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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Golpe? Que seja provado no STF!

Por André,

STF dá prazo de 10 dias para Dilma provar que se tratou de um "golpe".

A grande (e brilhante) "armadilha" nessa ação é que caso a Dilma se manifeste junto ao STF alegando que sofreu mesmo um golpe e, sabendo disso, não tomou nenhuma das medidas previstas na Constituição para impedi-lo de ocorrer (declarar de estado de sítio, convocar as Forças Armadas etc.), na prática, significará que ela cometeu o crime de responsabilidade previsto no art. 4, II, da lei 1.079/50.

Ou seja, negando que houve um golpe ("ah, é apenas discurso para a militância e tal") Ou afirmando que houve, Dilma se desmoraliza.

sábado, 30 de abril de 2016

domingo, 24 de abril de 2016

Guilherme Boulos é ensinado de forma massacrante por Demétrio Magnoli

Por André,

Sintetizando alguns pontos que eu mesmo já disse aqui: nosso esforço atual deve ser para COMBATER a narrativa do golpe. Se há um golpe em curso, o PT e os petistas estão chamando todas as nossas instituições de golpistas, inclusive o STF.





Aqui a versão completa:





Dilma antecipa Magnoli a Boulos e chama STF de golpista.

Dias Toffoli afirma que alegação do golpe é por em xeque as instituições brasileiras.


Quatro pontos sobre o debate que destaco:


Primeiro, Demétrio refuta a tese do golpe com uma tranquilidade cirúrgica.

Segundo, a esquerda "que está aí" é, além de desonesta, muito limitada. Um cabo de vassoura com uma guirlanda verde é mais refinado que o Boulos.

Terceiro, dá pra triturar em um debate sem ter o estilão histriônico (Janaína Paschoal etc). Em alguns casos é uma postura interessante a se adotar.

Quarto, se as coisas fossem minimamente normais, o debate deveria ser entre conservadores e esquerdistas como o Demétrio e não entre a esquerda que quer os mesmos remédios que Lênin queria.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

A derrocada da narrativa do "golpe": para revista "Carta Maior", STF também é golpista!

Por André,

A "revista" Carta Maior resolveu disparar sobre a última das instituições nacionais, o Supremo Tribunal Federal:


As esquerdas consideram o Brasil uma república de bananas. Todas as nossas instituições, nossa mídia e nosso povo é golpista. Até o famigerado STF, famigerado STF do ultrapetista Celso de Mello, do bacharelzinho do PT Dias Toffoli, até esse STF eles estão chamando de "golpista".

Para não ser golpista só resta uma coisa: pular. Quem não for golpista pula!

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Spotniks dá as regras: também foi um congresso sujo que depôs Collor. E aí?

Por Spotniks,

Jair Bolsonaro votou pela abertura do impeachment de Fernando Collor em 1992. Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin também. Roseana Sarney e Sarney Filho votaram da mesma forma. Eram todos então deputados federais.

Ibsen Pinheiro, então presidente da Câmara do Deputados, cargo que pertence hoje a Eduardo Cunha, votou a favor. Ibsen foi cassado poucos meses depois por participar do Escândalo dos Anões do Orçamento - sofreu uma denúncia falsa da revista Veja, mas teve movimentações bancárias que não conseguiu explicar. Foi condenado a ficar afastado da vida pública por oito anos (o processo em que era acusado de sonegação fiscal foi arquivado anos depois). Na primeira eleição em que pode voltar a concorrer, em 2002, não se elegeu.

Os deputados Carlos Benevides, Fábio Raunhetti, José Geraldo e Raquel Cândido também votaram a favor do impeachment de Collor. Todos eles perderam seus mandatos poucos meses depois, envolvidos em esquemas de corrupção.

Cid Carvalho, Genebaldo Correia e Manoel Moreira também tiveram seus mandatos cassados por corrupção, mas renunciaram antes, em 1994. Todos votaram a favor do impeachment de Collor.

Sérgio Naya seguiu o mesmo voto, em defesa do impedimento. Foi cassado cometendo uma imensa lista de crimes, revelados após o desabamento do edifício Palace II, no Rio de Janeiro. Naya possuía milhares de imóveis em diversos países, uma dezena de carros de luxo e três jatinhos. Vivia numa cobertura de mil metros quadrados e era famoso por "ceder" imóveis para que uns 40 amigos e políticos vivessem gratuitamente - tal qual Lula diz ter vivido no sítio de Atibaia.

Todos esses caras eram favoráveis ao impeachment. Todos seguindo o mesmo voto de figuras como os então deputados José Dirceu, José Genoíno e Luiz Gushiken, petistas que entrariam no goto da história, envolvidos nas mais variadas falcatruas.

Em 1992, Collor sofreu um impeachment justo nas mãos de um Congresso sujo. Isso, no entanto, não foi motivo para que movimentos sociais e estudantis, sindicatos, centros acadêmicos, classe artística, imprensa e a esquerda em geral simplesmente deixassem de lutar pelo impedimento do presidente. Ter defensores da ditadura e políticos corruptos do lado pró-impeachment não era razão suficiente para que os então deputados Aloizio Mercadante, Jandira Feghali, Aldo Rebelo, Benedita da Silva, Florestan Fernandes e Miguel Arraes deixassem de dar seus votos favoráveis ao impeachment. Tampouco foi motivo para que Lula não apoiasse a causa.

Agora, você pode continuar usando esse argumento em 2016, negando defender o impedimento de Dilma porque ele é arquitetado por políticos corruptos - e ignorando o cenário vivido em 1992. Mas a verdade é que só estará deixando explícito aquilo que todo mundo já sabe: você não leu as páginas dos livros de história que você jura ter monopolizado a leitura.

- Rodrigo da Silva, editor do Spotniks.

No terreno do discurso, a batalha deve ser para desconstruir a narrativa do "golpe"

Por André,

A guerra contra a esquerda é, em muito, travada no terreno da narrativa, do cativo ao imaginário das pessoas normais e comuns. Os pelegos, incapazes de refutar a argumentação a favor do impeachment, tentam emplacar a narrativa que se trata de um golpe para desmerecer o processo.

Outros tentam emplacar a crítica a Eduardo Cunha, sem estabelecer uma distinção entre a condição abstrata de presidente da Câmara e sua pessoa jurídica. Contudo, como é possível falar em um golpe: 

Que levou 13 meses para ocorrer;

Que teve hora marcada;

Que teve 50h de debates e direito de defesa;

Que teve a confirmação do Tribunal de Contas da União quanto a justificativa;

Que teve direito a questionamento no judiciário;

Que teve o rito homologado pelo Supremo Tribunal Federal;

Que levou 22 dos 27 estados a votarem a favor;

Que foi aprovado por um congresso eleito por 59 milhões de eleitores;

Que será validado por um senado eleito por 57 milhões de eleitores;

Que é aprovado por 2/3 da população;

Que ao final, terá consumido 6 meses para realizar os trâmites burocráticos;

Que resultará em um novo governo determinado pela Constituição Federal;

Que por sua vez governará por um prazo limitado pela justiça eleitoral.