Apologia do tráfico, apologia do estupro, objetificação das mulheres (e das meninas), incentivo ao ódio, isso é o que você vai ouvir se tiver 30 minutos de contato com o funk que se faz hoje. Infelizmente, eu sou obrigado a ouvir quando as casas de festa aqui do bairro colocam essas porcarias para tocar.
É um jogo de palavras para desarmar a resposta de algum desavisado. O sujeito diz "isso é cultura" na esperança de que você entenda cultura no sentido de civilização e traduza internamente para "isso é algo bom". Mas, se você responde que "isso é uma merda", a tréplica vem na forma de uma definição antropológica de cultura.
A segunda por Flavio Gordon, antropólogo, também em seu perfil no Facebook:
Qualquer antropólogo que reivindique a autoridade científica de sua disciplina para negar categoricamente a existência de diferenças de valor entre culturas (ou elementos de uma mesma cultura) está sendo desonesto. Desconsiderar diferenças de valor entre culturas é um imperativo METODOLÓGICO da antropologia. Logo, não se pode deduzir dele a conclusão ONTOLÓGICA sobre a existência ou inexistência daquelas diferenças.
O antropólogo, qua antropólogo, não pode estar interessado, no decorrer de suas investigações, em saber se um certo fenômeno cultural é melhor ou pior, mais bonito ou mais feio, mais justo ou injusto que outro. Ele adota de partida uma restrição metodológica, uma suspensão momentânea do juízo de valor. Logo, se ele não investiga diferenças de valor entre culturas - pois que essa investigação arriscaria a própria condição de possibilidade de sua ciência -, ele não pode afirmá-las ou negá-las. Fazê-lo seria tão ridículo quanto, em uma análise da situação do Brasil, abster-se de investigar os fatores econômicos para, em seguida, concluir que estes não exercem qualquer influência sobre aquela: “Olha, eu não vou tratar dos fatores econômicos. LOGO, eles não existem”.
E, no entanto, o que mais há por aí são antropólogos dizendo que a antropologia “provou” a inexistência de diferenças de valor entre culturas ou a impossibilidade de se estabelecer uma hierarquia valorativa entre o último funk da Anita e o Réquiem de Mozart. E pior: não satisfeitos em confundir uma questão de método com a realidade das coisas, há antropólogos que deduzem da precaução metodológica particular à sua disciplina a impossibilidade universal de se investigar diferenças de valor entre culturas, destarte interditando por decreto áreas inteiras de conhecimento, tais como a filosofia moral e a estética.
Deslumbrado com a sua própria província, o sujeito deixa de ser Homo sapiens e reduz-se à condição de Homo anthropologus, variedade particular daquilo que Ortega y Gasset chamou de “novo bárbaro” - o idiota moral e estético que só olha o mundo a partir de sua especialidade acadêmica e que, também a partir dela, emite os mais altissonantes decretos e mandamentos universais.
Quem é que nunca topou com um desses caipiras em algum programa televisivo?
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
C. S. Lewis e o tao do universo
Por André,
C.S. Lewis enfrentou brilhantemente (e definitivamente, eu diria) o relativismo em 1943 com sua obra "A abolição do homem". Algumas das ideias expostas no livro são agradavelmente contadas nesse vídeo:
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Crátilo e o dilema do relativista
Por André,
O antigo filósofo grego Crátilo - nome que ocasionou diálogo platônico homônimo - era um ferrenho seguidor da crença heraclitiana no devir universal, tanto que levou a doutrina às suas últimas consequências lógicas. De acordo com Aristóteles: "[Crátilo] acabou por pensar que não devemos dizer nada e se limitava a apenas mover um dedo, criticou Heráclito por dizer que não é possível entrar duas vezes no mesmo rio, pois pensava que não era possível entrar nem mesmo uma vez sequer" (ARISTÓTELES, Metafísica, 1010a, trad. nossa). Crátilo acreditava, portanto, que devido a constante mudança do ser, era impossível dizer algo verdadeiro. No intervalo de tempo necessário para que as coisas sejam ditas, elas já mudaram, portanto já não são mais as mesmas e, portanto, não há correspondência entre ente e logos. As palavras falsificam a realidade pois introduzem permanência onde ela não existe. Daí o dever de nada dizer.
Platão, segundo Aristóteles, quando jovem vinculou-se à doutrina do fluxo universal e à conclusão que, devido à condição de mudança constante do mundo, nenhum conhecimento "científico" é possível (Metafísica, 987a). No diálogo homônimo, Platão atribui as ideias de Crátilo a Heráclito e aborda os problemas erigidos pela doutrina do fluxo universal à linguagem.
Não incorro aqui em qualquer anacronismo ao comparar Crátilo aos relativistas modernos, os problemas do relativismo moderno guardam pouca relação com a temática envolta na personagem de Crátilo; a intenção é apenas aludir às consequências apropriadas para certos tipos de doutrinas radicais (caso os proponentes de fato acreditam no que afirmam).
Crátilo e os relativistas compartilham a ideia de que um conhecimento objetivo sobre as coisas é impossível. O problema de Crátilo era ontológico e ele certamente não negava a existência de uma realidade, mas pelo contrário, a realidade existe só que é constante mudança. Para muitos modernos, talvez, a própria existência da realidade esta(ria) em disputa (irracionalistas, solipsistas, niilistas etc).
Contudo, os relativistas modernos, se de fato creem no que alegam crer (algo que este que vos escreve coloca em disputa) deveriam seguir os passos de Crátilo e se calar. Se a linguagem nem qualquer outra coisa guardam ou podem guardar qualquer valor de verdade objetivo, por que falar desde o princípio? O que sustenta as palavras? E se nada as sustenta, insisto, por que falar?
Um certo senso comum relativista vaga pelas vielas das discussões públicas. Outro dia mesmo me deparei com alguém que pretendia encerrar um debate na base do "ninguém está certo ou errado". Ué, se ninguém está certo, antes de mais nada, o próprio sujeito que afirma essa frase não está nem certo e tampouco errado e não há qualquer motivo concreto para levá-lo a sério. Mas se ninguém está certo ou errado ou se é impossível chegar a conclusões seguras, por que abrir a boca desde o princípio? Me parece uma atividade um tanto quanto tola agir com consciência prévia que não se chegará a lugar algum.
É claro que, penso eu, o relativismo deve ser entendido menos como uma doutrina intelectual que almeja ou já almejou alguma seriedade e mais como um embuste retórico que visa encerrar (shut down) debates a meio caminho de ser perdidos. Pretender que uma discussão se encerre sob a alegação que não existe certo e errado é equivalente à tentativa de anular uma partida de futebol perdida afirmando que "vitórias e derrotas não existem" (ou talvez que o próprio futebol não exista ou que todos são vitoriosos e é muito feio dizer que alguém perdeu).
Um certo senso comum relativista vaga pelas vielas das discussões públicas. Outro dia mesmo me deparei com alguém que pretendia encerrar um debate na base do "ninguém está certo ou errado". Ué, se ninguém está certo, antes de mais nada, o próprio sujeito que afirma essa frase não está nem certo e tampouco errado e não há qualquer motivo concreto para levá-lo a sério. Mas se ninguém está certo ou errado ou se é impossível chegar a conclusões seguras, por que abrir a boca desde o princípio? Me parece uma atividade um tanto quanto tola agir com consciência prévia que não se chegará a lugar algum.
É claro que, penso eu, o relativismo deve ser entendido menos como uma doutrina intelectual que almeja ou já almejou alguma seriedade e mais como um embuste retórico que visa encerrar (shut down) debates a meio caminho de ser perdidos. Pretender que uma discussão se encerre sob a alegação que não existe certo e errado é equivalente à tentativa de anular uma partida de futebol perdida afirmando que "vitórias e derrotas não existem" (ou talvez que o próprio futebol não exista ou que todos são vitoriosos e é muito feio dizer que alguém perdeu).
Ref. bibliográfica
ARISTÓTELES. Metafísica. Trad. Hernán Zucchi. Buenos Aires: Debolsillo, 2004.
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Reportagem sobre infanticídio indígena é pá de cal em elementos propagandísticos da ciência social
Por André,
No último domingo foi exibida no programa Fantástico uma reportagem sobre a prática do infanticídio em algumas tribos indígenas que abrigadas em território brasileiro.
Muitas questões podem ser erigidas aqui:
- como lidar com o subjetivismo ético, multiculturalismo e relativismo cultural em casos como esses? Matar bebês defeituosos, gêmeos etc é uma prática aceita e recomendável pela cultural local, dado o contexto não há problema algum.
A imoralidade do assassinato é um fato atestado por todas as culturas. Até mesmo porque nenhuma "sociedade" que aceitasse o assassinato sobreviveria por mais de duas gerações.
O relativismo moral está em moda. Ontem mesmo debati com um adepto. O sujeito, que parecia bem intencionado, fez um inventário de valores diversos e contraditórios, até me disse que segundo os esquimós é normal que os visitantes durmam com as esposas dos anfitriões e seria pouco educado não fazê-lo. Ao que repliquei que concordo que existem valores diversos e contraditórios, o que não implica que todos sejam certos ou devam ser aceitos.
Nessa era de relativismo, como condenar o infanticídio (em geral) e mais especificamente a prática tal como inserida em comunidades indígenas (o alarme do politicamente correto soa aqui)? O fato é agravado pelas leis brasileiras condenarem abertamente o infanticídio. O que fazer, existem grupos sociais e étnicos acima da lei nacional? Uma cultura que faz culto à morte deve ser tolerada?
- o mito do indígena como "bom selvagem" é refutado pela enésima evidência conhecida.
Embora largamente refutada pela pesquisa acadêmica livre de engodos ideológicos, ainda é uma peça de propaganda das ciências sociais a ideia que indígenas são "bons selvagens", ou seja, grupos étnico-sociais que não conheciam a maldade, doença, conflito etc antes do contato com o homem branco.
A prática do assassinato deliberado em nome de crenças religiosas e outros misticismos é velha conhecida do continente americano e data de muito antes do contato com os europeus.
De bons selvagens corrompidos pela sociedade civil os indígenas não têm nada e visto que o ardil teórico do bom selvagem não goza de nenhuma credibilidade científica, insistir nele se torna uma pura peça de propaganda ideológica.
- filhos oriundos de adultério ou fora/antes do casamento também podem ser condenados à morte.
Os indígenas não seriam seres livres do moralismo e que regem suas vidas de acordo com as "leis" da natureza? Não parece a condenação ao adultério extremamente "cristã"?
A suposta pureza moral indígena mais uma vez refutada pela realidade experimental. A moralidade indígena, na melhor das hipóteses, não serve de exemplo para ninguém. Praticar apologia da moralidade indígena em detrimento da moralidade civilizada é, mais uma vez, pura peça de propaganda.
- muito embora a cultura local permita e incentive o infanticídio, muitas mães se negaram a fazê-lo, como explicar?
Esse aspecto constatado é a cereja do bolo. É o bônus.
O pessoal adepto do determinismo cultural/social deve estar arrancando os cabelos vendo a boa e velha propaganda das ciências sociais sendo refutada.
Se os valores são determinados pela cultura, por que a cultura local não determina o comportamento de todas as mães e todas simplesmente matam os filhos socialmente indesejáveis?
O que é que fala mais alto e muitas vezes leva certas mães a não compactuarem com o assassinato dos filhos? Instinto materno? Algum tipo de moral natural?
Responder isso é o menos importante. O fato simples e interessante é: a cultura NÃO é determinante, caso fosse, todas simplesmente subscreveriam o infanticídio. Alguma coisa, seja lá o que for, se sobrepõe à cultura e impede que ao menos alguns bebês sejam assassinados.
O relativismo moral está em moda. Ontem mesmo debati com um adepto. O sujeito, que parecia bem intencionado, fez um inventário de valores diversos e contraditórios, até me disse que segundo os esquimós é normal que os visitantes durmam com as esposas dos anfitriões e seria pouco educado não fazê-lo. Ao que repliquei que concordo que existem valores diversos e contraditórios, o que não implica que todos sejam certos ou devam ser aceitos.
Nessa era de relativismo, como condenar o infanticídio (em geral) e mais especificamente a prática tal como inserida em comunidades indígenas (o alarme do politicamente correto soa aqui)? O fato é agravado pelas leis brasileiras condenarem abertamente o infanticídio. O que fazer, existem grupos sociais e étnicos acima da lei nacional? Uma cultura que faz culto à morte deve ser tolerada?
- o mito do indígena como "bom selvagem" é refutado pela enésima evidência conhecida.
Embora largamente refutada pela pesquisa acadêmica livre de engodos ideológicos, ainda é uma peça de propaganda das ciências sociais a ideia que indígenas são "bons selvagens", ou seja, grupos étnico-sociais que não conheciam a maldade, doença, conflito etc antes do contato com o homem branco.
A prática do assassinato deliberado em nome de crenças religiosas e outros misticismos é velha conhecida do continente americano e data de muito antes do contato com os europeus.
De bons selvagens corrompidos pela sociedade civil os indígenas não têm nada e visto que o ardil teórico do bom selvagem não goza de nenhuma credibilidade científica, insistir nele se torna uma pura peça de propaganda ideológica.
- filhos oriundos de adultério ou fora/antes do casamento também podem ser condenados à morte.
Os indígenas não seriam seres livres do moralismo e que regem suas vidas de acordo com as "leis" da natureza? Não parece a condenação ao adultério extremamente "cristã"?
A suposta pureza moral indígena mais uma vez refutada pela realidade experimental. A moralidade indígena, na melhor das hipóteses, não serve de exemplo para ninguém. Praticar apologia da moralidade indígena em detrimento da moralidade civilizada é, mais uma vez, pura peça de propaganda.
- muito embora a cultura local permita e incentive o infanticídio, muitas mães se negaram a fazê-lo, como explicar?
Esse aspecto constatado é a cereja do bolo. É o bônus.
O pessoal adepto do determinismo cultural/social deve estar arrancando os cabelos vendo a boa e velha propaganda das ciências sociais sendo refutada.
Se os valores são determinados pela cultura, por que a cultura local não determina o comportamento de todas as mães e todas simplesmente matam os filhos socialmente indesejáveis?
O que é que fala mais alto e muitas vezes leva certas mães a não compactuarem com o assassinato dos filhos? Instinto materno? Algum tipo de moral natural?
Responder isso é o menos importante. O fato simples e interessante é: a cultura NÃO é determinante, caso fosse, todas simplesmente subscreveriam o infanticídio. Alguma coisa, seja lá o que for, se sobrepõe à cultura e impede que ao menos alguns bebês sejam assassinados.
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
O terrorista Anjem Choudary e a prova definitiva que o multiculturalismo falhou
Por André,
Já falei sobre o terrorista Anjem Choudary aqui neste blog e desde sua última aparição o mesmo já se encontra devidamente preso por fazer justamente incitação ao terrorismo. Contudo, antes de ser preso, Choudary desfrutou amplamente da liberdade de expressão britânica, defendendo publicamente medidas como decapitações, morte por apostasia e apedrejamentos, como pode ser visto em alguns dos vídeos a seguir:
Aqui o faz em conversa com o sempre brilhante Douglas Murray, onde tenta equiparar as ações das forças armadas israelenses com os atos do ISIS. Observem: a despeito do discurso obtuso e criminoso, Choudary é um legítimo convidado do programa, gozando de tanta liberdade quanto Murray ou qualquer outro.
Choudary crê que a implementação da sharia ao redor do mundo e a consequente criação de um califado universal é inevitável e que as "bombas" americanas não serão capazes de evitar isso. Tal discurso fora enfatizado por Choudary em sua entrevista a Sean Hannity:
O terrorista é tão despudorado que, ao requisitarem que testasse o microfone usando o clássico "1, 2, 3 testando", usou datas de atentados terroristas como "11/09, 07/07 etc".
Com qual chave de compreensão entender que tal pessoa goze de liberdade de expressão numa sólida democracia ocidental? Creio que sejam frutos do multiculturalismo que poucos estão dispostos a apontar o dedo.
O multiculturalismo é a perniciosa ideia (se não é originalmente, é nisso que se tornou quando fundido ao relativismo radical de nossa época) que todas as culturas são igualmente boas ou más e, portanto, qualquer distinção entre culturas superiores e inferiores é preconceituosa e ultrapassada. As posições de Choudary, oriundas de seu radicalismo islâmico, não são tão melhores que o multiculturalismo que permitiu que ele falasse livremente por tanto tempo, são apenas coisas diferentes (aqui fica evidente o caráter autofágico do multiculturalismo - o mundo desejável de Choudary não prevê a existência de valores contraditórios convivendo pacificamente, uma vez que Choudary e seus pares eventualmente assumam o poder, o multiculturalismo será, com sorte, mero objeto histórico).
Tenta-se retratar o multiculturalismo como cosmopolitismo: estar na presença de pessoas de todos os lugares do mundo numa grande capital, ver um filme indiano com uma colega coreana da universidade e depois comer num restaurante italiano. Tudo isso seria "multiculturalismo"? Seria o mesmo que dizer que nada disso existia antes do mesmo, como se muito antes da ideologia multiculturalista, povos não tivessem convivido pacificamente e praticado comércio, por exemplo.
O muçulmano "moderado" Mehdi Hasan compartilha da visão que o multiculturalismo é o que descrevi, um mero cosmopolitismo:
O fato é que a ideologia multiculturalista, que tem por intenção mostrar que a cultural ocidental não apenas é igual as demais, mas é pior (sim, debata com um adepto do multiculturalismo que verá como critérios objetivos aparecem rapidamente para condenar a "opressão", o "machismo" e o "racismo" da cultura ocidental) é responsável pelo livre desfile de Choudary nas maiores redes de TV da Grã-Bretanha por muito tempo antes de sua prisão, afinal, é apenas mais um sujeito expressando seus "valores" na multicultural Europa e Grã-Bretanha.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Quase totalidade de estupradores em Oslo é muçulmana
Por André,
Homens muçulmanos são responsáveis pela maioria esmagadora de estupros de norueguesas na capital Oslo. Agora observem:
1. uma jornalista que defende o direito das mulheres é atacada pela esquerda local como "islamofóbica".
2. a mesma esquerda local CULPA AS VÍTIMAS de estupro pelo ocorrido, pois do contrário teriam de concordar que o fator determinante aí é a religião islâmica dos estupradores, o que gera uma guerra civil na mentalidade multiculturalista da própria esquerda que monopoliza a virtude e se coloca como única defensora das mulheres.
Ainda há quem diga que não há um quadro estratégico, cultural e revolucionário por trás disso tudo. Pra cultivar a narrativa multicultural e politicamente correta vale até abrir mão dos direitos das mulheres.
Quem tiver interesse nessa discussão procure pelos posts com a tag "islamismo" aqui no site.
A realidade está cada dia mais racista e islamofóbica, devemos derrotá-la...
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Foucault escrevia textos obscuros de propósito para parecer "profundo"
Por André,
Foucault deve ser lido. É um pensador influente do século, gostemos ou não, estando ele quase sempre equivocado ou não. Se pretende-se criticá-lo é obrigatório lê-lo. O mesmo para Marx e os demais gurus da inteligentsia esquerdista. Já tive a oportunidade de escrever um texto bastante crítico ao autor.
É natural que sendo o deus que é para a academia nacional, comprei brigas grandes com colegas e amigos. É sabido da minha crítica ao pós-modernismo e seu relativismo radical, mas um aspecto que costuma ser deixado de lado é o caráter confuso, obscuro e quase críptico de tais autores, especialmente os radicados em França.
Chega ao meu conhecimento hoje uma confissão de própria boca de Foucault que o próprio teria sido "obrigado" a ser obscuro. Isso mesmo! Tal como desconfiávamos e afirmávamos, a coisa era intencional e não por acaso.
A revista Open Culture traz um relato do amigo de Foucault, John Searle, de onde tirou uma confissão da obscuridade proposital do autor. Foucault obscurecia seus textos propositalmente para adequar-se aos padrões de escrita franceses. Searle disse que Foucault o contou: "Na França você deve ser dez por cento incompreensível, do contrário as pessoas não pensarão que se trata de algo profundo, elas não vão pensar que você é um autor profundo". Quando Searle posteriormente perguntou a Bordieu se ele considerava isso verdade, Bordieu afirmou que "era muito pior que dez por cento".
As palavras de Searle podem ser ouvidas aqui:
É natural que sendo o deus que é para a academia nacional, comprei brigas grandes com colegas e amigos. É sabido da minha crítica ao pós-modernismo e seu relativismo radical, mas um aspecto que costuma ser deixado de lado é o caráter confuso, obscuro e quase críptico de tais autores, especialmente os radicados em França.
Chega ao meu conhecimento hoje uma confissão de própria boca de Foucault que o próprio teria sido "obrigado" a ser obscuro. Isso mesmo! Tal como desconfiávamos e afirmávamos, a coisa era intencional e não por acaso.
A revista Open Culture traz um relato do amigo de Foucault, John Searle, de onde tirou uma confissão da obscuridade proposital do autor. Foucault obscurecia seus textos propositalmente para adequar-se aos padrões de escrita franceses. Searle disse que Foucault o contou: "Na França você deve ser dez por cento incompreensível, do contrário as pessoas não pensarão que se trata de algo profundo, elas não vão pensar que você é um autor profundo". Quando Searle posteriormente perguntou a Bordieu se ele considerava isso verdade, Bordieu afirmou que "era muito pior que dez por cento".
As palavras de Searle podem ser ouvidas aqui:
Como eu sempre digo: mais Hume, Descartes, Schopenhauer e Rand e menos Foucault, Derrida, Deleuze e outros.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Professor que citou Valesca como pensadora já sofreu processo administrativo
Por Correio Brasiliense,
Comentários:
Durante a última semana, ele se envolveu em uma polêmica nacional e virou um dos temas mais comentados das redes sociais. Tudo porque formulou uma questão para prova de estudantes do Centro de Ensino Médio 3, de Taguatinga, citando a música da funkeira Valesca Popozuda Beijinho no ombro, considerada um hit do momento. O professor Antônio Kubitschek de Oliveira se referiu à cantora como uma “grande pensadora contemporânea”. Não é a primeira polêmica em que Antônio se envolveu.
Em 2004, ele foi alvo de um processo administrativo e, com outros sete docentes, acabou afastado do Centro de Ensino Médio 5, em Ceilândia. Ele lembra do episódio de 10 anos atrás e diz que a decisão foi fruto de “perseguição política”. “Nós bolávamos exercícios interdisciplinares e fazíamos debates sobre temas diversos. Entrou uma nova direção na escola, que discordava dos nossos conceitos e nos considerava de esquerda, por isso nos tirou de lá”, relata. Antônio critica aqueles que rejeitam métodos de ensino inovadores. “Temos que nos reinventar para prender a atenção dos alunos. A aceitação do nosso método era tão grande que, quando saímos de lá, os alunos ficaram 22 dias de greve como forma de protesto. Essa foi a prova que tínhamos razão”, recorda-se.
No mais recente episódio, ele diz que alcançou o objetivo, que era mesmo causar polêmica.
Extrovertido e benquisto por todos, o mineiro, de 43 anos, é considerado pelos estudantes um dos melhores professores do colégio e defende sua forma de ensinar. Ele acredita que o ambiente escolar é um local em que é necessário suscitar debates sobre temas polêmicos, para que os alunos pensem além do senso comum. “É o papel do professor, ainda mais o de filosofia, estimular os meninos a refletirem sobre a humanidade e sobre o mundo atual”, opina.
Comentários:
Antes de tomar conhecimento dessa informação, escrevi em meu texto que este caso era apenas uma ilustração pública do ataque ao cânone tradicional, dirigido e pautado pela esquerda universitária americana nas décadas passadas.
Pois dito e feito, por trás do que o professor fez, menos na questão em si e mais no contexto como um todo, está implícita a ideia freireana de que "não há saber melhor ou pior, há apenas saberes diferentes", ou seja: entre Platão, Aristóteles, Kant e Hegel e Valesca não há diferença substancial, e postular tal diferença é racismo e preconceito.
Talvez o professor até tenha boa vontade (enfatizo o "talvez", não ponho a mão no fogo pelo sujeito) e queira chamar a atenção para si durante a aula, competindo com celulares e outros aparelhos. Porém, não podemos transformar a Filosofia em conversa de boteco para dar conta que todos sejam capazes de participar. Não podemos "destruir o fundamento da Filosofia", como disse o presidente da Academia Brasileira de Filosofia (não o conhecia e não reconheço a importância de tal instituição, mas esta fala é precisa), pois se até Valesca é "grande pensadora", todo mundo é, todo mundo faz filosofia, perdendo o sentido até mesmo do ensino obrigatório da disciplina, que o professor certamente defende.
Vestir-se de palhaço, contar piada e falar de futebol certamente é um "método" bastante eficaz caso o objetivo seja "agradar os alunos".
Para o mesmo ter sido processado por suas abordagens em aula coisa boa ele não fazia. E isso não tem relação com o fato dele ser "de esquerda" pois o próprio currículo é (marxismo, anarquismo, relativismo cultural são tópicos incorporados ao currículo oficial dos estados, ou seja, assuntos pelos quais os professores têm obrigatoriamente de trabalhar ao longo do ano letivo) "progressista".
Vestir-se de palhaço, contar piada e falar de futebol certamente é um "método" bastante eficaz caso o objetivo seja "agradar os alunos".
Para o mesmo ter sido processado por suas abordagens em aula coisa boa ele não fazia. E isso não tem relação com o fato dele ser "de esquerda" pois o próprio currículo é (marxismo, anarquismo, relativismo cultural são tópicos incorporados ao currículo oficial dos estados, ou seja, assuntos pelos quais os professores têm obrigatoriamente de trabalhar ao longo do ano letivo) "progressista".
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Duchamp, o farsante
Por Revista Vila Nova,
Em O enigma vazio (Rocco, 2008), o
ensaísta e escritor Afonso Romano de Sant`Anna, com coragem, rigor
analítico e farto embasamento teórico, desmascara um dos maiores
embusteiros do séc. 20, o blagueur francês Marcel Duchamp — “artista”
que, valendo-se do desacerto de valores e da involução antropológica do
homem contemporâneo, para utilizar a feliz expressão do filósofo da arte
Ângelo Monteiro, tornou-se uma espécie do guru dos sub-vanguardistas,
dos rebeldes sem causa e da quase totalidade daqueles jovenzinhos
maconheiros e semicultos que infestam os cursos de artes plásticas das
nossas universidades públicas.
Que Duchamp era um picareta em toda
linha não é preciso sequer demonstrar, pois que ele próprio o admite:
“Sou totalmente um pseudo. Esta é a minha característica”(i). Mas
Duchamp não era apenas um pseudo, era sobretudo um sociopata. Assim
sendo, sua obra deveria interessar mais aos psiquiatras que aos
estudiosos da arte— senão o que pensar de um sujeito que expõe sua
chinela suja de sêmen num museu (ii), outorgando-lhe o estatuto de obra
de arte? O que pensar de um “artista” cuja obra mais conhecida e
influente é um urinol de louça, exposto em 1917 num salão da Associação
de Artistas Independentes de Nova York? O que pensar de um iconoclasta
cínico que, admitindo ser um pseudo, contraditoriamente chama um de seus
detratores de “pseudofilósofo”(iii)? Eis o melancólico saldo de uma
época em “que se oficializou que tudo é arte e todos são artistas e
críticos”(iv), e onde, para a felicidade do rei dadaísta e de seus
sequazes, “aboliu-se institucionalmente a norma”(v), para que a única
norma fosse o definitivo sepultamento de todo e qualquer juízo
axiológico, ou, nas palavras do próprio embusteiro, para que “a idéia de
julgamento [em arte] desaparecesse”(vi).
O vigarista francês não era apenas um
zombeteiro blasé; porquanto, como demonstra Afonso Romano de Sant`Anna,
possuía grande interesse pela repercussão de sua obra, tanto assim que
elogiou o ensaio de Octavio Paz sobre “O Grande Vidro”(vii), e chegou
mesmo a viajar a Londres para acompanhar uma conferência do crítico
Arturo Schwartz, que versava sobre essa mesma obra(viii). O curioso é
que Duchamp tinha por objetivo dessacralizar a sua “arte”, mas sempre
ficava bastante satisfeito com os estudos que apontavam nela uma
dimensão sagrada. Era um embusteiro na arte e na vida. Enfim, um
picareta em toda linha.
O que mais espanta, porém, não é a
picaretagem do sub-artista de Blainville-Crevon, que, de modo irônico e
cínico, proclamava-se anti-artista. O que mais espanta é a enorme
repercussão de uma obra que, sob todos os aspectos, conduz o imaginário
humano a patamares inimagináveis de degradação e de indigência
espiritual. Diante de Marcel Duchamp, até mesmo o Encólpio de Petrônio
pode ser considerado um serafim.
O motivo da fascinação de ensaístas
valorosos como Otavio Paz pela obra duchampiana permanece um grande
mistério. Talvez, devido ao declínio do sagrado em nossa época, os
homens — sempre sedentos de grandes enigmas— tenham precisado recorrer a
pseudo-enigmas, a puzzles pueris e a enigmas vazios. É que, como
observa de forma certeira Mircea Eliade, “no fundo, a fascinação (…)
pela incompreensibilidade das obras de arte, trai o desejo de descobrir
um novo sentido, secreto, até então desconhecido do Mundo e da
existência humana. Sonha-se em ser ‘iniciado’, em chegar a compreender o
sentido oculto de todas essas destruições de linguagens artísticas, de
todas essas experiências ‘originais”ix. Evitemos, pois, essas iniciações
e experiências originais, sob pena de, desvirtuando o famoso aforismo
de Protágoras, tornarmos o urinol, e não o homem, a medida de todas as
coisas.
i SANT`ANNA, Afonso Romano de. O Enigma Vazio – Impasses da Arte e da Crítica. Rio de Janeiro: Rocco, 2008, p. 17.
ii idem, ibidem, p. 312.
iii idem, ibidem, p. 39.
iv idem, ibidem, p. 13.
v idem, ibidem, p. 48.
vi idem, ibidem, p. 48.
vii idem, ibidem, p. 32.
viii idem, ibidem, p. 35-36.
ix ELIADE, Mircea. Mito e realidade. São Paulo: Perspectiva, 1998.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Richard Dawkins destrói relativismo cultural em trecho de "O Rio que Saía do Éden"
Por André,
Malgrado sua ingenuidade filosófica e polêmicas gratuitas, Dawkins escreve como poucos e faz de seus leitores leigos gênios. A cultura ocidental pôs o homem na Lua:
Aponte-me um relativista cultural a 10 quilômetros de distância e lhe mostrarei um hipócrita. Aviões construídos de acordo com princípios científicos funcionam. Eles mantêm-se no ar e o levam ao seu destino escolhido. Aviões construídos de acordo com especificações tribais ou mitológicas, tais como os aviões de imitação dos cultos de carregarmento nas clareiras das selvas ou as asas coladas com cera de abelha de Ícaro, não funcionam. Se você estiver voando para um congresso internacional de antropólogos ou de críticos literários, a razão pela qual você provavelmente chegará lá – a razão pela qual você não se esborrachará em um campo cultivado – é que uma multidão de engenheiros ocidentais cientificamente treinados realizou os cálculos corretamente. A ciência ocidental, com base na evidência confiável de que a Lua orbita em torno da Terra a uma distância de 382 mil quilômetros, conseguiu colocar pessoas em sua superfície. A ciência tribal, acreditando que a Lua estava um pouco acima do topo das árvores, nunca chegará a tocá-la, exceto em sonhos.In: DAWKINS, Richard. O Rio que Saía do Éden. Rio de Janeiro: Rocco, 1996, p. 39-40.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Islã ou Islamofobia? Ou: quando, na guerra cultural, a esquerda será engolfada por sua própria cria, o Islã radical
Por André,
Assistam este vídeo, depois assistam de novo. Depois leia (sem edição e sem correção) a descrição escrita pelos organizadores dessa "conferência de paz":
Quando organizações muçulmanas convidam Shaykhs, que falam abertamente sobre os valores do islã, a mídia islamofóbica do Ocidente começa a atacar o caráter da organização e do palestrante convidado. A questão sobre a qual estes jornalistas islamofóbicos precisa refletir é: são esses pontos de vista, ditos "radicais", que eles criticam endossados apenas por esses poucos indivíduos convidados ou o muçulmano comum acredita neles? Se o muçulmano comum acredita neles isso significa que mais ou menos todos os muçulmanos são radicais e que o Islã é uma religião radical. Já que este não é o caso, já que o Islã é uma religião de paz, assim como as massas de muçulmanos, estes Shaykhs não podem ser redicais. Trata-se mais da islamofobia da mídia ocidental ignorante, que está mais ocupada em fazer dinheiro alienando o islã, ao apresentar os muçulmanos dessa maneira. A Islam Net, uma organização na Noruega, convidou 9 palestrantes para a Conferência de Paz Escandinava de 2013. Estes palestrantes provavelmente seriam colocados como "extremistas", caso a mídia fosse escrever sobre o evento. Como se deu o fato dessa conferência ter sido a maior Internacional Muçulmana Escandinava, evento que ocorreu na Noruega e teve um número de 4.000 participantes? A maioria desses que participaram discordava do que os palestrantes defendiam? Se sim, por que pagaram para entrar? Esqueçamos isso por um momento, imaginemos que não soubéssemos o que todas essas pessoas pensam sobre segregação entre homens e mulheres ou apedrejar até a morte aqueles que cometem adultério. O presidente da Islam Net, Fahad Ullah Qureshi perguntou isso à plateia e a resposta foi clara. Os participantes eram muçulmanos Sunni comuns. Eles não se consideram radicais ou extremistas. Eles acreditam que a segregação é a coisa certa a fazer, tanto homens como mulheres concordam com isso. Eles até mesmo apoiam o apedrejamento ou qualquer outra penalização que o Islã ou o profeta Maomé (que a paz esteja com ele) determinem para o adultério ou qualquer outro crime. Eles até acreditam que essa prática devem ser implementadas ao redor do mundo. E o que isso nos diz? Ou todos os muçulmanos e todo o Islã são radicais ou a mídia é Islamofóbica e racista na sua apresentação do Islã. O Islã não é radical, tampouco são os muçulmanos. Isto significa que a mídia é a razão para o ódio contra muçulmanos, que está se espalhando pelos países não-muçulmanos ocidentais.
Sam Harris (extraí a ideia e o texto de seu site), complementa: Este é um documento notável. Leia-o atentamente e você atravessará o país do espelho. Os organizadores dessa conferência creem (com boas razões) que pontos de vista "extremistas" não são raros entre muçulmanos, mesmo no Ocidente. E eles consideram a negação da mídia desse fato um sintoma de... Islamofobia. A serpente do obscurantismo começou, finalmente, a devorar o próprio rabo. Aparentemente, é sinal de racismo imaginar que apenas uma pequena minoria de muçulmanos poderia efetivamente perdoar a subjugação das mulheres e a morte de apóstatas. "Como ousa nos chamar de "extremistas" quando representamos tantos? Não somos o extremo. Este é o Islã". Isso quer dizer alguma coisa. E é hora de esquerdistas (liberals) seculares e (verdadeiros) muçulmanos moderados pararem de negar isso.
Vários pontos merecem comentário nesse vídeo e texto. Primeiro, mais evidente e mais urgente: o Islã, diferente de qualquer outra religião de massa, tem um projeto de poder e dominação global: eles têm uma religião? Sim. Mas também tem uma economia, um direito (a famigerada sharia) e o mesmo ódio, compartilhado pelo outro bloco de dominação global (o russo-chinês): ódio pelo Ocidente, cuja representação maior é o "Grande Satã" - a América.
Qualquer um que comente política e se julgue merecedor de crédito deve levar em conta a existência de blocos de poder que estão, nesse momento, às vezes degladiando-se entre si, mas sempre contra a democracia liberal ocidental: o comunista (russo-chinês), o muçulmano e o globalista.
Ademais, insisto num ponto que já adverti em outros momentos: a estratégia política muçulmana adota a mesma retórica vitimista da esquerda mundial, que exige dinheiro e poder político para "ajudar" as minorias. Toda e qualquer informação sobre o radicalismo islâmico da malévola imprensa ocidental é explicada por mera "islamofobia". Toda e qualquer crítica a Barack Obama é racismo. O barulho dos sinos te faz lembrar de algo?
Outro mito, criado pela imprensa ocidental (atacada por eles próprios) e alimentada pela esquerda "light" (que fica toda ouriçada diante de uma "minoria oprimida", independente da incoerência entre suas premissas e as dos "moderados" muçulmanos) é o de que se trata de uma minoria de muçulmanos que apóia atos terroristas e radicalismos, quando na verdade um número grande de muçulmanos, VIVENDO NA EUROPA, aprovam ações terroristas (20% aprova a ação dos terroristas do 7/7 de Londres, por exemplo), sem mencionar o restante, que permanece silencioso diante dos atos da dita minoria.
A mensagem do texto é clara: o "radicalismo" islâmico não existe porque radicais são minorias e não é a minoria de muçulmanos que aprova o apedrejamento de adúlteras e apóstatas. Mais claro que isso, impossível.
Vale ainda conferir:
Richard Dawkins já enfrentou a fúria, tanto islâmica quanto da esquerda "light" da Grã-Bretanha, por disparar obviedades contra muçulmanos.
Um debate meu entre um esquerdista iluminado cuspidor de fogo contra o cristianismo moderado, mas que vende a alma até para os radicais muçulmanos.
A tragédia a se passar na Bélgica, junto com França, Suécia e Alemanha, a sofrer com o domínio muçulmano: "Bem-vindos ao Belgistão".
E ainda alguns vídeos essenciais sobre o tema:
A guerra contra o cristianismo perpetrada pelos "radicais" (ou seria pelos moderados?), exposta pelo excelente Rand Paul:
Vários pontos merecem comentário nesse vídeo e texto. Primeiro, mais evidente e mais urgente: o Islã, diferente de qualquer outra religião de massa, tem um projeto de poder e dominação global: eles têm uma religião? Sim. Mas também tem uma economia, um direito (a famigerada sharia) e o mesmo ódio, compartilhado pelo outro bloco de dominação global (o russo-chinês): ódio pelo Ocidente, cuja representação maior é o "Grande Satã" - a América.
Qualquer um que comente política e se julgue merecedor de crédito deve levar em conta a existência de blocos de poder que estão, nesse momento, às vezes degladiando-se entre si, mas sempre contra a democracia liberal ocidental: o comunista (russo-chinês), o muçulmano e o globalista.
Ademais, insisto num ponto que já adverti em outros momentos: a estratégia política muçulmana adota a mesma retórica vitimista da esquerda mundial, que exige dinheiro e poder político para "ajudar" as minorias. Toda e qualquer informação sobre o radicalismo islâmico da malévola imprensa ocidental é explicada por mera "islamofobia". Toda e qualquer crítica a Barack Obama é racismo. O barulho dos sinos te faz lembrar de algo?
Outro mito, criado pela imprensa ocidental (atacada por eles próprios) e alimentada pela esquerda "light" (que fica toda ouriçada diante de uma "minoria oprimida", independente da incoerência entre suas premissas e as dos "moderados" muçulmanos) é o de que se trata de uma minoria de muçulmanos que apóia atos terroristas e radicalismos, quando na verdade um número grande de muçulmanos, VIVENDO NA EUROPA, aprovam ações terroristas (20% aprova a ação dos terroristas do 7/7 de Londres, por exemplo), sem mencionar o restante, que permanece silencioso diante dos atos da dita minoria.
A mensagem do texto é clara: o "radicalismo" islâmico não existe porque radicais são minorias e não é a minoria de muçulmanos que aprova o apedrejamento de adúlteras e apóstatas. Mais claro que isso, impossível.
Vale ainda conferir:
Richard Dawkins já enfrentou a fúria, tanto islâmica quanto da esquerda "light" da Grã-Bretanha, por disparar obviedades contra muçulmanos.
Um debate meu entre um esquerdista iluminado cuspidor de fogo contra o cristianismo moderado, mas que vende a alma até para os radicais muçulmanos.
A tragédia a se passar na Bélgica, junto com França, Suécia e Alemanha, a sofrer com o domínio muçulmano: "Bem-vindos ao Belgistão".
E ainda alguns vídeos essenciais sobre o tema:
A guerra contra o cristianismo perpetrada pelos "radicais" (ou seria pelos moderados?), exposta pelo excelente Rand Paul:
E o link evidente entre a conivência ocidental com o projeto de poder muçulmano e a balela do multiculturalismo e do relativismo cultural, exposta por Douglas Murray (recomendo tudo dele disponível no Youtube):
Disso só resta concluir que a esquerda iluminada na Europa será destruída pela sua própria estratégia autofágica de arregimentar quaisquer minorias interessantes para vencer a guerra política. Como fica evidente, mais uma vez, a cobra começa a engolir o próprio rabo: ao legitimar o discurso de radicais (ou moderados, não sei mais) em nome da "boa vizinhança" e, naturalmente, da destruição dos valores ocidentais que autorizam essa boa vizinhança, a esquerda será engolfada por sua própria cria.
ShaykhsS
Shaykhs
Shaykhs
sábado, 5 de outubro de 2013
Mundo acadêmico moderno: "Estudo falso é aceito para publicação em mais de 150 revistas"
Por Estadão,
Imagine só o seguinte experimento: Você escreve um trabalho
científico falso, baseado em dados falsos, obtidos de experimentos sem
validade científica, assinado com nomes falsos de pesquisadores que não
existem, associados a universidades que também não existem, e envia esse
trabalho para centenas de revistas científicas do tipo “open access”
(que disponibilizam seu conteúdo gratuitamente na internet) para
publicação. O que você acha que aconteceria?
Pois bem, um biólogo-jornalista norte-americano chamado John Bohannon fez exatamente isso e os resultados, publicados hoje pela revista Science,
são aterradores (para aqueles que se preocupam com a credibilidade da
ciência): ele escreveu um trabalho falso sobre as propriedades
supostamente anticancerígenas de uma molécula supostamente extraída de
um líquen e enviou esse trabalho para 304 revistas científicas de acesso
aberto ao redor do mundo. Não só o trabalho era totalmente fabricado e
obviamente incorreto (com falhas metodológicas e experimentais que,
segundo Bohannon, deveriam ser óbvias para “qualquer revisor com
formação escolar em química e capacidade de entender uma planilha básica
de dados”), mas o nome dos autores e das instituições que o assinavam
eram todos fictícios. Apesar disso (pasmem!), mais da metade das
revistas procuradas (157) aceitou o trabalho para publicação. Um
escândalo.
O que isso quer dizer? Quer dizer que tem muita revista “científica”
por aí que não é “científica” coisíssima nenhuma. E que o fato de um
estudo ter sido publicado não significa que ele esteja correto (pior,
não significa nem mesmo que ele seja verdadeiro para começo de
conversa). A ciência, assim como qualquer outra atividade humana,
infelizmente não está isenta de falcatruas.
E o que isso não quer
dizer? Não quer dizer que o sistema de open access seja intrinsecamente
falho ou inválido. Certamente há revistas de acesso livre de ótima
qualidade, como as do grupo PLoS, assim como há revistas pagas de baixa qualidade que publicam qualquer porcaria. Nenhum sistema é perfeito. Até mesmo a Science publica umas lorotas de vez em quando, assim como a Nature
e outras revistas de alto impacto, que empregam os critérios mais
rígidos de seleção e revisão. Além disso, o fato de uma revista ser
gratuita não significa que ela não tenha revisão por pares (peer review)
e outros filtros de qualidade. Assim, o que deve ser questionado não é a
forma de disponibilizar a informação, mas a forma como ela é
selecionada e apurada — em outras palavras, a qualidade e a
confiabilidade da informação, não o seu preço.
O relato de Bohannon acaba de ser publicado no site da Science, dentro de um pacote de artigos intitulado Comunicação na Ciência: Pressões e Predadores.
Nessa mesma temática, a revista Nature publicou recentemente
também uma reportagem sobre o escândalo envolvendo quatro revistas
científicas brasileiras que foram acusadas de praticar citações cruzadas
— ou “empilhamento de citações”, em inglês –, esquema pelo qual uma
revista cita a outra propositadamente diversas vezes, como forma de
aumentar seu fator de impacto (e, consequentemente, o prestígio dos
pesquisadores que nelas publicam). As revistas são Clinics, Revista da Associação Médica Brasileira, Jornal Brasileiro de Pneumologia e Acta Ortopédica Brasileira.
O suposto esquema foi descoberto pela empresa Thomson Reuters,
maior referência internacional na produção de estatísticas de
publicação e citações científicas. Como punição, as quatro revistas
tiveram seu fator de impacto suspenso por um ano. A reportagem pode ser
lida neste link: http://www.nature.com/news/brazilian-citation-scheme-outed-1.13604.
O texto inclui explicações de alguns dos atores envolvidos e aborda as
críticas aos padrões de avaliação da CAPES, bastante frequentes na
comunidade científica brasileira, por enfatizar de maneira supostamente
exagerada o fator de impacto das revistas.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Um nabo no traseiro dos relativistas culturais
Por Albawaba,
8-year-old Yemeni child dies at hands of 40-year-old husband on wedding night
An eight year old child bride died in Yemen on her wedding night
after suffering internal injuries due to sexual trauma. Human rights
organizations are calling for the arrest of her husband who was five
times her age.
The death occurred in the tribal area of Hardh in
northwestern Yemen, which borders Saudi Arabia. This brings even more
attention to the already existing issue of forced child marriages in the
Middle Eastern region.
It is reported that over a quarter of Yemen's young girls are married before the age of 15. Not
only do they lose access to health and education, these child brides
are commonly subjected to physical, emotional and sexual violence in
their forced marriage.
One of the main issues is that there is
currently no consistent established definition of a "child" that has
been agreed upon worldwide. This leaves various interpretations within
countries and little protection for those who are affected.
Establishing
this age limit is among the top priorities of groups like HRC which was
responsible for publishing the 54-page report “How Come You Allow Little Girls to Get Married?”,
documenting the lifelong damage to girls who are forced to marry
young. Most pro age-limit organizations agree that 18 should be the
legal age for marriage.
In February 2009, a law was created that
set the minimum age for marriage at 17. Unfortunately, it was repealed
after more conservative lawmakers called it un-Islamic.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
"Falsos relativistas" por Olavo de Carvalho
Por Diário do Comércio,
Um dos vícios mentais mais deploráveis, e mais comuns entre
conservadores e liberais, é o de reduzir os debates públicos a
discussões puramente acadêmicas, em que as "ideias" são enfocadas pelo
seu conteúdo teórico tão-somente, fora dos esquemas políticos que as
geraram. Homens fiéis a valores e princípios tradicionais – filosóficos
ou religiosos – já produziram milhares de refutações cabais do
"relativismo", mas nem por isso puderam deter o avanço das propostas
político-sociais que vêm protegidas sob salvaguardas relativistas.
Quanto mais vitoriosos no campo acadêmico, mais perdedores se tornam na
luta política.
É que acadêmicos e ativistas não falam a mesma linguagem. Os primeiros
não compreendem a linguagem dos segundos, mas estes compreendem a
daqueles perfeitamente bem e a usam como uma camisa de força para
aprisioná-los no campo das ideias puras, para que não percebam que, no
quadro de uma estratégia política, uma ideia qualquer pode ter um
significado prático inverso ao do seu conteúdo teórico. Este serve
apenas como o pano vermelho com que o toureiro desvia a investida do
touro.
As ideias dos ativistas quase nunca significam o que dizem. Por baixo
do seu conteúdo ostensivo escondem um objetivo estratégico que, no plano
histórico, virá a constituir seu único conteúdo efetivo quando o jogo
dialético das ideias e das ações tiver atingido seu resultado. Assim,
por exemplo, durante anos o relativismo serviu de navio quebra-gelo para
demolir resistências a propostas que, por sua vez, nada tinham de
relativistas – eram, ao contrário, as mais absolutistas e intransigentes
que se pode imaginar.
Note-se que é impossível discutir o relativismo em teoria sem
subscrevê-lo ao menos em parte e implicitamente: toda ideia que é aceita
como objeto de refutação lógica adquire, ipso facto, o estatuto de
doutrina intelectualmente respeitável, digna de atenção acadêmica.
Bombardear o mundo acadêmico com um constante assalto relativista aos
princípios e valores pode não persuadir ninguém a endossar o relativismo
doutrinal, mas habitua todos a praticar, com relação a ele, a quota de
relativismo imprescindível a qualquer discussão.
Com alguns anos desse tratamento, o mais dogmático dos tradicionalistas
está amestrado para entrar no debate com menos disposição de vencê-lo
que de provar que é "tolerante" e "aberto" – compromisso do qual o
oponente está automaticamente dispensado. Em vez de discutir o
relativismo, é preciso exigir do relativista as provas de que adere a
essa doutrina com sinceridade, de que concede aos dois lados o atenuante
relativista em vez de usá-lo apenas como uma arma provisória para
diluir as resistências do adversário e em seguida impor-lhe alguma
exigência absolutista a intolerante, imunizada a priori contra qualquer
cobrança relativista.
Qualquer um pode perceber que gayzistas, feministas, abortistas e tutti
quanti nunca teriam espaço na sociedade se este não tivesse sido aberto
antecipadamente pela invasão relativista, mas que, na mesma medida,
entram em campo livres de qualquer obrigação relativista e armados do
mais rígido absolutismo.
Você conhece algum gayzista, feminista ou abortista disposto a concordar
que as exigências do seu grupo têm valor relativo, que as crenças de
seus adversários têm uma parcela de razão e devem ser tão respeitadas
quanto as dele? Já viu algum reconhecer ao menos em tese o direito de
combater suas propostas sem medo de represálias?
No entanto, nenhum deles teria tido sequer a chance de ser ouvido com
atenção e respeito se a vanguarda relativista não tivesse antes minado a
intransigência dos seus adversários. Servem-se do relativismo como de
uma gazua: quando a porta está arrombada, mudam instantaneamente de
conversa e tratam de condenar como crime qualquer tentativa de
relativizar a autoridade das suas exigências.
Para dizer a verdade, raramente ou nunca se vê um relativista genuíno,
sincero, que continue relativista quando isto já não convém à sua
política, ou que conceda ao adversário as mesmas salvaguardas
relativistas sob as quais ele se abriga. Praticamente todo relativismo
em circulação hoje em dia é falso, é pura armadilha.
É estúpido perder tempo discutindo o conteúdo abstrato de uma teoria na
qual seu porta-voz mesmo não acredita, de uma teoria que ele
simplesmente emprega como ferramenta provisória para abrir caminho para
um projeto político inteiramente diverso e até oposto. Se uma teoria é
somente camuflagem, é óbvio que ela não tem nenhum conteúdo em si mesma,
que seu único sentido real é a proposta na qual pretende desembocar tão
logo o adversário abra a guarda.
Nesses casos, a coisa inteligente a fazer é recusar peremptoriamente o
debate nos termos em que o espertalhão o coloca e, em vez disso,
desmascarar logo a proposta política subjacente, junto com o ardil que a
prepara e camufla. É claro que a passagem do rodeio relativista à
exigência totalitária não é repentina, mas sempre gradual e,
idealmente, insensível. Mas, quando o processo se completa, é tarde para
denunciar retroativamente a desconversa relativista que o preparou.
Olavo de Carvalho é ensaísta, jornalista e professor de Filosofia
segunda-feira, 11 de março de 2013
Stephen Hicks e a tática dos discursos contraditórios do pós-modernismo
Por André,
Mais uma crítica potente dirigida à maior broma intelectual de nossa época, o pós-modernismo e seu relativismo radical:
- Por um lado, toda verdade é relativa; por outro, o pós-modernismo a descreve tal como realmente é.
- por um lado, todas as culturas merecem igual respeito, por outro, a cultura ocidental é exclusivamente destrutiva e má.
- os valores são subjetivos - mas sexismo e racismo são realmente um mal.
- A tecnologia é má e destrutiva - mas é injusto que alguns povos tenham mais tecnologia que outros.
- A tolerância é boa e a dominação é má - ms quando os pós-modernistas chegam ao poder, a correção política se instala.
HICKS, Stephen. Explicando o pós-modernismo. Rio de Janeiro: ed. Callis, p. 216.
- por um lado, todas as culturas merecem igual respeito, por outro, a cultura ocidental é exclusivamente destrutiva e má.
- os valores são subjetivos - mas sexismo e racismo são realmente um mal.
- A tecnologia é má e destrutiva - mas é injusto que alguns povos tenham mais tecnologia que outros.
- A tolerância é boa e a dominação é má - ms quando os pós-modernistas chegam ao poder, a correção política se instala.
HICKS, Stephen. Explicando o pós-modernismo. Rio de Janeiro: ed. Callis, p. 216.
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