Gostaria de acrescer algumas ideias ao texto do Pondé sobre Londres.
As ideias que o nosso mais recente filósofo POP publicou em seu artigo vinham pululando na minha cabeça, provenientes de fontes diversas: colunas de outros articulistas, experiências pessois de pessoas próximas, estudos, leituras de jornais locais, etc, etc.
Somando-se tudo isso ficou claro, ao menos para mim, que o que está acontecendo em Londres NÃO constitui uma revolta do proletariado oprimido contra o capitalismo opressor, na verdade, parece que os "manifestantes" lamentam profundamente eles próprios não fazerem parte da "dinâmica" capitalista, tendo em vista o número de saques nas lojas da Apple, o número de roubos de TV's de LCD, os encontros marcados via Blackberry, etc.
Penso eu que, por uma questão de sanidade mental, qualquer um, inclusive os camaradas socialistas/comunistas, deveriam aguardar mais e averiguar melhor antes de cantarem uma revolução comunista onde só temos um caso de arruaça juvenil e estrangeira. Isso é ruim para todos.
Outra coisa que tenho de ressaltar: a Europa vive um momento de TRANSIÇÃO. Um projeto que pretendia-se de sucesso está falhando. O multiculturalismo (averiguem a nacionalidade/nacionalidade de origem dos "manifestantes" em Londres), o welfare state, as políticas assistencialistas dos PIGS (só para dar um exemplo, anos atrás Portugal oferecia um seguro desemprego de 36 MESES para alguns): mais cedo ou mais tarde teria-se de pagar a conta desse longo almoço.
Bom, estão pagando, a diferença é que TODOS estão pagando, os que almoçaram e os que não almoçaram.
Qualquer semelhança com os Tristes Trópicos NÃO é mera coincidência.
E não, eles não leram Aristóteles e Kant. Eles leram, na melhor das hipóteses, O Segredo.
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