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domingo, 20 de janeiro de 2019

Guia definitivo para liberais e conservadores sobre “meritocracia”: da meritocracia à “fracassocracia”

Por André,

A esquerda adora usar certos lugares-comuns para atacar o caráter de interlocutores de não-esquerda. “Cidadão de bem” e “pai de família” estão entre eles. E também a famigerada “meritocracia”. Pretendo esgotar essa questão nesse texto, esclarecendo o que é a tal meritocracia e qual deve ser a abordagem correta em relação a ela[i].

No que diz respeito ao seu uso mais frequente, como lugar-comum e espantalho, nada a ilustra melhor que a imagem a seguir (e variações):


Imagem: Reprodução

Na cabeça de esquerdistas, a meritocracia é a justificativa reacionária para todas as mazelas do mundo. Quem está mal, assim está porque lhe falta mérito; caso o tivesse, qualquer anônimo miserável seria o Steve Jobs. E muitas vezes, equivocadamente, liberais, libertários ou conservadores caem na armadilha e se põem a defender mais ou menos essa versão do conceito.

Caso essa seja a meritocracia a ser defendida, estaríamos todos obrigados a concluir que 99,99% dos seres humanos não têm mérito, visto que a ocorrência de gênios que derivam riqueza financeira estratosférica a partir do nada é estritamente ínfimo. Não existem Steve Jobs, Bill Gates, Silvio Santos em cada esquina (ou existem e então a “meritocracia” é que não existe).

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Esclarecimentos acerca da "meritocracia"

Por André,

Uma das vantagens de um debate real e amplo é o esmiuçar de "conceitos menores". Quando o debate inexiste, nem mesmo os conceitos centrais e elementares flutuam pela atmosfera das ideias, quando é limitado, apenas eles.

As rédeas do debate no Brasil saíram das mãos da esquerda. Ideias de não-esquerda circulam com mais força e frequência. Hoje me deparei com dois artigos sobre o tema da "meritocracia":

Um de Joel Pinheiro da Fonseca, para o Liberzone: A tentação da meritocracia.

e outro da Andrea Faggion: por um libertarianismo sem meritocracia.

Os artigos estão muito bons e tiram o véu de ingenuidade em torno do conceito. Coisa que muitas vezes, no calor de um debate mais amplo, não pode ser esclarecida. Não se trata de uma defesa ingênua de uma identificação imediata entre mérito individual e sucesso e reconhecimento do mercado. Muitas vezes as últimas coisas não acompanham a primeira.

O tema da meritocracia sempre foi caro à minha pessoa. Desde a época de aluno, agora como professor que trabalha na rede pública além da particular e leitor de Ayn Rand.

Concordo com o Joel e a Andrea. Porém, meu ponto com a meritocracia não é essa coisa ingênua defendida por alguns libertários. Minha questão é menos com a premiação do mérito, mas com sua punição, bem como com a coroação do demérito. Bem no espírito da denúncia feita por Rand em seus livros, onde os melhores, que nada exigem do mundo, além de não serem premiados, são punidos.

Na escola pública é assim. O aluno que vai bem não é premiado, não é objeto de discussão, não recebe uma vírgula de reconhecimento ou tratamento adequado para alguém interessado nos estudos. Ao passo que toda a burocracia fica dirigida ao aluno ruim. No estado de São Paulo, a vasta maioria dos professores arredondam notas "4,1" para "5" (o número exato que o aluno deve atingir para tirar "azul"). O demérito da nota baixa é premiado com um gordo arredondamento. O aluno que tirou 10? Quem é ele mesmo?

O que mais me assusta e incomoda são coisas desse tipo. E não apenas as políticas governamentais dão suporte a isso, mas também o imaginário empobrecido da população docente. Já que o estado não cria meios para que os melhores sejam ajudados, o professorado, em geral, não se esforça para que esses, ao menos, não sejam atrapalhados.

Que a "meritocracia" não seja transformada em um mantra sagrado. Mas que os bons não sejam punidos, já que não serão ajudados.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

"Negros são donos de metade das micro e pequenas empresas" ou: vocês estão fazendo o teste do pescoço no lugar errado

Por Folha de São Paulo,

Negros e pardos já comandam 49% das micro e pequenas empresas do país, número que se aproxima da fatia que representam ma população (51%). 

São 11 milhões de empreendedores, 28,56% mais do que em 2001, quando os negros eram donos de 43% dos micro e pequenos negócios com faturamento de até R$ 3,6 milhões anual.

Os dados fazem parte de um estudo do Sebrae com base em dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2011. 

 
Entretanto, a renda média ainda é cerca da metade da renda dos empreendimentos de brancos.
"A sociedade está se tornando menos desigual, mas as diferenças ainda são grandes", diz o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto. "O grande desafio é reduzir a desigualdade na renda e isso se faz com capacitação." 

A renda média dos negros empreendedores era de R$ 1.039 em 2011, ante R$ 2.019 dos brancos (diferença de 94,3%). Em 2001, a diferença era maior: 141,3%. 

Se entre brancos cada vez mais a motivação de se abrir um negócio é a oportunidade, entre negros a necessidade ainda predomina. 

"A maior parte empreende por falta de opção, por serem excluídos do mercado de trabalho", diz Reinaldo Bugarelli, coordenador do curso de sustentabilidade e responsabilidade social da FGV.
Levantamento feito pela pesquisadora da FGV Eliane Barbosa da Conceição mostra que a situação se repete no mercado de trabalho formal. 

Considerando dados de seis regiões metropolitanas em 2010, a renda média da população economicamente ativa branca era 83% maior do que a da negra (R$ 1.910 ante R$ 1.043). 

ESCOLARIDADE
 
O avanço em termos de escolarização na última década foi pequeno. Em 2011, o negro empreendedor havia passado menos tempo na sala de aula do que o branco dez anos antes.

Para Conceição, o preconceito, mais do que a falta de escolaridade, é o que leva o negro a ser excluído do mercado de trabalho. 

Ela analisou bancos estatais e privados e constatou que nos públicos, nos quais o acesso se dá via concurso, há mais negros em cargos operacionais. "No setor privado, o negro é barrado na entrevista", diz. 

Com duas graduações nas áreas de administração e logística, o empresário Fabiano Moreira, 38, resolveu montar um negócio próprio no ano passado, depois de enfrentar resistência ao seu trabalho em uma empresa. 

"A dificuldade para crescer é muito grande. As empresas não querem entregar um cargo de liderança para um preto para não vinculá-lo à imagem da companhia", diz ele, que começou como motoboy e hoje comanda a Unika Logística, que gerencia mais de 3.000 entregas e fatura R$ 400 mil por mês. 


Editoria de Arte/Folhapress


O que é o teste do pescoço?

Mais um engodo racialista inventado pela esquerda racista. Leia na obra prima "Pragmatismo Político".

Das duas uma: ou fizeram o teste nos lugares errados, ou fizeram e jamais lhes ocorreu que os negros ali presentes fossem os patrões.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Vai ser preciso o Ronaldo se naturalizar americano?


Em 1957, a escritora e filósofa Ayn Rand, lançou sua Magnum Opus – A Revolta de Atlas. Nessa distopia, a russo-americana desenha um cenário de caos quando os artistas, os produtores e os inovadores resolvem entrar em greve, cansados de serem tidos como exploradores e inescrupulosos, quando na verdade “levam o mundo nas costas”. Dessa forma, os outros, que apenas espoliam as riquezas geradas, não conseguem administrar com eficiência as empresas, acarretando uma hecatombe social. Esse livro foi eleito pelo povo americano como a segunda obra de maior influência nos EUA. (Creio que eles precisam lê-la novamente com urgência!). A mensagem é clara: o mundo precisa de gente que possa criar, e não puni-las por isso.

Em 2012, Gerárd Depardieu, um dos maiores atores franceses da atual geração, disse que irá renunciar a sua cidadania francesa e ir morar na Bélgica para fugir dos pesadíssimos impostos sobre fortunas da França. O que chamo de pesadíssimos? 75% da sua renda. Quer mais? Como se não bastasse, o ator de Obelix ainda foi exposto publicamente pelo governo francês por esse ato.

Mera coincidência?

A verdade é que os governos europeus (e não só eles) estão falidos. O tão sonhado mundo dos direitos (à saúde, à educação primária e superior, à moradia, à alimentação, à renda mínima, à previdência, etc.) não casa com a realidade. A conta simplesmente não fecha. Ele até se mantém com alguns defeitos, mas em pouco tempo ele decai, demonstrando suas fragilidades. A lição que deveríamos ter em mente é: o governo não pode sair distribuindo direitos e pagar a conta com gigantescas dívidas. Um dia o longo prazo chega, e parece que esse dia está bem próximo. No caso francês, o governo ta querendo uma chance para colocar a economia no trilho, retirando três quartos do que os ricos ganham. Gerárd Depardieu, um desses ricos, disse não à esse “pedido” do governo. Nada mais justo.

No Brasil não vivemos uma realidade muito diferente. Nossos empreendedores e produtores são sufocados com um estado obeso, lento e ineficiente. O resultado disso? Nossas principais cabeças pensantes, os jovens que deveriam criar algo novo, se enfileiram por cargos públicos meramente burocráticos. Nosso atual modelo mata a inovação na raiz: na cabeça dos jovens que pensam em empreender, mas esbarram em um estado hipertrofiado com um emaranhado de leis incompreensíveis e impostos obscenos. Ou você nunca se perguntou o porquê de Bill Gates e Steve Jobs serem americanos e não brasileiros? Os jovens americanos são mais inteligentes do que os brasileiros? Não! Apenas não possuem tantas barreiras para criar como aqui.

Mas isso tudo passa totalmente despercebido no nosso cotidiano. Comportamos-nos como um sapo dentro de uma panela com água quente. Simplesmente, não percebemos a elevação gradual da temperatura (leia-se: aumento do estado), até o dia que padeceremos sem perceber, por não inovarmos mais!

Fecharemos 2012 com um crescimento de PIB na casa de 1%, e uma inflação superior a 5%. Será que isso não basta para percebermos que nosso atual modelo de crescimento é falido? Será necessário o Ronaldo se naturalizar americano para percebermos isso?

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Exílio de Depardieu é novo revés de Hollande

Por Globo,
O ator Gerard Depardieu em outubro deste ano



AFP/JOHANNES EISELE
PARIS — Dois dos maiores símbolos da Resistência francesa, a dupla de gauleses Asterix & Obelix, personagens da célebre história em quadrinhos criada por René Goscinny e Albert Uderzo, deixaram o país. O ator Christian Clavier, intérprete do pequenino e valente Asterix no cinema, já havia fixado residência em Londres em outubro. Seu inseparável companheiro Obelix, encarnado pelo patrimônio nacional Gérard Depardieu, seguiu seus passos, e mudou seu endereço para Néchin, na Bélgica. O motivo da partida, que provocou polêmica na França, é o aumento de impostos sobre as grandes fortunas, medida adotada pelo governo socialista do presidente François Hollande - uma taxa de 75% sobre rendimentos superiores a € 1 milhão vigorará por dois anos.
A atitude de Depardieu reacendeu o debate sobre a tributação francesa e a evasão de ricos para países dotados de uma legislação mais branda para os cidadãos mais afortunados, além de provocar uma viva reação por parte do governo. O primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault qualificou a decisão do ator de “deplorável”.

O célebre ator respondeu por meio de uma carta aberta: “Eu, infelizmente, não tenho mais nada a fazer aqui. Parto porque vocês consideram que o sucesso, a criação, o talento, na verdade, a diferença, devem ser punidos”, disparou Depardieu, eleitor declarado do ex-presidente Nicolas Sarkozy, derrotado por Hollande nas urnas. Ao exigir ser respeitado, acrescentou: “Devolvo meu passaporte e meu Seguro Social, do qual nunca me servi. Não temos mais a mesma pátria, sou um verdadeiro europeu, um cidadão do mundo, como meu pai me inculcou.”

Nesta segunda-feira, a ministra da Cultura, Aurélie Filippetti, se disse “escandalizada” com a decisão do ator de renunciar ao seu passaporte francês.

- A nacionalidade francesa é uma honra, são direitos e deveres também, entre os quais o fato de poder pagar impostos - defendeu.

Críticas da esquerda

Atacado pelos ricos, o presidente François Hollande tem sido igualmente contestado por não governar tão à esquerda como gostariam partidários de seu próprio campo. Segundo a última pesquisas do instituto Ifop, os índices de popularidade do presidente e de seu primeiro-ministro caíram para 37% e 35%, respectivamente, colocando-os como a dupla de líderes mais impopular da Quinta República (iniciada em 1958) nesse estágio de governo, um dado considerado “inquietante” por parlamentares socialistas.

Acusado de “prudência excessiva” e de “indecisão crônica” por analistas políticos, Hollande, que se elegeu defendendo um estilo de “Presidência normal”, também sofre com a cacofonia entre ministros, divergências com o grupo ecologista - integrante da coalizão de governo -, e contundentes ataques da esquerda radical.

Seus assessores mais próximos aconselham uma “nova estratégia de comunicação” e a adoção de um “espírito de campanha” para enfrentar a atual crise econômica.

domingo, 11 de novembro de 2012

Podcast no site livre e liberdade, sobre educação, com Filipe Rangel Celeti

Por André,

Luciano Oliveira, estudante de Filosofia do Mackenzie, Filipe Rangel Celeti, mestre em educação pela Mackenzie e professor do curso de pedagogia, colaborador do Mises Brasil e eu. :p

Aproveitem a discussão: