Não gosto do carnaval, talvez exceto pelo fato de serem dias de descanso. E ao que parece, muitos concordam comigo, especialmente tendo em vista que, ano passado, a audiência das Olimpíadas de INVERNO, transmitidas pela Record, puseram em risco a audiência da transmissão dos desfiles pela Globo.
Contudo, como eu disse em sala da aula ontem, as pessoas têm TODO O DIREITO de serem IDIOTAS. Junto com alguns outros pares de direitos inalienáveis que repousam na sua condição de indivíduos. Elas têm o direito de se tornarem egoístas e pararem de doar sangue para quem precisa, de beijarem 700 bocas diferentes e não identificadas e correrem o risco de contraírem alguma bactéria, visto que a boca é o orifício mais poluído do ser humano, tem todo o direito de contraírem DSTs a gosto do freguês.
Enfim, a lista é infinita. Também não tenho nada contra quem simplesmente "comemora" (comemorar o quê?) o carnaval de forma mais light.
Embora tenha se tornado perigoso dizer isso, eu não gosto do carnaval, especialmente nos moldes que acontece hoje em dia: gastança, tempo e energia desperdiçados, putaria etc. Acho que ainda me é guardado o direito de simplesmente não gostar de alguma coisa sem ser acusado de fascista, racista, nazista e outros "istas" que quem acusa sequer sonha com 1% do significado.
É interessante observar como a festividade pára o país, mesmo que em alguns lugares mais e em outros menos. É interessante ver como há espírito coletivo, tempo, dinheiro e outras coisas para essas finalidades e não para tantas outras, um tanto quanto mais nobres.
Se este reles blogueiro está a pensar isso, porque não os políticos? "Eu vou fazer algo por esta gente? Que trabalha o ano inteiro para garantir a farra do próximo? Ah, não, vou fazer igualzinho a eles, tratar de garantir minha farra particular". Não sei a resposta, apenas levanto a questão...
Enfim, não gosto do carnaval, espero que me seja permitido continuar não gostando dele.
Na próxima semana, que o ano se inicie!

"Je ne suis pas d'accord avec ce que vous dites, mais je me battrai jusqu'à la mort pour que vous ayez le droit de le dire"
ResponderExcluirBacana. A área de comentários do blog é só pra quem fala francês?
Que chique.
Não, caro Álvaro.
ResponderExcluirEsta é a famosa sentença de Voltaire: "Posso não concordar com uma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-las", como uma "googada" de 10 segundos pode mostrar.
Sou bastante liberal quanto a expressão de opiniões, exceto em casos extremos e acho que o pensamento de Voltaire cabe muito bem aqui, a frase estar em francês é só um preciosismo que visa evitar traduções ruins ou mal intencionadas. Males de alguns aninhos no mundo acadêmico.
Sinta-se a vontade para comentar, na língua que melhor lhe aprouver.
Abraços,