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sábado, 21 de novembro de 2015

Venezuela: pobreza recorde. Bancos lucraram com Chavez. O socialismo segue sendo "deturpado" e segue sendo a distribuição igualitária da miséria

Por Globo,

CARACAS - A pobreza na Venezuela chegou a 73% dos lares do país, constituindo um recorde histórico desde o início das medições em 1975, segundo uma pesquisa divulgada na sexta-feira por três das principais universidades do país. Com inflação galopante, escassez de produtos e variação cambial grande, o país não tem conseguido sair de sua crise econômica.

De acordo com a pesquisa nacional conjunta da Universidade Católica Andrés Bello, a Universidade Central da Venezuela e a Universidade Simón Bolívar em julho e agosto, com 1.500 pessoas, o número de venezuelanos com privação de rendimento saltou de 52,6% em 2014 para 76% em 2015. O sociólogo Luis Pedro España, da Andrés Bello, relatou que 73% dos lares também sofrem.

Segundo España, o salto da pobreza se deve à aceleração da elevação dos preços. As autoridades não divulgam os dados oficiais, mas analistas temem que o número tenha superado os três dígitos.

— A metade dos lares em privação de rendimento diz que compra em mercados populares de inclusão, sinal que vemos como da privação. Sem o abastecimento subsidiado, a fome cresce.

Os lares com privação de rendimento tinham média de 27,3% no segundo semestre de 2013. Em uma pesquisa de 1998, a privação atingia 45% dos lares. No governo de Hugo Chávez, no entanto, a estabilização econômica e um amplo programa de inclusão socioeconômica permitiram que uma parcela significativa das famílias mais pobres saíssem do status de pobreza. No entanto, desde 2014 a situação se deteriora pela política econômica de cessão de importações (gerando escassez) e congelamentos.

Banqueiros venezuelanos enriquecem graças a revolução chavista.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Venezuela exposta

Por Globo,
O governo venezuelano de Nicolás Maduro controla a maior reserva de petróleo do planeta. Mas, inexplicavelmente, também possui um dos maiores déficits públicos do mundo. A queda da cotação do barril vai atingir em cheio as finanças do país, que tem na venda do óleo quase 50% de sua arrecadação. Com metade da dívida pública atrelada ao dólar, a Venezuela tem hoje 50% das reservas internacionais que detinha em 2008.
Conseguir números da economia venezuelana é sempre um desafio. O governo diz que teve superávit primário de 1% do PIB em 2013 mas os economistas têm outra conta. A do FMI chega a um rombo exorbitante de 11%. A série histórica do Fundo (veja no gráfico) mostra que as finanças do país saíram do azul em 7% do PIB em 2005 para esse enorme buraco no ano passado.
Em conversa com a coluna, o ex-ministro do Comércio e da Indústria da Venezuela Moisés Naím, que também foi diretor-executivo do Banco Mundial, prevê um cenário caótico com a redução do preço do petróleo. A venda do produto e seus tributos é responsável por 47% da arrecadação do governo, algo como 11,9% do PIB.
— O cenário é de caos para a Venezuela, que já não tinha os dólares suficientes para importar produtos do dia a dia quando o barril de petróleo estava a US$ 100. Imagine ele abaixo de US$ 70. O governo que foi incompetente para dirigir o país durante a abundância é o mesmo que o comandará durante a escassez — conta Naím, que atualmente dirige a fundação Carnegie Endowment para a Paz Mundial.
Na sexta-feira, o óleo venezuelano foi negociado na média de US$ 61,9 o barril. Há três meses, o preço era US$ 92,5. Para se ter uma ideia do tamanho da queda, a média do ano passado foi US$ 98. A situação agrava a qualidade da dívida do país, 51% dela em dólar. As reservas internacionais, que eram US$ 43 bi em 2008, terminaram junho em US$ 21,6 bi.
Com a água chegando à altura do nariz, Maduro afirma já ter cortado 20% dos gastos superficiais do governo, medida que parece ser insuficiente.
A deterioração fiscal somada à queda na cotação do petróleo já fez a consultoria inglesa Capital Economics questionar em relatório desta semana a capacidade de pagamento da dívida venezuelana.
Naím diz que o país hoje produz menos petróleo do que no final do século passado. Outros setores da economia foram sucateados e agora devem contribuir pouco para reverter o quadro. Cada vez mais a Venezuela se torna o exemplo econômico a não ser seguido na América Latina.

Reservas baixas travam comércio

A queda na cotação do petróleo que atinge a economia venezuelana pode prejudicar o Brasil. De janeiro a outubro, tivemos um superávit de US$ 2,8 bilhões com o vizinho. O risco é acontecer com eles o mesmo que já ocorre com a Argentina: restrição das importações por parte do governo, para que as reservas cambiais do país não fiquem ainda menores.

Carne concentrada

Há três meses o item que mais pesa na balança do IPCA é a carne. Em novembro, o aumento foi de 3,46%; no ano, a alta acumulada é de 17,8%. A explicação oficial vai da seca — que encarece a alimentação dos animais — à demanda maior da Rússia. Mas os distribuidores citam outro fator: a concentração do setor nos últimos anos, financiada pelo governo. Símbolo maior do processo, o JBS se valorizou 17,5% na bolsa nesses três meses. Na semana passada, comprou mais um concorrente.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Venezuela se desmancha em 15 anos de chavismo

Por Globo,

A Venezuela encerra o 15º ano do ciclo chavista. A cada dia, a situação do país — lucrativo mercado para empreiteiras brasileiras — se torna mais crítica política, social e economicamente. A inflação, acima dos 63% anuais, tende a avançar para o patamar dos três dígitos, aguçando o conflito social. O declínio de 25% no preço do petróleo aprofunda a crise (Chávez assumiu com o barril a US$ 30, imperou com o óleo a US$ 140 e hoje o país não consegue sequer comprar alimentos com a cotação a US$ 80.) A Venezuela, que depende do petróleo para 96% da receita de exportações, virou um pária internacional — sobretudo em direitos humanos, com a oposição encarcerada —, e o governo imerso em corrupção.

A população enfrenta a cada vez mais aguda falta de produtos alimentícios e essenciais, por conta da escassez de divisas para as importações. A disparada de quase 30% do dólar no paralelo torna os produtos importados inacessíveis para uma vasta parcela da população. Os ricos continuam comprando o que lhes apraz no exterior. A criminalidade e a violência dispararam. O caos social não está longe.

A colunista Marianella Salazar resumiu a situação, no jornal “El Nacional”, de Caracas. “Não há fraldas para os anciãos nem é possível tratar doentes terminais de câncer e outras enfermidades por falta de remédios, mas o governo destina dólares para importar pinus canadense e enfeites para árvores de Natal. É um absurdo”.

No pós-globalização, o chavismo adota o planejamento centralizado da economia, que não deu certo em lugar algum. O Estado avançou sobre as empresas, nacionalizando-as e, portanto, jogou a eficiência no fundo do poço e afugentou investidores. Tudo em nome do “socialismo do século XXI”. O governo, tanto com Chávez como com seu sucessor, Nicolás Maduro, transformou a galinha dos ovos de ouro, a estatal petroleira PDVSA, num organismo gigantesco, totalmente aparelhado por aliados, com baixa produtividade, incumbida de servir de caixa para o Tesouro e responsável por programas populistas.

O subsídio à gasolina torna seu preço ao consumidor um dos mais baixos do mundo, menos de um centavo de dólar o litro. O governo reconhece que a PDVSA perde anualmente US$ 12,6 bilhões com a diferença entre o custo da produção e o de venda. O último ajuste do preço foi em 1997. Maduro voltou a falar em cortar parte do subsídio para reduzir o déficit fiscal, mas é pouco provável que o faça: em 1989, um aumento desaguou no “Caracazo”, violentos protestos nos quais morreram centenas de pessoas.

Na última semana, Maduro aprovou uma saraivada de 28 decretos na área econômica, aproveitando os últimos dias dos poderes especiais que o Congresso e a Justiça, dominados pelo chavismo, lhe outorgaram por um ano. Não se espera que problemas tão graves como os da Venezuela sejam resolvidos por decreto.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Rumos do poder em eventual Brasil sem PT

Por André,

Muita gente acredita que o PT perdeu sua história com a esquerda radical, o papel essencial que ele cumpre para as esquerdas latino-americanas administrando o Brasil e a eventual derrota que isso representaria para os interesses dessa esquerda uma vitória de Aécio Neves agora em 2014. 

Pistas sobre isso podem ser encontradas no blog de Valter Pomar. Valter é filho de Wladimir Pomar. Ambos peças essenciais na história do PT e esquerdistas radicais.

Considerando a tendência de alta de Aécio Neves nas pesquisas, o clima de desespero e a possibilidade de peca do poder, bastante distante há um mês, se instalaram entre petistas mais radicais. Veja o cenário antevisto por Pomar caso o "playboy da direita" vença o pleito:

"(...) a quem fica se iludindo sobre 2018, eu prefiro dizer o seguinte: o caminho para ganhar em 2018 passa por ganhar em 2014. 
(...) se um feitiço desse a presidência ao playboy, é muito pouco provável que a direita cometesse o mesmo erro de 2005. Pelo contrário, tentariam criminalizar, processar e condenar o maior número possível de lideranças da esquerda. A começar por aquela que é a liderança mais querida pelo povo brasileiro."
É uma previsão perfeitamente lícita que, caso Aécio vença, ainda mais casos de corrupção e subversão da máquina pública surjam, sendo esse um dos principais aspectos vantajosos de uma derrota do PT.

Outro texto de Pomar teve circulação elevada em certos meios onde o petista especula sobre o posicionamento das esquerdas com relação ao PT e de como os interesses do Foro de São Paulo seriam caso o Brasil guine à "direita":
"Haveria muito que dizer a respeito da posição oficial do PSOL, mas o fundamental a ser dito, na minha opinião, é que subestima os danos que causaria, à classe trabalhadora brasileira e à esquerda latino-americana, uma vitória de Aécio.
Aliás, é muito revelador que partidos e pessoas que professam o internacionalismo secundarizem o impacto internacional que teria um giro à direita no governo do Brasil. 
Subestimar os danos que causaria, à classe trabalhadora brasileira e à esquerda latino-americana, uma vitória de Aécio também é o erro fundamental do PSTU, cuja posição está expressa no texto assinado por Valério Arcary. 
Arcary diz que o PT estaria 'exagerando nas tintas' e abraçando 'um discurso catastrofista que quer apresentar a disputa entre Aécio e Dilma como um armagedon político', numa 'campanha de dramatização [que] não é educativa'. 
(...) se acontecesse uma derrota, a principal responsabilidade política seria do meu partido, o Partido dos Trabalhadores. Mas uma 'oposição de esquerda' que valha este nome não pode subestimar o desastre que uma vitória de Aécio causaria para a classe trabalhadora brasileira e para a esquerda latino-americana.
(...) 
A estes eleitores, mais do que as comparações de praxe entre passado e presente, cabe lembrar que com Dilma haverá um ambiente político mais favorável à luta por mudanças importantes como a reforma política, através de uma Constituinte exclusiva; como a democratização da comunicação; como a revisão da Lei de Anistia; como a reforma tributária progressiva, com taxação das grandes fortunas; como a jornada de 40 horas; como a revisão do fator previdenciário; como a criminalização da homofobia; como a revisão dos índices de produtividade agrária."

Projetos importantes do PT entraram em curso nos últimos tempos (o que implica que perder o poder nunca esteve nos planos do PT), como a sovietização da vida pública brasileira e a nova constituinte.

O que particularmente me preocupa é um PT ressentido de volta à oposição.

Claro, é difícil falar agora pois parece que o PMDB está plenamente disposto a debandar, o que relaxa um pouco a questão do Congresso.

Mas ainda tem todas as "forças paralelas": Stedile dizendo que fará guerra se Aécio for eleito, todos os ~movimentos sociais~ que o PT pretende/pretendia conceder poder de Congresso etc. etc.

De resto, só o que podemos é aguardar e cravar com tranquilidade que uma derrota legítima do PT significa uma inflexão na política externa nacional (que já é temida na Bolívia).

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Saúde entra em colapso na Venezuela (culpa do "neoliberalismo" de Chavez e Maduro, certamente)

Por Estadão,

A ausência de insumos e de pessoal para operar equipamentos na área de cardiologia dos hospitais públicos da Venezuela já causou a morte de 235 pessoas nos últimos seis meses, segundo a organização Médicos pela Saúde. A escassez levou hospitais de referência a declararem-se tecnicamente fechados.

Mesmo diante das pressões de médicos e de pacientes, o governo de Nicolás Maduro mantém a aposta de seu antecessor, Hugo Chávez, no sistema de assistência popular Bairro Adentro. Coordenado pela Embaixada de Cuba em Caracas, seu orçamento nunca foi divulgado.
Nos últimos meses, a Médicos pela Saúde organizou passeatas para exigir material de trabalho nos hospitais públicos, que atendem a cerca de 80% da demanda civil. Em vários deles, funcionários pediam aos pacientes para trazer materiais básicos, agulhas de injeção e gaze. Em outros, as salas de cirurgias foram fechadas.
O Ministério da Saúde, em 2012, informou terem reduzido 25 mil leitos em hospitais públicos, em comparação com os disponíveis no fim dos anos 90, como consta em pesquisa dos economistas Silvia Salvato e Eduardo Añez.
Parte da crise tem sido atribuída ao controle de câmbio no país, que dificulta a importação de bens. A situação foi agravada pela decisão de cerca de 700 fornecedores de suspender as entregas, segundo o jornal El Nacional, de Caracas. O governo teria dívidas com essas empresas de 764 milhões de bolívares (US$ 13,9 milhões, no câmbio oficial, e US$ 121 milhões, no paralelo) nos últimos cinco anos.
Referência na Venezuela, o Hospital Miguel Pérez Carreño, em Caracas, teria capacidade para atender a todas as especialidades médicas. Há três anos, porém, a escassez de material foi limitando o atendimento. Por falta de reagentes para exames de hepatite B e C e para o HIV, o laboratório passou a receber as amostras de sangue somente até as 9 horas e apenas de casos agendados, afirmou uma médica, que preferiu não se identificar. As salas de cirurgia estão disponíveis apenas nos fins de semana e feriados.
O Pérez Carreño não chega a expor as mesmas mazelas de hospitais públicos brasileiros, mas faltam macas e cadeiras de rodas. A mesma médica afirmou que os funcionários improvisam o transporte de doentes em tábuas de madeira.
Segundo Irene González, diretora do Sindicato dos Trabalhadores do Ministério da Saúde, além da falta de insumos, os hospitais públicos sofrem com a falta de anestesia, de desinfetante e até de comida para pacientes. O presidente do Hospital das Clínicas de Caracas, Amadeo Leyba, afirmou que o apagão ocorrido há dez dias queimou vários equipamentos.
Há um ano, um aparelho de alta tecnologia para identificar câncer está sem funcionar por razão similar. Pacientes que necessitam de hemodiálise têm de fazer fila porque há apenas um cateter. O hospital não tem também iodo radioativo para o tratamento de câncer de tireoide.
No Hospital Geral Dr. José Gregório Hernández, em Catia, bairro pobre da capital, faltam oftalmologistas e cardiologistas. Os equipamentos de neurologia, assim como o tomógrafo e máquinas para mamografia, estão desativados por falta de pessoal preparado para usá-los. A cozinha foi fechada por falta de higiene no ano passado.
Os medicamentos chegam ao hospital quando a data de validade está se esgotando, segundo Olga Pulido, que trabalha ali há 33 anos como laboratorista. Enquanto faltam analgésicos e ansiolíticos, cujo consumo aumentou desde o início dos protestos, remédios vencidos são queimados à noite. A única ambulância está parada por falta de peças de reposição. "Dependendo das condições, as parturientes são transferidas", afirmou Olga. "Aqui, estamos tecnicamente fechados."
Depois de atendido, Antonio Padilla, de 71 anos, afirmou que teria de fazer uma urografia em uma clínica particular. O inconveniente não seria apenas se deslocar, mas pagar pelo exame. "Não tem plano de saúde. Vivo da ajuda financeira dos meus seis filhos e do aluguel de quartos da minha casa", disse.
O 23 de Enero, outro bairro pobre, é um dos lugares mais beneficiados pelo programa Barrio Adentro. Criado por Chávez em 2003 para ampliar a medicina preventiva nas favelas e comunidades pobres com a cooperação cubana, o Barrio Adentro é uma das joias do governo. O programa não está atrelado ao Ministério da Saúde e seus recursos vêm de um orçamento paralelo, o dos fundos extraordinários da estatal petroleira PDVSA, e são geridos por uma equipe da embaixada de Cuba.
O pagamento da Venezuela por esse serviço é feito com envio de petróleo a Cuba. Com base em dados do balanço da PDVSA de 2013, a organização Transparência Venezuela estima que o Barrio Adentro recebeu US$ 650 milhões. Entre 2003 e 2010, a estatal teria injetado US$ 6,3 bilhões no programa.
Yolanda D'Elia, pesquisadora da organização, diz ninguém sabe o número de unidades do Barrio Adentro. O próprio Chávez, em 2009, informou que 50% dos módulos estavam abandonados e outros 25%, funcionando em turnos.
Tampouco se conhece o número de médicos cubanos em ação nesse programa. O governo alega haver hoje o dobro do total de 2003, ou seja, 28 mil. Milhares, porém, teriam fugido para outros países ou continuam na Venezuela empregados como paramédicos em empresas privadas.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Discurso de Lula para quem acha que não há um projeto socialista em curso na América Latina

Por André,


Muita já se disse sobre esse tema e muitas acusações levianas já foram feitas por aqueles que tentaram alertar para esse fato. A desculpa há algum tempo atrás era que o Foro de São Paulo era um mero clube de debates e não tinha pretensões de articulação política (justamente o contrário da realidade). Hoje o discurso já mudou.

Nesse discurso, bastante recente, Lula deixa tudo muito claro (num outro vídeo Lula afirma da importância que o Foro de São Paulo teve numa eleição em Honduras): o Foro de São Paulo existe para fomentar a tomada do poder por socialistas na América Latina. E no entender de Lula, o Brasil tem um papel central nessa história (os investimentos em Cuba, Venezuela e Bolívia nunca ficaram tão claros).

E ainda reforça que seu projeto é, efetivamente, socialista strictu sensu, ele se mostra incomodado com a esquerda europeia, por sua suposta fraqueza ideológica. Lula não quer qualquer socialismo, quer um socialismo ortodoxo.

Entre outras coisas, o que o Foro de São Paulo faz é, justamente, aquilo que mais condenam: orquestram a subida e queda de poder em países da América Latina, praticam ingerência e sabe-se lá que outros tipos de desonestidades. Não sei quanto a constituição de Honduras, Paraguai e demais países, mas a brasileira proíbe expressamente tal tipo de ingerência (lei nº9096 de 19 de setembro de 1995 e artigo 17 da constituição).

Ah, e é claro, para Lula todos que são contra o Foro de São Paulo são neonazistas e fascistas. Pois é.

domingo, 2 de março de 2014

Quando esquerdistas chegam ao poder não viram ditadores por acaso mas por corolário.

Por André,


Uma das ideias que tenho insistido, particularmente com o exemplo da Venezuela, por estarmos visualizando in loco um experimento socialista falhar, é observar como as aparências democráticas de governos de esquerda rapidamente começam a se mostrar o que realmente são: aparências.

Seria ingênuo argumentar que todos os governos que podemos classificar como "de esquerda" são/foram ditaduras (muito embora os socialistas não se envergonhem minimamente de afirmar o contrário, um autor mexicano que me foge o nome agora não hesita em dizer que se for socialismo é democrático e se for democrático é socialismo - ardilosamente tirando toda culpa das costas do socialismo por suas falhas históricas). Mas é perfeitamente possível afirmar que, a partir do entendimento do processo político que a esquerda tem, é inevitável que, por vontade ou não do dirigente político, medidas ditatoriais serão tomadas, tornando mera questão de tempo para que o governo mostre aos quatro ventos suas sanhas totalitárias.

Já argumentei nesse sentido num dos textos mais visitados do site, o "Como deixar um revolucionário embaraçado com uma única pergunta", lá, mostro como a violência física contra "opositores" é corolário da visão de mundo revolucionária ainda tão cara a tantos intelectuais.

Que se tornem ditadores, quer já fossem ou já tivessem as intenções de sê-lo, também é um corolário de sua visão de mundo. O que Nicolás Maduro vem fazendo com opositores ao seu governo, tanto quanto ao trato físico reservado a eles (a base de tanques e balas) quanto à linguagem com que se refere ("inimigos do povo", "fascistas", "traidores", "terroristas" etc - a boa e velha manipulação revolucionária da linguagem) é uma mostra inconteste disso. Sem mencionarmos, é claro, o tratamento dado à mídia "não-democratizada" (conceito floreado cujo significado real é "não diz o que eu quero") e o controle da mídia democrática (onde as notícias, para serem divulgadas, devem sê-lo apenas após ofício governamental que autorize).

Tudo isso é necessário porque esse projeto é naturalmente fadado ao fracasso. Tão logo opositores surjam (e eles surgirão, é impossível pensar que, por exemplo, bens básicos de consumo serão racionados e todos aplaudirão), na sociedade civil e na mídia, para manter seu governo, é preciso que seus poderes aumentem em proporção geométrica, alimentando paulatinamente o Leviatã que já estava gestado.

Os próximos momentos na Venezuela são decisivos: ou o governo Maduro cai - e não sabemos o que virá como consequência - ou ele consegue manobrar a crise e fará de tudo para que o problema não se repita, subindo na escala política de governo autoritário a totalitário com todas as honras e méritos.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Programa "Painel" da Globonews discute as crises de Venezuela e Argentina

Por André,

Após diversas mentiras e desinformação espalhadas sobre a Venezuela por um tal "Igor", professor de Relações Internacionais da UFABC, entre elas que Lopez praticou terrorismo (Igor insistiu nessa informação quando o próprio governo Maduro havia retirado a acusação), a desculpa esfarrapada, e mais antimarxista possível, desvinculando o fator social da violência acachapante que assola a Venezuela, com 25.000 homicídios por ano. Waack e mais três especialistas discutiram a situação em dois centros do Eixo do Mal, com aquele quê de tecnicidade que falta e muito aos arroubos apaixonados da esquerda e dos defensores do socialismo em geral.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

IMB - 112º Podcast Mises Brasil - Graça Salgueiro

IMB - 112º Podcast Mises Brasil - Graça Salgueiro

Excesso de democracia na Venezuela atrapalha CNN, emissora deve "adequar-se"

Por André,

A imprensa excessivamente livre da Venezuela divulgando a vitória esmagadora de Maduro
Maduro ameaçou expulsar a CNN do país se eles não "corrigissem" a cobertura (http://goo.gl/mGylBZ e aqui). Não é muito legal ter liberdade de expressão e emissoras estrangeiras que não cedem a pressão estatal quando as imprensa oficial fica mandando coisas como esse gráfico aí do lado como correto e legítimo (http://goo.gl/JpHngE).

O falso apelo ao sufrágio universal por parte da esquerda

Por André,

Com a quase guerra civil, prisão da oposição e levante popular, a esquerda brasileira exaltadora do bolivarianismo e doida pra importá-lo para cá está perdida. Tá usando e abusando do padrão duplo de análise. Quando é preciso e quando é contrariada, faz troça do processo democrático de escolha de governantes. Dispensa e dispensou o mesmo diversas vezes ao longo da história. E o fará de novo sempre que for necessário.

Mas nessa ocasião específica ela está fazendo apologia ao sufrágio universal e enchendo a boca pra dizer que a existência deste prova em definitivo que a Venezuela é uma democracia plena. Os pais fundadores da América, uma república constitucionalista, diziam que o único aspecto da democracia que eles gostariam de manter é o sufrágio universal. O sinal é evidente: não apenas de eleições diretas, ainda que uma por semana, definem um país como uma democracia.

Ditadores podem participar de pleitos, até Hitler participou de um. A equação "foi eleito = logo é bom" é duvidosa, e a esquerda é a primeira a duvidar dela quando for conveniente.

Um professor da UFABC (velho militante do MST) foi convidado para o programa Entre Aspas e toda a argumentação dele circulou, basicamente, em torno desse fato: dia sim, dia não, tem eleição da Venezuela. Quase um mantra.

Será que um professor de RELAÇÕES INTERNACIONAIS não sabe que eleição direta é apenas uma característica possível de uma democracia? A menos que a esquerda esteja praticando seu esporte favorito: o esvaziamento da linguagem. E democracia passe a ser o que eles bem entendam, de acordo com o interesse do momento.

Uma democracia é formada por sufrágio universal, mas também por liberdade de expressão IRRESTRITA, liberdade da prática jornalística IRRESTRITA, livre concorrência para chegar ao poder, segurança jurídica, judiciário e legislativo independentes, respeito à propriedade privada e autonomia individual. Qualquer país sério que pretenda chamar-se de democracia deve respeitar de forma praticamente irrestrita essas características. Eleições até Cuba, Coréia do Norte e Irã tem.

Se a Venezuela é uma democracia, como enchem as bocas os comunistas para afirmar, por que tanta dificuldade em obter informações seguras sobre o que ocorre? Por que tanta desinformação? Por que a demora dos meios de comunicação brasileiro em tratar com segurança do assunto? Por que tantas redes de TV fechadas e tantos jornalistas deixando o país?

Isso tudo só para ficar no básico.

Quem quiser informação imediata sobre a Venezuela, existem páginas no Facebook com informações em tempo real e também uma lista de 50 perfis no Twitter, compiladas pelo Yuri Vieira:

https://twitter.com/yurivs/lists/sosvenezuela

No Instagram:

@realidadenvenezuela

Além desse excelente post da Reaçonaria:

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Socialistas e PT fazem apologia ao crime e ao morticínio contra manifestantes anti-Maduro

Por André,

O PT acaba de emitir nota oficial mostrando seu apoio ao governo aliado de Maduro na Venezuela:


A postagem da página "Centro do Socialismo" é ainda mais abjeta:


A sugestão é para que a burguesia seja "politicamente decepada". Dar aos poder aos órgãos locais = instaurar pequenos tribunais contra os criminosos "lesa-pátria" e "difamadores da revolução", censurando-os, prendendo-os ou matando-os. O mesmo para as "milícias de trabalhadores".
Nota do PT acerca da Venezuela

O Partido dos Trabalhadores (PT), diante dos graves fatos que vêm ocorrendo na República Bolivariana da Venezuela, torna público o que segue:


1. Condenamos os fatos e ações com vistas a desestabilizar a ordem democrática na Venezuela; rechaçamos ainda as ações criminosas de grupos violentos como instrumentos de luta política, bem como as ações midiáticas que ameaçam a democracia, suas instituições e a vontade popular expressa através do voto. Lembramos que esta não é a primeira vez que a oposição se manifesta desta forma, o que torna ainda mais graves esses fatos.
2. Nos somamos à rede de solidariedade mundial para informar e mobilizar os povos do mundo em defesa da institucionalidade democrática na Venezuela, fortalecer a unidade e a integração de nossos povos.
3. Nos solidarizamos aos familiares das vítimas fatais fruto dos graves distúrbios provocados, certos de que o Governo Venezuelano está  empenhado na manutenção da paz e das plenas garantias a todos e todas cidadãos e cidadãs venezuelanas.
São Paulo, 18 de fevereiro de 2014.
Rui Falcão
Presidente Nacional do PT

Mônica Valente
Secretária de Relações Internacionais do PT
- See more at: http://www.pt.org.br/noticias/view/nota_do_pt_acerca_da_venezuela#sthash.CNefYlGH.dpuf
Nota do PT acerca da Venezuela

O Partido dos Trabalhadores (PT), diante dos graves fatos que vêm ocorrendo na República Bolivariana da Venezuela, torna público o que segue:


1. Condenamos os fatos e ações com vistas a desestabilizar a ordem democrática na Venezuela; rechaçamos ainda as ações criminosas de grupos violentos como instrumentos de luta política, bem como as ações midiáticas que ameaçam a democracia, suas instituições e a vontade popular expressa através do voto. Lembramos que esta não é a primeira vez que a oposição se manifesta desta forma, o que torna ainda mais graves esses fatos.
2. Nos somamos à rede de solidariedade mundial para informar e mobilizar os povos do mundo em defesa da institucionalidade democrática na Venezuela, fortalecer a unidade e a integração de nossos povos.
3. Nos solidarizamos aos familiares das vítimas fatais fruto dos graves distúrbios provocados, certos de que o Governo Venezuelano está  empenhado na manutenção da paz e das plenas garantias a todos e todas cidadãos e cidadãs venezuelanas.
São Paulo, 18 de fevereiro de 2014.
Rui Falcão
Presidente Nacional do PT

Mônica Valente
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Nota do PT acerca da Venezuela

O Partido dos Trabalhadores (PT), diante dos graves fatos que vêm ocorrendo na República Bolivariana da Venezuela, torna público o que segue:


1. Condenamos os fatos e ações com vistas a desestabilizar a ordem democrática na Venezuela; rechaçamos ainda as ações criminosas de grupos violentos como instrumentos de luta política, bem como as ações midiáticas que ameaçam a democracia, suas instituições e a vontade popular expressa através do voto. Lembramos que esta não é a primeira vez que a oposição se manifesta desta forma, o que torna ainda mais graves esses fatos.
2. Nos somamos à rede de solidariedade mundial para informar e mobilizar os povos do mundo em defesa da institucionalidade democrática na Venezuela, fortalecer a unidade e a integração de nossos povos.
3. Nos solidarizamos aos familiares das vítimas fatais fruto dos graves distúrbios provocados, certos de que o Governo Venezuelano está  empenhado na manutenção da paz e das plenas garantias a todos e todas cidadãos e cidadãs venezuelanas.
São Paulo, 18 de fevereiro de 2014.
Rui Falcão
Presidente Nacional do PT

Mônica Valente
Secretária de Relações Internacionais do PT
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Nota do PT acerca da Venezuela

O Partido dos Trabalhadores (PT), diante dos graves fatos que vêm ocorrendo na República Bolivariana da Venezuela, torna público o que segue:


1. Condenamos os fatos e ações com vistas a desestabilizar a ordem democrática na Venezuela; rechaçamos ainda as ações criminosas de grupos violentos como instrumentos de luta política, bem como as ações midiáticas que ameaçam a democracia, suas instituições e a vontade popular expressa através do voto. Lembramos que esta não é a primeira vez que a oposição se manifesta desta forma, o que torna ainda mais graves esses fatos.
2. Nos somamos à rede de solidariedade mundial para informar e mobilizar os povos do mundo em defesa da institucionalidade democrática na Venezuela, fortalecer a unidade e a integração de nossos povos.
3. Nos solidarizamos aos familiares das vítimas fatais fruto dos graves distúrbios provocados, certos de que o Governo Venezuelano está  empenhado na manutenção da paz e das plenas garantias a todos e todas cidadãos e cidadãs venezuelanas.
São Paulo, 18 de fevereiro de 2014.
Rui Falcão
Presidente Nacional do PT

Mônica Valente
Secretária de Relações Internacionais do PT
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Nota do PT acerca da Venezuela

O Partido dos Trabalhadores (PT), diante dos graves fatos que vêm ocorrendo na República Bolivariana da Venezuela, torna público o que segue:


1. Condenamos os fatos e ações com vistas a desestabilizar a ordem democrática na Venezuela; rechaçamos ainda as ações criminosas de grupos violentos como instrumentos de luta política, bem como as ações midiáticas que ameaçam a democracia, suas instituições e a vontade popular expressa através do voto. Lembramos que esta não é a primeira vez que a oposição se manifesta desta forma, o que torna ainda mais graves esses fatos.
2. Nos somamos à rede de solidariedade mundial para informar e mobilizar os povos do mundo em defesa da institucionalidade democrática na Venezuela, fortalecer a unidade e a integração de nossos povos.
3. Nos solidarizamos aos familiares das vítimas fatais fruto dos graves distúrbios provocados, certos de que o Governo Venezuelano está  empenhado na manutenção da paz e das plenas garantias a todos e todas cidadãos e cidadãs venezuelanas.
São Paulo, 18 de fevereiro de 2014.
Rui Falcão
Presidente Nacional do PT

Mônica Valente
Secretária de Relações Internacionais do PT
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O que o "experimento" na Venezuela pode nos ensinar?


Não curto floodagem na TL alheia, mas já aviso a todos, compartilharei tudo ou quase tudo sobre o que está acontecendo na Venezuela - tudo que for verossímil, ao menos. É um experimento vivo que, além de trágico e além de devermos nosso apoio, mesmo que moral ao povo venezuelano, serve para aprendermos tudo que é preciso saber sobre socialismo e as esquerdas. Se você não quer ler autores conservadores ou socialistas pra saber o que é uma coisa ou outra, não vai estudar filosofia política, não vai virar cientista político, não vai ler Hobbes, Locke, Rousseau, Maquiavel nem nada disso, aproveite a ocasião para aprender:

1 - o que é desinformação. Quem a pratica (de brinde aprenda quem foram os ÚNICOS a praticá-la ao longo da história)? Com quais intenções? Quem a mídia está realmente interessada em servir?

2 - como as esquerdas, aqui, na Venezuela ou em qualquer lugar se comportam diante de motins e revoluções que não são instrumentalizadas por elas ou que sirvam aos seus interesses próprios. Repressão muitíssimo mais violenta, desumana e sem nem sonhar com direitos humanos do que em comparação com manifestações em democracias liberais que eles tanto odeiam.

3 - no que o socialismo se converte, após alguns pares de anos de planejamento econômico central. A 'burokracia' se torna uma elite cara e rica, muitos mais que nos vizinhos capitalistas malvadões, bens ELEMENTARES (vocês conhecem aquela historinha socialista sobre consumo, né? Como se só se consumisse sapatos e celulares, mas não pão, leite ou papel higiênico) de consumo. Foi assim em absolutamente todo experimento socialista. Se não quer observar a história pra descobrir, observe bem o que está acontecendo na Venezuela agora. [http://www.andreassibarreto.org/2014/02/maduro-repete-experiencia-orwelliana-da.html e A etapa final do socialismo: a desintegração da Venezuela].

4 - o que as esquerdas que adoram uma baguncinha revolucionária fazem EXATAMENTE com os mesmos que há pouco lutavam ao seu lado. A bandidagem rasteira que é usada como exemplo dos "males do capitalismo" e intimada a ser massa revolucionária, rapidamente pode ser descartada como células revolucionárias "inúteis".

5 - a "saída de mansinho" de intelectuais e políticos que até ontem enamoravam-se com os caudilhos, tratando-os como camaradas. Cadê o depoimento de George Galloway sobre a situação atual? [Pra quem não viu, o esquerdista raivoso é muito bom em enquadrar meros estudantes: http://www.youtube.com/watch?v=epPD4GYZa_8]. Onde está Lula para dizer que existe "democracia até demais" na Venezuela de Maduro que invade casas a procura dos opositores?

Notícias sempre atualizadas do que vem ocorrendo em:

Somos más del 46 % - Venezuela e SOS Venezuela.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Lula é cúmplice do que se passa na Venezuela

Por André,

Lula, eterno enamorado de ditadores pelo mundo, é amigo e admirador de Chavez e Maduro:


Pra aquele seu amigo socialista que em toda manifestação arrota horrores sobre a "repressão da polícia militar", mande ver este vídeo e conferir o tratamento cinco estrelas conferido pela polícia de Maduro aos manifestantes:


Cynara Menezes "sente saudade de Chavez":




quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Após protestos, Justiça venezuelana manda prender líder da oposição. "Há democracia até demais na Venezuela" Lula

Por Estadão,

A Justiça da Venezuela ordenou na madrugada desta quinta-feira, 13, a prisão de Leopoldo López, um dos principais líderes da oposição ao chavismo. Ele é acusado de incitar os protestos estudantis que deixaram 3 mortos e 26 feridos ontem nas principais cidades do país

Na ordem de prisão expedida pela juíza Ralenys Tovar, o Serviço Bolivariano de Inteligência foi instruído a colocar López sob custódia sob a acusação de  homicídio, lesão corporal grave e associação para delinquir. 

López e outros líderes da oposição apoiaram os protestos de estudantes universitários de ontem. Os atos, que há dez dias vêm ganhando força no país, pediam a libertação de estudantes presos em manifestações anteriores contra o governo.

Líder do partido Vontade Popular, um dos maiores dentro da coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD), López é um dos três dirigentes da oposição que incentivaram os protestos de rua contra o governo nos últimos dias, ao lado do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma e da deputada María Corina Machado. 

Dentro da MUD, no entanto, a tática não tem unanimidade. O ex-candidato à presidência Henrique Capriles, principal nome da oposição, era contra a estratégia. 

"Diante da tirania, a resposta é se mobilizar na rua", disse Maria Corina. Ledezma, por sua vez, prometeu continuar com os protestos. Ao contrário de López, que não tem cargo eletivo, os dois gozam de imunidade. / AP e EFE


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Quando Lula e toda a esquerda nacional, enamorada da Venezuela de Chavez, será cobrada e dará explicações? De quem é a culpa? Dos 'avanços sociais' promovidos por Chavez ou do neoliberalismo?

Cenas dos benefícios sociais legados à Venezuela por Chavez e mantidos por Maduro e do tratamento dado aos manifestantes pelas forças governamentais venezuelanas:



George Galloway, esquerdista britânico raivoso, morre de amores pela ditadura Chavez e encurrala jovem estudante. Com que cara deve/deveria estar o sr. Galloway agora?


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Maduro anuncia inflação de 56% na Venezuela. A culpa? É da direita, é claro.

Por Folha de São Paulo,

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou hoje, dia 30, que seu país encerrou o ano com um índice de inflação de 56%. Ele colocou a culpa na "burguesia parasitária". 

De acordo com ele, a inflação foi "induzida e especulativa". Se a taxa "não fosse ativada pela guerra econômica, a inflação seria negativa", destacou. 

A Venezuela sofre com uma inflação galopante (a maior da América Latina), acompanhada de uma crise produtiva, problemas de distribuição de produtos de primeira necessidade, mercado golpeado por medidas de restrição e regulamentação. 

Como resposta à crise econômica, Maduro lançou uma "guerra econômica". O mandatário radicalizou sua política: após obter poderes especiais do Congresso, começou a adotar medidas para reduzir o preço dos produtos e a denunciar complôs da oposição, "a qual serve ao império dos Estados Unidos", segundo ele. 

Entre as medidas anunciadas por Maduro estão o controle de preços e do câmbio, a liberação de recursos para o setor produtivo, operações cívico-militares para fiscalizar a especulação financeira, entre outras.


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Que a Venezuela tornou-se a piada pronta mais próxima de nós não é novidade, após muitas conversas com Chavez via pássaros, dormir em Mausoléus, crise elétrica sendo uma potência do petróleo (a culpa também foi debitada na conta da direita), proibição de empresas demitirem funcionários, agora Maduro anuncia uma inflação de 56%. O que pra qualquer entendedor de economia implica em ainda mais escassez (ou seja, as piadas com papel higiênico continuarão - quiçá até com outros produtos).

A Venezuela já pode, num intervalo de 15 anos, ser considerada mais um experimento socialista que falhou (embora algumas etapas ainda estejam faltando, como campos de trabalho forçado e sumiço "misterioso" de adversários políticos). A História se repete. A horda de socialistas reacionários defensora dum modelo econômico digno da idade do bronze também.

E se preparem, para muito em breve, além de mais "é culpa da direita", inventarão, tal como em Cuba, um embargo imaginário para justificar o cataclisma econômico, inimigos imaginários (mesmo os EUA sendo cliente fiel do petróleo venezuelano). Quando o desespero bater forte, dirão que Maduro traiu os ideais do nobre general Chavez e tal como Lenin, caso Chavez não tivesse sido atacado pelo câncer estadunidense, o socialismo venezuelano finalmente teria dado certo e servido de exemplo para o restante da América Latina e finalmente para o mundo.

Fico aqui imaginando, há 15 anos, venezuelanos normais ou da oposição alertando para o perigo do socialismo e de seus atrasos econômicos. E os chavistas e seus asseclas "argumentando" que se tratava de pura teoria da conspiração.

Pois é.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Notícias do paraíso socialista: 'Maduro proíbe que empresas demitam funcionários em 2014'

Por VoxBR,

Nicolás Maduro promulgou um projeto que proíbe os empresários de realizarem demissões durante o ano de 2014.

“Vou aprovar o decreto onde se estabelece a estabilidade laboral a favor dos trabalhadores dos setores privado e público”, declarou em cadeia de rádio e TV.

A medida faz parte do plano contra “a direita e o imperialismo”, grupos responsáveis, de acordo com o governo, pelas crises de abastecimento e pelos picos de inflação e desemprego observados no país.

Nas últimas semanas, Maduro tabelou o preço de automóveis, se apropriou de redes de lojas de eletrodomésticos e fixou lucro máximo ao mercado.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Maduro decreta Natal antecipado na Venezuela

Por Globo,

Presidente explica que o objetivo é trazer felicidade para o povo e combater a amargura

CARACAS - Ainda é novembro, mas para Nicolás Maduro já é Natal. Isso porque o presidente venezuelano decretou no dia 1º um ato antecipando a comemoração, no qual afirma que a medida visa à “felicidade para todo o povo” e, assim, derrotar a amargura.

- Hoje, sexta-feira, 1º de novembro, quisemos decretar a chegada do Natal, porque queremos a felicidade para todo o povo, a paz - afirmou Maduro, depois de visitar a Feira Natalina Socialista 2013, organizada pelo governo em uma área central de Caracas.

Ali, como se já estivesse perto do dia 25 de dezembro, o presidente venezuelano trocou algumas palavras com os Reis Magos do Oriente, cantou músicas natalinas tradicionais da Venezuela e observou a venda de vários objetos e alimentos alusivos às festividades.

- O Natal antecipado é a melhor vacina para os que querem inventar tumulto e violência. Natal adiantado. Aqueles que andam amargurados por aí terão uma canção natalina do (compositor venezuelano Francisco) Pacheco, ou uma seresta para alegrar a alma - acrescentou Maduro.

Foi desta forma que o presidente fez referência ao recém-criado Vice-Ministério para a Suprema Felicidade Social do Povo, órgão que tem sido alvo de zombaria e críticas.

- Ninguém poderá com a gente, ninguém poderá com a felicidade e o direito à paz, ninguém poderá com o nosso direito de viver e de ter um bom Ano Novo. Novembro e dezembro têm que ser um bom fim de 2013, para que seja premonitório do que será um tremendo 2014 para a economia e a sociedade - explicou ele.

Nesse sentido, Maduro se referiu às críticas que recebeu pelo vice-ministério, que vai reagrupar as chamadas missões, que desenvolvem programas sociais.

Durante vários anos na Venezuela se organizaram feiras de Natal nas semanas que antecedem a data. Nesses eventos, vende-se desde alimentos para preparar os pratos tradicionais da festa até brinquedos, artesanato e roupas para se presentear com preços acessíveis, em um país atualmente golpeado por uma grave crise econômica, na qual a inflação atingiu os 50% ao ano.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Socialismo: "Argentina inicia o desmonte do Clarín"


Menos de 48 horas após a Corte Suprema da Argentina ter declarado constitucional a Lei de Mídia do país, o governo de Cristina Kirchner realizou ontem uma operação no Clarín e deu ao conglomerado 15 dias para apresentar um plano de desmembramento. 

Se isso não ocorrer, o governo diz que ordenará a divisão do grupo de forma unilateral, num prazo de seis meses a um ano. 

Martín Sabatella, diretor da Afsca (Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual), a agência responsável pela aplicação da lei, foi à sede do grupo Clarín, em Buenos Aires, entregar uma notificação. 

No documento, consta o prazo para que a legislação seja cumprida e aconteça o "desinvestimento" do conglomerado. A mesma notificação foi entregue na Rádio Mitre e no canal de TV 13, ambos do Clarín. 

Pela lei, o Clarín terá que se desfazer de algumas de suas várias licenças de TV e de rádio, já que a lei permite que um grupo seja dono de 24 --e o Clarín seria dono neste momento de 158 no mercado de TV paga. Segundo a Afsca, essa quantidade chegaria a 264, apesar da agência não ter nenhum estudo oficial sobre isso. O Clarín não informa quantas licenças de TV paga tem. 

O grupo poderá optar por continuar dono da empresa de TV a cabo e internet Cablevisión e abrir mão de algumas emissoras de TV aberta, mas se reduzir sua prestação de serviços.

Quando Sabatella chegou ao local, as portas estavam trancadas com cadeado e ele esperou 20 minutos para poder entrar. Uma hora depois, deixou a sede do Clarín e disse que estava ali para notificar o grupo da "adequação de ofício". 

Pela chamada adequação de ofício, se o Clarín não fizer um plano de "desinvestimento voluntário", o governo se encarregará disso. 

Nesse caso, a Afsca fará um inventários de todas as licenças do grupo, calculará um valor e chamará os interessados em comprá-las para uma espécie de leilão. 

Por meio de um comunicado, o Clarín disse que a ação da Afsca foi ilegal, já que o plano voluntário de "desinvestimento" havia sido suspenso enquanto a constitucionalidade da lei não era julgada pela Corte Suprema. 

O grupo diz que a operação de ontem "desconhece a sentença da Justiça e ratifica que o governo está com a intenção de avançar contra as escassas vozes independentes que restam na Argentina".
Ontem, o chefe de gabinete da Presidência, Juan Abal Medina, disse que a presidente Cristina Kirchner, que está de licença médica após realizar cirurgia na cabeça, foi informada da vitória do governo na briga com o Clarín e que ela recebeu a notícia "com agrado".