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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Porto de Mariel em Cuba, com financiamento brasileiro: "Navio norte-coreano retido no Panamá levava mísseis cubanos"


Cuba admitiu estar por trás de um carregamento militar que foi descoberto dentro de um barco com a bandeira da Coreia do Norte retido pelo governo do Panamá.
O navio Chong Chon Gang, procedente de Cuba, foi detido na semana passada quando se aproximava do Canal do Panamá com armas não declaradas escondidas sob um carregamento de açúcar.
O governo do Panamá disse que a embarcação contrabandeava "um equipamento sofisticado de mísseis" através do canal.
Na noite dessa terça-feira, o ministro de Relações Exteriores de Cuba disse em comunicado que o navio levava armas obsoletas cubanas para serem consertadas na Coreia do Norte.
Sanções da ONU impedem que a Coreia do Norte exporte e importe armas. No caso das importações, apenas armamentos leves são permitidos.
Entenda o que se sabe até agora sobre o incidente:

O que aconteceu?

O ministro da Segurança do Panamá, José Raúl Mulino, disso à BBC que "o barco foi detido na quarta-feira passada, por causa de uma informação relacionada com drogas".
No entanto, ele afirmou que os armamentos foram descobertos na segunda-feira.
"O fiscal antidrogas foi quem deu a ordem. No entanto, como houve resistência e violência da tripulação ─ o capitão tentou suicidar-se duas vezes ─ tivemos esse problema até o sábado à noite, quando o barco já estava no porto e a tripulação fora do barco. Pudemos então começar a trabalhar sem parar, como se está trabalhando", disse o ministro.
Na terça-feira à noite, um comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores cubano admitiu que o navio levava armas obsoletas de Cuba para serem consertadas na Coreia do Norte.
No entanto, a nota diz que Cuba reafirma seu compromisso com "a paz, o desarmamento, incluindo o desarmamento nuclear, e o respeito pelas leis internacionais".

[Continua no link].

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Crimes da Coreia do Norte equiparam-se ao do nazismo

Por Estadão,

GENEBRA - A maior investigação já realizada pela ONU sobre a situação na Coreia do Norte conclui que a liderança do país asiático promove "crimes contra humanidade" e pede que os responsáveis, inclusive seu presidente, Kim Jong-un, sejam levados à Corte Penal Internacional.  

Os dados fazem parte do levantamento de mais de 400 páginas e que está sendo divulgado hoje em Genebra. O informe acusa o regime de levar sua população à fome, por promover "atrocidades" e crimes praticamente diários. "A gravidade, escala e natureza dessas violações revelam um estado que não tem paralelo no mundo contemporâneo", alertou a ONU.

Para os autores do informe, os crimes se "assemelham de uma forma incrível aos crimes nazistas". Já a Coreia do Norte insiste que o informe é feito a partir de "documentos falsos".

Em suas páginas, o informe da ONU mostra como assassinatos, torturas, escravidão, violência sexual, extermínio e tantos outros crimes fazem parte da vida diária de um dos países mais fechados do mundo. Sequestros, inclusive de crianças, seriam permanentes.

A ONU estima que entre 80 mil e 120 mil prisioneiros políticos estejam em centros de detenção pelo país. Não há liberdade de expressão e qualquer tentativa de questionamento é reprimida com penas graves e até de morte.

Diante dessa realidade, a ONU apela que o Conselho de Segurança trate da situação e passe uma resolução referindo o caso à Corte Penal Internacional. A ONU também pede que sanções sejam adotadas.

O informe ainda inclui uma carta dirigida diretamente ao "supremo líder, Kim Jong-un". Nela, a ONU faz um resumo das conclusões e aponta que existe uma "sistemática violação de direitos humanos que se equivale a crimes contra humanidade".

Na carta, a ONU também alerta que o comando de um país deve ser responsabilizado criminalmente pelos atos de um estado e que o próprio Kim deveria ser julgado.


COMENTÁRIOS

Não é novidade pra ninguém que nazismo e comunismo compartilham métodos, estratégias, objetivam um poder que só pode culminar em totalitarismo e que, por disputarem as mesmas almas, mesmo após momentos de afago, entram em conflito. Já tratei exaustivamente do tema aqui.

Também não é demais lembrar a quantidade de simpatizantes do regime norte-coreano que temos no Brasil. Desde o PC do B a militontos pseudointelectuais de rede social (já tive o desprazer de discutir com alguns).

A ONU descobre apenas agora o que gente que viveu na pele o comunismo já sabia há um bom tempo, como reza a Declaração de Praga sobre Consciência Europeia e Comunismo.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Kim Jong-un teria jogado o tio em jaula com 120 cães

Por Exame,

Roma - O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, teria ordenado que o seu tio Jang Song-thaek, ex-número dois do regime, fosse jogado vivo em uma gaiola com 120 cães famintos, segundo o jornal de Hong Kong Wen Wei Po, próximo ao Partido Comunista da China

Tutor de Kim, Jang foi morto no começo de dezembro após ser acusado de atividades contrarrevolucionárias, abuso de poder, corrupção, relações impróprias com mulheres, uso de drogas e desperdício de dinheiro.

Em nenhum momento o governo norte-coreano especificou como se deu a execução, que teria sido acompanhada pelo atual mandatário, seu irmão e mais 300 funcionários. 

Ainda não se sabe o que aconteceu com a mulher de Jang, Kim Kyong-hui, irmã de Kim Jong-il, pai de Kim Jong-un.

COMENTÁRIOS:

Há apenas um fenômeno mais curioso que a insistência no falho modelo comunista, sua defesa por parte de gente aparentemente sadia em cantos do globo onde o comunismo é apenas uma sombra. Muitos ingratos com as democracias liberais regidas pela "rule of law" ocidental querem (ou dizem querer) regimes comunistas governando seu país. Não é um privilégio do Brasil.

Se há algo de válido na discussão com gente que disparará que a notícia é apenas uma "conspiração da mídia burguesa ocidental contra o povo e o comunismo" (muito embora a fonte seja um jornal chinês) ou que não há provas da existência de campos de concentração na Coreia do Norte (leiam "Fuga do Campo 14" de Blaine Harden) ou que praticamente não há luz elétrica na Coreia do Norte é que a guerra política também é uma guerra psicológica. Amiúde, os adeptos de tais teorias da conspiração (há quem diga que até o holocausto stalinista na Ucrânia é conspiração) creem honestamente no que dizem (o tom da conversa lhe dirá se é um espertalhão ou um idiota útil). Como é possível serem tão crédulos e permitirem-se enganar de tão longe?

É sabido que desde Stalin a guerra é, também, penas mentes. O que assusta é o nível a que isso pode chegar, como as pessoas voluntariamente aderem a absurdos, como as ideologias políticas totalitárias exercem poder sobre o espírito. Se ao mesmo tempo Auschwitz e o arquipélago Gulag causam horror por terem efetivamente ocorrido e existido, a adesão imediata e fiel de gente aos regimes também é compreendida quando se pondera sobre a corrupção que tais ideologias causam no espírito humano.