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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Brasil do PT consegue mais um feito inédito: retração bienal de 4% mais inflação de 10%

Por Exame,

São Paulo - Marcos Lisboa, diretor do Insper, acredita que a recessão "ainda não tem porta de saída" e que o brasileiro vai sentir saudades de 2015.

"4% de recessão é muito raro na história do mundo. Dois anos seguidos, mais raro ainda. Com inflação de 10%, então... é muito profissionalismo pra conseguir um estrago assim", disse hoje no evento "Rumo da Economia" em São Paulo.

Por profissionalismo, Lisboa se refere a várias decisões de política econômica do pós-2008 - de proteção comercial, expansão do crédito e benefícios para o desenvolvimento de indústrias selecionadas, como a naval.

Só em subsídios do BNDES serão pagos pelo contribuinte R$ 323 bilhões até 2060 (o valor inclui apenas a diferença entre o juro pelo qual o dinheiro foi tomado pelo governo e pelo qual foi emprestado para o setor privado).

"Quando você faz alguma coisa, você deixa de fazer outra, e isso tem que fazer sentido em escala mundial. O ganho de um é a perda do outro. Sempre que você protege um, você desprotege outro."

Ele compara o primeiro mandato de Dilma com o final dos anos 50 e o pós-choque do petróleo de 1973, quando o governo também não aceitou a crise externa e preferiu continuar crescendo a qualquer custo sem fazer ajustes.

As consequências eventualmente aparecem e quanto mais demora o enfrentamento, pior fica a situação: "Escolhemos o estímulo que resultou na década perdida. Esse é o custo do populismo".

Lisboa, que foi Secretário de Política Econômica do primeiro governo Lula, diz que só fica levemente otimista com a abertura maior para o debate, e que "não há saída dessa crise que não passe pela reforma do Estado".

Ele acredita que as mudanças não precisam nem devem ser bruscas, e que algumas políticas de proteção poderiam até ter sido feitas, só que de outra forma - com data para acabar e metas de desempenho, por exemplo.

E importantante: elas não surgiram em um vácuo. Respondiam a demandas empresariais e foram amplamente defendidas por associações setoriais na época.

"Mas todo mundo que apoiou agora finge que era crítico desde o começo", provoca.

sábado, 6 de junho de 2015

Policiais no Japão aprendem português para enfrentar criminalidade brasileira

Por Yahoo Notícias,

“Ei, mano, esse bagulho vai dar treta”. A frase está longe de fazer parte do dicionário de português formal, mas é muito ouvida nas ruas pelo Brasil. E não só pelo Brasil: no Japão, policiais estão aprendendo esses termos para ajudar a combater crimes cometidos lá por brasileiros. As informações são da BBC.

“Durante dois anos, de segunda a sexta, eles aprendem o nosso idioma, inclusive gírias e termos técnicos jurídicos. O objetivo é facilitar o trabalho comunitário em regiões com muitos brasileiros, desenvolver ações de prevenção e dar orientações”, afirmou Miguel Kamiunte, professor que dá aula a policiais japoneses, à BBC.

Apesar do discurso de orientação, o professor admite também que as aulas servem por conta da alta criminalidade de brasileiros no país — estão, por exemplo, em terceiro lugar no ranking de crimes cometidos por estrangeiros. As gírias como “mano”, “bagulho” e “treta”, já citadas, são ensinadas para que os bandidos não consigam “falar por código”.

Atualmente são 397 brasileiros presos no Japão, sendo a maioria deles na capital Tóquio. Cônsul-geral do Brasil na cidade, Marco Farani afirmou também à BBC que se surpreendeu com o perfil dos brasileiros presos, “com uma maioria de classe média que você nunca imaginaria que entraria em uma prisão”.

O Japão é o segundo país onde mais estão presos brasileiros no exterior, superado apenas pelos Estados Unidos, onde se encontram encarcerados nada menos do que 407 brasileiros. De acordo com o Itamaraty, a maioria dos presos em território japonês responde por furtos ou roubos de pequenos valores, alem de trafico e consumo de drogas.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Professora estrangeira sobre sua mais recente visita ao Brasil: "um país falido"

Por André,

A professora Susanna Zaraysky relatou em seu site suas impressões sobre sua quinta e mais recente visita ao Brasil (onde, por exemplo, não pode comprar seu próprio livro no Shopping Iguatemi devido ao preço elevadíssimo).

A impressão de Susanna sobre o Brasil em suas viagens anteriores havia sido muito boa, contudo, a visita de janeiro de 2015 deixou a professora surpresa e entristecida, seu diagnóstico aponta para um Brasil rumo à falência total. Os principais fatores que a levaram a essa conclusão foram:

1 - crise hídrica;
2 - problemas com o fornecimento de energia elétrica;
3 - violência;
4 - preços;
5 - transporte;
6 - Falta de estrutura para turismo;
7 - combustível;
8 - profunda vontade de deixar o país de boa parte da população (o que me remete ao texto John Galt já está em Miami).

Alguém ainda crê no mito "Brasil país do futuro"? Na descoberta do Brasil pelo PT em 2002? No país sem pobreza?

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Para Carta Capital, Brasil violento de Sheherazade não existe, após ser assaltado, bombeiro diz "ter nojo desse país"

 Por André

A Carta Capital publicou um artigo criticando o texto escrito por Rachel Sheherazade sobre a violência no Brasil. Segundo eles, o Brasil violento de Sheherazade é de alguém que não sai de casa. Simplesmente estudar os números não deve ser suficiente para essa gente.


Se o depoimento de Rachel é inválido porque ela nunca viu ninguém ser esquartejado diante de seus olhos, só nos resta crer no depoimento de um bombeiro:

sábado, 8 de fevereiro de 2014

France Football assustada com mundial no Brasil

Por André,

A revista pode ser baixada aqui.

Comentário atribuído a Fernando Vanucci (li o mesmo texto na página do Annonymous no Google+):

"A edição da revista FRANCE FOOTBALL esta semana veio com a capa toda negra, onde se lê “Peur sur le Mondial”, algo como: “Medo do Mundial”, sendo que a letra “O” da palavra “mondial” está a bandeira do Brasil, e onde deveria estar escrito “Ordem e Progresso”, foi colocada uma tarja negra.

No subtítulo diz: Atingido por uma crise econômica e social, o Brasil está longe de ser aquele paraíso imaginado pela FIFA para organizar uma Copa do Mundo, a menos de 5 meses do mundial, o Brasil virou uma terrível fonte de angústia.

A revista pode ser acessada no site: www.francefootball.com mas apenas se vê a capa, a reportagem, de 12 páginas, não está liberada no Brasil. (CENSURA!)


ALGUNS FATOS SOBRE A COPA:

POLÍTICA:

- A FIFA não pediu o Brasil para sediar a Copa, foi o Brasil que procurou a FIFA e fez a proposta.

- A corrupção no Brasil é endêmica, do povo ao governo.

- A burocracia é cultural, tudo precisa ser carimbado, gerando milhões para os Cartórios.

- Tudo se desenvolve a base de propinas.

- Todo o alto escalão do governo Lula está preso por corrupção, mas os artistas e grande parte da população acham que eles são honestos, e fazem campanhas para recolher dinheiro para eles.

- Hoje, tudo que acontece de errado no Brasil, a culpa é da FIFA, antes era dos EUA, já foi de Portugal, o brasileiro não tem culpa de nada.

- O Brasileiro dá mais importância ao futebol do que à política.

- A carga tributária do Brasil é altíssima maior que a da França, e os serviços públicos são péssimos,  comparáveis aos do Congo.

- Mas o Brasileiro médio pensa que ele mora na Suíça. Quem está lá, na verdade, é a FIFA.

- A FIFA, como imagem institucional, busca não associar-se a ditaduras. Tanto que excluiu a África do Sul na época do Apartheid e, ao contrário do COI, recusou a candidatura da China, apesar das ótimas condições que o país oferecia. Mas o Brasil, sede da Copa, vive um caso de amor com ditaduras.

- O Brasil pleiteava uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, para sentar-se ao lado França, mas devido ao seu alinhamento com ditaduras, a França já se manifestou contrariamente.

- A Presidente Brasileira parece estar alienada da realidade e diz que será o melhor mundial de todos os tempos, isso, melhor que o do Japão, dos EUA, da França, da Alemanha. http://www.youtube.com/watch?v=urmR5fXMJu8

- Só ela pensa assim, na FIFA se fala em maior erro estratégico da história da Instituição.

CONFRONTOS:

- Ano passado os brasileiros saíram as ruas para manifestar, pela primeira vez se viu um movimento assim num país acostumado a inércia, mas o Governo disse que eles eram baderneiros e reprimiu o movimento com violência. 2 mortos, mais de 2000 feridos, mais de 2000 prisões. Ninguém responsabilizado...

- Analisando mortes em estádios: www.youtube.com/watch?v=8bn17OLPyOY

OBRAS:

- O Brasil foi o país que teve mais tempo na história de todos os mundiais para prepará-lo: 7 anos, mas o Brasil é o mais atrasado.

- O Francês Jérome Valcke, secretário geral da FIFA criticou o Brasil pelos atrasos. O governo brasileiro disse que não conversaria mais com Jérome Valcke.

- A França teve apenas 3 anos, e finalizou as obras 1 ano e 2 meses antes.

- A África do Sul teve 5 anos, e terminou com 5 meses de antecedência.

- Há pouco mais de 3 meses da Copa, o Brasil ainda tem que fazer 15% do previsto.

- O custo do “Stade de France” foi de 280 milhões de Euros (o mais caro da França), uma vergonha se comparado ao “Olimpiastadium” sede da final da Copa da Alemanha em 2006, que consumiu menos de 140 milhões de Euros.

- Mas perto do Brasil isso não é nada. Cada estádio custa em média mais de 1/2 bilhão de Euros.

- E o dinheiro sai do bolso do Brasileiro. Tudo é financiado com recursos públicos. Na França tudo foi financiado com recursos privados.

- As empreiteiras é que ganham muito e há muita corrupção para os políticos.

- Na França, os Estádios são multi-uso, servem para competições olímpicas, jogos de Rugby, e são centro de lazer, com lojas e restaurantes e estacionamento nos outros dias da semana. No Brasil são usados só para jogos.

- Em Brasília estão construindo um Estádio para 68.000 pessoas, sendo que o time local está na quarta divisão do campeonato brasileiro e tem média de público de 600 pagantes. Tudo com financiamento público.

- Em São Paulo há 2 estádios, Morumbi e Pacaembú, ao invés de reformá-los, construíram um 3o. estádio, Itaquerão, 23km do centro da cidade e sem metrô até lá.

- O ex-presidente Lula, torcedor do Corinthians, empenhou-se pessoalmente para que construíssem este estádio em vez de reformar um dos outros 2 já existentes.

- Exceto seus correligionários, ninguém acredita que Lula foi movido por amor ao “Timão” .

- Lula é amigo íntimo de Marcelo Bahia, Diretor da Odebrecht, vencedora da licitação. Um reforma custaria menos de 100 milhões de Euros, um novo estádio tinha previsão de custo inicial de 300 milhões de Euros (mas já passou de 500 milhões) um dos mais caros da história da humanidade. Lula e Marcelo são constantemente vistos em caríssimos restaurantes de Paris, tomando bons vinhos franceses.

- Só 5 das 41 obras previstas estão terminadas (http://oesta.do/1ldzqwV)

- Obras de mobilidade urbana são as com mais atraso (http://oesta.do/1o4P40a)

- Raio-X mostra locais que estão com problemas de atraso (http://oesta.do/1led9PJ)

TRANSPORTES
:

- A atual presidente Dilma Rousseff garantiu que faria um trem-bala, nos moldes do TGV Francês, que ligaria 4 cidades-sede: SP-RJ-BH-Brasilia. A promessa está gravada em redes sociais. (www.estadao.com.br/noticias/esportes,governo-garante-trem-bala-pronto-ate-a-copa-de-2014,381839,0.htm)

- Em 2009 foram aprovados 13 bilhões de Euros no PAC, uma soma gigantesca de dinheiro, suficiente para construir um TGV de Paris a Cabul no Afeganistão. Nunca se viu um orçamento tão alto.

- Nenhuma das cidades-sede tem metrô até o Aeroporto.

- Para os taxistas não há cursos de inglês financiados pelo governo, mas para as prostitutas sim. Parece piada, mas é verdade: (vide:www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/01/1211528-prostitutas-de-bh-tem-aulas-gratis-de-ingles-para-se-preparar-para-a-copa.shtml)

- Metrôs não funcionam bem, não cobre nem 10% das cidades ou simplesmente não existem.

- O sistema de ônibus é complicadíssimo e ineficiente.

- O aeroporto da Megalópolis São Paulo tem uma capacidade de receber vôos inferior ao Aeroporto da pequena cidade de Orly, no interior da França.

- Os preços de passagens de aviões dispararam. Por um trajeto de 400km chegam a cobrar 1.000Euros durante a copa.

- Como o Brasil não tem infraestrutura, não aproveitará a alta demanda, devendo permitir que empresas aéreas estrangeiras atuem durante a Copa, o lucro virá para a Europa ou os EUA.

- Aluguel de carros é caríssimo, e, como disse um ex-presidente brasileiro, Fernando Collor, também afastado por corrupção, os carros brasileiros são carroças, sem os principais itens de segurança.

- Faixa de pedestre não serve para nada, não espere que os carros parem. Atropelam, matam e fogem.

- Apesar do Brasil ser autossuficiente em petróleo e estar do lado de países da OPEP, como Venezuela e Equador, a gasolina uma das mais caras do mundo, e de péssima qualidade, misturada com etanol e solvente de borracha, não há fiscalização nos postos.

- Mas o Brasileiro defende o monopólio do petróleo. É o único país do mundo onde os consumidores acham que o monopólio é bom para o consumidor, e não para o monopolista.

SAÚDE:

- O Brasil precisa importar médicos de Cuba, já que não tem competência para formar médicos no próprio país. Acredite: Há um programa governamental para isso.

- O Brasil gasta apenas 4% do seu PIB com saúde, e 12% com pagamentos de funcionários públicos. Nos últimos anos o gasto com funcionários cresceu, e com saúde encolheu.

- A França gasta 12% com saúde e 4% com funcionalismo.

HOSPEDAGEM
:

- Paris é a cidade mais visitada do mundo, com quase 20 milhões de turistas / ano. São Paulo é menos visitada que a pequena Benidorm na Espanha, ou que a cinza Varsóvia, na Polônia ou a poluída Chenzen na China.

- São Paulo perde para Buenos Aires, Cuzco e outras cidades Sul americanas.

- Amarga o posto 68 na lista das mais visitadas do mundo.

- No entanto, um hotel em São Paulo custa em média 40% mais do que se hospedar em um equivalente hotel em Paris.

- Leve adaptador de tomada. O Brasil adotou um sistema que só existe no Brasil, e muda a cada 4 ou 5 anos, gerando milhões para algumas empresas.

TELECOMUNICAÇÕES
:

- O sinal é péssimo, um dos piores do mundo.

- 4G não existe na maioria das cidades.

- A internet é horrível e caríssima. Para o Brasil chegar aos níveis do Iraque deveria dobrar o investimento em banda larga. vide http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/conexao-de-internet-no-brasil-e-mais-lenta-que-no-iraque-e-cazaquistao

SEGURANÇA:

- Se você não gostou do que leu até agora, o pior está aqui.

- No Brasil há mais assassinatos que na Palestina, no Afeganistão, Síria e no Iraque JUNTOS.

- No Brasil há mais assassinatos que em toda a AMÉRICA DO NORTE + EUROPA + JAPÃO + OCEANIA.

- A guerra do Vietnã matou 50.000 pessoas em 7 anos. No Brasil se mata a mesma quantidade em um ano.

- Ano passado foram 50.177 segundo o governo, segundo a ONGs superam 63.000 mortes.

- Todo brasileiro conhece alguém que foi assassinado.

- 1% dos casos resultam em prisão.

- Este 1% não chega a cumprir 1/6 da pena, e é beneficiado por vantagens que se dão aos criminosos.

- Não leve o cartão consigo, você pode ser vítima de uma espécie de sequestro que só tem no Brasil: “Sequestro Relâmpago”.

- Não use relógios, máquinas fotográficas, celulares, pulseiras, brincos, colares, anéis, bolsas caras, bonés caros, óculos caros, tênis caro, etc… vista-se da forma mais simples possível.

- Não ande pelas ruas após as 22hs.

- Só faça câmbio em bancos ou casas autorizadas. Existe uma grande quantidade de moeda falsa e estrangeiros são alvo fácil.

CONCLUSÃO
:

- O que falta no Brasil é educação. Os números são assustadores, mesmo quando comparados com seus vizinhos sul americanos.

- O Brasil tem uma porcentagem de universitários menor que o Paraguai;

- A Argentina tem 5 prêmios Nobel, a Colombia 3, o Chile 3, a Venezuela 1, a Colombia 4, o Brasil??? Zero!

- Entre as 300 melhores Universidades do mundo, não tem nenhuma Universidade Brasileira.
- No Brasil há 33.000.000 de analfabetos funcionais.

- Ano passado surgiram 300.000 novos analfabetos.

- No ranking da ONU de 2012 o Brasil, que já estava mal colocado, caiu mais 3 posições, e hoje é o número 88 no mundo. (A França é 5.)

- UMA VERGONHA INTERNACIONAL mas o brasileiro está muito feliz de ser pentacampeão de futebol. Nos corredores da FIFA já se admite que foi o maior erro da história da Instituição eleger o Brasil como sede."
 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Diogo Costa apresenta sete verdades cruéis sobre o Brasil

Por André,
"Se todo o mundo tivesse que viver sem nenhum tipo de contribuição científica brasileira, o mundo seria praticamente o mesmo. Por outro lado, o Brasil já ganhou 3 Prêmios Lênin da Paz. (...) E ganhar o Prêmio Lênin da Paz é tipo ganhar o Prêmio Titanic da Navegação: Não é algo que a gente parece que precisa se orgulhar bastante..."
 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Blog "estamos ricos" denuncia bolha imobiliária no Brasil

Por André,

Um simples blog está a prestar um serviço público de extrema qualidade: a denúncia de uma verdadeira bolha imobiliária no Brasil (alguns economistas não-governistas já alertavam para o fato há algum tempo). As comparações são incríveis, casas meia-boca têm custo equivalente ao de casas bem estruturadas em capitais ricas, caras (e mais seguras) do mundo:



e ainda

terça-feira, 12 de novembro de 2013

O americano não conhece o Brasil. E os brasileiros?

Por André,

Vejam só o depoimento "engraçadíssimo" de uma mineira sobre sua estadia na América e sua surpresa com o pouco conhecimento do povo americano acerca do Brasil:


Isadora é mais uma daquelas adolescentes com necessidade de expressar sua revolta vazia na internet. É a idade dos protorrevolucionários, do imbecil juvenil ("O jovem só pode ser levado a sério quando fica velho. [...] O cretino fundamental é o jovem." Nelson Rodrigues).

Isadora ficou surpresa com o desconhecimento do americano sobre o Brasil. Esses vídeos evidenciam um fato interessante: e aquele papinho de esquizofrênico de que "todos amam e adoram o Brasil no exterior", de que não se fala mal do Brasil fora do Brasil e toda aquela retórica patriótica vazia? É preciso se decidir: ou os estrangeiros sabem tudo sobre o Brasil, por isso o adoram (ou pior ainda: adoram o Brasil porque nada sabem sobre ele) ou nada sabem sobre as terras tupiniquins e por isso devem ser objeto de nosso desprezo. 

Se o americano deve ser desprezado por não conhecer fatos geográficos sobre o Brasil e o brasileiro, deve ser o quê? Tanto por não saber fatos elementares sobre a geografia brasileira, mas mundial? Para ficar no básico: 50% dos brasileiros são incapazes do localizar o Brasil num mapa-múndi e outros 2% pensam que ele fica dentro da Argentina. Se o nível de conhecimento acerca da geografia nacional é esse, imagine do restante do globo?

O jornalista Guga Chacra elencou um quiz sobre a América (leve em conta o fato de que os EUA é o maior país do planeta - se poucos sabemos sobre ele, imagine sobre os demais...) que pode te ajudar a medir seus conhecimentos sobre o Brasil: Americanos não sabem nada sobre o Brasil? E quanto sabemos dos EUA?

Outra pergunta que tocará na ferida de muitos pseudopatriotas: é fato que os americanos não conhecem o Brasil, mas POR QUE deveriam?

É ruim que associem a imagem do Brasil ao carnaval, futebol e mulheres nuas? Talvez porque esses sejam nossos únicos produtos exportados em larga escala (literalmente - a estimativa atual é que haja 75 mil prostitutas brasileiras na Europa). Ademais: quantos brasileiros não associam a imagem da América a obesidade, Hollywood, McDonalds, Coca Cola etc? Será que a associação deixa os americanos felizes?

Malgrado uma recente relevância econômica (lanterninha dos BRICs), qual a significância do Brasil no contexto mundial? Quais os grandes filósofos? Grandes autores de literatura? Prêmios Nobel? Invenções tecnológicas?

Nulas até o presente momento.

Portanto, se nada sabemos até acerca da América, imagine do Uruguai, da Botsuana, de Luxemburgo ou das Ilhas Seichelles? Será que os habitantes desses países se incomodam com a ignorância mundial acerca deles? E você, sabe algo? Sabe algo da Lituânia? Aposto que não e os lituanos têm muito a se incomodar com isso, pois dão uma surra em muita república de bananas:


Qual a capital da Lituânia mesmo? Ahh... bem, reclamar com a mínima autoridade vai ficar para a próxima. Um abraço!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Playstation 4 no Chile: 1,62 mil, total da viagem caso vá lá buscar: 2,7 mil.

Por G1,

Passagem para o Chile, hospedagem e PS4

No Chile, o PlayStation 4 será vendido pelo equivalente a R$ 1,4 mil - o valor mais barato entre os países da América Latina. Considerando a compra de uma passagem ida e volta para Santiago, hospedagem em um albergue e o PlayStation 4 no preço local, a empreitada sai mais em conta do que comprar o videogame nas lojas brasileiras. Entretanto, o PS4 chileno custa, em dólares, US$ 668, o que ultrapassa a cota de US$ 500 para produtos comprados em viagens ao exterior. Mesmo declarando o excedente, o valor do console pode aumentar para US$ 752 (R$ 1624,30).

Passagem ida e volta para Santiago com saída 28/11: R$ 1 mil;
Albergue por 3 dias: R$ 100
PlayStation 4: R$ 1,62 mil
Total: R$ 2,7 mil

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

USP despenca no principal ranking universitário da atualidade. 77 das 200 primeiras são americanas


A USP perdeu pelo menos 68 casas no ranking universitário THE (Times Higher Education), a principal listagem de universidades da atualidade. 

A universidade --única do Brasil que figurava entre as 200 melhores do mundo-- passou de 158º lugar em 2012 para o grupo de 226º a 250º lugar. 

A posição específica no ranking não é informada pelo THE, que, a partir do 200º lugar, divulga os resultados em grupos de universidades. 

A Unicamp também caiu e passou de 251º a 275º lugar (em 2012) para 301º a 350º lugar.
Os Estados Unidos continuam dominando o ranking. A melhor universidade do mundo, Caltech, é norte-americana. Além disso, 77 das 200 melhores do mundo estão em solo dos EUA.
O editor do THE, Phil Baty, classificou o resultado como "negativo para o Brasil". 

"Um país com seu tamanho e poder econômico precisa de universidades competitivas internacionalmente", disse. "É um golpe sério perder a única universidade que estava entre as 200 melhores." 

PARA INGLÊS NÃO VER
 
Baty destacou ainda a importância da internacionalização nas universidades brasileiras para melhorar os resultados. 

"É preciso incentivar o uso do inglês na sala de aula. Muitos países que não são de língua inglesa já usam o inglês no meio acadêmico." Entre eles, estão a Holanda, a Alemanha e a França --países com universidades entre as cem melhores do mundo. 

Essa bandeira do inglês tem sido destacada também por especialistas brasileiros. 

De acordo com Leandro Tessler, físico da Unicamp e especialista em relações internacionais, há uma resistência interna na universidade brasileira ao inglês. 

"Temos a tradição de resistir a cursos em inglês na universidade, como se fosse uma questão de soberania." 

Sem ter aulas em inglês, o Brasil perde pontos em boa parte dos indicadores do THE, que avaliam, por exemplo, a quantidade de alunos e de professores estrangeiros. 

Além disso, as publicações científicas exclusivamente em português também diminuem a quantidade de citações recebidas por outros cientistas. Esse critério --as citações-- valem 30% das notas recebidas por cada universidade. 

O Brasil foi o único país que saiu do grupo de países com universidades entre as 200 melhores do mundo. Noruega, Espanha e Turquia entraram para o grupo de elite. 

Confira a lista completa no link.

Educação brasileira fica entre 35 piores em ranking global

Por Exame,

São Paulo – O Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) é mais um órgão internacional a martelar o que mesmo as autoridades brasileiras reconhecem: quando se trata de educação, o Brasil está mais perto dos piores exemplos do mundo do que dos melhores. Em seu Relatório de Capital Humano, o WEF colocou o país na 88ª posição de um total de 122 países quando se trata de educação.

sso nos coloca mais perto dos lanternas Burkina Faso (121º) e Iêmen (122º) do que da Finlândia (1º) e Canadá (2º), que lideram neste indicador. Olhando a lista de maneira invertida, pode-se dizer que o país tem o 35º pior desempenho em educação.

Para chegar a esta nada honrosa posição, o Brasil falhou principalmente na qualidade do ensino em matemática e ciência, quando de fato ficou entre os 15 piores do mundo, em 112º lugar (veja tabela detalhada abaixo).

Matemática já era a pior disciplina entre os brasileiros atestada no último Pisa, exame realizado com alunos de 65 países do globo cujo resultado mais recente é de 2010. O Brasil ficou então em 57º na disciplina.

Educação leva o Brasil – e o brasileiro - para baixo

O chamado Índice de Capital Humano, do WEF, mede o quanto os países permitem que o desenvolvimento de seus habitantes se converta em vantagem econômica.

A educação é a principal culpada por deixar o Brasil na 57º colocação geral de qualidade de mão-de-obra, já que nos demais indicadores – como emprego e ambiente estrutural – o desempenho brasileiro fica até 12 casas abaixo.

Não só isso: Brasil está melhor que a média da América Latina e de países de mesmo nível de renda em todos os pilares do índice. Menos, claro, em Educação.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Analfabetismo aumentou de um ano para outro no Brasil. Mídia burguesa e reacionária diz que ele "parou de cair"

Por Globo,

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios mostrou que o analfabetismo no país parou de cair e que água na torneira e coleta de lixo ainda são grandes problemas.

O lixo da casa de Apolinário Libório de Sousa vai para o fundo do quintal, bem no lugar onde a neta dele brinca todos os dias. “Não passa o caminhão que carrega o lixo, e eu nem sei quando é que vai passar”, diz.

Seu Apolinário mora em Paço do Lumiar, no Maranhão, o estado o país que - proporcionalmente - tem o menor número de casas com coleta de lixo. São 54%, segundo a pesquisa nacional por amostra de domicílios, feita pelo IBGE.

A média de domicílios com coleta, em todo o país, se manteve a mesma entre 2011 e 2012: 88%. 
Em Rondônia, o problema é água na torneira. O pedreiro Gabriel Batista, morador da periferia de Porto Velho, tem que buscar na escola. “Não temos água em lugar nenhum. Só estamos bebendo hoje, agradece a escola", conta.

Menos de 41% das casas do estado tinham água encanada em 2012. A média nacional é bem maior: 85% dos 62,8 milhões de domicílios brasileiros têm abastecimento permanente de água.

A presença de rede de esgoto aumentou entre os dois anos. Chegou a 57,1% das casas pesquisadas. O fornecimento de energia elétrica, no entanto, chega a quase todos os lares. 99,5% do total.

Outra boa notícia foi a queda do trabalho infantil. Entre 2011 e 2012, 156 mil brasileiros entre 5 e 17 anos deixaram e ser explorados. Mas ainda existem 3,5 milhões de crianças e jovens nessa situação. A maioria é homem e trabalha na roça.

A pesquisa revelou também que existem 13,2 milhões de pessoas no país que não sabem ler e escrever. E uma má noticia: o índice de analfabetismo, que vinha caindo no Brasil, voltou a crescer entre 2011 e 2012.

A pesquisa considera analfabetos os cidadãos com 15 anos ou mais que não saibam ler e escrever. O índice foi de 8,6% para 8,7%. A variação de 0,1 ponto percentual é considerada dentro da margem de erro pelo IBGE. Foi a primeira vez que o analfabetismo não caiu em relação ao ano anterior desde 1997.

“Pode ver que em todas as faixas etárias nós estamos em manutenção do percentual. Nós entramos em uma fase de estagnação. Não pode 1% dos indivíduos de 15 anos ou mais ser analfabeto nesse país que conseguiu universalizar o acesso à escola", explica o professor do departamento de geografia da USP Wanderley Messias da Costa.

A região Nordeste concentra mais da metade dos analfabetos do Brasil. O maior índice é o de Alagoas, com 21,8% da população de jovens e adultos do estado.

O IBGE também pesquisou o grupo de analfabetos funcionais, pessoas com menos de quatro anos de estudos completos. Eles representam 18,3% da população com 15 anos ou mais.

Dona Maria do Rosário fez apenas dois anos de escola, tinha que ajudar os pais na lavoura.
A leitura sempre fez falta e agora, aos 55 anos de idade, ela voltou a estudar.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Brasil já é decepção para The Economist

Por André,


"A The Economist, revista britânica normalmente alinhada com a esquerda light europeia, se empolgou com o Brasil em 2009, já no clima eleitoral da votação que colocou Dilma no Planalto no ano seguinte, assim como bancou a cheerleader de Barack Obama em tempo de influenciar a eleição do ano passado. Depois a revista 'se arrepende', mas assim fica fácil né? Apoia esquerdista na eleição e depois diz 'desculpa aí, gente'. Eu não desculpo. Depois não sabem por que, no Brasil, é publicada pela Cartilha Capetal." (Alexandre Borges)

"'O comunismo era bom, mas se desvirtuou...'; 'O PT era bom, mas se corrompeu...'; 'O Brasil ia decolar, mas caiu...'; 'A Terra era o centro do universo, mas aí veio o Sol e...'" (Felipe Moura Brasil)
Me lembro bem do injustificado furor com a economia brasileira quando esta ultrapassou a britânica. Bem como o tratamento dado aos que analisaram o fato de forma cética e centrada (a reação de Miguel Nicolelis em situação semelhante pode ser observada aqui). 
A primeira capa da The Economist, publicação de agrado da esquerda festiva mundial, foi motivo de confetes no meio da mídia governista, será que a segunda capa receberá a mesma atenção? Muito provavelmente não, agora, para a militância petista e sua esgotosfera, a The Economist faz parte da rede imperialista invejosa-gringa-falida-anti-Brasil.

O Brasil estragou tudo?, questiona revista 'Economist'

 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Moradores têm medo de aceitar emprego e perder o Bolsa Família

Por Estadão,

A segurança do Bolsa Família tem um significado tão forte para os moradores de Manari - como de muitos outros lugares no País - que rivaliza até mesmo com um emprego com salário bem mais alto. Quando o repórter do Estado estava na Secretaria de Assistência Social, uma mulher veio perguntar se, uma vez aceitando um emprego com carteira assinada no Espírito Santo, o seu cartão do Bolsa Família, que vence em breve, não seria renovado. O funcionário respondeu que sim. A mulher, que tem um filho, disse ao Estado que então provavelmente não aceitaria o emprego. "Depois volto e fico sem cartão", teme ela. "Não quero ficar sem o cartão." A mulher, que pediu para não ser identificada, disse que o salário oferecido era de R$ 700, para trabalhar de empregada doméstica. Ela recebe R$ 150 do Bolsa Família, e mais R$ 60 por mês como empregada doméstica em Manari - onde salários tão baixos são comuns. O funcionário contou que frequentemente as pessoas em Manari rejeitam empregos com receio de perder o Bolsa Família. 

L.S.

Legislação tributária vira livro de 6 toneladas

Por Estadão,

De tão ousada e inusitada, a ideia chegou a ser tachada como uma "verdadeira insanidade" pelos colegas, mas o advogado mineiro Vinícios Leôncio ignorou os descrentes e iniciou há quase duas décadas um projeto para reunir em livro as legislações tributárias do País. 

Movido pela inconformidade com o que considera um excesso de normas, o tributarista queria, a princípio, apenas mostrar de forma simbólica o peso dessa legislação no custo das empresas brasileiras. 

Porém, ao agrupar numa publicação toda a legislação nacional, Leôncio acabou por credenciar sua obra ao ingresso no Guinness World of Records como a mais volumosa e com o maior número de páginas do mundo.

Previsto para ser concluído em junho deste ano, o livro conta atualmente com cerca de 27 mil páginas impressas - cada uma delas com 2,2 metros de altura por 1,4 metro de largura. Depois de pronta, a obra pesará 6,2 toneladas para um total de 43.216 páginas, que, se enfileiradas, alcançariam uma distância de 95 quilômetros. 

"A legislação brasileira é muito extensa, mas ela nunca teve visibilidade concreta. Essa foi a ideia, mostrar para a sociedade o tamanho dessa legislação, de um país que edita (em média) 35 normas tributárias por dia útil", destaca Leôncio, um estudioso do assunto. 

"A questão era justificar o peso que tem a burocracia tributária na economia das empresas e procurar saber por que o Brasil é o único país do mundo no qual as empresas consomem 2,6 mil horas anuais para liquidar seus impostos, só de burocracia."

O espírito crítico do advogado em relação ao assunto fica evidente no título que ele escolheu para a obra: Pátria Amada. "Tem de amar muito essa pátria para tolerar isso", ironiza. "Até nós, advogados tributaristas, temos dificuldade de acompanhar esse volume enorme de legislação."

Cruzada. Leôncio iniciou seu projeto em 1992. Desde então, o advogado mineiro empreendeu uma verdadeira cruzada para viabilizar tecnicamente a empreitada e desembolsou cerca de R$ 1 milhão (aproximadamente 35% desse total foi gasto com impostos, segundo o advogado).

A primeira dificuldade foi encontrar uma gráfica que aceitasse a encomenda. Todas que foram procuradas recusaram. "O Brasil não tem nenhuma impressora com esse padrão."

Com o auxílio de um gráfico amigo, que topou o desafio, a solução encontrada foi adaptar uma impressora de outdoors. Para isso, no entanto, Leôncio precisou enviar emissários à China, que adquiriram equipamentos e importaram tecnologia para a manutenção da impressora. Ele praticamente montou uma gráfica em Contagem, na região metropolitana da capital mineira. 

Após muitos empecilhos, em 2010 os técnicos conseguiram que a máquina imprimisse os dois lados da folha imensa. Em fonte Times New Roman, as letras têm corpo tamanho 18, impressas com tinta de vida útil de 500 anos. O advogado pretende também que a obra possa ser consultada e pediu que um engenheiro aeronáutico desenvolvesse amortecedores para regular a virada das páginas. 

Leôncio, contudo, considera que a maior dificuldade enfrentada foi mesmo a de agrupar as 27 diferentes legislações dos Estados e do Distrito Federal e os mais de 5 mil códigos tributários dos municípios brasileiros. "Em vários municípios, o código ainda está escrito a mão."

Parte do levantamento precisou ser feito in loco. "No auge dessa pesquisa cheguei a ter 45 pessoas trabalhando para mim. Nem todos os municípios têm sites e a legislação disponibilizada eletronicamente. Aí é com correspondência... Mas, mesmo assim, muitas prefeituras não se dispõem a colaborar, fornecer a legislação, embora seja pública."

"Susto". Para mostrar a dimensão de seu projeto, Leôncio afixou algumas páginas na parede da biblioteca de seu confortável e amplo escritório, na região centro-sul de Belo Horizonte. O advogado garante que sua aspiração nunca foi o Guinness Book, mas sim chamar a atenção para a necessidade de uma reforma tributária. 

"Não me passava pela cabeça essa coisa de recorde, mas com o passar dos anos eu fui percebendo que o livro será o maior do mundo", diz, salientando que o atual título pertence a um livro sueco de 2,7 toneladas.

Leôncio assegura também que não espera nenhum retorno financeiro com o projeto. Enquanto apresenta à reportagem gráficos comparativos - que mostram que o tempo anual gasto para o pagamento de impostos no Brasil é muito superior ao de outros países (sejam os dez mais ricos, os dez mais pobres ou mesmo os 15 mais burocráticos do mundo) -, ele observa que espera mesmo é que sua obra leve o próprio Estado a fazer uma reflexão.

"Acho que a sociedade vai levar um susto com isso. A própria classe política, o Fisco, eles não tem noção, em todas as esferas estatais, do tamanho da legislação tributária brasileira."

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Além dos tradicionais 50.000: " Em 15 anos, 130 mil homicídios deixaram de ser contabilizados no Brasil, diz levantamento"

Por UOL,

Um levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que mais de 100 mil homicídios deixaram de ser contabilizados nos últimos 15 anos no Brasil.

De 1996 a 2010, cerca de 130 mil homicídios não entraram nas estatísticas de mortes violentas do Brasil, o que representa 8,6 mil homicídios não registrados por ano.

A descoberta foi feita pelo pesquisador do instituto Daniel Cerqueira que analisou os dados de mortes por causas indeterminadas do Datasus, Banco de dados do Sistema Único de Saúde, criado pelo Ministério da Saúde. A pesquisa foi divulgada no programa "Fantástico" (Rede Globo) na noite deste domingo (4).

Segundo Cerqueira, nos últimos 15 anos, 175 mil pessoas foram mortas de forma violenta por causas indeterminadas no Brasil, entre as quais o Estado não sabe explicar a causa da morte.

Após a pesquisa, descobriu-se que 74% das mortes indeterminadas se tratavam de homicídios. Desta forma, concluiu-se que a taxa de homicídios no Brasil é 18,65% maior do que se diz hoje.

Para o pesquisador, a falta de comunicação entra a polícia e as secretarias municipais de saúde que notificam os casos de morte é uma das causas que levam ao deficit estatístico.

A secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, afirmou ao programa que os dados do Ministério da Saúde são "excelentes para desenvolver política para a saúde", mas "tardios e às vezes equivocados" para a segurança pública. Ela também diz que o governo federal planeja implantar um sistema de informação mais confiável.

Em nota ao "Fantástico", o Ministério da Saúde disse que está melhorando o sistema de coleta e análise destes dados e informou que o número de mortes sem causa determinada caiu de 10 a 7% entre 2011 e 2012.

Rio lidera ranking de assassinatos não contabilizados

Sete Estados lideram o ranking de homicídios não contabilizados, segundo o levantamento, que calculou a média de assassinatos entre 2007 e 2010 para cada 100 mil habitantes.

Os Estados são, na ordem: Rio de Janeiro, com taxa de 16,2, Bahia (10,9), Rio Grande do Norte (7,7), Pernambuco (5), Roraima (4,2), Minas Gerais e São Paulo (ambos com 4,1), ainda conforme a pesquisa.

sábado, 3 de agosto de 2013

Gastos públicos com os estádios da Copa já passam de R$ 8,5 bilhões

Por LanceNet,

O alto custo da construção dos 12 estádios a serem utilizados na Copa do Mundo de 2014 é um dos principais alvos de reclamação dos protestos que tomam conta do Brasil nos últimos dias. Também pudera: mais de R$ 8,5 bilhões deverão ser gastos apenas nas obras das arenas. E todo esse dinheiro vem através do investimento público.

A previsão inicial do gastos com o erguimento/reforma de todos os 12 estádios juntos era de aproximadamente R$ 5,1 bilhões. Só que, no momento, já que há seis ainda a serem concluídos, o valor já saltou para cerca de R$ 7,3 bilhões - um aumento de 43%. Além disso, há de se levar em conta os outros milhões que precisarão ser pagos em prestações aos consórcios, pela utilização de alguns dos palcos, como a Fonte Nova. Esse montante também entra na conta ao final.

A maior parte do investimento público ocorre através do financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), acima dos R$ 3,6 bilhões.  Além disso são mais de R$ 3,3 bilhões de outros bancos, como a Caixa Econômica Federal, e as prestações citadas acima. Os governos estaduais entram com pouco mais de R$ 1,1 bilhão e as prefeituras com R$ 466 milhões. A contribuição do setor privado para as construções foi bem menor: em torno de R$ 329,4 milhões. Algo distante da Copa "100% privada" criada pelo ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

De acordo com as últimas informações do Ministério do Esporte, os gastos com a Copa do Mundo (inclunido aí estádios, mobilidade urbana, aeroportos etc) passaram de cerca de R$ 28 milhões. Para comparação: conforme publicado em abril no Diário Oficial, o Orçamento da União para 2013 prevê o destino de R$ 99,8 bilhões para o Ministério da Saúde e outros R$ 81,1 bilhões para a Educação.

Transparência vira confusão

Uma das principais promessas do governo federal quando se confirmou o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 foi de que os gastos públicos teriam total transparência e de que a população poderia, inclusive, acompanhar os relatórios em tempo real. No entanto, as atualizações não têm sido frequentes e as fontes são confusas e muitas vezes contraditórias. É o que ressalta o fundador e secretário geral da ONG Contas Abertas, Gil Castelo Branco.

– Existe uma enorme quantidade de portais dos estados e da União, mas muitas vezes estão com informações conflitantes e contraditórias. A maioria deles está desatualizada – explicou.

Mané Garrincha no top 5 mais caros

O Mané Garrincha, em Brasília, é o estádio mais caro entre os construídos para a Copa-2014 e um dos mais caros na história das Copas do Mundo. Um estudo da ONG Play the Game mede o custo dos empreendimentos em preço por assento. A arena brasileira, com valor final estimado em R$ 1,2 bilhão, custaria, portanto, aproximadamente R$ 16,8 mil/assento.

O Sapporo Dome, no Japão, lidera o ranking, com custo de R$ 21,8 mil/assento. O Cape Town Stadium, na África do Sul, é o segundo, com R$ 21,2  mil/assento. O terceiro é o Nissan Stadium, também no Japão, com R$ 18,7 mil/assento, seguido pelo Mané Garrincha.

Os dois estádios japoneses são lucrativos, e, além de jogos de futebol, chegam a receber mais de 70 partidas de beisebol em uma só temporada. Já a arena sul-africana é problemática: média de 4 mil pessoas, em um estádio com capacidade para 55 mil, e prejuízos anuais acima de R$ 10 milhões. Com média de público inferior a mil pagantes no Estadual, o Mané Garrincha requer alternativas para não ter destino igual. Como, por exemplo, receber jogos de times de outros estados.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

A soma das dívidas interna e externa do Brasil

Por André,



Um dos grandes chavões de Lula em seu primeiro mandato foi a suposta quitação da dívida externa, pagar o FMI e blablablás afins, o que serviu para inflar o discurso tanto petista quanto antiamericano ("agora não dependemos/devemos mais para os EUA).

Ao que parece, mais uma vez, a coisa não saiu do terreno da pura sentimentalização da esquerda e da retórica vazia do PT. Como vocês leram, no melhor modo petista, Guido Mantega quer que o FMI mude as formas de fazer cálculos para diminuir a dívida brasileira.

Vamos conferir os valores reais, tanto da dívida interna quanto externa do Brasil, de acordo com o CIA World Factbook:

Public debt:
58.8% of GDP (2012 est.)

Considerando o PIB de 2012 registrado no Banco Mundial, podemos calcular:

Dívida interna: US$ 1,3 trilhão  (essa dívida é corrigida pela SELIC)

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Debt - external:
   
Dívida externa: US$428.3 billion (31 December 2012 est.)

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TOTAL da dívida:

Dívida interna + dívida externa:  US$ 1,735 trilhão (ou R$ 3,9 trilhões, convertendo na cotação de hj do dólar comercial)

Fontes:

https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/br.html

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Peregrino da JMJ afirma: "Comida aqui é mais cara que na Austrália"

Por UOL,

Entre outros problemas com a Jornada Mundial da Juventude, turistas roubados, lama (Cabral culpou a chuva e o excesso de reclamações ao "complexo de vira-lata"), uma fala dos peregrinos me chamou a atenção, embora não seja nenhuma novidade para mim:

"A comida é cara, mais cara que na Austrália" 

Não pagamos mais caro apenas pelos iPhones e BigMacs, mas por alimentos em geral, roupas, carros, combustível etc. etc.

Me lembro de pesquisa feita que mostrava que jantares equivalentes, em bons restaurantes, são mais caros em São Paulo e Rio de Janeiro do que em Londres e Paris. Sem mencionar EUA, o que seria uma covardia.