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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020
sexta-feira, 22 de junho de 2018
Pachecos, pachequismo ou: torcer é irracional
Por André,
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| “Pacheco”, mascote torcedor da copa de 1982 que virou símbolo e sinônimo de torcedor irracional |
Perdoem o textão, mas esse “manual do analista” está engasgado na garganta desde antes do início da Copa, até para prevenir o que está ocorrendo agora. Antes que eu pareça profeta do passado, vamos às observações:
1) ESTÁ “PERMITIDO” TORCER. Minha posição não é contra “torcida” nem contra o torcedor. Acho um sentimento normal e, em nível de sociedade, até positivo. Bom para o “Volksgeist” (não é pedantismo, é que ainda há espaço para análises com um quê sociológico no futebol, reforçando a falta que faz entre nós um Nelson Rodrigues). Porém, JAMAIS se deve esquecer que torcer é um sentimento IRRACIONAL. Caso não fosse, só haveriam torcedores dos times super-vencedores e grandes. O cara que torce pro time pequeno sabe que o time dele não vai ganhar nada grandioso, mas mesmo assim torce. Uns torcem só pra esse time de menor expressão, outros adotam um maior e por aí vai, porque a escolha por quem você torce não é técnica e racional, mas determinada por fatores incontroláveis, irracionais e normalmente imunes à análise racional. O futebol tem essa aura de irracionalidade que o ronda e isso faz parte da sua mística. É pura análise factual, sem tom de crítica ou intenção de mudança.
2) EU NÃO TORÇO. A última vez que torci pela seleção brasileira foi em 2002. Torcer mesmo — e vale lembrar o que é torcer: gritar, xingar, aumentar o volume da TV, querer que ganhe a todo custo (com a ajuda da arbitragem, sem, jogando bem ou mal, de maneira soberana ou sôfrega, no último minuto etc.). Acho que esse texto não se trata das minhas motivações para não torcer mais para o Brasil. Mas o fato é que eu não torço. Ponto. Eu (tento) fazer análise (não quero posar de analista isento e onisciente, enfatizo o TENTAR, não quer dizer que acerte e faça com 100% de precisão sempre, mas é uma meta). Como normalmente o público do futebol sempre faz. Eu faço tudo que um torcedor (cuja existência está “permitida” e até é saudada, conforme 1) não faz. Em Copas do Mundo, de 2002 até então, o que eu quero ver em Copas é o bom futebol e que boas ideias de jogo sejam brindadas com a vitória. Com exceção de 2006 (sem demérito algum para a Itália e muito menos para seus torcedores), acho que isso ocorreu em 2010 e 2014. Desse meu ponto de vista fiquei satisfeito com as vitórias de Espanha e Alemanha, achei que duas boas ideias de jogo (a primeira influenciando a segunda, inclusive) e duas excelentes gerações foram brindadas com uma Copa do Mundo. Eu não quero um universo futebolístico onde as ideias predominantes são as de Dunga, Felipão ou Parreira. Então eu não “torci” para Alemanha ou Espanha, não me pintei, não gritei, não ergui o volume da TV. Eu não torço, eu quero a máxima realização possível do melhor futebol possível.
3) Considerando 1 e 2, vem inevitavelmente a questão do PATRIOTISMO. Essa questão me persegue desde que abandonei a torcida, mas é preciso admitir, se está permitido torcer, também está permitido não torcer, sem débitos “civis” para não torcedores. Primeiro, eu acho que muita gente seca a seleção brasileira, mas ninguém se pinta, compra camisa, grita a cada lateral em favor dos adversários do Brasil. Outro detalhe: não superestimem torcida, torcida não muda NADA. Exceção feita a algumas torcidas de clubes argentinos, torcedor não apenas não altera a ordem dos fatores como, às vezes, contribui negativamente. Por ser irracional, é volúvel, tudo está bem ou mal conforme a direção do vento. Torcer é superestimado e a postura reativa de torcedores com relação a não torcedores só mostra isso. Está permitido torcer, quem quiser torcer, que torça, quem não quiser, idem. Nada muda.
Os próprios torcedores deveriam se prevenir contra a associação entre não torcer e antipatriotismo. O símbolo nacional desse suposto patriotismo é Galvão Bueno e bastante emblemático desse patriotismo sazonal. Em Copa do Mundo é hora de ficar rouco pelo Brasil, nos demais 47 meses de vida normal é hora de se encastelar luxuosamente em Mônaco. Esse cara é mais patriota que eu, cidadão em absoluto acordo com seus deveres civis e que não acresce nada em nenhuma estatística negativa (de tantas, como também se perdem ao citar o pessoal do “o IDH da Suíça é melhor que o nosso)? Em Copa do Mundo você torce, grita, se pinta, coloca a “pátria na chuteira”, mas depois volta à rotina normal de degradação social, mas o patriota é você e não eu? É nesse tipo de análise que o irracionalismo torcedor se traveste de analista isento.
Em suma: torcedores, torçam! E não encham o saco. Não torcedores, não torçam, fundamentem melhor sua posição (nós é que somos o elefante branco no meio da sala) e também não encham o saco. A postura reativa que pode eventualmente aparecer dos dois lados, mas normalmente aparece mais do lado torcedor deixa transparecer quem é o líder cuja liderança não está clara e precisa ser provada a cada instante (fato que, aliás, precisa ser compreendido urgentemente por brasileiros, a seleção brasileira é penta sim, isso é um fato histórico honorável, mas não é mais bicho papão, leva de 7 em casa, toma sufoco de Suíça, ganha nos acréscimos de Costa Rica etc.). Ninguém é menos patriota, menos cidadão, menos cumpridor de deveres, menos brasileiro por não torcer para o Brasil. Mais torcida e menos pachequismo.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Impressões finais sobre a Copa do Mundo 2014
Por André,
A convite dos amigos Gabriel Paiva e Diego Alves Savegnago, fiz parte do podcast Dissertácido. Sua vigésima edição foi sobre a Copa do Mundo. Fizemos um balanço do evento, formamos nossa seleção e cornetamos quem assim fez por merecer!
As recomendações e seleções de cada participante podem ser conferidas aqui.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
No ano passado, craque alemão avisou: 'Futebol brasileiro dorme desde 2002. E nós estamos no caminho'
Por André,
Campeão alemão Breitner alertou que futebol brasileiro dormia e que Alemanha era favorita ano passado. Foi execrado pela torcida brasileira (trechos específicos aqui, no site da ESPN). Ou completo:
Matt Hummels, zagueiro alemão, confessa ter tido pena do Brasil e "tirado o pé" do jogo
Por André,
Quando li, pela manhã, que Matt Hummels, o excelente zagueiro alemão, havia declarado (ou seria confessado?) - num suspeito site português - que os jogadores alemães, em algum momento do jogo fizeram um "combinado" ostensivo para tirar o pé do jogo, por PENA, para não humilhar o Brasil, não acreditei.
Mas a entrevista completa se apresentou a mim, foi para o Daily Mail.
É chocante ver o estado "atual" (na verdade, execrado pela torcida pacheca, eu venho alertando para a decadência do futebol brasileiro há tempos) do futebol brasileiro.
terça-feira, 17 de junho de 2014
O mito do futebol brasileiro de seleções
Por André,
De Guga Chacra no Facebook:
O Brasil é mesmo o país do
futebol? Nosso último grande jogo foi a final de 2002 contra a Alemanha. Nas
Copas seguintes, em 2006 e 2010, não vencemos nenhuma grande seleção. Nesta,
empatamos com o Mexico, que se classificou para a Copa graças a uma vitória dos
EUA sobre o Panamá.
A Alemanha, no mesmo período,
goleou cinco times por 4 gols, incluindo Argentina, Inglaterra e Portugal.
De verdade, desde quando não
vemos uma atuação do Brasil como a da Holanda contra a Espanha? Desde a vitória
diante da medíocre Escócia em 1982 ou a Polônia em 1986? O 3 a 2 contra a
Holanda em 94? Talvez a última vez tenha sido contra a Itália em 1970
Sei lá, mas acho que fomos no
passado o país do futebol. Hoje temos um time bom, mas nada de excepcional, e
uma torcida sem graça.
Cansei de jogos medíocres.
Queria ver o Brasil jogar como a Holanda ou Alemanha. Só isso. Nem precisa
ganhar a Copa.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Copa começa de um jeitinho bem brasileiro
Por André,
Ao que tudo indica, vai ter Copa. Mas vai ser daquele jeito, com a brasilidade aflorada e posta em prática em suas piores faces: abertura pobre chique, jogo enganoso e com resultado manipulado pela arbitragem.
A palhaçada começou com a abertura: uma axezeira e uma cantora pop cantando "ole ole ole olá" em playback e depois um rapper branco e careca entra para figurar na bola gigante com suas vestes exóticas. Depois, um monte de vegetais entram em campo dançando num ritmo ininteligível. Mais brega e "pobre chique" impossível; pobre chique porque aquela palhaçada supostamente tomou 200 horas de ensaio das pessoas e muitas ramas de dinheiro (19 milhões, para ser específico).
Tudo isso para o twitteiro Mark Jones (confira outras tirações de sarro aqui) reproduzir o cenário da abertura sob o tapete da sala de sua casa:
Muito pouco depois, tivemos a presidente Dilma sendo hostilizada pela torcida. Nunca o chefe de uma nação sede não participou ostensivamente da abertura de uma Copa do Mundo, mas com medo das vaias que invariavelmente ocorreriam, Dilma se escondeu num canto da Arena Corinthians, junto com outras autoridades, inclusive Joseph Blatter. Mas nada disso impediu que Dilma fosse convidada a visitar seu orifício anal:
Outros vídeos pululam pelo Facebook.
O jogo em si não poderia deixar para trás com relação a abertura e foi imbuído de brasilidade. Há anos defendo a tese que a arbitragem mundial é pró-Brasil e quando não influencia descaradamente pró-Brasil mina o psicológico do adversário invertendo faltas ou deixando de marcá-las e adotando um padrão duplo de rigor. Isso é histórico e não tem relação direta necessária com o local geográfico de jogo do Brasil, ele é beneficiado em qualquer canto do globo e a história serve de crivo: http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/02/21/seis-garfadas-da-arbitragem-que-favoreceram-o-brasil-nas-copas.htm.
No Facebook, antes dos lances capitais da partida, eu alertava para as reclamações ostensivas do técnico Felipão e comentava que a temporada de apito amigo havia sido aberta e que a boa vontade do árbitro japonês já era nítida.
O primeiro lance altamente controverso foi a agressão de Neymar em Modric. Ele claramente se projeta com o braço erguido, observando um adversário se aproximar e acerta o jogador croata. Sua reação antes de ver qual a cor do cartão que seria erguido é de desespero, é de quem esperava pelo cartão vermelho. O árbitro japonês foi generoso e deu apenas um amarelo. Sálvio Espíndola, comentarista de arbitragem da ESPN confirmou minha interpretação e disse que o cartão vermelho estaria dentro da normalidade.
O futebol é uma fileira de dominós, uma vez que a primeira peça é derrubada, toda a sequência é afetada. Se Neymar fosse expulso, não teria feito os gols que fez, as jogadas que passaram pelos seus pés, o Brasil teria o ônus de jogar com 10 em campo e o brasileiro estaria fora das duas próximas partidas do Brasil. Ou seja, toda a história dessa Copa se altera desde aí. Como repercutiram alguns jornais argentinos, a despeito do tom de galhofa, se a Copa caminhar assim, é melhor pararmos por aqui e acompanharmos os jogos por mera recreação, torcer é atividade vã porque as equipes de arbitragem já tem um time para torcer.
Depois tivemos o pênalti fantasma sob o jogador Fred. Lance típico dentro da área, pênalti inventado num momento em que o jogo estava equilibrado e com o resultado em aberto. Um pênalti desequilibra emocionalmente o adversário, particularmente numa partida como aquela.
No terceiro gol de Oscar a partida continuava aberta, mas a Croácia acreditava ser possível empatar (e realmente era); abriu seu meio de campo e levou o gol de Oscar aos 45 do segundo tempo, psicológica e fisicamente morta.
Sou contrário a teorias da conspiração, achar que Nishimura foi comprado etc. Não acho que ele tenha sido comprado, mas que há uma enorme atmosfera de boa vontade com o Brasil, apenas isso, atmosfera essa que tira os adversários do sério dentro de campo. Mas brigar com as evidências seria intelectualmente desonesto ["resultados podem ser manipulados no Mundial"; "árbitro denuncia corrupção na arbitragem"; "Árbitros e jogadores foram contatados para manipularem jogos da Copa"].
terça-feira, 15 de abril de 2014
Jornalista dinamarquês desiste de cobrir a Copa e deixa o Brasil
Por Placar,
O jornalista dinamarquês Mikkel Jensen tinha o sonho de cobrir a Copa do Mundo no Brasil, mas não o cumprirá. Segundo ele, que esteve no país desde setembro do ano passado, as mudanças praticadas no país são feitas unicamente para impressionar pessoas como ele e a imprensa internacional. "Eu sou um cara usado para impressionar", justificou, em artigo publicado em seu perfil do Facebook (e que pode ser lido abaixo).
O sonho de Jensen de assistir "o melhor esporte do mundo em um país maravilhoso" terminou a apenas dois meses do pontapé inicial. Em visita a Fortaleza, "a cidade mais violenta a receber um jogo de Copa do Mundo até hoje", o dinamarquês esteve em contato com algumas crianças de rua. Uma delas lhe ofereceu um pacote de amendoins, e o impressionou.
"Esse cara, que não tem nada, ofereceu a única coisa de valor que tinha para um gringo que carregava equipamentos de filmagem no valor de R$ 10.000 e um Master Card no bolso. Inacreditável", relatou Jensen.
O jornalista optou por deixar o país quando se deu conta de que muitas crianças em situação de rua estão desaparecendo para dar aos turistas uma imagem mais "limpa" das cidades-sede. "Eu não posso cobrir esse evento depois de saber que o preço da Copa não só é o mais alto da história em reais – também é um preço que eu estou convencido incluindo vidas das crianças", escreveu.
"Hoje, vou voltar para Dinamarca e não voltarei para o Brasil. Minha presença só está contribuindo para um desagradável show do Brasil. Um show, que eu dois anos e meio atrás estava sonhando em participar, mas hoje eu vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para criticar e focar no preço real da Copa do Mundo do Brasil", concluiu Jensen, que já está de volta à Dinamarca.
Leia o artigo na íntegra:
Quase dois anos e meio atrás eu estava sonhando em cobrir a Copa do Mundo no Brasil. O melhor esporte do mundo em um país maravilhoso. Eu fiz um plano e fui estudar no Brasil, aprendi Português e estava preparado para voltar.
Voltei em setembro de 2013. O sonho seria cumprido. Mas hoje, dois meses antes da festa da Copa eu decidi que não vou continuar aqui. O sonho se transformou em um pesadelo.
Durante cinco meses fiquei documentando as consequências da Copa. Existem várias: remoções, forças armadas e PMs nas comunidades, corrupção, projetos sociais fechando. Eu descobri que todos os projetos e mudanças são por causa de pessoas como eu – um gringo e também uma parte da imprensa internacional. Eu sou um cara usado para impressionar.
Em Março, eu estive em Fortaleza para conhecer a cidade mais violenta a receber um jogo de Copa do Mundo até hoje. Falei com algumas pessoas que me colocaram em contato com crianças da rua e fiquei sabendo que algumas estão desaparecidas. Muitas vezes, são mortas quando estão dormindo a noite em área com muitos turistas. Por que? Para deixar a cidade limpa para os gringo e a imprensa internacional? Por causa de mim?
Em Fortaleza eu encontrei com Allison, 13 anos, que vive nas ruas da cidade. Um cara com uma vida muito difícil. Ele não tinha nada – só um pacote de amendoins. Quando nos encontramos ele me ofereceu tudo o que tinha, ou seja, os amendoins. Esse cara, que não tem nada, ofereceu a única coisa de valor que tinha para um gringo que carregava equipamentos de filmagem no valor de R$10.000 e uma Master Card no bolso. Inacreditável.
Mas a vida dele está em perigo por causa de pessoas como eu. Ele corre o risco de se tornar a próxima vítima da limpeza que acontece na cidade de Fortaleza.
Eu não posso cobrir esse evento depois de saber que o preço da Copa não só é o mais alto da historia em reais e centavos – também é um preço que eu estou convencido incluindo vidas das crianças.
Hoje, vou voltar para Dinamarca e não voltarei para o Brasil. Minha presença só está contribuindo para um desagradável show do Brasil. Um show, que eu dois anos e meio atrás estava sonhando em participar, mas hoje eu vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para criticar e focar no preço real da Copa do Mundo do Brasil.
Alguns quer dois ingressos para França – Equador no dia 25 de Junho?
Mikkel Jensen - jornalista independente do Dinamarca e correspondente em Rio de Janeiro
domingo, 2 de junho de 2013
Selva Brasilis: O Lulo-Petismo na Canarinho: A Era Neymarra e Side...
Selva Brasilis: O Lulo-Petismo na Canarinho: A Era Neymarra e Side...: É amigos, temos que aturar Neymarra esse moleque raquítico de futebol, inteligência, responsabilidade e caráter - mais uma enganação do Sant...
quinta-feira, 12 de julho de 2012
População da América do Sul é tão corrupta quanto Ricardo Teixeira, diz Fifa.
Por Estadão,
População da América do Sul é tão corrupta quanto Ricardo Teixeira, diz Fifa. Entidade afirma que 'maioria' das pessoas que moram no continente acha corrupção 'normal' e tem seus salários vindos de suborno. Assim a Fifa 'justificou' à Justiça que não havia problemas em João Havelange e Ricardo Teixeira não devolverem US$ 2,5 milhões que receberam de suborno.
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Para quem pensa que a corrupção se restringe exclusivamente a política. Tenho essa minha tese há algum tempo, a corrupção está inscrita no DNA do brasileiro. A corrupção em Brasília é só o final da linha do trem. Os políticos corruptos de hoje são as mesmas pessoas que anos atrás tentavam subornar o guarda de trânsito, o guarda que aceitou a propina, o cara que faz gato de TV por assinatura, o cara que compra DVD pirata. Enfim, a corrupção na política é apenas reflexo de uma sociedade corrompida.
Quem acha que a corrupção é exclusivadade da política é de uma ingenuidade sem tamanho. Ela está na sociedade, em níveis básicos (relações inter-pessoais) e em níveis grandes (saúde, educação, política etc).
2º
Torno a recomendar a leitura do livro "JOGO SUJO" do jornalista inglês Andrew Jennings, que fez TODAS essas denúncias há anos atrás e NÃO FOI PROCESSADO por NINGUÉM: nem Havelange nem Teixeira nem Blatter.
Jennings confirma que a Copa só veio para o Brasil graças a um acordo entre Teixeira e Blatter. Nada de putência ecunômica não. O Brasil não consegue organizar uma final de torneio sulamericano, quanto mais algo de maior porte...
3º
MUITO CUIDADO com a política Maluf de ser, em meio a essas denúncias, não caiam na ideia do "rouba mas faz". Pouco importam os fins, o que interessa é com que moral (ou ausência dela) os meios são praticados.
Quem acha que a corrupção é exclusivadade da política é de uma ingenuidade sem tamanho. Ela está na sociedade, em níveis básicos (relações inter-pessoais) e em níveis grandes (saúde, educação, política etc).
2º
Torno a recomendar a leitura do livro "JOGO SUJO" do jornalista inglês Andrew Jennings, que fez TODAS essas denúncias há anos atrás e NÃO FOI PROCESSADO por NINGUÉM: nem Havelange nem Teixeira nem Blatter.
Jennings confirma que a Copa só veio para o Brasil graças a um acordo entre Teixeira e Blatter. Nada de putência ecunômica não. O Brasil não consegue organizar uma final de torneio sulamericano, quanto mais algo de maior porte...
3º
MUITO CUIDADO com a política Maluf de ser, em meio a essas denúncias, não caiam na ideia do "rouba mas faz". Pouco importam os fins, o que interessa é com que moral (ou ausência dela) os meios são praticados.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Barcelona é divino. Melhor time de todos os tempos. Messi é o melhor de todos.
Por André,
Não que precise de reforço, mas não dá para não vir aqui e comentar a vitória do Barcelona hoje após ter assistido praticamente o jogo todo.
Confesso que vi poucos jogos do Barcelona, mas admito que vi os principais e vi o suficiente para poder contar um dia aos meus netos que os vi jogar. Vi bons jogos contra o Real, contra Arsenal e Chelsea. Vi o Barça derrotar os maiores da Europa repetidas vezes, os verdadeiros e únicos grandes.
E a quebra de recordes:
- O maior agregado da História da Liga: 10-2.
- Messi fez o maior número de gols num único jogo da Liga: 5.
E os detalhes:
Não houve violência por parte do Bayern.
Em NENHUM momento, NENHUM jogador do Barcelona humilhou o adversário. Coisa que acontece cá pelas bandas dos Tristes Trópicos por muito menos.
Eu pergunto: o que falta para o Barcelona ser considerado o maior time da história?
Como bem lembrou o comentarista Fábio Sormanni, os grandes times do passado, quando enfrentavam os grandes, ganhavam apertado: 3x2, 4x3, 5x4.
O Barcelona destraçalha seus adversários: 4x0, 7x1.
Ná é vitória apertada, suada, no bico do corvo, no erro da arbitragem, nada disso. É incrível.
Outra coisa que não posso deixar de registrar: como eu sinto NOJO de certos pachecos e de certos jornalistas pachecos que, mesmo observando o Barcelona jogar o que joga desde o princípio da era Guardiola e até antes, desdenhavam do campeonato espanhol, arrotando a típica "superioridade" brasileira.
A vingança veio a galope, quando o Barça enfiou a sacola de 4 na manjubaria, até esses enfiaram o rabo no meio das pernas e se calaram.
Confesso que vi poucos jogos do Barcelona, mas admito que vi os principais e vi o suficiente para poder contar um dia aos meus netos que os vi jogar. Vi bons jogos contra o Real, contra Arsenal e Chelsea. Vi o Barça derrotar os maiores da Europa repetidas vezes, os verdadeiros e únicos grandes.
E a quebra de recordes:
- O maior agregado da História da Liga: 10-2.
- Messi fez o maior número de gols num único jogo da Liga: 5.
E os detalhes:
Não houve violência por parte do Bayern.
Em NENHUM momento, NENHUM jogador do Barcelona humilhou o adversário. Coisa que acontece cá pelas bandas dos Tristes Trópicos por muito menos.
Eu pergunto: o que falta para o Barcelona ser considerado o maior time da história?
Como bem lembrou o comentarista Fábio Sormanni, os grandes times do passado, quando enfrentavam os grandes, ganhavam apertado: 3x2, 4x3, 5x4.
O Barcelona destraçalha seus adversários: 4x0, 7x1.
Ná é vitória apertada, suada, no bico do corvo, no erro da arbitragem, nada disso. É incrível.
Outra coisa que não posso deixar de registrar: como eu sinto NOJO de certos pachecos e de certos jornalistas pachecos que, mesmo observando o Barcelona jogar o que joga desde o princípio da era Guardiola e até antes, desdenhavam do campeonato espanhol, arrotando a típica "superioridade" brasileira.
A vingança veio a galope, quando o Barça enfiou a sacola de 4 na manjubaria, até esses enfiaram o rabo no meio das pernas e se calaram.
E digo mais: Messi JÁ é melhor que Maradona, não é em apelo e em frisson, mas é como jogador, como goleador, como craque.
E o cara só tem 24 anos!!! Tem, numa projeção pessimista, pelo menos mais 6 ligas e mais 2 Copas em ALTÍSSIMO nível.
É preciso: reconhecer, aplaudir e deixar a soberba infundada de lado e rever conceitos, admitir que o Brasil já há algum tempo não é o melhor do mundo.
O primeiro passo para tentar voltar a ser é reconhecer isso.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Números sobre confrontos entre europeus e sulamericanos em Copas do mundo mostra superioridade dos europeus
2010 - Europa 6 - 2 - 3 América do Sul (16x12)
Alemanha 3x2 Uruguai; Holanda 3x2 Uruguai; Holanda 2x1 Brasil; Alemanha 4x0 Argentina; Espanha 1x0 Paraguai; Espanha 2x1 Chile; Brasil 0x0 Portugal; Argentina 2x0 Grécia; Chile 1x0 Suíça; Paraguai 2x0 Eslováquia; Itália 1x1 Paraguai; França 0x0 Uruguai.
2006 - Europa 5 - 2 - 3 América do Sul (8x10)
Alemanha 1x1 Argentina; França 1x0 Brasil; Inglaterra 1x0 Equador; Argentina 0x0 Holanda; Alemanha 3x0 Equador; Argentina 6x0 Sérvia e Montenegro; Suécia 1x0 Paraguai; Brasil 1x0 Croácia; Inglaterra 1x0 Paraguai; Equador 2x0 Polônia.
2002 - Europa 4 - 2 - 7 América do Sul (11x16)
Brasil 2x0 Alemanha; Brasil 1x0 Turquia; Brasil 2x1 Inglaterra; Alemanha 1x0 Paraguai; Brasil 2x0 Bélgica; Equador 1x0 Croácia; Argentina 1x1 Suécia; Paraguai 3x1 Eslovênia; Inglaterra 1x0 Argentina; Espanha 3x1 Paraguai; França 0x0 Uruguai; Brasil 2x1 Turquia; Dinamarca 2x1 Uruguai.
1998 - Europa 6 - 6 - 3 América do Sul (20x14)
França 3x0 Brasil; Brasil 1x1 Holanda; Brasil 3x2 Dinamarca; Holanda 2x1 Argentina; França 1x0 Paraguai; Argentina 2x2 Inglaterra; Argentina 1x0 Croácia; Inglaterra 2x0 Colômbia; Noruega 2x1 Brasil; Espanha 0x0 Paraguai; Chile 1x1 Áustria; Romênia 1x0 Colômbia; Bulgária 0x0 Paraguai; Itália 2x2 Chile; Brasil 2x1 Escócia.
1994 - Europa 5 - 2 - 5 América do Sul (15x17)
Brasil 0x0 Itália; Brasil 1x0 Suécia; Brasil 3x2 Holanda; Romênia 3x2 Argentina; Bulgária 2x0 Argentina; Espanha 3x1 Bolívia; Brasil 1x1 Suécia; Colômbia 2x0 Suíça; Argentina 4x0 Grécia; Brasil 2x0 Rússia; Romênia 3x1 Colômbia; Alemanha 1x0 Bolívia.
1990 - Europa 4 - 5 - 3 América do Sul (11x9)
Alemanha 1x0 Argentina; Argentina 1x1 Itália; Argentina 0x0 Iugoslávia; Itália 2x0 Uruguai; Alemanha 1x1 Colômbia; Brasil 1x0 Escócia; Argentina 1x1 Romênia; Bélgica 3x1 Uruguai; Iugoslávia 1x0 Colômbia; Argentina 2x0 União Soviética; Espanha 0x0 Uruguai; Brasil 2x1 Suécia.
1986 - Europa 2 - 5 - 7 América do Sul (17x23)
Argentina 3x2 Alemanha; Argentina 2x0 Bélgica; França 1x1 Brasil; Argentina 2x1 Inglaterra; Brasil 4x0 Polônia; Inglaterra 3x0 Paraguai; Uruguai 0x0 Escócia; Brasil 3x0 Irlanda do Norte; Bélgica 2x2 Paraguai; Argentina 2x0 Bulgária; Dinamarca 6x1 Uruguai; Itália 1x1 Argentina; Alemanha 1x1 Uruguai; Brasil 1x0 Espanha.
1982 - Europa 6 - 1 - 3 América do Sul (20x16)
Itália 3x2 Brasil; Itália 2x1 Argentina; Polônia 5x1 Peru; Brasil 4x1 Escócia; Argentina 4x1 Hungria; Alemanha 4x1 Chile; Itália 1x1 Peru; Brasil 2x1 União Soviética; Áustria 1x0 Chile; Bélgica 1x0 Argentina.
1978 - Europa 2 - 3 - 8 América do Sul (9x19)
Argentina 3x1 Holanda; Brasil 2x1 Itália; Brasil 3x1 Polônia; Polônia 1x0 Peru; Argentina 2x0 Polônia; Brasil 1x0 Áustria; Itália 1x0 Argentina; Holanda 0x0 Peru; Brasil 0x0 Espanha; Argentina 2x1 França; Peru 3x1 Escócia; Brasil 1x1 Suécia; Argentina 2x1 Hungria.
1974 - Europa 7 - 6 - 1 América do Sul (20x7)
Polônia 1x0 Brasil; Holanda 2x0 Brasil; Argentina 1x1 Alemanha Oriental; Brasil 1x0 Alemanha Oriental; Holanda 4x0 Argentina; Suécia 3x0 Uruguai; Itália 1x1 Argentina; Uruguai 1x1 Bulgária; Brasil 0x0 Escócia; Chile 1x1 Alemanha Oriental; Polônia 3x2 Argentina; Holanda 2x0 Uruguai; Alemanha 1x0 Chile; Brasil 0x0 Iugoslávia.
1970 - Europa 3 - 1 - 6 América do Sul (11x17)
Brasil 4x1 Itália; Alemanha 1x0 Uruguai; Uruguai 1x0 União Soviética; Alemanha 3x1 Peru; Brasil 3x2 Romênia; Suécia 1x0 Uruguai; Brasil 1x0 Inglaterra; Itália 0x0 Uruguai; Peru 3x2 Bulgária; Brasil 4x1 Tchecoslováquia.
1966 - Europa 6 - 2 - 4 América do Sul (17x11)
Inglaterra 1x0 Argentina; Alemanha 4x0 Uruguai; União Soviética 2x1 Chile; Portugal 3x1 Brasil; Argentina 2x0 Suíça; Hungria 3x1 Brasil; Alemanha 0x0 Argentina; Uruguai 2x1 França; Itália 2x0 Chile; Brasil 2x0 Bulgária; Argentina 2x1 Espanha; Inglaterra 0x0 Uruguai.
1962 - Europa 5 - 3 - 8 América do Sul (24x24)
Brasil 3x1 Tchecoslováquia; Chile 1x0 Iugoslávia; Chile 2x1 União Soviética; Brasil 3x1 Inglaterra; Hungria 0x0 Argentina; Brasil 2x1 Espanha; Alemanha 2x0 Chile; União Soviética 2x1 Uruguai; Iugoslávia 5x0 Colômbia; Inglaterra 3x1 Argentina; Brasil 0x0 Tchecoslováquia; Chile 2x0 Itália; Iugoslávia 3x1 Uruguai; União Soviética 4x4 Colômbia; Argentina 1x0 Bulgária; Chile 3x1 Suíça.
1958 - Europa 3 - 2 - 7 América do Sul (26x30)
Brasil 5x2 Suécia; Brasil 5x2 França; Brasil 1x0 País de Gales; Brasil 2x0 União Soviética; Iugoslávia 3x3 Paraguai; Tchecoslováquia 6x1 Argentina; Brasil 0x0 Inglaterra; Paraguai 3x2 Escócia; Argentina 3x1 Irlanda do Norte; Brasil 3x0 Áustria; França 7x3 Paraguai; Alemanha 3x1 Argentina.
1954 - Europa 3 - 1 - 3 América do Sul (14x19)
Áustria 3x1 Uruguai; Hungria 4x2 Uruguai; Uruguai 4x2 Inglaterra; Hungria 4x2 Brasil; Uruguai 7x0 Escócia; Brasil 1x1 Iugoslávia; Uruguai 2x0 Tchecoslováquia.
1950 - Europa 3 - 3 - 4 América do Sul (24x16)
Brasil 6x1 Espanha; Uruguai 3x2 Suécia; Brasil 7x1 Suécia; Uruguai 2x2 Espanha; Itália 2x0 Paraguai; Brasil 2x0 Iugoslávia; Suécia 2x2 Paraguai; Espanha 2x0 Chile; Brasil 2x2 Suíça; Inglaterra 2x0 Chile.
1938 - Europa 1 - 1 - 3 América do Sul (11x14)
Brasil 4x2 Suécia; Itália 2x1 Brasil; Brasil 2x1 Tchecoslováquia; Brasil 1x1 Tchecoslováquia; Brasil 6x5 Polônia.
1934 - Europa 2 - 0 - 0 América do Sul (6x3)
Suécia 3x2 Argentina; Espanha 3x1 Brasil.
1930 - Europa 3 - 0 - 5 América do Sul (10x15)
Uruguai 6x1 Iugoslávia; Paraguai 1x0 Bélgica; Uruguai 4x0 Romênia; Iugoslávia 4x0 Bolívia; Chile 1x0 França; Romênia 3x1 Peru; Iugoslávia 2x1 Brasil; Argentina 1x0 França.
Existe um lugar comum no meio futebolístico que espalha por aí que existe uma superioridade notória dos sulamericanos sobre os europeus, os dados mostram que essa é uma falsa impressão, provavelmente causada por ALGUNS resultados vistosos (só que em pequeno número), ALGUMAS vitórias de clubes sulamericanos de 1ª grandeza sobre europeus de 2ª e 3ª.
Nada como a neutralidade dos números para refutar as bobagens pachecas.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Cruyff: Barcelona deu banho nos brasileiros
Por Mais Futebol,
Johan Cruyff está rendido ao Barcelona de Pep Guardiola depois da vitória sobre o Santos na final do Mundial de Clubes e considera que o treinador vai continuar à frente da equipa «enquanto houver felicidade». O antigo treinador refere-se ainda à vitória de Yokohama com «um dia histórico».
Cruyff: «Pela primeira vez alguém deu um banho aos brasileiros»
Johan Cruyff está rendido ao Barcelona de Pep Guardiola depois da vitória sobre o Santos na final do Mundial de Clubes e considera que o treinador vai continuar à frente da equipa «enquanto houver felicidade». O antigo treinador refere-se ainda à vitória de Yokohama com «um dia histórico».
«Pela primeira vez alguém deu um banho aos brasileiros», destacou em declarações à televisão autonómica catalã, recordando que o Barça, antes do Santos, já tinha jogado com três defesas nos jogos com o Milan e Real Madrid. «Jogar com três defesas depende da qualidade futebolística para o fazer e também da coragem para o planear. Sem Pep [Guardiola], seria difícil jogar assim», referiu.
Além do treinador, o Barça terá de continuar a contar com jogadores «que queiram sacrificar-se pela equipa» e que «tenham uma boa mentalidade» porque, para Cruyff, é essencial manter esta relação entre os jogadores. «Juntam qualidade, ritmo de jogo e pressão. É um plantel curto, mas tem muita qualidade e é importante que todos os jogadores tenham o seu momento para jogar», destacou.
O antigo internacional holandês fez ainda uma comparação entre José Mourinho e Pep Guardiola, considerando que o português «é um treinador atípico que procura a sua glória como treinador», o contrário do catalão. «O Pep dá toda a sua glória aos jogadores. Essa é a diferença, é uma questão de atitude», referiu, recordando que Mourinho «só tem experiência como treinador, não como jogador».
Quanto a Cristiano Ronaldo, Cruyff considera que não tinha lugar na equipa catalã. «O Barça joga um futebol diferente e o Cristiano quer sempre demonstrar que é muito bom, mas no Barça jogam todos e alguém acabará por marcar golos. Messi é o melhor. É humilde e para ensinar crianças é preciso que haja tipos como ele, como Xavi e Iniesta. Pelo espectáculo que oferece daria a Bola de Ouro a Messi, mas como director de orquestra, daria a Xavi», referiu ainda.
domingo, 18 de dezembro de 2011
Andorinha de asa quebraba não faz time campeão: "A Terra é do Santos! Barcelona é de outro planeta!!!"
Por Juca Kfouri,
O santista pode sim se orgulhar por ter visto seu time na final no Japão, protagonista da bela cerimônia que antecedeu a decisão com o Barcelona, mostrada para o mundo inteiro.
No jogo, é verdade, foi coadjuvante, como se temia, e apenas viu o rival jogar.
Porque o Santos é deste planeta e o Barcelona não é.
O primeiro gol até que demorou a sair, aos 16, com Messi encobrindo Rafael sutilmente depois de uma matada escandalosamente bela de Xavi, de chaleira.
Daí em diante foi ficando cada vez mais fácil, com o próprio Xavi ampliando aos 23, com Fàbregas mandando primeiro na trave, aos 28 e, depois, aos 44, marcando o terceiro gol, assim naturalmente.
Para piorar, aos 30, o Santos tinha trocado Danilo, machucado, por Elano.
Se o Al-Sadd tomou de 4, sem forçar, time, aliás, que superou o Kashiwa nos pênaltis na disputa pelo terceiro lugar, no intervalo já estava 3 contra o campeão da América. E ainda sem forçar.
Em menos de 10 minutos no segundo tempo o time catalão já criara mais três chances claras de gol, contra um contra-ataque perigoso brasileiro.
Era o Santos tratado como se fosse um Bétis qualquer, apenas para lembrar os que desdenham da facilidade do Campeonato Espanhol.
Aos 10, o Barça começou a poupar e trocou Piqué pelo ex-corintiano Mascherano e Xavi, de tanto brincar, entregou um gol para Neymar, que Valdes impediu.
Borges deu lugar a Alan Kardec e Thiago e Pedro, aos 33.
Pareceu que a ordem de Pep Guardiola no segundo tempo foi a de que só valia gol bonito, e o Barça foi perdendo gols por puro preciosismo.
Até que, aos 37, Messi fez o quarto, em jogada com Daniel Alves, num corta-luz belíssimo e uma finta minimalista sobre o goleiro Rafael: 4 a 0!
Sim, o Barcelona é chato.
Porque só ele quer jogar.
E só ele joga.
Aquela coisa de ser o dono da bola e querer mandar em tudo.
O pior é que manda.
68.166 torcedores no estádio de Yokohama se divertiram com tal chatice, até mesmo os santistas que, conformados, não pararam de gritar o nome dos campeões da Terra, com direito ainda de ver Daniel Alves mandar mais uma bola na trave, aos 34.
Na verdade ficou barato, porque 7 a 1 seria o placar mais verdadeiro.
Ao cabo, Neymar matou a pau: “Tomamos uma aula de futebol do melhor time do mundo”.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Luxemburgo: "Barcelona teria dificuldades em vencer o brasileirão"
O técnico do Flamengo Vanderlei Luxemburgo disse ontem, num programa do canal SPORTV que o Barcelona, caso jogasse o brasileirão, teria dificuldades em vencê-lo.
Como não vi o programa, não sei com que teor e em que contexto a frase foi proferida, mas penso que o Vanderlei tenha proferido outra de suas pérolas.
Essa linha de pensamento, a saber, que o campeonato brasileiro é "forte" e de elevada técnica é comum nos círculos esportivos entre os pachecos (maioria esmagadora).
O Barcelona venceria qualquer campeonato do mundo, com relativa facilidade. SE tivesse dificuldades, seria no quesito jogar a 40º no Nordeste e a 5 no Sul, viagens longas e cansativas, campos que mais lembram pastos, etc, etc. Em termos técnicos, não há discussão.
Vamos a alguns números e detalhes:
O líder do poderoso e fortíssimo campeonato brasileiro, Corinthians, tem, nas últimas NOVE rodadas aproveitamento de ZONA DO REBAIXAMENTO: cerca de 40%.
Algo parecido se deu ano passado, quando o Corinthians brigou pelo título até a última rodada, sendo que empatou cerca de 7 jogos quase em sequência, tendo feito 3 pontos de 21 possíveis.
Observamos isso no campeonato espanhol? Líder com aproveitamento medíocre?
Quem imporia dificuldades ao Barcelona, o Corinthians que perdeu do Avaí ou o Flamengo que foi goleado pelo Atlético-GO?
O que os pachecos insistem em fechar os olhos é o seguinte: eles confundem EQUILÍBRIO com força e qualidade.
Obviamente que o campeonato brasileiro é equilibrado. As recuperações em edições passadas provam isso. A distância de pontos entre o 1º e o 6º colocado também.
Contudo, de onde vem esse equilíbrio? Da primazia técnica dos competidores, do Avaí, dos Atléticos? Meio difícil, hein!
Uma pequena analogia:
Se fosse uma prova, em que a nota vai de 0 a 10, o brasileirão teria a seguinte distribuição:
5 times (com muita boa vontade) que tiram 6,0 e passam de ano. (Libertadores)
11 times que tiram entre 4,0 e 6,0 e estão na bacia das almas.
4 times nota 0 a 2,0 (rebaixados) que "repetem de ano".
Dá para perceber que nessa "classe" há MUITO equilíbrio. O resultado de um simulado seria certamente EQUILIBRADO. Só temos Josés, Pedros e Paulos, nenhum Albert, Isaac ou Galileu.
Coloque um aluno nota 10 nesse meio e vejamos se ele não se sai bem com folga.
Conclusão: o Barcelona venceria com folga o campeonato brasileiro, o campeonato brasileiro não é de alto nível, é equilibrado por baixo. Paremos de pachequice.
domingo, 28 de agosto de 2011
Esporte em Discussão (Jovem Pan AM São Paulo) como bálsamo e relaxamento!
Imaginem:
Hora do almoço, entre 6 a 10 homens que são entendedores de futebol discutem os temas do dia/semana relacionados ao futebol.
Sudividem-se em: jecas (Rogério Assis, José Manoel de Barros, Nilson César); lordes (Fernando Sampaio, Fábio Sormani, Cláudio Carsugui); entendedores de bola (Flávio Prado, Wandeley Nogueira, Carsugui também entra nessa categoria).
Além dos participantes esporádicos.
Agora imaginem todos esses DISCORDANDO sobre um determinado assunto. Imanigou? Quase uma torre de babel.
Como remédio? Já tentaram os pássaros, chamar a Marli, cortar o Nílson. Nada resolve.
Minha mãe ouve e diz: "Mas não se entende nada!"
Eu digo: Entendo, me divirto e ouvir o esporte em discussão é um bálsamo pra mim, esqueço dos problemas e morro de rir com as richas: Rogério Assis vs Flávio Prado, Rogério Assis vs Fernando Sampaio, Nilson sendo perseguido pelo Wanderley, Spímpolo imitando Nilson, Carsugui sempre sucinto, quase lacônico, mas NUNCA errado.
Acreditem se quiser (uma pequena mostra do programa no vídeo acima), de segunda a sexta, para mim é como um bálsamo poder ouvir o Esporte em Discussão: me informo e me divirto.
Jovem Pan São Paulo AM, 620. das 13hs às 14hs.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Indicação de livro: Jogo Sujo, do jornalista da BBC Andrew Jennings
O premiado jornalista inglês Andrew Jennings, autor do livro "Jogo Sujo: o Mundo Secreto da FIFA" 'previu' com maestria como seria regida a última "eleição" para presidente da entidade máxima do futebol.
Entre outras coisas, Jennings revela o óbvio ululante que este blogueiro vem dizendo desde a escolha do Brasil como sede: o Brasil (a.k.a. Ricardo Teixeira) COMPROU o evento.
As próximas sedes, com todo respeito, mostram que a FIFA está vendendo a Copa para quem quiser/puder comprar. Países com muito dinheiro "obscuro" de origem dita petrolífera.
Enfim, sugiro aos interessados a leitura desde livro, vale a pena!
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