(...) A mesma linha de conduta é seguida por Alina Fernández, 50 anos, filha do ditador Fidel Castro e que fugiu para a Espanha em 1993, mas atualmente vive em Miami, onde é apresentadora de um programa da rádio WQBA. Casos como esses demonstram que, nos Estados Unidos, a ancestralidade dos inimigos pode ser o melhor passaporte para a nacionalidade.
Privacidade não é o problema de parentes de inimigos notórios de Tio Sam. Alina Fernández, a filha de Fidel, está diariamente vociferando contra o pai e o regime cubano numa rádio de Miami, cujas ondas podem ser captadas em Havana. Não há amor enrustido nesta ex-modelo fotográfica que, dizem, era a preferida da prole de Castro. “Falo a verdade: o governo instalado por meu pai é monstruoso e deve cair, como ele. Não tenho nada a ver com Fidel, a não ser minha oposição e asco à sua vida. A gente não escolhe os pais: sou inocente deste, digamos, pecado original. Aqui, em Miami, estou em casa. Minha família é o povo cubano no exílio, que em breve irá se juntar aos compatriotas sofredores que ainda estão no país”, esbraveja Alina. (...)
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