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sábado, 14 de abril de 2018

Rússia, Síria e EUA

Por André,

Do ataque dos EUA à Síria, só consigo pensar que:

- ontem, por não retaliar, a narrativa era de Trump "bundão", "afinou para a Rússia".
- hoje, ao atacar, a narrativa será de cão raivoso belicista.

Do mesmo jeito que ontem havia um acordão entre Putin e Trump para elegê-lo, hoje já vejo jornal falando de retorno à Guerra Fria devido à expulsão de diplomatas russos de solo americano.

A narrativa midiática como um todo é tão precisa em vender narrativas antiamericanas CONTRADITÓRIAS que isso parece até um elaborado e exitoso plano de desinformação.

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A IMPRENSA NÃO VAI PEDIR DESCULPAS?

Ficou-se meses a falar do conluio russo para eleger Trump, mas até agora, além das especulações da extrema-imprensa, o que temos de fatos concretos é:

- a América desafiando as vontades russas na Síria;

- expulsão de diplomatas russos;

- novas sanções à Rússia;

- expansão das capacidades dos mísseis de defesa na Crimeia;

- apoio e fortalecimento da OTAN contra a Rússia.

"Hoje estamos em guerra contra a Oceania e somos parceiros da Eurásia, amanhã estaremos em guerra com a Eurásia e seremos parceiros da Oceania", para rememorar a nunca desatualizada referência a Orwell.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Reino Unido vê mais um caso de gangue islâmica de estupradores

Por André,




Após o indevidamente conhecido caso de estupros de Rotherham, igualmente perpetrado por gangues islâmicas contra garotinhas brancas, o Reino Unido vê mais um caso de estupro coletivo promovido por gangues de muçulmanos especificamente contra garotas brancas e, mais uma vez, não-denunciado pelas autoridades devido ao temor de represálias do tipo "islamofobia" e "racismo".

sábado, 3 de junho de 2017

Um embuste chamado Acordo de Paris: redução PREVISTA de 0,2 graus em 100 anos

Por André,

É questionável, mas vamos aceitar, for the sake of the argument, que haja aquecimento global antropogênico e que combatê-lo seja possível e desejável. De acordo com um estudo do MIT, o máximo que pode alcançar o acordo de Paris, do qual Trump acaba de retirar os EUA, é reduzir a temperatura global em 0,2 grau até 2100 — presumindo que todos os países signatários o cumpram, pois é tudo voluntário e sem mecanismos coercitivos. Qual é o custo da brincadeira? Segundo um estudo, três trilhões de dólares e 6,5 milhões de empregos. Por uma redução de temperatura de 0, 2 grau ao longo de quase um século.

É evidente que o acordo simplesmente não vale a pena, não faz sentido, é no mínimo discutível. Mas por que entrar nesses detalhes, investigar do que se trata e discutir a substância real da coisa, se é muito mais fácil pintar Trump como um Hitler 2.0, que em vez de fritar judeus quer fritar o planeta inteiro?

Só não admite quem for realmente desonesto que o acordão é apenas uma ferramenta para implementar regulação, controle e taxação em nível global (textbook globalism) quem é retardado ou que é da elite hollywoodiana (que não são retardados, mas respondem a quem paga o contracheque).

sábado, 31 de dezembro de 2016

Altos e baixos de 2016, projeções para 2017

Por André,

No hangout de retrospectiva que participei na última quinta-feira fiz uma lista de altos e baixos de 2016. Quero aqui reprisar minha lista e apontar algumas projeções modestas para 2017:


ALTOS:

- Estados Unidos da América;

- Partido republicano (paradoxalmente: seu establishment foi derrotado, mas recuperou a presidência e fez maioria na Câmara e Senado);

- Euroceticismo;


- Ala eurocética do partido Conservador Britânico;

- mercado editorial "conservador" brasileiro;





- Alt-Right;

- guerra de narrativas;

- agenda e militância pró-aborto;

- minha carreira de editor (tive a chance de participar da edição do ótimo Idade Média, o que não nos ensinaram, em belíssima edição pela Linotipo Digital).




BAIXOS:

- Partido Democrata;

- Hillary Clinton;

- Barack Obama;


- clãs políticos americanos (Clinton, Bush);

- Mídia tradicional/imprensa (Brasil/mundo);

- institutos de pesquisa (Brasil/mundo);



- PT;


- "Justiça social";

- Feminismo 3ª onda;



- Ben Shapiro.


PROJEÇÕES:

- A guerra de narrativas continuará a todo vapor, pois não acredito que ela tenha sido enfrentada efetivamente pelas alas não à esquerda do espectro. O que quero dizer com isso? Casos isolados de racismo, homofobia ou terrorismo praticados por eleitores de Trump, simpatizantes do Bolsonaro ou homens brancos continuarão causando comoção mundial/nacional, ao passo que as mesmíssimas situações, quando praticadas por negros, gays ou muçulmanos serão tão rapidamente esquecidas como são os demais casos de violência.

- A agenda do aborto avançará no Brasil e veremos novas canetadas do STF, tanto sobre aborto quanto sobre outras pautas progressistas que não têm simpatia das pessoas e do Congresso.

- Donald Trump sofrerá com o padrão duplo da imprensa como nunca ninguém sofreu antes: 


Ou seja, a narrativa que Trump é um cara mau será emplacada mesmo que o custo disso seja o próprio princípio da não-contradição.

- A direita vencerá na França (quer Fillon - mais provável - quer Le Pen).

- O euroceticismo avançará mais na Europa, seja com a eleição de governantes, parlamentares ou a saída de países do bloco.

domingo, 13 de novembro de 2016

Michel Houellebecq em entrevista para a Época sobre Trump, Le Pen e islamismo

Por Época,

Nascido na Ilha da Reunião, em 1956, Michel Houellebecq tornou-se conhecido em 1994 com um pequeno romance chamado Extensão do domínio da luta. Nele, a sexualidade é tratada como um “sistema de hierarquia social”. Em 1998, alcançou o sucesso mundial comPartículas elementares. Poeta, ator, cineasta, compositor, romancista e fotógrafo, Houellebecq é um falso tímido. Fala pouco, baixo e lentamente, mas cada frase tende a ser uma bomba. Em 2001, lançou Plataforma, história que termina com um atentado terrorista. Em 2010, venceu o Prêmio Goncourt, considerado o Nobel da literatura francesa, com O mapa e o território. Foi processado por ter classificado o islamismo como “a religião mais idiota de todas”. Em 2015, estava na capa do Charlie Hebdo quando o jornal satírico francês sofreu um atentado praticado por terroristas islâmicos. Era o dia da sessão de autógrafos – que precisou ser cancelada – de Submissão, romance no qual Houellebecq imagina um muçulmano na Presidência da França. Traduzido em mais de 50 países, ele ocupa o lugar de mais famoso e polêmico escritor francês atual. Em 2016, dominou o Palais Tokyo, em Paris, com uma exposição fotográfica louvada pela crítica. Na semana passada, fez uma conferência no ciclo Fronteiras do Pensamento, em Porto Alegre, onde criticou intelectuais franceses famosos como Jean-Paul Sartre, Albert Camus, Jacques Derrida, Gilles Deleuze, Jacques Lacan e Michel Foucault – para ele, obscuros, vazios e incompreensíveis. Nesta entrevista a ÉPOCA, Houellebecq fala sobre literatura, política, religião, sexo, intelectualidade e, claro, de Donald Trump. Ateu, Houellebecq persevera num paradoxo: sem Deus, a humanidade não tem salvação.


ÉPOCA – Como viu o duelo entre Donald Trump e Hillary Clinton e a vitória do republicano? 

Michel Houellebecq Vi como algo enfadonho. Resolvi assistir a um dos debates. Cansei logo. No começo, os golpes baixos, as provocações, os blefes e as alfinetadas de todos os tipos até parecem interessantes. Depois, isso cansa e dá para ver o vazio do espetáculo. Não consegui localizar as ideias, os grandes planos, as propostas diferentes. Achei muita aparência para pouco conteúdo. É claro que cada lado exagera os perigos do outro. A estratégia de atemorizar os eleitores nunca é descartada. Não existe na França um equivalente a Donald Trump. No passado não muito distante, tivemos Bernard Tapie [empresário que foi presidente de clube de futebol e político],que era fanfarrão, exagerava sua fortuna e vivia envolvido em escândalos. Passou. Tapie era desprezado pelos verdadeiros empresários e as ideias dele não eram muito precisas. Tudo nele remete a Trump. É um erro associar Trump a Marine Le Pen [política francesa de extrema-direita]. São diferentes. Não sei o que vai resultar dessa eleição. Por um lado, se Trump, como ele disse, deixar de lado a Otan e investir menos em guerras, será ótimo. Perigoso era George Bush, que provocou uma tragédia no Iraque. Barack Obama já foi mais parcimonioso. Trump será perigoso se retomar o comportamento tradicionalmente belicista dos republicanos. Se não fizer isso, poderá não se sair mal.


ÉPOCA – A política o fascina tanto quanto a literatura?

Houellebecq – A política pode ser matéria da literatura. Eu a usei em Submissão. Meu interesse por ela, no entanto, é bastante variável. Há épocas em que acompanho muito o noticiário político pela televisão. Não sou muito de me dedicar aos jornais. Na França, os jornais estão sendo abandonados pelos leitores. Em outros momentos, porém, deixo de lado a política. Sou como todo mundo. A política tem um lado folhetinesco de jogos de poder, ambições, ascensões e quedas. Isso acaba nos chamando a atenção ou nos cansando. Li sobre a destituição da presidente do Brasil. Não consegui entender o que aconteceu. Parei de ler. O que me interessa mesmo na política é seu aspecto tático, o jogo, as estratégias, a disputa, não o conteúdo.


ÉPOCA – Suas posições sobre religião criam polêmica. O islamismo radical continua a ser a grande ameaça para o Ocidente?

Houellebecq – Certamente. Os atentados aconteceram e vão continuar a acontecer. Quando uma religião, com setores extremistas, é minoritária num lugar, surge a possibilidade da ruptura. Normalmente, as religiões ajudam a organizar as sociedades. No caso do islamismo radical, ocorre o contrário, uma desestruturação. E é só o começo.


ÉPOCA – Uma onda conservadora parece avançar no Ocidente. Marine Le Pen, líder da Frente Nacional, será presidente da França?

Houellebecq – Pode ser que ela chegue à Presidência da França algum dia, mas não será na próxima eleição. Apesar de estar sempre crescendo, ela ainda está muito distante de ter os votos necessários para ganhar uma eleição presidencial. O jogo já me parece jogado. François Hollande quer ser candidato, embora seja uma nulidade como presidente. Os socialistas talvez não saibam ainda como fazer para se livrar dele. Todos tentam convencê-lo a cair fora. Nicolas Sarkozy também quer voltar. Mas o próximo presidente da França deverá ser mesmo Alain Juppé [ex-primeiro-ministro, liberal, candidato nas primárias da direita francesa]. Ele largou na frente e tem tudo para ganhar. A rejeição a ele parece ser menor que a destinada a seus adversários.


ÉPOCA – O populismo ameaça as democracias ocidentais?

Houellebecq – O populismo é uma realidade. Também é verdade que se tem chamado de populismo qualquer tentativa de tirar o poder das elites. Há populistas demagogos e perigosos e há quem seja considerado populista por especialistas em estratégias de desqualificação. Os “novos progressistas”, gente da velha esquerda com roupagem nova, chamam de novos reacionários todos os que não seguem suas ladainhas. Quem não usa smartphone é reacionário. Quem quer mais democracia direta e menos politicagem convencional, também.


ÉPOCA – Há épocas de aceleração histórica inesperada. O Brexit representa um fracasso irreversível para a União Europeia?

Houellebecq – É uma pena que o Brexit não consiga derrubar a ideia de uma união europeia de vez. Não entendo a razão de tantos lamentos. Jamais encontrei um só ponto positivo no projeto europeu. Tudo está baseado em pilares falsos. Não há um só verdadeiro ponto cultural em comum entre os diferentes países para que eles queiram ou possam viver juntos abdicando de suas particularidades e da autonomia que cada um dispõe como nação independente. O fato de que a Justiça tenha decidido que o Parlamento britânico deve dar sua palavra sobre o que foi decidido em plebiscito é estranho, algo como uma invalidação da posição dos eleitores. Tomara que se confirme a saída. A União Europeia não passa de uma ideia de tecnocratas que nunca compreenderam bem as especificidades de cada país. Em todo caso, a saída da Inglaterra da União Europeia nada tem a ver com a chamada crise dos refugiados, como se costuma dizer por facilidade ou superficialidade. Os ingleses nunca se sentiram realmente parte desse projeto absurdo. A pergunta que todos deveriam se fazer todos os dias é esta: como foi possível embarcar tanta gente, tantos países, tantas línguas numa ideia tão inadequada e tão fadada ao fracasso?

sábado, 1 de outubro de 2016

O crepúsculo da classe política

Por André para o jornal Dextra,




Mais um fenômeno passa despercebido bem diante dos olhos das supostas mentes treinadas e pagas para a análise política, de jornalistas a cientistas políticos: a classe política está em crise. Para fins didáticos, separemos tanto os sinais desse fenômeno quanto os fatores que levaram a isso.

Os intelectuais de boteco não entendem a ascensão de um Donald Trump, o carisma de um Nigel Farage, a popularidade crescente do deputado Jair Bolsonaro ou a chegada ao poder de Viktor Orban na Hungria e de Beata Szydło na Polônia. Foram igualmente incapazes de prever o “Brexit”, a saída do Reino Unido da União Europeia, e duplamente incapazes de explicar por que isso ocorreu (o establishment “especialista” – Gugas Chacras e Caios Blinders – ainda nem se conformaram pessoalmente com o ocorrido, imaginemos se chegaram perto de uma explicação). Guardadas as devidas proporções, até mesmo a candidatura do empresário João Dória à prefeitura de São Paulo mostra sinal do que aqui diagnosticamos.

Por meses alguns jornalistas americanos fizeram troça da possibilidade do magnata Donald Trump ser o republicano a concorrer pela Casa Branca (1% eram as chances dadas pela CNN ao candidato - http://goo.gl/fvITBB) e eis que o próprio acaba de se consolidar como candidato. Os analistas não entendem por que Trump chegou lá e tampouco exatamente qual é seu apelo.

A explicação escapa aos especialistas que são, eles próprios, entusiastas da classe política, porque tanto são incapazes de compreender o fenômeno quanto não é de seu interesse fazê-lo. Contudo, para os que ainda têm os pés no solo firme da realidade, a explicação é relativamente simples: as pessoas estão cansadas de políticos engomadinhos, que sigam o script politicamente correto, com discursos insossos e completamente desconectados da realidade concreta que as pessoas comuns vivenciam. Quando qualquer discurso minimamente atinado aos anseios mais urgentes e elementares das pessoas aparece, elas enxergam um fio de esperança na desacreditada (classe) política que, na verdade, é antipolítica (o próprio establishment e grupos de interesse republicanos ainda não se conformaram com a candidatura de Trump).

Os analistas, produtos ou ainda membros de uma academia ainda mais desligada realidade, não conseguem entender como um empresário pode gozar da preferência de parcelas tão gordas do eleitorado (Trump está tecnicamente empatado nas pesquisas nacionais com Hillary, política de longa carreira; o UKIP, partido do também ex-empresário Nigel Farage foi o terceiro mais votado nas últimas eleições gerais britânicas, assustando o tradicional Partido Trabalhista e deixando para trás os Liberal-Democratas). Um outro exemplo notório vale ser mencionado: pelos idos das mesmas eleições gerais do Reino Unido, vencidas por David Cameron em 2015, o candidato trabalhista Ed Milliband tropeçou durante uma participação numa entrevista e isso, por si só, foi razão para um punhado de manchetes na imprensa, com ares da inquietação “como é possível um membro da classe política TROPEÇAR?”. Os políticos se distanciaram tanto da realidade comum que não se submetem mais nem mesmo às leis da física. Isso tudo ao passo que um de seus concorrentes, o já citado Nigel Farage, é o arquétipo do homem comum: fumante, com diversas fotos públicas bebendo cervejas nos tradicionais pubs ingleses, já sobreviveu à queda de um helicóptero e a um câncer nos testículos: mais humano que isso impossível. Enquanto isso, Milliband perdeu a habilidade de comer um sanduíche em público (http://goo.gl/UiJdv9).

Malgrado qualquer quê populista nas falas de Donald Trump, pesquisas e mais pesquisas mostram que as pessoas comuns têm as mesmas preocupações que são motivo de discursos e propostas do dono da Trump Tower. Inclusive as parcelas da população que supostamente são alvo de seu ataque: nada causa mais incômodo num imigrante legal que um imigrante ilegal gozando dos mesmos direitos que ele e ninguém em sã consciência – o que não é caso da classe política e tampouco dos intelectuais – pode culpá-los.

Some-se a isso o já criticado pelo conservador Edmund Burke “intelectual de cátedra” que deseja reformar o mundo a partir de seu castelo elaborando um tratado de filosofia política de oitocentas páginas e se encontra perdido em proporção semelhante ao grau de declínio em que se encontra a classe política. A junção do político de carreira com o intelectual isolado em sua catacumba mental criou a atmosfera de total e completa histeria em que nos encontramos (estamos na era do nacional-socialismo que não é socialismo e do estado islâmico que não é islâmico): todos eles creem no que dizem e não no que enxergam, como bem diagnosticou o dr. Andrew Lobaczewski em seu Ponerologia – psicopatas no poder, e quando são esmagados pelo peso da realidade que enxergam se comportam como formiguinhas atrapalhadas por um obstáculo rumo ao formigueiro.

¹É mestre em Filosofia pela USP, professor, tradutor e assessor editorial. Publica regularmente em www.andreassibarreto.org.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Como a imprensa narra os fatos? Palestra de Alexandre Borges na Santa Generosa

Por André,

Uma das palestras mais brilhantes que vocês verão nos últimos tempos: como a esquerda é detentora da criação de narrativas no debate público mundial.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Brexit: vitória dos mais pobres, remain: voto das elites, da burocracia e dos ricos

Por André,



PRA SABER COMO A ESQUERDA AMA OS POBRES

Resultados interessantes de uma pesquisa de opinião da The Economist sobre o Brexit:

Entre os conservadores (direita): 38 ficar, 53 sair, 8 não sabem.

Entre os trabalhistas (esquerda): 65 ficar, 28 sair, 8 não sabem.

Entre os homens: 41 ficar, 41 sair, 6 não sabem.

Entre as mulheres: 37 ficar, 39 sair, 10 não sabem.

Entre os ricos: 54 ficar, 37 sair, 7 não sabem.

Entre os pobres: 34 ficar, 53 sair, 11 não sabem.

Grupos que querem ficar: esquerda e ricos.
Grupos que querem sair: conservadores, mulheres e pobres. Oligarcas, eurocratas, Obama, George Soros.

MAIS uma vez, como tem sido há bons tempos, o esquerdismo está associado às vontades das elites autoproclamadas sábias e poderosas, representadas pelo establishment político e, no caso europeu, pela eurocracia de Bruxelas.

SÓ TENHO 01 COISA A DIZER: CHORA MAIS. E se reclamar muito vem Donald Trump por aí.

Dados extraídos de: http://www.economist.com/…/…/2016/06/britain-s-eu-referendum

sábado, 18 de junho de 2016

Documentário sobre as charges dinamarquesas de Maomé

Por André,

Por indicação do amigo Marcio Scansani, assisti esse belo documentário da TV portuguesa RTP. Um ótimo antídoto para aqueles dispostos a "dourar a pílula" do islã e serem mais realistas que o rei afirmando a natureza pacífica da religião de Maomé. 

Também fica mais uma vez nítido o embuste que é a distinção entre a "minoria radical" e a "maioria violenta": a maioria violenta age, incitada pelos líderes, com a cumplicidade dos pacíficos que simplesmente afirmam "aguardem a reação" (não será deles, os "pacíficos", mas virá de algum lugar e eles não farão nada sobre isso):

domingo, 8 de maio de 2016

Prefeito eleito de Londres: trabalhista, muçulmano, associado a "radicais", acha que tem muita gente branca em Londres

Por André,



A previsão de Michel Houellebecq se concretizou. Não é a nível nacional, não é na França, mas o seio do mundo ocidental, democrático, leigo e liberal se rendeu ao islã. Hora da Submissão. A retórica que levou Sadiq Khan à prefeitura de Londres é aquela que você pode imaginar: a mesma que conduziu o "primeiro negro" à presidência dos EUA, a "primeira mulher" à presidência do Brasil. Sabemos bem o resultado a que essas eleições baseadas em "política de identidade" nos conduziu. A coisa ainda ia um pouco mais além: era o pobre, vítima da islamofobia, aluno de escola pública versus o rico, herdeiro de bilhões, de educação refinanada (e judeu!!). Foi assim que o jornal de esquerda El País optou por narrar a eleição de Khan.

Seja por sua moderação (sob suspeita) seja por ser mais um "moderado" disfarçado, a eleição de Khan é problemática. Mesmo que toda a moderação de Khan não seja fingimento, isso faz dele um alvo potencialíssimo de ataques por seus pares radicais.



quarta-feira, 4 de maio de 2016

Por que ninguém pode se surpreender com a ascensão de Donald Trump?

Por André (no facebook),

Esclarecimento aos leitores:

Fui um crítico duro de Donald Trump durante as primárias. Achei e ainda acho Ted Cruz o candidato dos sonhos de qualquer conservador - o melhor desde Reagan e um dos melhores de todos os tempos. Como disse o amigo Guilherme Macalossi, Cruz lutou a boa luta e saiu da campanha com a cabeça erguida.

Pra mim, agora, o apoio é incondicional ao candidato republicano, mesmo em se tratando de Trump, figura cujas credenciais conservadores são fragilíssimas. Acho que todos os demais republicanos deveriam fazer o mesmo. Há muito em jogo e em risco.

O que surpreende é o tom de surpresa do artigo abaixo do UOL. Só os mais desligados do debate político, só aqueles que pensam que a atmosfera política mundial é um arremedo da atmosfera política da Banânia podem se dizer exatamente surpresos com a ascensão de Trump.

Há uma tendência global de cansaço e estagnação tanto da classe política como do esquerdismo cultural. Mais ou menos as mesmas perguntas foram feitas acerca do desempenho de Nigel Farage no Reino Unido: como explicar que um ex-empresário, defensor do fumo e do álcool, eurocético e contrário à imigração em massa (ou seja, um "fascista-nazista-racista-politicamente-incorreto-malvadão na narrativa do esquerdismo cultural) tenha feito tanto barulho e sucesso.

Qual a surpresa num empresário "outsider" que a cada frase faz a esquerda limpinha tirar as calças pela cabeça ser candidato à presidência do país mais importante do Universo?

As pessoas estão cansadas dos políticos "profissionais"; engomadinhos que falam apenas coisas polidas de um jeito polido enquanto suas reais preocupações permanecem dentro da gaveta.

O recado está dado.

domingo, 10 de abril de 2016

Uma das caricaturas mais feias da nossa era: a esquerda nacionalista ("o petróleo é nosso") e conspiratória

Por André,

As mesmas figuras que usualmente denunciam o nacionalismo como um movimento fascista ou com tendência à direita e que consideram as denúncias sobre o Foro de São Paulo como sandices conspiratórias do "astrólogo da Virgínia" não hesitam em atribuir algo da dimensão da Lava Jato aos "interesses americanos em privatizar a Petrobrás" e a considerá-la obra de "agentes da CIA".

Leiam esse ótimo texto do Alexandre Versignassi:

Hoje vimos que o pessoal dos Centros Acadêmicos das nossas universidades públicas têm usado seu tempo livre imaginando uma teoria conspiratória, segundo a qual:

1) Nosso Poder Judiciário é um braço de um certo "Departamento Americano dos Estados Unidos".

2) Esse "Departamento" usa juízes brasileiros como fantoches com o objetivo de "entregar a Petrobras para a Shell".

3) Tudo isso é financiado pelo "dinheiro do trabalhador brasileiro, desviado para pagar juros da dívida externa", enriquecendo ainda mais os EUA, e retroalimentando a formação de mais juízes fantoches em território americano. Solução: deixar de pagar a dívida, naturalmente.

Enquanto isso, no mundo real:

- Obama cede a pressões de ambientalistas e bane a exploração de petróleo na costa do Atlântico.
- O Model 3, novo carro elétrico da Tesla, recebe 300 mil encomendas e segue firme para se tornar o automóvel mais vendido dos EUA - talvez do mundo, sem jamais usar uma gota de petróleo.
- O preço do barril segue em baixa, quebrando a indústria petroleira dos EUA, que só nos últimos anos, graças ao xisto, tinha aumentado sua produção em 4 milhões de barris por dia (duas Petrobras).
- As quatro maiores empresas do mundo não são petroleiras, nem americanas. São quatro bancos chineses, credores da dívida externa americana.
- A dívida externa do Brasil é de US$ 330 bilhões. A dívida que o resto do mundo tem com o Brasil é de US$ 375 bilhões. Estamos no azul desde o boom das commodities, e somos o quinto maior credor dos EUA. Só eles nos devem US$ 225 bilhões, e pagam os juros bonitinho, como todos os nossos outros devedores. 
- O grosso da dívida brasileira para é interna. Em real, moeda que, olha só, nós mesmos produzimos. E os credores dessa dívida somos todos nós que temos conta em banco, já que a maior parte do dinheiro dos bancos está aplicada em títulos da dívida pública. Se o governo deixar de pagar essa dívida, o real deixa de existir como moeda. Converte-se em papel colorido com desenhos de gosto duvidoso. E quando vc quiser comprar pão, vai ter que dar para o padeiro algo que ele aceite como moeda de troca (talvez um abraço, uma palavra amiga, ou uma nota de dólar).

O mundo real, enfim, é um lugar onde uma Petrobras é um ativo altamente arriscado, que "a Shell" ou qq petroleira saudável do mundo não pegaria nem de graça, já que quem pegar "de graça" ganha uma dívida de US$ 120 bilhões (uma Volkswagen inteira) para pagar. 
O mundo real é um lugar que está deixando o petróleo para trás.
O mundo real é um lugar onde a maior dívida externa do mundo é a americana
O mundo real é um lugar onde calote é punido com descrédito. E só nos damos ao luxo de ter uma moeda nacional pq ainda existe a crença de que, um dia, o governo tratará sua dívida interna alguma responsabilidade, e que não vai haver calote, nem que um hipopótamo assuma a presidência. 
O mundo real, em suma, é um lugar mais complexo que o das teorias infantilóides. Mas também é um lugar bem mais difícil de entender.
Se vc, cara do CA, não quer usar seu amplo tempo livre para entender como o mundo realmente funciona, beleza. Só não perca tempo tentando me ensinar.

ADENDO contido nos comentários:

A parte mais anelídea da declaração que motivou essa resposta nem entrou aqui, por ser o lugar comum mais surrado: defender a "expropriação dos meios de produção de riqueza". A minha "riqueza" eu produzo com um laptop. Boa parte das empresas mais valiosas do mundo (Google, Amazon, Facebook), em última instância, também. E todas começaram com uma ou duas pessoas na frente de um laptop (R$ 500 no Mercado Livre). Vamos estatizar os laptops, então? Quando Marx escreveu isso, "os meios de produção de riqueza" eram basicamente minas de carvão, teares a vapor e navios, coisas inacessíveis mesmo no século 19. O que nem ele nem ninguém imaginava é que a revolução da "tomada dos meios de produção pelo proletariado" aconteceria via tecnologia e liberdade para empreender, não com tiro, porrada, bomba, campo de concentração e ditadura, como sonharam, e realizaram, tantos de seus seguidores pelo mundo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Meu debute no Mídia sem Máscara: artigo sobre a crise "imigratória" europeia e a necessidade de uma direita forte

Por Mídia sem Máscara,

O público brasileiro, carente de qualquer direita organizada, costuma enamorar-se com toda sorte de pretensos direitistas: centro-direitistas, social-democratas, democratas cristãos, liberais e até mesmo meros anticomunistas. Contudo, a crise “imigratória” da Europa tem ajudado a revelar as fraquezas desses ditos políticos “de direita”. Foram as políticas de Angela Merkel, da União Democrata-Cristã (CDU), de centro-direita, que arreganharam as fronteiras da Alemanha para talvez um punhado de refugiados genuínos, mas outros milhares de jihadistas, simpatizantes do ISIS, interessados unicamente em duas coisas: os benefícios do estado de bem-estar social europeu e a implementação de uma governança islâmica sobre o ocidente (concretizando as profecias próprias do islã e de seus teóricos, como Guénon e Qutb). Isso tudo não, sem antes, espetáculos de molestação pública de mulheres e arrastões, como vimos na virada de ano em Colônia (na própria Alemanha).

Mesmo depois do ocorrido em Colônia, e de tantos outros por toda a Europa, os políticos da dita direita não mudam sua postura. Seguem atinados à agenda politicamente correta, multicultural e anti-ocidental a que, invariavelmente, pertencem (na Suécia isso é fato estabelecido há bons tempos). Quanto à mídia, o quadro é o mesmo ou ainda pior (a BBC só relatou o ocorrido de Colônia pelo menos dois dias depois e diversos outros órgãos substituíram a expressão “refugiados muçulmanos” por “imigrantes do Norte da África” – como a Deutsche Welle, por exemplo). A prefeita de Colônia sugeriu, como solução para o problema a criação de um código de conduta para as mulheres. Um imã salafista da cidade afirmou que as mulheres foram estupradas porque elas estavam “seminuas e usando perfume”. Exatamente como no lamentável caso da Charlie Hebdo, onde o sangue dos cartunistas ainda estava quente quando políticos e analistas sociais já estavam preocupados com as eventuais “reações (sic) islamofóbicas” que os ataques gerariam. O ministro alemão da Justiça, pouco preocupado em investigar o caso, teme as reações “xenofóbicas” da “extrema-direita”. No parlamento britânico discute-se a possibilidade de impedir a entrada de Donald Trumpna terra da rainha enquanto a pregação radical em escolas, universidades e mesquitas segue livre.

A polícia alemã, que pouco fez (ou estava autorizada a fazer) nos arrastões em Colônia, agiu e age de maneira ostensiva nas manifestações do grupo Pegida, que propõe restrições à imigração: Tommy Robinson, outra voz potente contra a imigração muçulmana para o Reino Unido e criador do “Pegida britânico” foi, recentemente (mais exatamente, dois dias depois de criar a organização), preso (enquanto o clérigo radical que propõe a implementação da sharia na Grã-Bretanha e nos EUA e ameaçou a ativista Pamela Geller ao vivo, Anjem Choudary, continua solto).

É nesse contexto que surge um pequeno, porém importante livro, escrito pelo sueco Daniel Fribergchamado “A verdadeira direita” (a ser publicado pela editora Simonsen, em tradução minha, com campanha de crowdfunding em andamento). Friberg é figura central e basilar para a existência de uma nova direita realna Suécia, sendo que sem Daniel ela provavelmente não existiria, conforme atesta seu amigo, sócio e prefaciador do livro, John Morgan. Considerando o laboratório de causas progressistas que é a Suécia, podemos certamente depreender o elevado mérito de Friberg não apenas por fazer manter algumpensamento de direita no país nórdico, mas bem como por fazer existir um pensamento de direita coeso, forte e ativo.

Três importantes e urgentes lições, tanto para direitistas europeus quanto brasileiros, podem ser deslindadas a partir do livro de Friberg (que tem por subtítulo, pertinentemente, “um manual para a oposição de verdade”): 1) uma direita forte não apenas é possível como é necessária, 2) a já moribunda e falsa direita pode e deve ser definitivamente rechaçada e 3) o caminho para a vitória da direita é pela via de uma batalha no terreno da “metapolítica”.

A Europa, ao menos, já teve uma direita forte, o que leva os teóricos da Nova Direita a se reportarem a políticos, pensadores e situações do passado que representaram bem a corrente de pensamento, ao passo que nós, brasileiros, não podemos ir tão longe*. Estamos, geralmente, acostumados a uma oposição insossa ao esquerdismo tão tipicamente latino, um anticomunismo de manual por parte dos sociais-democratas ou, nos servindo de um exemplo extraído da realidade atual para ilustrar o sentimento, um tímido antipetismo “democrático”; uma direita frágil, acuada, envergonhada e usuária dos cacoetes linguísticos da esquerda (e que, por isso, invariavelmente, pensa como ela).

Friberg mostra em seu livro como essa direita, já moribunda na Europa, pois não atende aos anseios das pessoas (segundo Friberg, por exemplo, embora os políticos “de direita” sejam partidários das políticas imigratórias malucas que têm levado à destruição da antiga cultura sueca e aos episódios ocorridos em Colônia, uma fatia considerável do povo sueco é favorável a políticas imigratórias restritivas, carecendo apenas de uma representação política que faça jus à sua vontade) deve ser absolutamente rechaçada e extirpada da vida política séria para que os problemas mais urgentes da realidade política atual sejam superados; tanto essa direita fraca quanto a esquerda são culpadas pelos problemas que assolam o continente europeu no momento.

Em determinada altura do livro, Friberg dá, literalmente, dicas práticas de como lidar com esquerdistas militantes hostis, como reagir a um jornalista militante de esquerda que bate à sua porta etc.; e a lição é bastante simples, a direita pode e deve ser forte, o que inclui uma militância ativa e ostensiva: Friberg é criador do empreendimento “Motpol”, que, além de assessorar vítimas de assédio ideológico esquerdista (algo extremamente comum na Suécia), é uma força crescente na imprensa, na área editorial, como think-tank e cresceu vertiginosamente em diversas outras atividades ao longo de sua década de existência completada em 2015.

E ainda mais importante, Freiberg é enfático em afirmar que para a direita vencer a guerra, o campo de batalha é a cultura ou, conforme Friberg chama, a “metapolítica”. Não se trata de meramente ganhar eleições, ocupar parlamentos, enfim, vencer a “política de rua”, é mister que as instituições produtoras de cultura sejam retiradas da alçada do esquerdismo radical. Escolas, universidades, imprensa, editoras etc. devem voltar a servir os interesses genuínos das pessoas e não à agenda do progressismo frankfurtiano e da estratégia gramscista. No livro, Friberg oferece todo o passo-a-passo de como essa ofensiva cultural de direita deve ser empreendida para que obtenha sucesso.

Os episódios que chamei a atenção no início do artigo mostram como o diagnóstico de Friberg é preciso: a esquerda preparou o terreno cultural para (entre outras coisas, evidentemente) a aceitação de políticas de imigração em massa, por exemplo, acusando todos que discordam dela de “fascista”, “racista” ou “nazista” e a dita direita, covarde, acuada e cúmplice, sorveu tudo que veio desse caldo politicamente correto que escorreu das universidades sob a alcunha de “multiculturalismo” e de “politicamente correto”, autorizando legal e moralmente a coisa toda. Uma direita que acerta no campo econômico (vale novamente o exemplo alemão, a mesma Merkel que abriu as fronteiras para qualquer um é o principal bastião da ortodoxia e da austeridade econômica) mas erra em todo o resto está invariavelmente fadada ao fracasso e não merece nenhum apoio consistente.


* Para ser justo, Friberg cita no livro a figura de Plinio Correa de Oliveira (1908-1995) como um importante representante das ideias contra-revolucionárias.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Imigrantes legais da Suíça se sentem atraídos pelo partido de direita

Por André,

Partido de direita que propõe controle de imigração vence eleições na Suíça.

Imigrantes se sentem atraídos por partido que propõe leis rígidas para evitar a imigração ilegal.


Se tem um tipo de notícia que me agrada é essa: imigrantes LEGAIS se atraem pelos partidos de direita com políticas rígidas sobre imigração. É mais uma daquelas notícias que buga o cérebro de esquerdista que acha que os esquemas ideológicos criam uma realidade e não que a realidade é soberana na hora de criar teorias explicativas sobre o mundo.

Lembro-me de, à época das eleições para primeiro-ministro na Grã-Bretanha, debater com alguns habitantes das catacumbas de pensamento da internet (a seção de comentários das páginas do El Pais, da BBC e da DW) porque eu, brasileiro, mostrei minha simpatia pelo UKIP e pelo seu candidato Nigel Farage. Como é possível que, na melhor das hipóteses um pretenso imigrante defenda um partido e um candidato pela causa contrária à imigração em massa?

As mentes limitadas funcionam assim: tudo aquilo que não se submeter ao esqueminha ideológico simplesmente não pode existir, mesmo que a realidade esteja aí, soberana e sublime, apontando na direção contrária.

É sempre o mesmo:

- Gay conservador: não pode.
- Negro contra cotas: não pode.
- Mulher antifeminista: não pode.
- Branco pobre: não merece nada porque é branco.
- Pobre de direita: não pode (e essa sempre rende comentários engraçadíssimos!).
- Imigrante contra a imigração ilegal (mesmo depois de anos de labuta para se tornar um imigrante legal, como as coisas devem ser): não pode.

A inteligência simplesmente foi destruída pela ideologia. A realidade é sacrificada no altar ideológico. Esse sociologismo rasteiro e chinfrim onde as pessoas não são indivíduos que pensam por si próprios e que buscam a verdade, mas sim engrenagens de um grupo ou uma classe e que devem aderir ao pensamento de manada - e que grassa forte e vivaz entre os círculos pseudocults) - é das coisas mais baixas que circulam na atmosfera 'intelectual' atual. Embora esse raciocínio deva muito ao marxismo, estou certo que talvez o próprio Marx se envergonharia dele.

O jeito é continuar dando curto-circuito nos esqueminhas ideológicos dessa gente. Além de necessário é engraçado.

sábado, 19 de setembro de 2015

Depoimento de refugiado sírio cristão levanta questões sobre a natureza da crise migratória

Por André,

Um amigo recebeu o seguinte depoimento de um refugiado sírio católico. Apenas mais uma mostra que a turba que tentou e tenta conduzir o debate sobre o fluxo migratório com o velho argumento do "amor" faz apenas prestar um desserviço à busca da verdade e da moderação:

"Vi que você postou sobre os refugiados sírios. Sobre isso,tenho uma denúncia a fazer para que a verdade do que realmente ocorre atualmente naquela região seja de conhecimento público. No entanto, caso comente algo sobre isso publicamente, peço apenas que não cite como conseguiu essa informação. Se conseguir passar para o professor Olavo, acho que seria interessante, visto que ele sempre nos alertou sobre a ONU e sobre o Islam fazer parte dos planos da esquerda, apesar dos muçulmanos terem seus próprios objetivos. 
Sou Católico Maronita. Assim, tenho contato com a comunidade libanesa e árabe, além de ter tido um contato bem intenso com a comunidade islâmica de minha cidade por 2 anos (e vi pessoas que, disfarçadamente, tentavam ou almejavam trazer o terrorismo islâmico para o Brasil). 
Através de outro amigo maronita, consegui contato com um refugiado cristao sírio que veio para a cidade. Este refugiado fez uma reunião conosco e contou sobre a trajetória dele para chegar ao Brasil. A primeira denúncia foi a seguinte: ele explicou que, para ser considerado refugiado, é necessário que a ONU envie uma equipe para visitar a pessoa. Esse cristão pediu a visita e, no dia em que a equipe da ONU foi para a casa dele para analisá-lo, percebeu que a comissão era formada apenas por muçulmanos (cinco ou seis muçulmanos, se não me falha a memória). Ele então disse que, logo que chegaram na casa dele e viram a cruz atrás da porta de entrada, a equipe não disse nada, apenas entregou um papel negando que eles saíssem da Síria como refugiado. 
A ONU está permitindo que saiam para o resto do mundo apenas muçulmanos. 
A primeira denúncia dele termina aí, mas obviamente conseguimos tirar conclusões claras. A partir do momento que a equipe é formada apenas por muçulmanos, que negam a oportunidade de cristãos serem salvos do Estado Islâmico, não é difícil de perceber que se trata de uma guerra religiosa para a própria equipe da ONU. Não tenha dúvida que a equipe da ONU permite a saída de jihadistas e lobos solitários treinados pelo Estado Islâmico para se infiltraram na Europa, afinal essa mesma equipe condena os cristãos à morte ao negarem a possibilidade de serem considerados refugiados. Eis que essas comissões da ONU não passam de um modo de se fazer a jihad, o esforço próprio que permita a destruição de nossa cultura cristã ocidental. 
A segunda denúncia que fez foi que para conseguir visto ao Brasil, ele simplesmente chegou à embaixada e mostrou o passaporte. O funcionário da embaixada perguntou se ele era sírio, e ele confirmou. Em seguida eles devolveram o passaporte e lhe disseram "seja bem vindo ao Brasil". Ele perguntou se não haveria algum tipo de entrevista ou algum formulário que fosse para preencher e ser analisado pelo governo. A embaixada negou, e disse que bastava ele ser sírio, de resto estava tudo certo. 
Estamos recebendo um fluxo inimaginável de imigrantes sem controle algum. É histórico que existe uma comunidade islâmica terrorista em Foz do Iguaçu, bem como em São Paulo. 
Desculpe pelo texto demasiado grande, mas é que encontrei a oportunidade perfeita para repassar essas denúncias que eu guardava presas na minha consciência. Peço novamente para preservar meu nome caso queira utilizar essas denúncias. 
Grande abraço"

Reportagem confirma o depoimento: refugiados cristãos têm receio de revelar sua fé.