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domingo, 3 de abril de 2016

Por que eu apoio Israel?

Por André,


Uma breve lista de razões pelas quais dou apoio total e irrestrito a Israel:

- É uma democracia de moldes liberais/seculares e estas são preferíveis frente a teocracias islâmicas;

- Dá suporte à convivência razoável entre gêneros. Não pratica apartheid de gênero;

- É o país mais seguro da Ásia menor para que um homossexual seja homossexual sem risco de perseguição;

- É a única democracia de livre-mercado da região;

- Os inimigos de Israel são os inimigos da civilização, do mundo e da vida civilizada;

- Israel é um país avançados cientificamente, tecnologicamente e economicamente;

- Israel está orientada culturalmente numa posição pró-Ocidente, ao contrário dos seus vizinhos;

- Israel valoriza a santidade da vida em vez do martírio santo (jihad);

- Israel usa armas para se proteger. Hamas, Palestina e palestinos usam pessoas para proteger suas armas;

- A despeito da administração Obama, Israel é um dos países mais atinados com os valores e a política dos Estados Unidos da América;

- Israel é um pequeno oásis de valores ocidentais num deserto ideológico. É a voz democrática, moderna, plural e civilizada que o Oriente Médio deveria valorizar, se espelhar e seguir;

- A despeito de quaisquer divergências políticas que são, a priori, possíveis, a defesa de Israel deve ser irrestrita e meu apoio a Israel é calcado em princípios.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Brilhante entrevista de Bill Maher com o primeiro-ministro de Israel Benjamin Nethanyahu

Por André,

Um conversa extremamente agradável e uma entrevista bastante justa de 2013 feita por Bill Maher com o primeiro ministro de Israel ficou perdida e foi há pouco lembrada. Vale a pena conferir:


"Não vamos voltar para as câmaras de gás".

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Debate entre George Galloway e Christopher Hitchens sobre a guerra do Iraque

Por André,


Sei que pode parecer reciclagem de coisa velha falar sobre esse debate agora, mas um lunático do porte de Galloway segue sendo membro do parlamento britânico e aparece constantemente em emissoras como a BBC, com sua retórica pomposa, porém vazia.

A segunda parte da defesa de Hitchens da guerra no Iraque é impagável.

Galloway é famoso por ser contra o "sionismo" mas jamais antissemita (e obviamente acreditamos nisso). Durante debate em Oxford em 2012, simplesmente se levantou e saiu quando descobriu que seu oponente era israelense. Também em Oxford fez uma defesa feroz da ultrademocrática Venezuela de Hugo Chavez, o que é muito interessante com sabendo dos fatos que sabemos hoje: prefeito de Caracas preso, Leopoldo Lopez preso, ativistas e manifestantes presos e torturados... é pra deixar qualquer Galloway e sua retórica vazia, Igor Fuser ou Lula com a cara no chão.

No final o debate descamba para a ofensa pessoal, mas as partes iniciais são interessantes. Infelizmente Hitchens já morreu, mas Galloway segue na ativa e levando suas bobagens e delírios esquerdistas para muita gente.

Douglas Murray, à época, escreveu uma resenha do debate.

sábado, 2 de agosto de 2014

Quando a tampa da esquerda não fecha

Por André,

Alguém que servia ao pacote de interesses da esquerda prestes a não servir mais.

Fiz um post afirmando que a esquerda adere a causas boas e de teor moral elevado, só que por motivos errados (em grande parte das vezes detectado apenas pelo olhar técnico) e exortei a qualquer um que também se compadeça de negros, gays ou, no atual momento, palestinos, NÃO adira a nenhuma linha militante de esquerda. Ambos alegam se preocupar com minorias oprimidas, só que uns pelos motivos certos (ou no mínimo boas intenções), outros pelas razões erradas.

Há uma escala de tópicos na agenda da esquerda militante. Às vezes, um único sujeito adere a todas, às vezes não e aí o caldo entorna e a tampa não fecha. Muitos exemplos poderiam ser citados e, aliás, já foram: o trato da esquerda com Joaquim Barbosa, com Clodovil Hernandes e outros, que seriam peixe garantido para a "causa" racialista e gayzista, mas cujas posturas públicas contrariavam essas ideologias e, portanto, foram execrados publicamente e, surpreendentemente ou não, vítimas de ataques racistas e homofóbicos da mesma militância que alega ser do bem por defender minorias. Estou certo que todos podem, individualmente, lembrar de algum outro exemplo, público ou particular.

Pois bem, essas ocasiões, além de servirem para expor o verdadeiro caráter dos ativistas, servem para sabermos qual bandeira ocupa qual lugar na escala de tópicos da agenda. Os exemplos mais recentes são Richard Dawkins e Sam Harris. Ambos se notabilizaram nos últimos anos por sua militância ateísta, o que lhes rendeu a pecha de "neoateus". Em princípio, muitos esquerdistas se serviram dos livros e falas de ambos, pois o ateísmo e sua propagação é um dos tópicos dessa esquerda militante. Mas o romance entre a esquerda militante e o biólogo e filósofo já não perdura, ambos fizeram fora do penico.

Ambos estão sendo alvos de ataque dessa mesma esquerda. Dawkins por suas constantes tirambadas no feminismo e no islamismo. E o que isso indica? Que embora a o ateísmo seja um tópico importante, um ateu renomado não pode criticar o feminismo e o islamismo, isso faz com que a tampa do pacote da esquerda militante não feche e Dawkins não sirva para fazer parte do baluarte da turma preocupada com os oprimidos. Apesar de ateu, agora ele é um misógino e ~islamofóbico~ (sim, sim, a esquerda preocupada com a opressão sai em defesa do Islã e nada diz sobre a situação das minorias nas teocracias islâmicas).

O mesmo recai agora sobre Sam Harris, já tido por Eli Vieira como "o mais esquerdista dos quatro cavaleiros do ateísmo". Sam Harris fez um podcast explicando sua opção por não criticar Israel, eu ia traduzir a fala em forma de texto, mas alguém já legendou o áudio e disponibilizou no Youtube:


Harris também é constantemente acusado de islamofóbico. Islamofóbicas são aquelas pessoas que observaram o mundo por cinco minutos e perceberam que há uma constante ameaça de terrorismo islâmico -- além da conivência e aprovação dos demais muçulmanos -- e jamais enfrentamos problemas de terrorismo hindu, budista ou cristão. Ou ainda, em frase atribuída a Christopher Hitchens "islamofobia é uma palavra criada por fascistas e usada por covardes para enganar idiotas".

O fato é que a tampa do pacote politicamente apropriado da esquerda não está mais fechando para Dawkins e Harris. Ambos já não são mais tão brilhantes assim e estão fora do clube das pessoas legais e engajadas. O que nos indica que a aliança com o Islã e a destruição do único país ocidental do Oriente Médio são causas mais importantes e urgentes que a divulgação do ateísmo (ou destruição das religiões organizadas).

Demétrio Magnoli: "O sofista antissemita"

Por André,

Folga de São Paulo publica interessante artigo de Magnoli sobre o antissemitismo travestido de boas intenções da nossa época. Vale a leitura.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Filósofo Gianni Vattimo quer exterminar judeus e fazer vaquinha para comprar foguetes melhores para o Hamas

Por Alexandre Borges,




- "Eu gostaria de atirar nesses bastardos sionistas. (...) Israel é um pouco pior que os nazistas."

Gianni Vattimo, um dos filósofos mais conhecidos da Itália e ex-membro do Parlamento Europeu, em entrevista num dos programas de rádio mais populares do país. O anti-semitismo mais radical perdeu completamente a vergonha.

Na mesma entrevista, disse que gostaria de ver mais israelenses assassinados e que está planejando uma campanha de levantamento de recursos para dar mais armas ao Hamas.

"Well-known Italian philosopher:'I’d like to shoot those bastard Zionists'" http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/.premium-1.606698

Que toda a gente conheça: o filósofo universitário, a esquerda ilustrada, os humanista, a gente do bem e preocupada com as minorias oprimidas.

domingo, 27 de julho de 2014

A esquerda realmente está preocupada com os palestinos?

Por André,

Texto de Denis Prager traduzido no Facebook e publicado no blog do Rodrigo Constantino:

Nós vivemos em um mundo mau.
Não é nenhuma novidade. O mundo anda muito ruim desde que foi inaugurado. Foi por isso que Deus o destruiu e recomeçou do zero (com um espetáculo iniciando a nova experiência, é preciso dizer).
A partir de uma perspectiva moral, observem o mundo desde o ano 2000.
A Coreia do Norte continua a ser um país que é, inteiro, essencialmente, um enorme campo de concentração.
O Tibete, uma das culturas mais antigas da humanidade, continua ocupado e sendo destruído pela China.
A Somália não existe mais enquanto país. Trata-se de um estado anárquico em que o mais cruel e o mais forte (geralmente o mesmo) prevalece.
No Congo, entre 1998 e 2003, cerca de 5.5 milhões de pessoas foram mortas – quase o mesmo número de judeus que morreram no Holocausto.
Na Síria, cerca de 150 mil pessoas foram mortas nos últimos três anos e milhões perderam os lares. 
No Iraque, quase toda semana vemos assassinatos em massa causados por bombas terroristas.(Agora, uma ordem para mutilação genital feminina também em massa está em vigor no tal califado. N.T.)
No México, desde 2006, aproximadamente 120 mil pessoas foram mortas nas guerras do tráfico travadas no país.
O Irã, uma ditadura teocrática que defende o genocídio, está prestes a conseguir fabricar armas nucleares.
Comunidades cristãs no Oriente Médio são aniquiladas; o massacre de cristãos é rotina na Nigéria.
É claro que o século 20 foi ainda mais sangrento, mas estamos apenas no 15º  ano do século 21. Não obstante, mostrar o quanto o mundo é terrível para com tantos habitantes não é meu objetivo. O que quero demonstrar é que, apesar de tanta maldade e sofrimento, o mundo concentrou maciçamente a atenção nos supostos malfeitos de um país: Israel.
O que torna tal fato tão digno de nota é que Israel está entre os países mais humanitários e livres do planeta. E o que é pior, é o único país do mundo sob ameaça de aniquilação. 
Este é o único caso da História em que os povos dos países livres tomaram as dores de um estado policial contra um estado livre. É impossível apontar qualquer outra ocasião na História Moderna – a única ocasião histórica em que existem sociedades livres – na qual, em uma guerra entre um estado livre e um estado policial, o estado livre foi considerado o agressor. É porque uma situação como a de Israel e dos inimigos do país nunca ocorrera antes.
A questão é, claro, por quê?
Por que em uma época na qual um shopping center do Quênia é bombardeado, na qual terroristas islâmicos massacram cristãos na Nigéria e milhares de pessoas morrem na Síria, o mundo está preocupado com uns 600 palestinos mortos como resultado direto de lançarem milhares de mísseis com a intenção de matar tantos israelenses quanto possível?
Por que essa obsessão contra Israel desde a fundação do país e, em especial, desde 1967?
Não pode ser ocupação. A China ocupa o Tibete e o mundo não presta a menor atenção. E a criação do Paquistão, que ocorreu ao mesmo tempo da criação de Israel, deu origem a milhões de refugiados muçulmanos (e hindus). Mesmo assim, ninguém presta atenção ao Paquistão, tampouco. 
Há apenas duas explicações para essa anomalia moral.
A primeira é uma predileção quase mundial pelos valores e ideias esquerdistas. Segundo esse viés de pensamento, os ocidentais estão quase sempre errados ao combater países ou grupos do Terceiro Mundo; e a parte mais fraca, especialmente se não for ocidental, é quase sempre rotulada de vítima quando combate um grupo ou país mais forte, em especial se este for ocidental. O esquerdismo substituiu o “bem e mal” por “rico e pobre”, “forte e fraco”, e “Ocidental (ou branco) e não-Ocidental (ou não-branco).” Israel é rica, forte e ocidental; os palestinos são pobres, fracos e não-ocidentais.
A única outra explicação possível é Israel ser judia.
Não existe qualquer outra explicação racional, pois a ideia fixa com, assim como o ódio por Israel não são racionais. Israel é um país particularmente decente. Ela é miúda, é mais ou menos do tamanho de Nova Jérsei e é menor que El Salvador; e enquanto existem mais de 50 países muçulmanos, existe apenas um país judeu. Israel deveria ser admirada e apoiada, mas não odiada a ponto de existirem dúzias de países cujas populações querem ver Israel aniquilada, o que, mais uma vez, é um fenômeno singular. Nenhum outro país do mundo jamais foi escolhido para ser exterminado.
Por mais difícil que seja para as pessoas modernas e pouco religiosas aceitarem, o judaísmo de Israel é a razão maior para o ódio a ela dedicado. 
Ironicamente, este fato, bem como a obsessão pelos judeus antes da existência de Israel, confirma para este observador o papel divino que os judeus desempenham na História. Poucos judeus se dão conta desse papel e um número ainda menor o deseja. Mas, a não ser pela influência da esquerda, não há outra explicação para a animosidade contra Israel.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

JP Coutinho: David e Golias

Por André,


O primeiro parágrafo do texto "David e Golias" texto do JP Coutinho vale mais que muitas teses. Demonstra o nanismo cultural que o ministro de Israel desconhece.


No Brasil você adere a ideias porque: é simpático a elas, vota nelas, mora com elas, faz parte delas, é interessado por elas, é filho delas etc. etc. Mas NUNCA, nunca mesmo, porque elas são razoáveis e, no mínimo, verossímeis. Como já foi dito: no fundo, no fundo, você diz que 2 mais 2 é quatro só porque gosta do 4.

O resto do artigo fala por si.