Esclarecimento aos leitores:
Fui um crítico duro de Donald Trump durante as primárias. Achei e ainda acho Ted Cruz o candidato dos sonhos de qualquer conservador - o melhor desde Reagan e um dos melhores de todos os tempos. Como disse o amigo Guilherme Macalossi, Cruz lutou a boa luta e saiu da campanha com a cabeça erguida.
Pra mim, agora, o apoio é incondicional ao candidato republicano, mesmo em se tratando de Trump, figura cujas credenciais conservadores são fragilíssimas. Acho que todos os demais republicanos deveriam fazer o mesmo. Há muito em jogo e em risco.
O que surpreende é o tom de surpresa do artigo abaixo do UOL. Só os mais desligados do debate político, só aqueles que pensam que a atmosfera política mundial é um arremedo da atmosfera política da Banânia podem se dizer exatamente surpresos com a ascensão de Trump.
Há uma tendência global de cansaço e estagnação tanto da classe política como do esquerdismo cultural. Mais ou menos as mesmas perguntas foram feitas acerca do desempenho de Nigel Farage no Reino Unido: como explicar que um ex-empresário, defensor do fumo e do álcool, eurocético e contrário à imigração em massa (ou seja, um "fascista-nazista-racista-politicamente-incorreto-malvadão na narrativa do esquerdismo cultural) tenha feito tanto barulho e sucesso.
Qual a surpresa num empresário "outsider" que a cada frase faz a esquerda limpinha tirar as calças pela cabeça ser candidato à presidência do país mais importante do Universo?
As pessoas estão cansadas dos políticos "profissionais"; engomadinhos que falam apenas coisas polidas de um jeito polido enquanto suas reais preocupações permanecem dentro da gaveta.
O recado está dado.
Link para a matéria do UOL citada.
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1. Seja polido;
2. Preze pela ortografia e gramática da sua língua-mãe.