É curioso ouvir o podcast que, para marcar o lançamento do segundo livro de Philosophy Bites,
da responsabilidade de David Edmonds e Nigel Warburton, eles
disponibilizaram sobre o filósofo favorito de muitos dos filósofos e
filósofas que entrevistaram.
São quase 70 filósofos e filósofas das mais variadas áreas e tendências
filosóficas que se pronunciam sobre o seu filósofo favorito,
justificando brevemente a sua escolha. É certo que a maior parte dos
filósofos são de língua inglesa, mas também os há, embora poucos, de
língua francesa. Mesmo entre os filósofos de língua inglesa, muitos não
são filósofos analíticos. Confesso que não conheço muitos deles, mas há
outros que talvez sejam conhecidos dos leitores, como Ronald Dworkin
(que referiu Kant), David Chalmers (Carnap), Kit Fine (Aristóteles),
Michael Sandel (Hegel), Peter Singer (Henry Sidgwick), Michael Dummett
(Frege), Tim Crane (Descartes), Susan Wolf (Aristóteles), Stephen Neale
(Russell), Noël Carroll (Aristóteles), Brian Leiter (Nietzsche) mas
também Pascal Bruckner (Sartre), Alain de Botton (Nietzsche) e ainda
filósofos que têm uma perna nas ciências empíricas, como Patricia
Churchland (Hume) ou Alison Gopnik (Hume).
Se esta amostra fosse representativa, dir-se-ia que David Hume é, de
longe, o filósofo preferido dos filósofos contemporâneos. A lista dos
preferidos ficaria ordenada assim:
1. Hume
2. Kant
3. Aristóteles, Nietzsche e Wittgenstein
6. Mill
7. Descartes, Sócrates, Hobbes, Rousseau e Bentham
Claro que houve muitos outros filósofos citados, alguns deles de
filósofos bastante mais recentes (Smart, Armstrong, Lewis, Parfitt,
Chomsky, Fodor, Bernard Williams, Ramsey e o próprio Dummett), mas
também surgiram nomes como Tucídides, os estóicos, Gandi. Houve ainda
quem dissesse não ter filósofo preferido. Mas a resposta mais inesperada
foi que a favorita era a última mulher com quem tinha falado, seja ela
quem for.
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1. Seja polido;
2. Preze pela ortografia e gramática da sua língua-mãe.