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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Caos estético IX: Sé

Por André,

Antigo shopping Mappin na Sé, centro de São Paulo

Leia a primeira postagem para a entender a série.

Torno a dizer que o Centro de São Paulo deve o exemplo mais emblemático à disposição de nós, paulistanos, do caos estético a que me refiro. Bem mais do que quem, como eu também, mora às margens da cidade. Isso porque nas margens a feiura sempre foi a regra governante, ao passo que quem corre os olhos atentamente pelo centro vê ainda alguns prédios conservados, vê outros destruídos ou simplesmente mal cuidados, por entre trechos claramente históricos que indicam um passado em que as coisas eram, pelo menos, mais bonitas. 

Acredito que esse seja, por definição, o quadro de caos estético em si mesmo: beleza entre a feiura extrema é mais caótico que a mera feiura geral, o choque no espírito pelo contraste é maior que pela constância.

Vale ainda adicionar um outro elemento sociológico à análise: muita gente se desloca de seus locais de residência para trabalhar ou negociar na Sé. Uns saem dos já feios bairros marginais e se chocam com uma cidade que maltrata o seu passado e que teve alguma grandeza nele; outros, saem de bairros mais "arrumados", que mesmo que não sejam bonitos são preservados, limpos e com algum verde e recebem o choque de pobreza que não estão tão habituados a ver (vale lembrar que compõe a apoteose dos sentidos do marco zero da cidade mendigos, pedintes, ambulantes, cães de rua, cheiro de urina, entre outros). O nervosismo e o caos estético são um corolário necessário dessa realidade.


Se definirmos o caos pelo contraste e não pela feiura absoluta, eis que temos essa paisagem na mesma Sé: uma estátua homenageando um de nossos pais fundadores, José Bonifácio - feiura, beleza e resgate histórico no mesmo bairro, eis a Praça do Patriarca.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Caos estético VIII: o problema da "apeirokalia"

Por Olavo de Carvalho,


APEIROKALIA

Bravo!, Ano I, no1, novembro de 1997 e
A Longa Marcha da Vaca para o Brejo: O Imbecil Coletivo II. Rio, Topbooks, 1998.


Como geralmente se entende por educação superior o simples adestramento para as profissões melhores, conclui-se, com acerto, que toda pessoa normal é apta a recebê-la e que, na seleção dos candidatos, qualquer elitismo é injusto, mesmo quando não resulte de uma discriminação intencional e sim apenas de uma desigual distribuição da sorte. Mas se por essa expressão se designa a superação dos limites intelectuais do meio, o acesso a uma visão universal das coisas, a realização das mais altas qualidades espirituais humanas, então existe dentro de muitos postulantes um impedimento pessoal que, mais dia menos dia, terminará por excluí-los e por fazer com que a educação superior, no sentido forte e não administrativo do termo, continue a ser de fato e de direito um privilégio de poucos.

Esse impedimento, graças a Deus, não é de ordem econômica, social, étnica ou biológica. É um daqueles males humanos que, como o câncer e as brigas conjugais, se distribuem de maneira mais ou menos justa e eqüitativa entre classes, raças e sexos. É o único tipo de imperfeição que poderia, com justiça, ser invocado como fundamento de uma seleção elitista, mas que de fato não precisa sê-lo, pois opera essa seleção por si, de maneira tão natural e espontânea que os excluídos não dão pela falta do que perderam e chegam mesmo a sentir-se bastante satisfeitos com o seu estado, reinando assim entre os poucos felizes e os muitos infelizes uma perfeita harmonia, salvaguardada pela distância intransponível que os separa.

O impedimento a que me refiro não é material ou quantificável. O IBGE não o inclui em seus cálculos e o Ministério da Educação o ignora por completo. No entanto ele existe, tem nome e é conhecido há mais de dois milênios. A mente treinada reconhece sua presença de imediato, numa percepção intuitiva tão simples quanto a da diferença entre o dia e a noite.

Os gregos chamavam-no apeirokalia. Quer dizer simplesmente "falta de experiência das coisas mais belas". Sob esse termo, entendia-se que o indivíduo que fosse privado, durante as etapas decisivas de sua formação, de certas experiências interiores que despertassem nele a ânsia do belo, do bem e do verdadeiro, jamais poderia compreender as conversações dos sábios, por mais que se adestrasse nas ciências, nas letras e na retórica. Platão diria que esse homem é o prisioneiro da caverna. Aristóteles, em linguagem mais técnica, dizia que os ritos não têm por finalidade transmitir aos homens um ensinamento definido, mas deixar em suas almas uma profunda impressão. Quem conhece a importância decisiva que Aristóteles atribui às impressões imaginativas, entende a gravidade extrema do que ele quer dizer: essas impressões profundas exercem na alma um impacto iluminante e estruturador. Na ausência delas, a inteligência fica patinando em falso sobre a multidão dos dados sensíveis, sem captar neles o nexo simbólico que, fazendo a ponte entre as abstrações e a realidade, não deixa que nossos raciocínios se dispersem numa combinatória alucinante de silogismos vazios, expressões pedantes da impotência de conhecer.

Mas é claro que as experiências interiores a que Aristóteles se refere não são fornecidas apenas pelos "ritos", no sentido técnico e estrito do termo. O teatro e a poesia também podem abrir as almas a um influxo do alto. À música — a certas músicas — não se pode negar o poder de gerar efeito semelhante. A simples contemplação da natureza, um acaso providencial, ou mesmo, nas almas sensíveis, certos estados de arrebatamento amoroso, quando associados a um forte apelo moral (lembrem-se de Raskolnikov diante de Sônia, em Crime e Castigo), podem colocar a alma numa espécie de êxtase que a liberte da caverna e da apeirokalia.

Porém, com mais probabilidade, as experiências mais intensas que um homem tenha tido ao longo de sua vida serão de índole a desviá-lo do tipo de coisa que Aristóteles tem em vista. Pois o que caracteriza a impressão vivificante que o filósofo menciona é justamente a impossibilidade de separar, no seu conteúdo, a verdade, o bem e a beleza. De Platão a Leibniz, não houve um só filósofo digno do nome que não proclamasse da maneira mais enfática a unidade desses três aspectos do Ser. E aí começa o problema: muitos homens não tiveram jamais alguma experiência na qual o belo, o bem e o verdadeiro não aparecessem separados por abismos intransponíveis. Esses homens são vítimas da apeirokalia — e entre eles contam-se alguns dos mais notórios intelectuais que hoje fazem a cabeça do mundo.

Infelizmente, o número dessas vítimas parece destinado a crescer. Já em 1918, Max Weber assinalava, como um dos traços proeminentes da época que nascia, a perda de unidade dos valores ético-religiosos, estéticos e cognitivos. O bem, o belo e a verdade afastavam-se velozmente, num movimento centrífugo, e em decorrência

"os valores mais sublimes retiraram-se da vida pública, seja para o reino transcendental da vida mística, seja para a fraternidade das relações humanas diretas e pessoais... Não é por acaso que hoje somente nos círculos menores e mais íntimos, em situações humanas pessoais, é que pulsa alguma coisa que corresponda ao pneuma profético, que nos tempos antigos varria as grandes comunidades como um incêndio".1

As duas fortalezas do sublime, que Weber menciona, não demoraram a ceder: a vida mística, assediada pela maré de pseudo-esoterismo que se apropriou de sua linguagem e de seu prestígio, acabou por se recolher à marginalidade e ao silêncio para não se contaminar da tagarelice profana. A intimidade, vasculhada pela mídia, violada pela intromissão do Estado, tornada objeto de exibicionismo histérico e de bisbilhotices sádicas, desapropriada de sua linguagem pela exploração comercial e ideológica de seus símbolos, simplesmente não existe mais.

Toda a literatura do século XX reflete esse estado de coisas: primeiro a "incomunicabilidade" dos egos, depois a supressão do próprio ego: a "dissolução do personagem". Mas, desde Weber, muita água rolou. Nas proximidades do fim do milênio, o que se entende por mística é um cerebralismo de filólogos; por intimidade, o contato carnal entre desconhecidos, através de uma película de borracha. Os três valores supremos já não são apenas autônomos, mas antagônicos. O belo já não é apenas alheio ao bem: é decididamente mau; o bem é hipócrita, pseudo-sentimental e tolo; a verdade, feia, estúpida e deprimente. A estética celebra os vampiros, a morte da alma, a crueldade, o macho que mete o braço até o cotovelo no ânus de outro macho. A ética reduz-se a um discurso acusatório de cada um contra seus desafetos, aliado à mais cínica auto-indulgência. A verdade nada mais é o consenso estatístico de uma comunidade acadêmica corrompida até à medula.

Nessas condições, é um verdadeiro milagre que um indivíduo possa escapar por instantes da redoma de chumbo da apeirokalia, e outro milagre que, ao retornar ao pesadelo que ele denomina "vida real", esses instantes não lhe pareçam apenas um sonho, que não se deve mencionar em público.

Mas nada proíbe um escritor de dirigir-se, em suas obras, aos sobreviventes do naufrágio espiritual do século XX, na esperança de que existam e não sejam demasiado poucos. Acossados pelo assédio conjunto da banalidade e da brutalidade, esses podem conservar ainda uma vaga suspeita de que em seus sonhos e esperanças ocultos há uma verdade mais certa do que em tudo quanto o mundo de hoje nos impõe com o rótulo de "realidade", garantido pelo aval da comunidade acadêmica e da Food and Drug Administration. É a tais pessoas que me dirijo exclusivamente, ciente de que não se encontram com mais freqüência entre as classes letradas do que entre os pobres e os desvalidos.



NOTAS

Max Weber, "A ciência como vocação", em Ensaios de Sociologia, org. H. H. Gerth e C. Wright Mills, trad. Waltensir Dutra, rev. por Fernando Henrique Cardoso, 5ª ed., Rio, Guanabara, 1982, p.182. Voltar

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Caos estético: "Sinto pena de quem trabalha na Faria Lima, diz urbanista dinamarquês"

Por Folha,

"Sinto pena de quem trabalha aqui", diz o famoso urbanista dinamarquês Jan Gehl, 80, ao ser apresentado à Nova Faria Lima, região que abriga um dos corações financeiros da cidade, na zona oeste de São Paulo. Olha consternado para os edifícios envidraçados "inteligentes".

"A cidade se faz na altura da calçada, onde as pessoas estão. Cadê um café, mesinhas na calçada, bancos para se sentar, para namorar? Cadê as lojas, as vitrines? Não há um único estímulo visual", prossegue, inconformado.

Desde os anos 1960, critica o modernismo que originou Brasília e os bairros exclusivamente comerciais ou residenciais. Virou pop quando, na última década, ciclovias e calçadões passaram a se espalhar pelo mundo.

Gehl repara que todas as enormes torres da avenida Brigadeiro Faria Lima são de escritórios. "Não há um único apartamento nessas torres todas? Imagino o que acontece quando esta multidão sai do trabalho e todos pegam o carro porque moram longe. Que desespero."

Autor do projeto que tirou várias pistas para automóveis na Times Square e na Broadway, em Nova York, é criticado por colegas por se basear em cidades europeias de pequena escala.

Mas, depois de 40 anos lecionando, criou uma consultoria que ajuda de prefeitos a grandes incorporadores. Tem trabalhos em Moscou, Toronto, Melbourne e até uma reforma, não executada, para o vale do Anhangabaú.

A Folha convidou o urbanista para conhecer bairros que concentram boa parte do PIB paulistano, inclusive aquele onde mora o prefeito João Doria (PSDB), o Jardim Europa, na zona oeste.

*

NA FARIA LIMA

Os funcionários são mais produtivos se estão felizes. Dá para ser feliz aqui? Onde esses empresários estão com a cabeça? O que há para se ver aqui? Para ficar, usufruir?
Olha ali, os fumantes são os privilegiados. O fumódromo fica no térreo, é uma chance de ficar ao ar livre, de ver gente diferente passar, de espontaneidade. Coitado de quem não fuma.

'ANTIGO' ITAIM

Estou vendo as pessoas saírem das torres de escritórios e irem caminhando para almoçar no lado de lá [na parte não "modernizada" do Itaim, próximo à av. Horácio Lafer e a av. Faria Lima ]. Tem predinhos, casas, restaurantes no térreo. É o velho urbanismo dando uma lição na modernidade.
Quando pedestre tem que dar uma volta enorme para sair do próprio prédio em que trabalha porque a saída dos carros é mais central, há algo muito errado.

NA VILA OLÍMPIA

Quanta mesmice. Você passa bairros e mais bairros e tudo parece igual. Não há um marco, algo que diferencie ou que dê identidade. Um bom espaço público. Esses jardinzinhos na entrada dos prédios não servem para nada, nem para sentar.

As ciclovias são estreitas! Vocês reduziram canteiros para não reduzir faixas para carros? Parece pecado mortal aqui reduzir espaço para automóveis, mais importantes que o verde.

NA BERRINI

Aqui você vê o capitalismo forte, não faltou dinheiro para construir essas torres, mas há sinais de uma liderança muito fraca e um planejamento muito pobre. A prefeitura parece se limitar a dar alvarás e cada um constrói o que quiser no lote. Não há a menor coerência.

NO PARQUE CIDADE JARDIM

Como é a vida de crianças e idosos nesses prédios? Imagina um cachorro que more aí? Pobrezinho. O morador pega o elevador e ao chegar no apartamento diz "ufa!, cheguei". É uma fuga, um esconderijo. Só há dois tipos de pessoas que se beneficiam dos arranha-céus: quem mora nos últimos três andares e quem vive a 5 km de distância e desfruta o "skyline".

Paris e Barcelona são mais densas que Nova York e quase não têm arranha-céus. Têm edifícios médios, de oito andares, colados um ao ao outro, sem recuo na entrada. E se permitem ter pátios ou jardins no coração da quadra.

É um mito que densidade se faz com prédio alto. Aqui vocês têm recuos na frente, atrás e dos lados, criando espaços inúteis.

NO JARDIM EUROPA

Essas casas parecem prisões. Os muros são tão altos e ainda colocam cercas elétricas em cima. Não sou especialista em segurança, mas duvido da eficácia dessas fortalezas.

Me sinto seguro quando meus vizinhos podem olhar
o que acontece na minha casa e chamar a polícia se suspeitarem de algo. Isolados dessa forma, quem vai conseguir ver uma invasão?

Claramente vocês precisam focar e resolver esse problema de segurança. É muito difícil valorizar o espaço público em uma sociedade com medo. As cidades americanas eram muito violentas nos anos 1980 e deram um jeito. Estudem com eles.

NO JARDIM AMÉRICA

Já atravessamos um quilômetro e só vi guardas e empregados das casas na rua. Tem criança morando aqui? Não é um bairro saudável. Sério que lutaram para impedir comércios e outros usos nesse bairro? Não acredito. Quem não quer tomar um cappuccino na esquina de casa e ver gente passar? Somos animais sociáveis, queremos ver gente. Mas as calçadas têm obstáculos demais. Muitos postes, muitos buracos, interrupções.

VELOCIDADE E SEGURANÇA

Quase todas as ruas têm mão única, o que é mau sinal. Em Copenhague, conseguimos fazer com que quase todas tenham mão dupla. Isso faz com que os motoristas andem mais devagar, aconteçam menos acidentes, e seja mais fácil de se atravessar.

Esse sinal vermelho piscando enquanto é ainda o momento do pedestre atravessar eu chamo de "corra, mamãe, corra". Assusta o pedestre e mostra quem é que tem prioridade: o carro.
Acontece em cidades com muito engenheiro de trânsito, mas nenhum para pedestres.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Caos estético VI - UFPR invadida

Por André,

A moda da vez entre os pensadores "críticos" que repetem os mesmos jargões socialistas da Guerra Fria é a invasão de escolas.

Entre tantos resultados maléficos da ação, certamente um dos piores é o caos estético que instalam nos ambientes que invadem:






terça-feira, 18 de outubro de 2016

Caos estético V

Do Facebook do publicitário Silvio Medeiros,



De que adiantou a "Lei Cidade Limpa", se tudo que foi "limpo" virou tela para as pixações em São Paulo? Mesmo os grafites, elevados ao status de arte urbana não dão descanso - são um constante estímulo visual, presente por toda a cidade. Na Música existe a intercalação de silêncios - Mas, não há o "silêncio visual" atualmente em São Paulo - Há um bombardeio de informações visuais na cidade toda, ocupada pelas "expressões culturais" dos ditos "oprimidos pelo sistema".
A nossa alma precisa de Silêncio. Do auditivo e do visual.

"É sempre um espetáculo visualmente deprimente voltar a São Paulo. Absolutamente tudo pichado, axincalhado, sujo, imundo. E isso não tem que ver com ideologia política não. Acabo de voltar de um dos maiores redutos da esquerda americana, California, Los Angeles, e lá você vê street art organizada, e simplesmente Zero pichação. Pode se gostar ou não mas se vê que há um respeito por quem passa. Aqui em São Paulo não há escolha.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Caos estético IV - PUC-SP

Por André,

O prof. Marcelo de Mattos Salgado fez os seguintes vídeos no campus da PUC-SP e teve a gentileza de cedê-los para a minha série de postagens.





O caos estético imperativo nos departamentos de humanas das nossas principais universidades (inclusive numa universidade paga e católica como a PUC) é, certamente, bastante significativo, além de sintomático.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Caos estético III

Por André,

Foto por Dérik Ramos

Ponte Água Espraiada, aqui em São Paulo, que já não é nenhum primor de beleza, premiada com as palavras dos famosos "artistas de rua", os queridos e ilustres pichadores.

Leiam o primeiro post da série.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Caos estético II

Por André,

Foto por Derik Ramos

Sindicalistas, greveiros etc contribuindo para o caos estético da vida urbana. 

Foto de agência do Bradesco no centro de Santo André. Uma releitura de qualquer obra do Romero Britto.

Leiam o primeiro post da série.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Caos estético brasileiro I

Por André,

Vivemos num ambiente de total caos estético. As consequências disso nas demais esferas da vida são muito maiores do que usualmente imaginamos e do que habitualmente as pessoas comuns sabem (o prof. Olavo comentou o fenômeno neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=2qDWt_ZPbK0).

Num nível mais profundo,isso deve causar efeitos sociais de grandes proporções (difíceis de mensurar, daí o "deve"), empobrecendo até mesmo a produção filosófica nacional (como refletir racionalmente sobre a realidade num ambiente caótico, feio e nervoso?).

Dessa forma, começo uma série de postagens que evidenciam e exemplificam o problema. Segue a primeira imagem, de um obelisco (localizado próximo à estação Anhangabaú do metrô, em SP). O centro de São Paulo, aliás, é particularmente caótico e feio: ainda guarda restos (principalmente arquitetônicos) de um passado em que a beleza imperava, mas que hoje é mal cuidado, sujo, povoado por mendigos e crackudos e fedido.




Nosso lema é:

"A Beleza salvará o mundo!" F. Dostoievski