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domingo, 13 de maio de 2012

Médicos de plantão, esses sintomas indicam o quê?

Por André,



A lista:

- espasmos curtos nos membros superiores;

- leves tremores nas mãos;

- sono irriquieto;

- coração levemente taquicárdico;

- apetite desregular.

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Esqueci de mencionar algo essencial. Talvez eu ate fosse um caso interessante para o Dr. House, certamente confirmaria sua regra de que "todo mundo mente", ou ao menos, "todo mundo esconde alguma coisa".

Os sintomas, somados, não apareceram ao acaso. Mas... quando da presença (presença num sentido lato) de determinada pessoa. O que indica, em verdade, algo mais psicológico que físico, ou corrobora minha tese inacabada sobre a organicidade do amor (ele e orgânico e causa efeitos orgânicos)

Raras foram as vezes que senti isso, alias, acho que podem ser contadas com os dedos de uma mão e sem usar todos os dedos.

Por uma razão ou por outra, espero que isso passe.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Amizades coloridas - Do pular de cerca do cogito V

Amizade colorida, no geral é quando duas pessoas são amigas oficialmente mas no fundo há mais do que apenas uma amizade, há uma certa atração, uma esperança de um dia isto mudar.
Na ARTE este termo pode ser comparado assim:



A amizade é um desenho sem pintura e quando este desenho está colorido já não passa mais a ser amizade, já existem mais interesses, não apenas aquele de serem apenas bons amigo, por isso que a amizade colorida é aquela que tem um "algo mais"

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Do 'pular de cerca do cogito' V



1. Cabelos
2. Olhos
3. Boca

E então, ela pode ficar com as chaves do meu carro, apartamento, cofre e coração.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Do 'pular de cerca do cogito' IV


Eduardo e Mônica

Legião Urbana

Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram
Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"
Festa estranha, com gente esquisita
"Eu não tô legal", não agüento mais birita"
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"É quase duas, eu vou me ferrar"
Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de "camelo"
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo
Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema
Escola, cinema, clube, televisão
E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser
Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar (não!)
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz
Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram
Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação
E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Do 'pular de cerca do cogito' III


Isso poderia ser título de uma dissertação de mestrado ou tese de doutorado:

"Tratado sobre o aumento da beleza da paisagem 'natural' à luz do verão".

Se no inverno apreciamos a "beleza artificial" das pessoas: suas roupas, sapatos, bolsas/malas, cachecóis, etc, no verão apreciamos sua "beleza natural", as belas curvas.

Vida longa ao verão.

sábado, 8 de outubro de 2011

Do 'pular de cerca do cogito' II



O Homem e a Mulher
Victor Hugo
O homem é a mais elevada das criaturas.
A mulher é o mais sublime dos ideais.
Deus fez para o homem um trono.
Para a mulher, um altar.
O trono exalta.
  O altar santifica.
O homem é o cérebro; a mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz; o coração produz Amor.
A luz fecunda.
O Amor ressuscita.
O homem é forte pela razão.
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence.
As lágrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos.
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece.
O martírio sublima.
O homem tem a supremacia.
A mulher, a preferência.
A supremacia significa a força.
A preferência representa o direito.
O homem é um gênio; a mulher, um anjo.
O gênio é imensurável; o anjo, indefinível.
Contempla-se o infinito.
Admira-se o inefável.
A aspiração do homem é a suprema glória.
A aspiração da mulher é a virtude extrema.
A glória faz tudo grande.
A virtude faz tudo divino.
O homem é um código.
A mulher, um evangelho.
O código corrige.
O evangelho aperfeiçoa.
O homem pensa.
A mulher sonha.
Pensar é ter no crânio uma larva.
Sonhar é ter na fronte uma auréola.
O homem é um oceano.
  A mulher um lago.
O oceano tem a pérola que adorna.
O lago, a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa.
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço.
Cantar é conquistar a alma.
O homem é um templo.
A mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos.
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra.
  E a mulher onde começa o céu.

Do 'pular de cerca do cogito' I



Poema CASAMENTO

por Adélia Prado

Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como "este foi difícil"
"prateou no ar dando rabanadas"
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.

Texto extraído do livro "Adélia Prado - Poesia Reunida", Ed. Siciliano - São Paulo, 1991, pág. 252.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Nova sessão do blog: "Bocejo pessimista ou 'do pular de cerca do cogito'"



Caros e caras leitores anônimos do blog "O Bico do Tentilhão".

Inaugurarei em breve um nova sessão para este blog, me inspiro claramente no "Digressão de Sísifo" do ilustre Paulo Jonas de Lima Piva (dono do blog 'O Pensador da Aldeia').

Nessa sessão farei algo incomum, ao blog e à minha própria personalidade: revelarei, escreverei sobre minhas idiossincrasias, não escolhi a tag "subjetividade" à toa.

Por que "bocejo pessimista"?



Bocejo porque é informal, cansado, breve, lacônico, involuntário, fisiológico.

Pessimista porque, como os mais chegados sabem, sou pessimista: quanto a mim mesmo, como pessoa, como 'intelectual', como sujeito físico; quanto ao homem como um todo (prazer, Hobbes!); quanto ao país, quanto a quase tudo.



O "pular de cerca do cogito" vem do fato de que, nessa sessão, farei e/ou apelarei para coisas que normalmente nem mesmo considero sérias: o cogito, o eu transcendental, racional, absoluto, impassível, lógico ao extremo, pula a cerca e visita terras nunca dante desbravadas, entende? ;)

O post inaugural está mentalmente pronto, já tenho noção do que vou fazer, envolverá a mim mesmo e a Bukowski.